Grammy decide mudar nome de categoria com a palavra “Urban” após críticas

Nesta quarta-feira, o Grammy anunciou que está realizando uma série de mudanças, incluindo a remoção do termo “Urban” de algumas categorias.

Segundo um comunicado enviado à Variety, a categoria “Melhor Álbum de Urban Contemporâneo” passa a se chamar “Melhor Álbum de Progressive R&B”.

A alteração dos nomes aconteceu devido a uma série de críticas feitas há anos, principalmente por executivos negros, e outros profissionais da música. Para eles, o termo “urban” tem sido usado como sinônimo de música negra de forma antiquada, abrangente e inapropriada (Via Papel Pop).

O presidente interino da Recording Academy, Harvey Mason Jr, explicou a mudança: “Estamos constantemente avaliando nosso processo de premiação e evoluindo para assegurar que o Grammy seja inclusivo e reflita a situação atual da indústria musical”. […]“Espero que isso seja parte de um novo capítulo da nossa história”, acrescentou.

De acordo com o portal, a palavra “urban” continuará presente nas novas categorias e “Melhor Álbum Latino de Pop ou Urban” e “Melhor Álbum Latino de Rock ou Música Alternativa”,

Em breve, a Academia disponibilizará, pela primeira vez, o livro de regras e diretrizes da cerimônia.

Twitch pede para que usuários excluam vídeos que podem violar direitos autorais

A semana já começou com uma bomba para os usuários do Twitch, a plataforma de streaming da Amazon. Isso porque, a plataforma recebeu uma série de notificações sobre violação de direitos autorais e vários conteúdos terão que ser removidos!

De acordo com o Music Business Worldwide, o Twitch recebeu várias de notificações nesta segunda-feira (8) pelo DMCA – (Digital Millennium Copyright Act) – por causa de músicas tocadas em segundo plano entre as transmissões e vídeos na plataforma. Um comunicado foi enviado aos usuários no Twitter para que todo o conteúdo não autorizado seja removido para não terem suas contas canceladas:

“É a primeira vez que recebemos reivindicações em massa do DMCA contra vídeos. Entendemos que isso tem sido estressante para os criadores afetados e estamos trabalhando em soluções, inclusive examinando como podemos oferecer mais controle sobre seus clipes”.

Quem não gostou nada disso, claro, foram os usuários, principalmente os que são populares por lá. Muitos terão que remover, seus melhores conteúdos, ou praticamente todos.

Este é o caso da gamer @Fuslie, em seu twitter ela disse que recebeu o alerta sobre violações de direitos: “Recebi dois ataques de direitos autorais em meu canal (ambos com mais de um ano) na semana passada, e informamos que, se encontrarem mais uma violação nos meus vídeos, minha conta do Twitch será permanente excluída.”

Fuslie acrescentou: “Conversei com vários funcionários do @Twitch, todos dizendo que a melhor opção é excluir todos os meus maiores clipes. Além de ser quase impossível excluir mais de 100.000 vídeos, o painel do criador não está carregando nenhum dos meus clipes antigos. Como devo me proteger aqui?”

“Para evitar mais avisos de direitos autorais, reserve um momento para limpar sua conta de qualquer conteúdo que possa ser infrator e pare de compartilha-los. Se este for seu terceiro aviso, sua conta será encerrada agora”, alertou a criadora.

Com a pandemia do coronavírus, o Twitch se tornou uma das plataformas de streaming que mais se destacou no mercado musical. Principalmente porque seu novo chefe de produto, Tracy Chan, veio do Spotify, e também pela parceria com o SoundCloud.

Além do comunicado, o Twitch atualizou suas diretrizes sobre o uso de músicas para esclarecer o que pode e o que não pode ser usado em sua plataforma:

“O Twitch valoriza o trabalho de compositores, músicos e outros artistas criativos. Como uma empresa comprometida em apoiar os criadores, respeitamos e pedimos aos nossos usuários que respeitem a propriedade intelectual daqueles que fazem música e daqueles que possuem ou controlam seus direitos ”.

Vale lembrar que em 2018, a Forbes já havia feito uma denúncia em um artigo sobre o não pagamento de royalties de músicas pelo Twitch.

 

Foto: Caspar Camille Rubin

Selo cria movimento para empoderar negros no mercado musical

O revistaraça.com publicou uma matéria sobre o selo e agência Mondé Musical. Através de várias ações, incluindo um podcast, o selo criou um movimento para debater e incentivar a representatividade negra no mercado musical.

Segundo o portal, o conceito do movimento #blackmusicbusiness teve início no ano passado, após uma parceria com uma empresa de sucos que visava provocar o mercado. A iniciativa se desdobrou até chegar na criação de um podcast e uma rede de divulgação de vagas de trabalho.

Desde março deste ano, o podcast recebe novos episódios, e vem trazendo visibilidade ao debate, mesmo em tempos de pandemia: “Quem são os artistas pretos que movimentam os bastidores do mercado musical? Que transitam pelos corredores das gravadoras? Pelas produtoras? Que cargos ocupam? Há um vácuo, um apagamento que precisava ser trazido à tona e este é o intuito” (Via revista Raça).

A convite da agregadora ONErpm, o CEO Gabriel Marinho, participou da live: “Mercado Musical pela Ótica Negra”, onde discutiu o conceito e exemplificou cases e modelos do #blackmusicbusiness.

Para Gabriel, o conceito é  “uma perspectiva que vai além de gêneros nichados. A ideia é de que nos dêem voz e ouvidos como um todo. Nāo só utilizar artistas negros para vender uma determinada playlist ou estilo, mas também para pensar. Seja numa ação de marketing, ou num planejamento estratégico, e ser remunerado por isso de forma justa”.

Para quem ainda não conhece, a Mondé Musical, desde 2011 atua no cenário independente brasileiro. É fundada e gerida por pessoas negras, sendo responsável por movimentar os backstages e escritórios cariocas. Em seu catálogo, há nomes como Rincon Sapiencia, Russo Passapusso (do Baiana System), e Dino d’Santiago – português de ascendência cabo-verdiana, parceiro musical da cantora pop Madonna.

Foto: Divulgação

Brasileiros estão ouvindo mais podcasts na quarentena

A Deezer realizou mais uma pesquisa e desta vez, descobriu que os brasileiros estão ouvindo mais podcasts durante o período de quarentena.

De acordo com a pesquisa feita com mais de 10 mil pessoas em oito países (Via Huffpost Brasil), 43% dos brasileiros começaram a ouvir podcasts durante a quarentena.

Os podcasts sobre relacionamentos são os preferidos, tanto que a audiência do formato neste seguimento cresceu 145%.

Os dados revelaram que pessoas de vários países têm ouvido podcasts para lidar com a solidão. Segundo a pesquisa, 15% dos ouvintes nos EUA, 7% no Reino Unido e 5% na França afirmaram ouvir o formato para se sentirem menos sozinhas.

O mesmo tem acontecido com relação à música. No Brasil, 51% dos entrevistados disseram que estão ouvindo mais músicas para se sentirem bem durante a quarentena. 80% para melhorar o humor e 34% para não se sentirem sozinhos em casa.

As músicas românticas foram as mais ouvidas. Sendo que 49% dos homens e 38% das mulheres disseram ouvir o estilo musical. Com o Dia dos Namorados chegando, já podemos apostar que os números aumentarão ainda mais até lá!

 

Foto: NATALIE_ VIA GETTY IMAGES

 

 

#DicaMCT: Acompanhe todas as participações do Música, Copyright e Tecnologia em Lives durante a quarentena!

Vivo anuncia parceria com o Spotify

Nesta semana a Vivo anunciou uma parceria com o Spotify, para incluí-lo em um novo pacote de planos pós-pagos.

Segundo a Istoé Dinheiro, é a primeira vez que o serviço de streaming realiza parceria com uma empresa de telefonia no Brasil.

Assinantes do plano Vivo Selfie, receberão uma série de benefícios como Assinatura Premium do Spotify e outras plataformas, além dos serviços de internet.

“Estamos entusiasmados. Essa parceria trará o Spotify Premium aos assinantes da Vivo de uma maneira nova e conveniente”, disse Marc Hazan, vice-presidente de Parcerias Premium do Spotify.

Foto: Reprodução

 

#DicaMCT: Acompanhe todas as participações do Música, Copyright e Tecnologia em Lives durante a quarentena!

Lives com o Musica, Copyright e Tecnologia!

Estamos em casa, porém não deixamos de compartilhar informação! Por isto, reunimos neste post as lives em que o Música, Copyright e tecnologia tem participado ao longo da pandemia.

 

“Os Desafios da Area de Direitos Autorais”.

Nesta semana Guta Braga participou de mais uma live! Desta vez, no @vivorioacademy com e Anita Carvalho para falar sobre os desafios da área de direitos autorais, incluindo as principais discussões sobre os direitos autorais em lives e esclarecimento de dúvidas da audiência. Foi anunciado também, que Guta estará ministrando aulas no novo curso de Music Business da instituição. Veja AQUI!

 

“Direitos Autorais Em tempos de Pandemia”

Paulinho Sacramento da casa Saravá Bien convida Fernanda Freitas, Gabriela Azevedo, Izabel Marigo e Guta Braga para discutir os principais assuntos da música durante a pandemia do novo coronavírus. Veja AQUI!

 

“Direitos Autorais na Música”:

Quem perdeu a mesa redonda “Direitos Autorais na Música”, agora pode conferir na íntegra pelo canal do YouTube da Nurep – o Núcleo de Pesquisa vinculado ao curso de Direito da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).

O encontro reuniu Allan Rocha de Souza, Carla Arminda, Guta Braga, Guilherme Coutinho e Leo Morel que debateram sobre remuneração e informalidade de compositores, músicos e Dj’s; os desafios e o cenário do mercado musical, além dos principais assuntos “polêmicos” do momento.

ASSISTA NA ÍNTEGRA: https://www.youtube.com/watch?v=T0mfzad6TDY&t=1547s

 

“Impactos e perspectivas do mercado da música em 2020”

Rico Manzano e Guta Braga conversam sobre os impactos e perspectivas para o mercado musical deste ano. Sucesso das lives, músicas em games e direitos autorais – Saiba quais são as principais tendências para o mercado perante a pandemia do novo coronavírus! ASSISTA AQUI!

SESC LANÇA EDITAL DE INCENTIVO A PRODUÇÃO CULTURAL EM TEMPOS DE PANDEMIA

O Sesc lançou um edital de R$587 mil para incentivar a produção artística durante a pandemia. Segundo o Sesc Cultura ConVIDA, serão selecionadas mais de 400 propostas culturais nas áreas da arte educação, artes cênicas, artes visuais, audiovisual, biblioteca/literatura, música e patrimônio cultural que serão transmitidas através de sua plataforma online e redes sociais da instituição.

As inscrições estão abertas até o dia 7 de junho. Para se inscrever, o candidato deve seguir as normas do EDITAL e preencher o formulário online.

A iniciativa pretende criar oportunidade à classe artística, afetada pelos cancelamentos de eventos perante a pandemia do novo coronavírus.

 

Foto: Divulgação

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MIDEM anuncia programação completa de sua primeira versão no digital

A conferência francesa Midem divulgou sua programação completa para este ano. Perante a pandemia do coronavírus, a conferência francesa precisou se reconstruir para ser realizada completamente no digital.

Seguindo a tradição, os painéis da ‘Midem Digital Edition’ abrangerão uma ampla variedade de tópicos, desde streaming a sincronização, mercados internacionais e discussões sobre a pandemia de coronvírus, e como ela está moldando a indústria do entretenimento.

O Midem Digital Edition acontecerá entre os dias 2 a 5 de junho. Além dos painéis, haverá  um espaço que possibilitará o networking com os palestrantes.

As inscrições já estão abertas, e interessados podem se inscrever gratuitamente aqui.

Aqui estão alguns dos destaques na programação que separamos para nossos leitores:

  • “Ícones globais de hip-hop em conversação: T.I. & Desagradável C”
  • “Uma conversa com Akon”
  • “Negócios (não) habituais”, com o presidente e CEO da D-Nice e SoundExchange, Michael Huppe
  • “Tuma Basa e Thabiso Khati”, do YouTube compartilham sua visão sobre o fenômeno da globalização do hip-hop africano
  • “Moldando o futuro da indústria da música: Believe”, CEO Denis Ladegaillerie
  • “Rompendo nos EUA: nos bastidores com a estrela mundial do K-Pop Ailee”
  • “O novo normal”: Willard Adhriz (Kobalt)
  • “Kenny Meiselas”: lições do advogado de The Weeknd e Lady Gaga
  • “Discurso oficial”: Franck Riester, Ministro da Cultura da França

Foto: Divulgação

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Câmara aprova projeto para repassar R$3 Bi ao setor cultural durante a crise do coronavírus

Nesta terça-feira (26) a Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei para beneficiar o setor cultural perante a crise do coronavírus.

O projeto deve repassar R$3 bilhões ao setor através de medidas como o pagamento emergencial de três parcelas de RS600 aos profissionais informais, atividades artísticas e culturais que possam ser transmitidas pela internet e ainda linhas de crédito (Via G1).

Aprovado pela Câmara, o texto deverá ser aprovado pelo Senado. O dinheiro do projeto será repassado aos estados, Distrito federal e municípios, que deverão implementar várias políticas como:

– O pagamento de três parcelas de R$ 600 aos trabalhadores do setor ( artistas, produtores, técnicos, curadores, oficineiros e professores de escolas de arte);

-destinação de subsídios mensais (no valor mínimo de R$3 mil e máximo de R$ 10 mil) para manutenção de espaços artísticos e culturais e de micro e pequenas empresas culturais que tiveram as suas atividades interrompidas em razão das medidas de distanciamento social;

– realização de atividades artísticas e culturais que possam ser transmitidas pela internet ou por redes sociais.

Como parte do projeto, bancos federais podem disponibilizar linhas de crédito e condições de renegociação de débitos para trabalhadores do setor cultural ou a micro e pequenas empresas que visam fomentar atividades e aquisição de equipamentos.

A deputada e relatora do projeto Jandira Feghali (PCdoB-RJ), propôs que a lei fosse batizada de “Lei Aldir Blanc”, em homenagem ao compositor, que morreu vítima do novo coronavírus.

“Esta lei foi apelidada por todo o Brasil de Lei de Emergência Cultural. Muitos artistas faleceram neste período da pandemia como Dona Neném da Portela, Rubem Fonseca, Flávio Migliaccio, Moraes Moreira, mas um deles deve dar nome a esta lei pela obra que deixa ao Brasil e por ter sido vitimado pela covid-19, e tenho certeza honrará muito a todas e todos nós. Por isto, quero propor ao Parlamento e à sociedade que chamemos esta lei de Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc”, disse Jandira.

 

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Funcionários usam jogo online para fazer reuniões durante a quarentena

Funcionários de uma empresa acharam uma maneira de descontrair durante a quarentena, com reuniões de trabalho no jogo Red Dead Redemption.

O caso foi descoberto no Twitter da usuária Viviane Schwarz. Ela relatou como as reuniões estavam sendo mais produtivas no jogo (Via Jovem Nerd).

Viviane postou que seus colegas de trabalho estavam casados de usarem os tradicionais apps para videoconferências como Zoom e Skype. No Red Dead, as reuniões eram bem melhores, já que era só escolher um ponto isolado no mapa e montar uma fogueira para conversarem no chat de voz do jogo.

“Zoom é péssimo. Em vez de usar ele, nós começamos a fazer nossas reuniões em Red Dead Redemption. É muito bom sentar em uma fogueira e discutir projetos, com os lobos uivando à noite”, publicou Viviane.

Para quem ficou animado em experimentar a ideia, Viviane alertou que há algumas situações adversas no jogo, como alguém acabar atirando no personagem do colega sem querer, mas tudo acaba sendo divertido.

“Um dos maiores problemas é que a fogueira não tem espaço o suficiente para todo mundo, e o botão de sentar no chão é o mesmo de estrangular alguém que está próximo. Mesmo assim, ainda é melhor que Zoom”, contou.

“Uma das vantagens é que, quando todos concordam que a reunião já acabou, você pode simplesmente subir no seu cavalo e cometer algum crime ou impedir um, o que é muito menos estranho do que todos sorrindo e acenando para a câmera enquanto tentam fechar a página”, explicou a jogadora.

 

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