Empreendedora é notificada por violar direitos de imagem ao usar foto de Mel Gibson em embalagem

Ao tentar fugir da crise financeira provocada pela pandemia, a pequena empreendedora Yohanna Agurto resolveu criar uma marca de mel usando o ator Mel Gibson como “garoto” propaganda. O que ela não esperava, era ser notificada por violar direitos de imagem do ator.

Para divulgar seu produto, Yohanna usou o trocadilho com a palavra “mel” – em espanhol miel-, colocou a foto do ator no filme “Coração Valente (1995) e ainda usou o slogan “apenas para os valentes”.

Apesar da criatividade, a empreendedora chilena acabou recebendo a notificação dos advogados de Gibson por usar sua imagem sem permissão, cabendo medidas legais, caso o produto não seja retirado de circulação.

Em justificativa para a Reuters, Agurto revelou que ficou tão assustada com a notificação, que deletou sua conta de e-mail do trabalho. Ela contou ainda que não conseguiu lucrar muito com o produto, apenas o bastante para sustentar sua família:

“Isso surgiu de necessidade. Eu fiquei sem trabalho por causa da pandemia”, contou Agurto.

Mas é claro que empreendedor de verdade não se deixa por vencido né? Pois ela foi no twitter pedir permissão para o próprio Mel Gibson:

“Caro #MelGibson, deixaria usarmos sua imagem no nosso mel, por favor? Meus filhos e eu seríamos infinitamente gratos. Nosso mel é apenas para corações valentes!”.

Apesar das 6 mil curtidas até o momento, segundo o G1, nem o porta-voz do escritório de advocacia de Brecheen em Beverly Hills, nem o porta-voz de Gibson responderam aos pedidos nos comentários.

 

 

Foto: reprodução

CARDI B DEVE FATURAR MILHÕES COM CONTEÚDO EXCLUSIVO PARA ASSINANTES

A rapper americana Cardi B anunciou para seus fãs na semana passada que entrou para a plataforma Only Fans. Ser der certo, a novidade deve gerar milhões ao mês para a cantora caso consiga converter pelo menos 1% de sua audiência nas redes sociais.

Para quem nunca ouviu falar, o Only Fans é uma plataforma voltada para monetização dos criadores de conteúdo através de planos de assinatura. A plataforma é mais popular na indústria de entretenimento adulto, é possível vender nudes por lá, mas também hospeda criadores de outros gêneros como música.

No OnlyFans, a partir de U$4,99 por mês, os fãs de Cardi B poderão ter acesso a conteúdos exclusivos, como os bastidores de seu último clipe da música “WAP”  e outros conteúdos diários.

Segundo o OnlyFans, há três maneiras de monetização de conteúdo na plataforma: Conteúdo exclusivo, Conteúdo de estilo de vida e “Comunicação e lealdade”, o que dá à rapper uma infinidade de possibilidades para criação de conteúdo, que ligado às redes sociais pode ser uma negócio bem lucrativo.

Planos de assinaturas e fidelidade para fãs não é algo novo. Afinal, existem várias maneiras de se conseguir reter um público e monetizar usando plataformas como o Twitch e Bandcamp. Entretanto, o que chamou a atenção, neste caso, foi o quanto o Only Fans pode ser altamente lucrativo para a cantora. Por isso, o Music Business Wordwide fez uma análise detalhada sobre isso.

De acordo com os cálculos do portal, se um artista com 1 milhão de seguidores nas redes sociais mais populares como o Instagram, conseguir converter pelo menos de 1% a 5% dos seguidores para seu plano no OnlyFans cobrando US$4,99 por mês, ele poderia ter um retorno de US$49.900 e US$249.500 por mês.

Agora, a gente pode imaginar quanto uma artista como a Cardi B, que possui 72,5 milhões apenas no Instagram poderia ganhar. Se aplicarmos a mesma fórmula, a cantora deve faturar algo em torno de $3,6 milhões a $18 milhões por mês com o OnlyFans. Isso sem levar em consideração as outras redes sociais da cantora como o Twitter (13,4 milhões) e os 19,6 milhões de seguidores no Facebook.

Novamente: planos de fidelização não é uma novidade no mercado musical, mas definitivamente, o OnlyFans é uma plataforma que entende o valor de um fã e que merece um olhar mais aprofundado.  Aliado à boas estratégias, não há dúvidas que a parceria com a Cardi B será benéfica, tanto para a artista, quanto para os fãs.

“A indústria da música está despertando para o valor dos superfãs – um grupo central de fãs dedicados que estão dispostos a dar mais por um relacionamento mais próximo com seu artista favorito”, cita o OnlyFans em seu site.

“São os superfãs que vão comparecer aos seus shows repetidas vezes, comprar seu próximo álbum, compartilhar sua música com os amigos e doar para sua campanha de crowdfunding”, defende a plataforma.

 

Foto: divulgação

 

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Conheça a “The Live Comedy”, a primeira plataforma de streaming com foco no humor

Na semana passada (7) estreou no Brasil, a primeira plataforma de streaming totalmente focada no humor, a The Live Comedy.

De acordo com o Atribuna.com, o novo serviço promete uma maior interatividade entre o artista e o público, já que durante o espetáculo, um bate-papo fica disponível para os espectadores.

Além do chat, ao adquirir as peças disponíveis no catálogo o usuário pode criar uma lista de recomendados e interagir curtindo e compartilhando os favoritos dos amigos. No clube de fidelidade, os fãs tem acesso a ofertas e experiências exclusivas.

A The Live Comedy é uma parceria entre as empresas ClapMe (já falamos das novidades deles por aqui), Dromedário e Non Stop.

“Aprendemos com a pandemia que é preciso nos adaptar aos novos momentos que surgem e a The Live Comedy traz a possibilidade de termos comédia em casa, com segurança, sendo shows diferentes do que veríamos no teatro”, contou Emily Borges, diretora geral da Dromedário. “É um novo veículo de entretenimento, e eu estou muito animada com tudo o que podemos criar e realizar”.

Para a data de estréia do serviço foi escolhido o espetáculo “É Coisa de Pai”, com os comediantes Maurício Meirelles, Nil Agra, Diogo Portugal e Victor Sarro. A peça conta as experiências dos pais, e o dia a dia das crianças durante a quarentena.

Os ingressos para o espetáculo foram vendidos no site e rolou até uma parceria com a Rappi. Ao comprar ingressos com descontos, o usuário poderia assistir ao conteúdo diretamente no botão “Rappi Live Events”.

 

Foto: Divulgação

Artistas precisam ter 200.000 plays para entrar no Top 50 do Spotify

Nesta semana, o Pop Line publicou uma matéria sobre como funciona o ranking das paradas de músicas do Spotify no Brasil. Para que um artista fique entre o Top 50 é preciso pelo menos cerca de 200.00 plays por dia.

Para se chegar ao número, o portal avaliou o Top 50 do Spotify no dia 10 de agosto de diferentes anos no país. Em 2018, o hit de Silva em parceria com a cantora Anitta “Fica Tudo Bem” entrou em 50º lugar com 161,072 streams. Só que em 2017, “Attention“, do Charlie Puth, estava na mesma posição com um número menor de plays, 139,870. Entretanto, em 2020, Giulia Be está no #50 com 228,557 streams. Ou seja, a cada ano o número que determina a entrada de uma faixa na Top 50 aumenta.

Em outros países, as paradas são definidas por um número menor de plays. Para se ter uma ideia, no Reino Unido, para entrar no Top 50 é necessário que um artista tenha 100.00 plays diários. Enquanto no Canadá basta ter 60.000 plays. Atualmente, para ganhar a primeira posição no Brasil, um artista deve ter em média 800,000 streams diários.

Assim como no Brasil, nos Estados Unidos, o número de plays do Top 50 deve ser alto, pelo menos 400.000 reproduções diárias.

Outro ponto a se notar é a sobre a dificuldade em se manter no topo das mais tocadas. Isso porque há uma tendência de determinadas faixas estrearem em boas colocações, geralmente graças ao apoio dos fãs, mas fora das playlists grandes, fica difícil uma música continuar entre as mais ouvidas.

O portal conta que essas playlists grandes são criadas pelo próprio Spotify Brasil, que decide a inclusão e posicionamento das músicas editorialmente conforme a os dados fornecidos pelos algoritmos, que avaliam determinados fatores como a frequencia em que as músicas são puladas pelos usuários em playlists ou no modo rádio. Quanto menor esse número, mais chance delas entrarem nas melhores listas de reprodução e ficarem com um posicionamento melhor no ranking.

 

Foto: FreePik @upklyak

Nova série mostra os bastidores da música pop no Brasil

Começamos a semana com uma dica de série super bacana, que todos do grupo do MCT, no Facebook, adoraram!

Confira na Amazon Prime, a série documental “História secreta do pop brasileiro”. Baseada no livro “Pavões Misteriosos”, do jornalista André Barcinsk, a produção conta detalhes a cerca de vários hits que marcaram a história música pop no Brasil (Via Época.com).

Entre os clássicos da Xuxa, Balão Mágico e Tim Maia, um dos capítulos retrata a saga da banda Os Carbonos, responsável por gravar 50 mil músicas em 30 anos de carreira, como as icônicas “Fuscão preto” e “É o amor”. Assista ao trailer AQUI!

Foto: Divulgação

Snapchat fecha acordos de licenciamento de músicas com gravadoras

Nesta semana o Snapchat anunciou que realizou vários acordos de licenciamento com gravadoras e editoras para permitir a seus usuários inserirem músicas nos vídeos.

De acordo com o CanalTech, a novidade estará disponível, inicialmente, apenas para países como Austrália e Nova Zelândia.

Entre as gravadoras e editoras estão a  Universal Music Publishing, Warner Chappell, Merlin, National Music Publishers Association e Warner Music Group. Entretanto, a Sony Music ficou de fora:

“Estamos constantemente construindo nossos relacionamentos dentro da indústria da música e garantindo que todo o ecossistema musical (artistas, selos, compositores, editoras e serviços de streaming) obtenha valor em nossas parcerias.”, afirmou um comunicado pela empresa.

Recursos similares ao do Snapchat já estão presentes em outros aplicativos como o TikTok e agora o Reels, no Instagram.

 

Foto: Divulgação

CEO do Spotify declara que músicos que não fazem sucesso na plataforma são preguiçosos

Na semana passada o serviço de streaming de músicas, Spotify, publicou seu relatório financeiro para o último trimestre, e o CEO Daniel Ek fez uma série de declarações a vários portais, incluindo ao Music Ally.

Segundo o portal Stereogum, durante a entrevista, Ek revelou o que acha sobre a insatisfação de artistas e compositores sobre as remunerações de royalties e colocações injustas em playlists. Para o CEO, esses músicos são preguiçosos!

“Em toda a existência [do Spotify], acho que nunca vi um único artista dizendo: ‘Estou feliz com todo o dinheiro que estou recebendo com o streaming.’” Ek continuou: “A partir dos dados, há cada vez mais artistas capazes de viver com a própria renda.”.

O que Ek quis dizer é que artistas precisam acompanhar seus dados e pensar de forma estratégica em suas carreiras:

“Há uma falácia narrativa aqui, combinada com o fato de que alguns artistas que costumavam se sair bem no passado podem não se sair bem agora. Nesse cenário futuro, você não pode gravar música a cada três ou quatro anos e achar que isso será o suficiente. Os artistas atuais que estão percebendo que se trata de criar um envolvimento contínuo com seus fãs. É sobre colocar o trabalho, contar histórias ao redor do álbum e manter um diálogo contínuo com seus fãs. ”, continuou.

“Eu realmente sinto que aqueles que não estão se saindo bem no streaming são predominantemente pessoas que querem lançar músicas do jeito que costumavam ser lançadas [antigamente]”, concluiu o CEO.

A fala de Ek, claro, não agradou nada aos músicos no Twitter, que responderam à notícia com comentários negativos:

“Quem tem meios para gerar 2 álbuns por ano? Ou aqueles dispostos a fazer um trabalho abaixo da média, ou aqueles com nomes grandes o suficiente para encurralar outros a fazer o trabalho por eles.”, disse o compositor Mat Dryhurst.

Zola Jesus escreveu em outro tweet: “É extremamente claro que o bilionário @Spotify daniel ek nunca fez música ou arte de qualquer tipo para esse assunto. Ele se recusa a entender que há uma diferença entre mercadorias e arte. O potencial de crescimento cultural sofrerá por causa disso. ”

Por aqui, o vocalista da banda brasileira Maglore, Teago Oliveira, declarou em seu Twitter: “o certo é ficar lançando música sabor plástico pra subir conteúdo e engajar os fãs. Entendo o lado dele e de quem quer viver na corrida em busca de seguidores, mas pra mim a vida é mais do que morrer dizendo que teve milhões de plays”.

SHOWS E EVENTOS TERÃO DESCONTOS NO PAGAMENTO DE DIREITOS AUTORAIS ATÉ 2021

Nesta terça-feira (3), o Ecad –  Escritório Central de Arrecadação e Distribuição- anunciou que show e eventos terão descontos de 50% no pagamento de direitos autorais de obras musicais, lítero-musicais e fonogramas, até 2021.

Segundo o escritório, a medida é uma forma de tentar ajudar as empresas que estão sendo afetadas pela crise da pandemia do coronavírus.

De março até agora, cerca de mais de 6 mil eventos mensais deixaram de acontecer, impactando as receitas de toda a indústria do entretenimento (Via Ecad).

O comunicado prevê os seguintes benefícios válidos a partir de Agosto:

– Será concedido um desconto de 50% nos licenciamentos que considerem os percentuais sobre a receita bruta ou custo musical, passando de 10% para 5% (música ao vivo) e de 15% para 7,5% (música mecânica).

– Terão direito a essa redução os clientes que estiverem em dia com o pagamento de direitos autorais.

– Os shows e eventos em caráter beneficente recebem mais 30% de desconto, passando 5% para 3,5% (música ao vivo) e de 7,5% para 5,25% (música mecânica).

– No caso de shows de caráter religioso e ingresso com direito a bufê e/ou open bar e para os promotores que disponibilizarem acesso on-line ao borderô de bilheteria via “ticketeira”, oferecemos uma redução extra de 15%.

– Não será possível acumular o desconto de 50% para clientes permanentes e esse valor também não será aplicado a determinados festivais de música e congêneres a partir de valores que estão estipulados nesta ação.

O CEO da UBC, Marcelo Castello Branco, se manifestou a respeito do benefício: “As medidas anunciadas revelam um movimento de flexibilização e sensibilidade da gestão coletiva ao momento que estamos vivendo e alguns dos seus principais atores. O setor de shows foi frontalmente atingido e tem perspectiva de uma retomada lenta e cautelosa. Somos todos parte de um mesmo mercado e precisamos trabalhar juntos”.

 

Foto: Divulgação

Técnicos de eventos realizam protesto em São Paulo pela volta ao trabalho durante a pandemia

Neste domingo (2), profissionais da area técnica de eventos se reuniram em uma passeata em protesto para cobrar a volta ao trabalho durante a pandemia do coronavírus.

Não há dúvidas de que quem trabalha nos bastidores de eventos – profissionais técnicos de som, luz e imagem, entre outros – são os mais afetados no mercado musical pela pandemia. Com um plano emergencial que não pode ajudá-los neste momento difícil, o jeito foi ir às ruas para cobrar medidas que atendam à classe.

De acordo com o G1, respeitando as regras de distanciamento, os profissionais, em fila, empurraram cases de equipamentos que costumam usar nos bastidores dos shows e seguraram cartazes pelas ruas da Zona Sul de São Paulo.

Para os organizadores, a pandemia trouxe “o verdadeiro pesadelo do apagão” para os profissionais, que agora reivindicam um plano emergencial e revisão das leis para o setor.

Entre as medidas cobradas pelos manifestantes estavam:

– auxílio emergencial até o fim do estado de calamidade pública ou até que seja autorizada a realização de eventos;

– cursos de capacitação para os profissionais, de modo que possam atuar como trabalhadores formais;

– criação de um Comitê de Eventos no Conselho Nacional de Turismo para identificar e discutir questões do setor de eventos;

– criação de uma linha de crédito voltada para o setor de eventos, visando, principalmente, o pagamento da folha de salários e das despesas das empresas.

“Somos os profissionais que ninguém vê, mas, sem o nosso trabalho, nenhum artista sobe ao palco, nenhuma marca apresenta o seu produto, nenhum aplauso será ouvido. Sim, nós empurramos cases, mas também fazemos o show acontecer”, dizia um manifesto durante a passeata.

 

Foto: Van Campos/FotoArena/Estadão Conteúdo

 

SPOTIFY CHEGA A MARCA DE 138 MILHÕES DE ASSINANTES, MAS PERDE RECEITA PUBLICITARIA DURANTE A PANDEMIA

Nesta quarta-feira (29) o Spotify publicou seu relatório financeiro referente ao segundo trimestre de 2020 (Q2). Apesar do crescimento de 8 milhões de assinantes, o serviço de straming sofreu o impacto da pandemia do coronavírus e teve perda em receitas publicitárias.

De acordo com análise realizada pelo Music Business Wordwide, no Q2 de 2020, o Spotify chegou a marca de 138 milhões de assinantes Premium em todo o mundo ao final do trimestre (encerrado em 30 de junho).

Um aumento de 8 milhões de assinantes, ou seja, 27% a mais em comparação ao ano anterior. Os números, claro, impactaram na receita, que chegou a €1.758 bilhões (+3% em comparação ao Q1 de 2020.

Enquanto isso, a contagem de usuários ativos mensais (UAM) do Spotify no final do segundo trimestre atingiu 299 milhões, um aumento de 67 milhões em relação ao ano anterior e mais 13 milhões de usuários em comparação ao trimestre anterior.

Um dos fatores importantes revelados no relatório foi com relação à receita publicitária, impactada pela pandemia do COVID-19.

As receitas publicitárias da empresa despencaram 21% a.a, fechando o trimestre com 131 milhões de euros. Uma queda de 11% em relação aos 148 milhões de euros registrados no primeiro trimestre de 2020 (antes da pandemia). Além disso, a perda operacional trimestral da empresa ficou na marca de €167 milhões no segundo trimestre.

Atualmente as receitas publicitárias representam apenas 6,9% da receita total da empresa (1,889 bilhão de euros), sendo as assinaturas premium responsáveis por 93,1% delas.

 

Foto: reprodução

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