Caso DJ Ivis mostra como indústria fonográfica está lidando com atitudes impróprias de artistas

Dj Ivis estava no auge de sua carreira, com várias músicas nas maiores paradas musicais do país. Entretanto, quando Pamella expôs as agressões feitas pelo Dj, rapidamente toda  a indústria fonográfica começou a divulgar notas repudiando seus atos.

Desde então, o artista teve seu contrato com a gravadora Sony Music rompido, bem como suas músicas e parcerias removidas pelas principais plataformas de streaming. Entre elas o Spotify e a Deezer, que chegou a se posicionar sobre o caso:

“A Deezer não tolera qualquer tipo de violência, discriminação ou ódio contra indivíduos ou grupos por causa de raça, religião, gênero, sexualidade ou outros fatores e repudia veementemente as atitudes do DJ Ivis (Iverson de Souza Araújo). Sabemos que as devidas medidas já estão sendo tomadas e reiteramos publicamente que não compactuamos com toda e qualquer agressão, especialmente à mulher”, informou a plataforma em um comunicado.

Conforme o Splash, as rádios, principalmente as do Ceará, também anunciaram a retirada das músicas do artista de suas programações.  Até que Xand Avião, proprietário da produtora Vybbe, responsável por gerenciar a carreira de DJ Ivis, anunciou em um vídeo o desligamento do artista da empresa.

Esta é a primeira vez no Brasil em que esse tipo de conduta passou a impactar a carreira de um cantor. O caso lembra um dos maiores escândalos envolvendo o rapper R. Kelly, acusado por abusar sexualmente de várias mulheres em 2019. Na época, antes mesmo de haver qualquer julgamento, os serviços de streaming chegaram a banir suas músicas de playlists. Infelizmente, o mesmo não aconteceu com outros artistas que chegaram a ser condenados por crimes. Resta saber se o mesmo acontecerá com aqueles que continuam tendo atitudes não toleráveis, como preconceito e outros tipos de discursos e atos de ódio.

 

 

Foto: reprodução/Instagram Dj Ivis

Coletivo de arte resolve queimar rascunho original de Picasso para eternizá-lo em NFT

Parece que o ser humano está indo longe demais com os NFTs. Recentemente um coletivo artístico resolveu queimar um rascunho original de Pablo Picasso, para transformá-la em um token não-fungível (NFT).

De acordo com o Tecnoblog.com, a ideia do coletivo Unique One era eternizar a arte chamada de “Fumeur V”, de 1964:

“A ideia é preservar a peça transformando-a em algo imutável e transferindo o valor do mundo real para o NFT”, contou o curador de arte da Unique One Network, Pandu Sastrowardoyo.

O resultado da “destruição” acabou possibilitando a criação de dois NFTs, já que os restos queimados do rascunho mantiveram o desenho de Picasso.

Assim, foram criados os “The Burned Picasso 1” e “The Burned Picasso 2”, um representando a versão original e o outro, a versão queimada.

Por enquanto, a versão queimada não recebeu nenhum lance e estará em leilão por 10 dias no valor de 0,25 ether (ETH), ou US$450. A obra original ainda não está disponível para a venda.

O caso está gerando muita polêmica na internet, já que por muitas vezes o ato de queimar uma arte está ligado á censura. Em entrevista Knew Amsterdam Radio, Sastrowardoyo, afirmou que no mundo dos blockchains há a chamada “destruição criativa”, onde se pode eternizar uma peça física ao atribuir valor a essas criações digitais.

(Imagem: Reprodução/YouTube)

Sony Music Publishing amplia programa para gerar receita de streaming a compositores antigos

A Sony Music Publishing estendeu sua política em relação aos saldos não recuperados de compositores que tiveram seus contratos realizados antes de 2000.

Com o lançamento do programa “Legacy Unrecouped Balance Program”, a editora está selecionando compositores que tiveram seus contratos realizados antes de 2000 para pagar royalties pelas transmissões em plataformas de streaming, mesmo que nunca tenham pago totalmente os adiantamentos recebidos e outros custos recuperáveis ​​incorridos pela editora anteriormente.

Conforme o Completemusicupdate.com, este assunto foi denunciado após o Comitê formado no Departamento de Digital, Cultura, Mídia e Esporte (DCMS) do governo britânico emitir um relatório sobre a economia do mundo da música, onde se identificou que muitos artistas ainda estão pagando dívidas de álbuns lançados há anos com o dinheiro recebido de royalties recebidos das plataformas de streaming. Ou seja, continuam não recebendo nada para pagar dívidas de anos.

É importante notar que os acordos de edição mais antigos não eram favoráveis em comparação aos realizados atualmente. Com o programa da Sony Music Publishing, esses compositores poderão começar a receber o dinheiro vindo do streaming.

“Com as mudanças históricas nas políticas de nosso negócio, estamos dando passos importantes para criar uma indústria musical mais justa e transparente para compositores e todos os criadores. Em nome de nossas equipes ao redor do mundo, é nosso privilégio representá-lo no início deste próximo capítulo com Songwriters Forward.”, disse o CEO e presidente da Sony Music Publishing Jon Platt em um memorando visto pela Music Week.

Todos os compositores e artistas inclusos no programa serão notificados pela Sony Music Publishing globalmente.

 

Criador do Rock in Rio quer fazer eventos memoráveis pós-pandemia

Nesta semana, o grupo Dreamers, responsável por realizar o Rock in Rio, falou sobre rebranding da empresa, que pretende lançar eventos históricos após a pandemia.

De acordo com o presidente executivo Rofoldo Medida, o antigo grupo Artplan, passou por um rebranding durante a pandemia, e agora se chama Dreamers.

“O nome gerava ruído até para os próprios clientes e precisávamos de uma identidade de conglomerado. Começamos como um grupo de empresas bacanas, com metas e desafios individuais, e agora nos reconhecemos como um time, com pessoas em empresas diferentes, mas num mesmo ecossistema”, explicou Rodolfo Medina, presidente executivo do Dreamers, à Forbes.

Internamente, o grupo formado por 16 empresas, também precisou se ajustar neste período de isolamento. Com queda no faturamento por conta da restrição de eventos com aglomeração de pessoas, o Dreams viu seu faturamento cair em 30%, e seus 700 colaboradores precisaram realizar suas tarefas em casa. Mesmo assim, a empresa segue confiante com a aceleração das vacinas e promete entregar shows históricos ao público:

“Temos a obrigação de fazer o festival de forma única, com toda a segurança e cuidados necessários, para uma grande experiência depois de vivermos um período tão duro”, contou Medina.

Além do Rock in Rio, o grupo também tem em seu portfólio grandes eventos como a Maratona do Rio, o Carnaval de Rua do Rio, o Rio Montreux Jazz Festival e a GameXP.

Com relatório, Comitê pede mudanças no streaming ao Governo Britânico

Nesta semana o Governo Britânico recebeu um relatório elaborado por um Comitê com um pedido por mudanças na legislação que regulamenta os serviços de streaming, a fim de buscar maior equilíbrio e condições para músicos e artistas no digital.

O Comitê formado no Departamento de Digital, Cultura, Mídia e Esporte (DCMS) do governo britânico, vem estudando a economia do mundo da música durante a pandemia, bem como ouvindo pessoas, como Nile Rogers e executivos, para entender o mercado e oferecer soluções melhores à compositores e artistas.

O resultado dos estudos gerou o relatório ‘Economics of Music Streaming’ (‘Economia do streaming de música’, em tradução livre), onde a entidade mostrou como o mercado continua beneficiando as grandes gravadoras, enquanto os titulares de direitos autorais não conseguem viver do que criam.

No relatório, o Comitê chegou a quatro principais questões pelas quais o streaming precisa se modernizar:

  1. Artistas (e até os mais famosos) não estão tendo retorno financeiro com o streaming:

A remuneração equitativa é um direito do artista. No entanto, no streaming os artistas são pagos de acordo com os termos de seu contrato de gravação. Dependendo de quando eles começaram suas carreiras, seus royalties podem variar de 20% (para um artista de porte médio) à 2%, para aqueles com contratos históricos.

O Gráfico de barras mostra os resultados da pesquisa da #PayPerformers Campaign, sobre remuneração de artistas de streaming do Reino Unido em 2020, onde quase 50% disseram: ‘Não recebo nenhuma receita como artista de streaming”.

 

  1. Disparidade nos pagamentos de direitos de gravação e autoral

A atual divisão da receita de streaming dá à gravadora a maior parte da receita de uma faixa. Isso vem de um modelo que se aplicava à venda física, em que os selos tinham despesas de fabricação, armazenamento e transporte de CDs.

Isso deixa os compositores e editores com a menor parcela da receita, apesar de ser parte integrante do processo criativo. Os criadores e editoras musicais argumentam que esse modelo está desatualizado e injusto, pois essas despesas gerais não se aplicam à produção musical digital.

  1. Apenas três grandes gravadoras controlam a maior parte do mercado

A pirataria digital e novas tecnologias (como streaming) perturbaram a indústria musical tradicional, levando a um ecossistema onde três grandes players surgiram e se expandiram.

As três maiores empresas agora têm uma participação no mercado fonográfico do Reino Unido equivalente a 75%. Eles também dominam a edição de música, que é a parte da indústria que lida com os direitos das letras e da composição de uma faixa.

  1. ‘Porto seguro’ e violação de direitos autorais

O ‘porto seguro’ (safe harbour) isenta as empresas de tecnologia que hospedam conteúdo gerado pelo usuário de serem criminalmente e financeiramente responsáveis ​​por conteúdo que infringe direitos autorais. Isso desde que eles ajam rapidamente contra o conteúdo infrator (como remover um vídeo), onde obtêm “conhecimento real” de onde isso aconteceu.

O porto seguro sustenta os modelos de negócios dessas empresas de tecnologia, que permitem aos usuários consumir música gratuitamente. Isso significa que esses serviços negociam licenças de música com eficácia depois que os usuários tocam em suas plataformas. Isso cria uma chamada ‘lacuna de valor’, uma vez que as receitas de música de serviços financiados por anúncios são significativamente menores do que aquelas de serviços pagos.

 

Cinco recomendações para consertar os problemas

Além de apresentar os problemas no streaming, o Comitê fez cinco recomendações para ajudar o Governo Britânico a dar início às reformas legislativas no streaming.

  1. Remuneração equitativa

O direito a uma remuneração equitativa é uma solução simples, mas eficaz, para os problemas causados ​​pelos baixos salários do streaming de música. É um direito que já está estabelecido na legislação do Reino Unido e foi aplicado ao streaming em outras partes do mundo.

O Governo deve promulgar legislação para que os artistas possam desfrutar do direito a uma remuneração equitativa para o fluxo de renda.

  1. Paridade de receita para compositores

Apesar de ser uma parte importante no processo de criação e streaming de música, compositores não são efetivamente remunerados por seu trabalho.

O governo deve trabalhar com os criadores e o setor editorial independente para explorar maneiras pelas quais os novos e futuros compositores possam ser apoiados para terem carreiras sustentáveis, ​​e as editoras musicais independentes permanecerem comercialmente viáveis.

  1. Um estudo sobre o poder de mercado na indústria musical

Não há dúvida de que os principais grupos musicais atualmente dominam a indústria, tanto em termos de participação no mercado geral de gravação e (em menor grau) de edição, mas também por meio de sua propriedade dos direitos musicais mais valiosos e por meio de fusões e aquisições de serviços concorrentes.

Foi recomendado que o Governo encaminhe um caso para a Autoridade de Concorrência e Mercados (CMA), a fim de realizar um estudo de mercado completo sobre o impacto econômico do domínio das grandes empresas. O Governo também deve fornecer ao CMA os recursos e pessoal para realizar este caso.

  1. Algoritmos e playlists mais transparentes

Os curadores musicais desempenham um papel importante na descoberta e no consumo da música digital. Não é a toa que os criadores de música estejam investindo mais recursos para chamar a atenção desses curadores.

Quando os curadores são pagos ou recebem benefícios em espécie em playlits, é recomendado a criação de um código de prática desenvolvido pela Advertising Standards Authority (semelhante ao que é feito com os influenciadores de mídia social) para garantir que as decisões que tomam sejam transparentes e éticas.

  1. Abordar preocupações sobre o ‘porto seguro’

Para garantir que os criadores de música e as empresas prosperem no mercado musical mundialmente importante do Reino Unido, o governo deve fornecer proteções para os detentores de direitos que sejam pelo menos tão fortes quantos aqueles fornecidos em outras jurisdições.

Como prioridade, o Governo deve introduzir obrigações robustas e legalmente aplicáveis ​​para normalizar os acordos de licenciamento para serviços de hospedagem de Conteúdo Gerado pelo Usuário, e assim, lidar com as distorções do mercado e a ‘lacuna de valor’ do streaming de música.

Goldmann quer mostrar que o Brasil e toda América Latina está a nível internacional

Nesta semana a Goldmann South América, gravadora e distribuidora, digital anunciou sua chegada ao Brasil.

Conforme a coluna de Analice Nicolau para o Jornal de Brasília, a gravadora está sedenta pelo talento dos artistas brasileiros e deseja “movimentar o mercado da música sul-americana”.

“Escolhemos o Brasil por ele [o país] estar de portas abertas para nós. Temos uma base de contatos e estrutura para realização e execução de todos os nossos serviços [no país], como também relações com artistas que gostaríamos que façam parte de nossa gravadora”, disse Adriano Bailo, responsável pelo A&R e Business Affairs.

Por enquanto, a gravadora não revelou quais artistas fazem parte de seu casting, mas de acordo com Bruno Alvez, responsável pela área International Business Management, a gravadora quer “mostrar que o Brasil e toda América Latina está a nível internacional”, assim como a gravadora fez colocando 10 artistas no Top 100 da Europa.

Para isto, a Goldmann anunciou que está inovando ao oferecer um serviço 360º, que dá suporte de gerenciamento completo para gravadoras e artistas.

“Inovação em termos de gestão de carreira, em produções audiovisuais e até mesmo na forma que o marketing é aplicado e gerido. Desde o começo do artista até a performance no palco””, explicou Bruno.

A Goldmann S.A tem Giwar Hajabi como seu fundador. O artista e empresário ficou conhecido com o nome artístico de Xatar, e tem uma história de força e resiliência por crescer no gueto de Boon, Alemanha, onde fez seu nome nas ruas, chegando a ser torturado na prisão por conta de uma acusação de uma grande quantia em ouro.

Após cumprir pena, Xatar seguiu o caminho da música, e desde então, vem alcançando sucesso tanto artístico como empresário no mercado musical.

 

Foto: Xatar, Reprodução

Bytedance anuncia que está comercializando algoritmo de recomendação do TikTok

Recentemente, a Bytedance anunciou que está comercializando a inteligência artificial base do algoritmo do TikTok junto com ferramentas de análise de dados. Além disso, a empresa está lucrando com a venda de outros de seus recursos como efeitos de vídeo e tradução automática de texto e fala.

Com a venda dessas tecnologias, empresas do mundo todo poderão usá-las para alavancar seus negócios. É o que explicou Tiago Gamaliel, gerente da Tato, ao Meio & Mensagem:

“Vai muito além do tipo de produto que o Tiktok oferece para os usuários. Essa venda significa um salto para as empresas que usam tecnologias de recomendação para o usuário. Vejo muito mais como uma ampliação do alcance da inteligência da ByteDance”, opinou o executivo.

Para Gamaliel, a comercialização da tecnologia do TikTok não deve impactar de forma negativa futuramente para a empresa, já que o aplicativo está mais que consolidado e com uma base de criadores e audiências.

Clarissa Millford, a fundadora da Academia de Tiktokers – comunidade online de ensino sobre o TikTok no Brasil – também falou ao portal. Ela vê a venda como natural, já que muitas empresas de tecnologia já fazem este movimento:

“A venda de serviços de inteligência é uma prática que já vem sendo realizada pelas também chinesas Tencent, Alibaba e Baidu. Isso amplia as perspectivas de negócios e investimentos tendo em vista que a Bytedance hoje tem o foco voltado para produtos para o consumidor e agora passa a ter serviços e produtos para novas áreas como o mercado corporativo”, disse Millford.

Conforme explicou o portal, o algoritmo do TikTok, assim como as demais plataformas, leva em consideração vários fatores como interação, tempo em que o usuário assiste a um vídeo, curtidas, comentários, compartilhamentos, hashtags, entre outros. Desta forma, ele consegue recomendar o conteúdo relevante de acordo com os hábitos dos usuários.

“O número de seguidores de um perfil não faz com o que as suas postagens apareçam com maior ou menor frequência. Isso significa que o conteúdo de um perfil grande, de um major influencer por exemplo, recebe o mesmo tratamento de um vídeo de um criador iniciante. Os vídeos são avaliados e recomendados em seus próprios méritos e não nos méritos dos seus criadores”, falou Millford destacando sobre o maior diferencial do aplicativo.

Vale lembrar que nesta segunda-feira (12), o The Wall Street Journal publicou que o fundador da ByteDance, Zhang Yiming, decidiu adiar  os planos de IPO do TikTok em março, após uma reunião com reguladores que sugeriram que a empresa deveria se concentrar em questões de segurança de dados.

 

(Foto: Yakubov Alim/iStock/Divulgação/Paris Filmes)

Virgin Music chega ao Brasil com foco no Sertanejo

Nesta segunda-feira (12) A Universal Music anunciou o lançamento da Virgin Music Label & Artist, com liderança de Miguel Cariello.

Conforme o Music Business Worldwide, a Virgin Music Label & Artist Services foi lançada em fevereiro deste ano como uma nova divisão global, a fim de atender artistas e gravadoras independentes, resgatando o espírito lendário da antiga gravadora Virgin Records, responsável por lançar álbuns de nomes como Genesis, Keith Richards, RBD, Janet Jackson, The Human League,  Simple Minds, Rolling Stones, Lenny Kravitz, The Smashing Pumpkins, Spice Girls e Daft Punk.

No Brasil, a gravadora chega sob a liderança de Miguel Cariello, que possui vasta experiência no mercado musical como gerente de marketing, produção e gestor de carreiras artísticas. Desde 2017 o executivo atuava como Diretor de Conteúdo da Universal Music Brasil.

Tudo indica que no país, a gravadora deve atuar com foco no sertanejo, já que a empresa fechou uma parceria com a WorkShow, um dos maiores players do mercado.

Durante o anúncio, Paulo lima, presidente da Universal Music Brasil, anunciou a dupla sertaneja Henrique & Juliano, como novos membros do casting da Virgin Music:

“Não há dúvidas de que estamos lançando um dos modelos de negócios mais extraordinários da história da indústria musical brasileira”, disse Paulo Lima, presidente da Universal Music Brasil. “Esta parceria revolucionária ajudará a estabelecer novos marcos expressivos entre os artistas e o público. Gostaria de agradecer e dar as boas-vindas aos talentosos executivos e as equipes que conduzirão esta parceria e agradecer à Work Show por acreditar em nossa visão estratégica desta aliança. Além disso, tenho enorme prazer em receber todos os artistas e, em especial, a dupla Henrique & Juliano, na família Virgin Music”.

Henrique & Juliano vem seguindo uma carreira consagrada no Sertanejo. A dupla acumula mais de 10 bilhões de visualizações e 13,2 milhões de assinantes em seu canal no YouTube. Com 5,5 milhões de ouvintes no Spotify, a dupla é influente também nas redes sociais. São mais de 10,2 milhões de seguidores no Instagram, 10 milhões no Facebook e 2,6 milhões no Twitter.

 

Foto: A dupla Henrique & Juliano junta-se à WorkShow como primeira contratação da Virgin./ reprodução

Spotify continua sendo o serviço de streaming de música mais popular do mundo

Número de assinaturas pagas dos serviços de música chegou a 487 milhões, O número de assinaturas pagas em serviços de streaming de música alcançou a marca de 487 milhões. Um aumento de 19,5 milhões de novos assinantes no primeiro trimestre de 2021.

Os dados vêm da especialista em Pesquisa de Mercado, Midia Research, que também apontou o Spotify como líder global em marketshare no streaming, com 27 milhões de novos assinantes entre o primeiro trimestre de 2020 e o primeiro trimestre de 2021.

Apesar do bom desempenho do Spotify, houve perda de dois pontos na participação de mercado no período. Isso porque sua taxa de crescimento percentual ficou atrás em comparação aos seus principais concorrentes.

O Google foi o serviço de streaming de música que mais cresceu em 2020, um aumento de 60%, em seguida vem o Tencent, em segundo lugar, com 40%. A Amazon continuou sua trajetória estável, com alta de 27%, enquanto a Apple cresceu apenas 12%.

O destaque vai para o YouTube Music. A plataforma de streaming de áudio do Google tem ganhado repercussão em muitos mercados no mundo, principalmente os emergentes e conquistando o público mais jovem. Para a empresa, parece que o YouTube Music está se tornando para a Geração Z o que o Spotify foi para os Millenions há meia década.

Os mercados emergentes, agora são centrais para o mercado de assinantes de música. América Latina, Ásia-Pacífico e resto do mundo correspondem a 60% de todo o crescimento de assinantes de 2020.

No entanto, vários serviços de mercados emergentes agora possuem grandes bases de assinantes. Além dos 61 milhões da Tencent, a NetEase da China atingiu 18 milhões de assinantes no primeiro trimestre de 2020 e a Yandex, da Rússia, atingiu 8 milhões.

 

Foto: reprodução Midia Research

O ex-chefe do Spotify disse que a plataforma foi feita para distribuir música, não pagar artistas

Durante um evento voltado para o mercado musical em Nova York, o Ex-Chefe executivo do Spotify, Jim Anderson, revelou que pagar artistas nunca foi o foco principal do Spotify.

Isso porque, segundo Anderson, a plataforma foi criada para resolver o problema da pirataria na música e regular a distribuição de música:

“O Spotify foi criado para resolver um problema [e o] problema era este: pirataria e distribuição de música. O problema era fazer com que a música dos artistas existisse. O problema não era pagar às pessoas.”, revelou o executivo que participou da criação do Spotify e é fundador do About.com.

Conforme o Digital Music News, os comentários polêmicos de Anderson são de 2019, mas só agora a cantora e compositora Ashley Jana compartilhou a gravação de quando ela participou do evento. Por medo de uma retaliação da indústria musical, a cantora hesitou em tornar públicas as falas do executivo.

“Estou lançando uma polêmica gravação de áudio de Jim Anderson, um Inventor do Spotify (descrito como “O homem que construiu a arquitetura do sistema do Spotify”). O proeminente inventor do Spotify foi abusivo comigo e com todos os outros músicos na sala em 14 de junho de 2019, no NYC Sync Summit em Les Poisson Rouge, e eu gravei tudo em uma fita. Gravei todo o evento para meus próprios registros”, diz a descrição do vídeo de Jana no Youtube [CLIQUE AQUI PARA CONFERIR].

Na gravação, Anderson também citou o caso de Taylor Swift, uma das maiores artistas pop do mundo. Para ele, a cantora não precisa ganhar royalties de streaming:

“Acho que Taylor Swift não precisa de 0,00001 mais de um stream”, disse Anderson à Ashley Jana.

De acordo com o Business Insider, Swift defende mudanças na indústria de streaming de música desde 2014, quando falou ao The Wall Street Journal “a música não deveria ser gratuita”. No mesmo ano, Swift tirou seu álbum “1989” do Spotify.

Vale notar que nos Estados unidos, a taxa média por reprodução do Spotify leva cerca de 250 streams para um artista fazer $1. Já na concorrência, o Apple Music, a taxa por reprodução é de US$0,01.

Em contrapartida, Daniel Ek, CEO do Spotify, já havia mencionado que um dos objetivos do Spotify é ajudar os artistas a ganhar a vida criando oportunidades para que mais músicos alcancem mais ouvintes, e são os fãs quem determinam o destino financeiro dos músicos. Sobre a gravação de Jana, o Spotify recusou falar ao portal.

 

Foto/Reprodução/YouTube Ashley Jana

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