CEO DA WARNER MUSIC FALA QUE ÚLTIMO ANO FOI UM DOS MAIS SATISFATÓRIOS DE SUA CARREIRA

Os últimos doze meses foram decisivos para a Warner Music, não só pelo impacto da pandemia do Coronavirus na música em geral, mas também por ter sido o primeiro ano em que a gravadora se tornou uma empresa de capital aberto durante este período.

“Apesar do confinamento em casa, foi um dos mais satisfatórios em minha carreira”, disse o CEO da Warner Music Group, Steve Cooper, durante uma chamada com analistas para falar sobre o desempenho da gravadora.

A animação do CEO é válida, já que nos últimos três meses (Q3) a Warner Music faturou US$1,152 bilhão, um aumento de 34% a.a nas receitas, incluindo streaming, vendas digitais e físicas. Deste valor, vale notar que o streaming representou $781 milhões, um aumento de 32,6% ($192).

“Temos muita sorte, ao olhar para o nosso trimestre e poder comemorar as conquistas de nossa equipe global, artistas, compositores e parceiros durante este período”, acrescentou Cooper.

Sabemos que nada disso foi sorte, mas sim planejamento e visão. Durante a conversa, o CEO revelou algo que todos precisam estar atentos: hoje em dia, o mercado musical está para além de lançar álbuns, singles e vídeos. As gravadoras e selos precisam estar atualizados sobre as tecnologias, se quiserem crescer ao longo prazo.

Em seus comentários, Cooper falou que a WMG está “continuamente se transformando” para além do streaming. No caso, a visão da Warner Music é focar também em áreas como jogos, fitness digital e afins: “Os hábitos de consumo de entretenimento mudaram rapidamente durante a COVID e o crescimento em novos modelos de negócios tem se acelerado”, disse o CEO.

Foi possível perceber que a gravadora estava seguindo esta linha de visão quando comprou participações na plataforma de shows virtuais Wave, em maio, além de investir $520 milhões na plataforma de videogame Roblox, em janeiro.

Parece que a nova estratégia tem dado certo. De acordo com Cooper, esses investimentos em plataformas, incluindo Facebook, TikTok e a plataforma de fitness Peloton, “está [gerando] cerca de US$235 milhões em receitas anuais de música gravada para a empresa.

Diante de resultados tão incríveis, já podemos dizer que vem muito mais da Warner Music por aí: “Espere mais anúncios em um futuro próximo sobre novos investimentos, parcerias e colaborações”, anunciou Cooper.

UNIVERSAL MUSIC GROUP FATUROU US$1,35 bilhão NO ÚLTIMO TRIMESTE DE 2021

Na última semana, as majors divulgaram seus resultados financeiros do último trimestre de 2021. Um delas foi Universal Music, que em breve será listada na bolsa de valores, em Amsterdã.

A receita de streaming de música gravada da UMG disparou no segundo trimestre, chegando a marca de €1,12 bilhão (US$1,35 bilhão), com um aumento de 29,7% a.a.

As receitas de música gravada da Universal (em todos os formatos) também aumentaram 29,7% a.a. no trimestre, para €1,65 bilhão (US$1,99 bilhão). Conforme o Music Business Worldwide, este aumento foi impulsionado pelo salto de 72,6% nas vendas trimestrais de música física – que marcaram €250M ($302M) – bem como um aumento de 24,3% nas receitas de licenciamento.

As receitas de edição de música na UMG foram ligeiramente superiores em relação ao mesmo trimestre de 2020 (+ 1,2%), enquanto as vendas de mercadorias (e “outras”) aumentaram 67,2%.

Em todas as divisões, incluindo edição e música gravada, a Universal Music faturou €2,02 bilhões ($ 2,44 bilhões) em receitas no segundo trimestre, um aumento de 25,5% em relação ao ano anterior. O portal avaliou que talvez esses resultados sejam os maiores da história da gravadora.

Os maiores hit makers da Universal Music:

O relatório também indicou que o BTS é o grupo que mais gerou rentabilidade para gravadora no período. Apesar de o grupo ter suas músicas distribuídas fora da Coreia do Sul pela Sony Music/The Orchard, a Universal Music é parceira da Big Hit/HYBE- agência e gravadora do grupo de k-pop.

Outros artistas que se destacaram no trimestre foi Justin Bieber, seguido da sensação do momento Olivia Rodrigo, dona do hit ‘Good for U’, The Weeknd e Pop Smoke.

Para os entendedores de exatas: Todas as conversões de moedas de EUR para USD acima feitas às taxas em vigor, conforme confirmadas pela Vivendi para os dois períodos mencionados (2º trimestre e 1º semestre de 2021).

 

 

Foto: BTS – Divulgação

Rede Globo deverá indenizar professora por uso de música em BBB sem autorização

Nesta semana a Rede Globo foi condenada a indenizar R$15 mil a uma compositora por usar uma música sem autorização durante o Big Brother Brasil.

De acordo com o ConJur, compositora que é professora e produz conteúdo audiovisual em seu canal do YouTube, acusou a Globo por reproduzir no BBB uma de suas canções, “Despedida”, sem a devida autorização, ou até mesmo dar créditos.

Ao Tribunal de Justiça de São Paulo, a emissora alegou que anteriormente havia tentado entrar em contato com a compositora para pedir autorização, entretanto seu contato não foi localizado.

Apesar da atitude da emissora, o desembargador Costa Netto, da 6ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo, não considerou a atitude da Globo como de “boa-fé”, e negou o recurso.

Para o desembargador, a emissora agiu com “descaso” e de “forma temerária” já que uma simples busca na internet já daria pistas sobre a compositora. “Não se pode crer que um programa como Big Brother Brasil, veiculado pela empresa de comunicação do porte da ré, Grupo Globo, possa ser inexperiente a ponto de ignorar a existência do trabalho de (no mínimo) um autor na criação de uma obra musical”, afirmou.

Outra questão que pesou na decisão foi o fato de que a música foi usada em uma eliminação importante no programa. Netto enfatizou que a reprodução da música merece tratamento jurídico semelhante ao da sincronização: “Nesses casos não há, propriamente, uma ‘sincronização’ (de sons e imagens, por exemplo), mas sim o ato de a obra intelectual ser incluída no todo ou em parte, em determinado contexto”.

Desta forma, por decisão unânime a professora foi favorecida: “Consequentemente, a utilização indevida da música sem a autorização da titular e sem a atribuição dos devidos créditos de autoria, fato reconhecido pela ré, viola os direitos autorais, sendo de rigor a indenização pelos danos decorrentes”, concluiu o relator.

MP realiza operação para fechar sites que ofereciam venda de falsos plays em serviços de streaming

Mais uma vez uma série de sites que manipulavam o número de plays em serviços de streaming foram fechados no Brasil.

Conforme o G1, a operação chamada de ‘Antidoping’ foi realizada pelo Núcleo de Investigações de Crimes Cibernéticos do MP-SP, que classificou a prática, pela primeira vez, como crime de estelionato no país.

Foram localizados e investigados 18 sites e mais 17 pessoas que vendiam “fake streams’ no varejo online. Todos foram fechados até julho de 2021, ou tiveram que remover a parte que anunciava a venda deste serviço.

Durante a investigação foi descoberto que todos os sites fechado eram baseados em um serviço de manipulação com sede no Leste Europeu, que também oferecia serviços semelhantes ligados às redes sociais, marketing e política. O que dificulta a identificação das ações ilegais.

“Todos estes serviços do Brasil são espelhos de uma plataforma que está hospedada na Rússia. Ali você encontra impulsionamento para tudo: Facebook, Instagram, Twitter, conteúdos de notícias, de política, de personalidades”, diz ao G1 Paulo Rosa, presidente da Pró-Música, associação das gravadoras no Brasil.

Apesar do sucesso da operação, infelizmente ainda é possível encontrar outros sites que continuam a oferecer este serviço.

“Porém, isso não interfere na punição dos demais envolvidos (no Brasil): a responsabilidade penal é pessoal, podendo tornar-se réu qualquer um que tenha concorrido de modo relevante para a prática do crime, independentemente da responsabilização dos demais”, ressaltou Lister Braga. promotor que participou do inquérito.

Em outubro de 2020 a Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI, sigla em inglês), em operação conjunta com o Pró-Música e demais órgãos do governo também realizou operação semelhante para fechar vários sites que ofereciam serviços de manipulação de execuções em serviços de streaming.

Jair Oliveira e Simoninha anunciaram startup para facilitar o licenciamento de músicas a criadores de conteúdo

Os cantores Jair Oliveira e Wilson Simoninha anunciaram o lançamento da startup Marshmelody, uma plataforma voltada para  facilitar o licenciamento musical em produções de vídeo.

Conforme o PopLine, a ideia da plataforma é disponibilizar músicas, livres de royalties para produções audiovisual, principalmente para os criadores de conteúdo, podcasts,  publicidade  e até mesmo emissoras de televisão.

A plataforma já chega ao mercado com um grande portfólio, que cresce a cada mês. Com mais de 100 artistas, dos mais variados estilos e nacionalidades, participando da curadoria da empresa. Entre os músicos que fazem parte da Marshmelody estão Felipe Machado (guitarrista-fundador da banda de heavy metal Viper) e compositor e arranjador de trilhas Xuxa Levy. Além disso, outros nomes como Paul Pesco (compositor e instrumentista de Madonna, Steve Winwood, Whitney Houston e Mariah Carey), a cantora Badi Assad e o instrumentista Gustavo D’Dalva (membro da banda de David Byrne) também já disponibilizaram suas músicas na plataforma.

Mais do que facilitar o acesso às músicas, a Marshmelody pretende se diferenciar através de um modelo que dá aos músicos maior visibilidade e compensação por suas criações. Para isto, a plataforma conta que está investindo em iniciativas sociais, junto a instituições do terceiro que utilizam a música como forma de tirar jovens da vulnerabilidade. Desta forma, a plataforma está impulsionando mais oportunidades para jovens músicos, ajudando na criação de novas fontes de renda e estimulando novas produções.

“Criamos a Marshmelody como uma possibilidade de dar aos músicos e artistas uma nova fonte de trabalho e inspiração nesse momento em que a cena musical é tão severamente afetada pelas restrições impostas pela pandemia”, disse Simoninha ao portal.

Doria deve pagar R$190 mil à Marisa Monte e Arnaldo Antunes por violação de diretos autorais

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), foi condenado a pagar R$190 mil por usar uma música de Marisa Monte e Arnaldo Antunes em vídeo sem autorização.

Conforme o Poder360.com, o caso se iniciou em 2017, quando Doria, na época prefeito de São Paulo, publicou um vídeo com a canção “Ainda Bem”, para divulgar a revitalização de um campo de futebol.

Ao saber do vídeo publicado com sua música sem autorização, Arnaldo Antunes e Marisa Monte divulgaram uma nota em suas redes sociais explicando que antes de ir à Justiça, tentaram entrar em contato com o político para remover o vídeo.

https://www.instagram.com/p/BcGGQ4pHuY4/?utm_source=ig_embed&ig_rid=86cd9c1a-02b8-485e-9494-bc40cd57ed18

 

O caso deu-se conclusão agora (28/07) pela juíza Thania Cardin, da 36ª Vara Cível de São Paulo, que favoreceu os compositores.

Para a Juíza houve uso indevido de obra: “Houve, pois, utilização desautorizada e assim ilícita da obra intelectual de titularidade dos autores, que viram seus direitos autorais violados, os quais são, impende lembrar, erigidos pela Constituição Federal à categoria de fundamentais a pessoa humana”, disse a magistrada.

“A ilicitude cometida pelo réu exsurge ainda mais gravosa se considerado que a utilização desautorizada da canção deu-se em vídeo com nítido propósito de autopromoção para fins políticos, já que por meio dele o réu apresentava a seu público online, enquanto prefeito da cidade de São Paulo, projeto de revitalização decorrente de parceria público-privada”, concluiu a juíza.

Com a decisão, o governador terá que pagar R$40 mil para cada editora. Além disso, Marisa Monte e Arnaldo Antunes deverão receber R$30.000 cada um. Vale notar que Marisa Monte ainda vai ser indenizada em R$10.000 por conta de comentários ofensivos feitos pelo governador em resposta ao episódio:

“Mencionar que a autora Marisa estava a exigir-lhe 300 mil reais de forma injustificada restou por ultrapassar os limites da boa-fé no trato da contenda”, informou a decisão.

 

 

 

Foto: Instagram/Agencia Estado/Veja SP

 

TIKTOK ANUNCIA ACORDO COM ECAD PARA PAGAMENTO DE DIREITOS AUTORAIS

Nesta quinta-feira o TikTok anunciou que realizou um acordo com o Ecad para o pagamento de direitos autorais no Brasil.

Conforme o blog oficial da plataforma, o acordo incluiu pagamentos retroativos pelo uso das músicas na plataforma.

Para o TikTok o contrato firmado deve enriquecer a experiência de seus usuários e criadores, impulsionando a conexão entre criadores e artistas.

“Essa primeira parceria entre o Ecad e o TikTok é mais um importante passo para a indústria da música no Brasil e para os autores e artistas no nosso país. Este acordo não poderia chegar num momento mais oportuno para compositores e artistas, que agora precisam mais do que nunca dessa renda digital. O Ecad vem trabalhando duro para fechar acordos importantes como esse”, comentou Isabel Amorim, superintendente executiva do Ecad ao portal oficial da plataforma.

O diretor de Licenciamento Musical e Parcerias do TikTok para a América Latina, José María Escriña, reforçou a importância do contrato para os artistas no país: “Estamos entusiasmados com essa parceria firmada entre o TikTok e o Ecad no Brasil. Com esta cooperação, vamos estimular o crescimento de novas fontes de receita para autores e editores utilizando o dinamismo da nossa plataforma. Estamos animados para oferecer esse fantástico conteúdo musical para nossos creators incríveis”.

 

 

Foto: Divulgação

Dj Mary Olivetti lança remix de Black Coco com participação de Mahmundi

Como prometido, a Dj e produtora Mary Olivetti lançou sua versão remix da faixa Black Coco, uma das maiores referências brasileiras nas pistas pelo mundo.

O single, que conta com participação da cantora Mahmundi nos vocais, foi lançado pelo selo brasileiro Cocada Music, e incluiu um time de músicos formado por Paulinho Guitarra, Rodrigo Tavares, Daniel Mansur e Henrique Rocha.

Vale lembrar que a versão original de Black Coco é um dos primeiros sucessos de seu pai, o produtor Lincoln Olivetti, um hit lançado pela banda Painel de Controle.

Foi graças ao seu pai que Mary cresceu brincando em estúdios, e teve a oportunidade de ver de perto lendas como Rita Lee, que recentemente, também ganhou um remix feito por Mary da música ‘Cor de Rosa Choque’. O resultado foi super elogiado por muitos e vale a pena conferir.

Foto: reprodução

Rita Lee ganha podcast com entrevistas inéditas sobre sua carreira e impacto na música

Nesta terça-feira (27) a Universal Music está voltando com o podcast “Identidade Musical” para contar a trajetória da cantora Rita Lee e seu impacto na música.

Além de depoimentos inéditos da própria cantora e Roberto de Carvalho, ao longo dos quatro episódios o podcast conta com participações de nomes como Xuxa, Tom Zé, Nelson Motta, Marisa Monte, Beto e João Lee.

“Na ditadura, eu era perseguida, nem sabia que eu era. Mas era uma mulher ousada, fazendo rock. Na época eu ia e fazia, ‘Mulher não toca guitarra’, mas por que não? Não entendia, e eu metia as caras. Aí, agora sei que isso é feminismo.”, revelou a cantora durante um episódio.

Vale notar que o “Identidade Musical” também já contou a história do cantor Zeca Pagodinho. Para conferir o resultado, CLIQUE AQUI!

foto: reprodução/Rita Lee

Netflix anuncia que vai apostar no mundo dos games para conquistar novos assinantes

Recentemente a Netflix anunciou que está contratando diversos profissionais especializados na área de jogos para construir uma nova divisão interativa na empresa. De acordo com o FastCompany.com, a Netflix deve lançar videogames em sua plataforma dentro de um ano.

Embora poucos detalhes tenham sido revelados obre a novidade, já é de se esperar que a Netflix crie jogos em torno de suas franquias mais populares como ‘Stranger Things’ ou ‘La Casa de Papel’.

A notícia de quem a plataforma de streaming vai se aventurar no mundo dos jogos deixou muita gente intrigada, já que o movimento da empresa será um grande desafio, tanto técnico, quanto financeiro.

“Quando digo que é impossível e a Netflix vai falhar, não estou dizendo isso porque sou um ‘hater’ da Netflix”, disse Michael Pachter, analista da Wedbush Securities.

“Estou dizendo isso porque, para mim, é como se a Starbucks anunciasse: ‘Decidimos entrar no negócio da FedEx porque as pessoas já vêm à nossa loja. Eles podem pegar o pacote e também pegarem o café”, brincou o analista ao portal.

Pachter também apontou que um dos grandes desafios para a Netflix será o alto custo de se construir um negócio de jogos. O analista contou que a Disney fechou sua divisão de jogos ‘Infinity’ em 2013, mesmo depois de ter gerado $1 bilhão em receita. “Eles não conseguiam ganhar dinheiro”, disse Pachter. “Os jogos deles eram fantásticos, mas não conseguiam escalar. Sua sobrecarga era tão grande, o custo dos jogos era tão grande, mesmo com um bilhão de dólares em receita”.

Outra questão é que a Netflix, já anunciou que os jogos estarão disponíveis para assinantes em sua plataforma, junto com os filmes e séries. A pergunta que fica é como os usuários iriam jogar? Com um controle remoto? Isso limitaria as ações para cima, baixo, esquerda e direita. A plataforma poderia lançar seu próprio controlador. O que daria um trabalho enorme para compatibilizá-lo com as várias plataformas de smart TV.

Além disso, há a questão da distribuição. Atualmente mais de 70% da distribuição de jogos para celular é feita em iPhones, o que significa que a Apple ficaria com 30% de comissão.

Para muitos, a notícia não passa de marketing, pois não há nenhum anúncio de aquisições de empresas especializadas para seguir com os processos. Mas há também a hipótese de que a Netflix esteja interessada nos conteúdos produzidos pelos streamers, que já transmitiram até agora 840 bilhões de minutos no Twitch, o que resultaria também em mais divulgação da plataforma, logo mais assinantes.

 

 

FOTO: Glenn Carstens-Peters/Unsplash

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