JORNALISTA DIZ QUE MERCADO FONOGRÁFICO DEVE EVITAR DEPENDÊNCIA DO TIKTOK

Nesta semana o jornalista carioca Mauro Ferreira publicou em sua coluna para o G1, uma análise sobre os artistas que tiveram suas músicas viralizadas no TikTok. Para ele, a indústria fonográfica deve evitar focar em um único canal de mídia.

O questionamento veio após o hit “Acorda Pedrinho”, da banda Jovem Dionísio, viralizar no TikTok. O sucesso do hit na plataforma fez com que a música chegasse ao Top 50 Global do Spotify, além do videoclipe ultrapassar cinco milhões de visualizações no Youtube.

Conseguir tal feito é algo que muitos artistas, suas equipes e gravadoras têm buscado constantemente. Embora nem sempre isso aconteça, na verdade é algo bem raro, e ninguém sabe ao certo a fórmula para este tipo de sucesso. Então: “até que ponto é interessante depositar todas as expectativas do resultado de uma música em um único canal de mídia?”, indagou o jornalista.

“Para artistas em início de carreira, como o grupo Jovem Dionísio, nada há a perder”. Afirmou Ferreira.  Entretanto, “Para gravadoras e artistas já consolidados no mercado fonográfico, muito pode ser perdido se o foco for direcionado primordialmente para o aplicativo chinês. Ou para qualquer outra rede. Até porque, por mais que haja pressão da indústria para que artistas emplaquem músicas no TikTok, quem manda em última instância é o público”, completou.

O que Ferreira disse faz muito sentido, afinal no mundo dos negócios é a mesma coisa. Nem sempre o seu “cliente”, ou o “seu fã”, vai estar apenas no TikTok ou em uma rede social exclusiva.

“Esperar tudo do TikTok é entrar em sinuca de bico que pode deixar artistas e gravadoras sem saída”, finalizou o jornalista.

VEJA A ANÁLISE COMPLETA CLICANDO AQUI!

ANA PAULA VALADÃO E BANDA DEVEM PAGAR R$1 MILHÃO À GRAVADORA POR QUEBRA DE CONTRATO

Nesta segunda-feira (30) o portal Notícias da TV publicou uma notícia a respeito de uma disputa judicial entre a gravadora Som Livre e a banda Diante do Trono, considerado o maior grupo musical evangélico no Brasil, e que tem como líder a pastora Ana Paula Valadão.

No processo que se iniciou em 2015, a Som Livre alegou que a banda descumpriu o contrato que determinava o lançamento de um álbum com músicas inéditas por ano, além de não ter realizado nove shows marcados em 2014.

A gravadora afirmou ainda que o Diante do Trono decidiu romper o contrato unilateralmente em 2009, antes do prazo, que seria apenas em 2017. Por conta desses motivos, a Som Livre pediu uma indenização de aproximadamente R$300 mil por perdas e danos materiais na Justiça do Rio de Janeiro.

Embora a gravadora tenha vencido em todas as instâncias, inclusive no STJ (Superior Tribunal de Justiça), a banda decidiu entrar com uma nova ação judicial para não pagar a indenização. No entanto, o valor atualizado chegou a mais de R$1 milhão, ou seja, quatro vezes mais do que foi pedido inicialmente.

Neste novo processo, o grupo acusa a gravadora por enriquecimento ilícito, já que o valor está muito acima do que foi pedido inicialmente no primeiro processo. O portal informou que a vocalista e pastora Ana Paula Valadão disse que a banda trabalha como uma instituição independente, sem fins financeiros e que presta ajuda para pessoas necessitadas por meio da fé.

No último dia 13, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro negou as argumentações da banda, e autorizou o desconto de crédito nas contas de Diante do Trono. Para a Justiça, houve uma quebra de contrato e o valor precisa ser pago sem questionamentos até o início de Junho.

A decisão desse novo processo é em segunda instância e ainda cabe recurso, e até o momento, Som Livre e Diante do Trono não comentaram o assunto.

Foto: divulgação

Festival Sarará chama cinco cantoras para homenagear Elza Soares

MEMÓRIA. Nesta semana o Festival Sarará anunciou que fará uma grande homenagem à Elza Soares, que faleceu em janeiro, aos 91 anos.

De acordo com o Estado de Minas, as cantoras Paula Lima, Teresa Cristina, Julia Tizumba, Luedji Luna e Nath Rodrigues subirão ao palco do festival interpretando o mesmo repertório que seria apresentado por Elza Soares.

Esta foi a maneira que a produção do Sarará encontrou para melhor representar a artista, como contou Carol de Amar, diretora artística do festival, que assina a curadoria com Mônica Brandão:

“A partida da Elza foi um grande susto. No primeiro momento, ficamos travados, sem saber o que fazer, chocados. Depois, conversando com a equipe dela, chegamos à conclusão de que o Sarará não poderia não ter a Elza. Então, começamos a pensar na homenagem”.

De acordo com as curadoras, a ideia é reconstruir o show “Elza Ao vivo no Municipal”, gravado pela cantora no Theatro Municipal de São Paulo entre 17 e 18 de janeiro passado, dois dias antes de falecer no dia 13 de maio. Esta é uma forma de legitimar a vontade da artista:

“É homenagem à altura dela, não vai fugir em nada do que ela mesma estava esperando. Nossa intenção é que seja algo extremamente respeitoso, próximo do que a Elza faria”, afirmou Mônica.

O Festival Sarará acontece na Esplanada do Mineirão, Belo Horizonte, no dia 27 de agosto, e conta com um line-up formado por artistas como Emicida, Zeca Pagodinho, Pabllo Vittar, Karol Conká e Marina Sena. Os ingressos variam de R$220 (inteira) a R$400 (inteira).

Foto: Carl de Souza/AFP/28/8/18

GESTÃO COLETIVA: CISAC DESTACA AVANÇOS DE AÇÕES PARA PROTEGER DIREITO DOS AUTORES

Nesta manhã, a CISAC – Confederação Internacional de Sociedades de Autores e Compositores – publicou seu relatório anual para divulgar as atividades que tem realizado para proteger os criadores e ajudar a impulsionar suas receitas.

Entre os destaques do relatório, a CISAC falou sobre sua iniciativa global Creators for Ukraine, para ajudar criadores e refugiados ucranianos na Guerra contra a Rússia. As sociedades da CISAC contribuíram com 1,4 milhão de euros, que foram distribuídos a criadores individuais e instituições de caridade que ajudam as vítimas da guerra.

Além disso, a entidade citou questões importantes que envolvem compositores no mundo, como o impacto da inteligência Artificial nos Direitos Autorais, a campanha internacional ‘Your Music Your Future’ contra buyouts, e estudo de casos com foco em quatro territórios desenvolvendo sistemas de apoios aos direitos de roteiristas e diretores de audiovisual.

“Sempre uma excelente publicação para entender as movimentações da gestão coletiva global. Desafios imensos, muito trabalho pela frente em um mundo em aceleração intensa e de difícil compreensão”, pontuou Peter Strauss em nosso grupo no Facebook.

Pra Marcelo Castello Branco, o Presidente do conselho da CISAC, apesar dos grandes desafios, a associação continua construindo uma rede de apoio para os compositores:

“Os últimos dois anos foram muito exigentes, com desafios sem precedentes, reduções de custos e um constante redirecionamento de nossas prioridades. No entanto, a organização sempre enfrentou esses desafios. É por isso que estou esperançoso de que iremos, como rede, continuar a fornecer um alto nível de serviços e orientação, num momento em que a rápida evolução requer flexibilidade e visão. Isto é a CISAC que estamos construindo hoje”.

CLIQUE AQUI  e confira na íntegra o relatório da CISAC

MÚSICOS E INTÉRPRETES PASSARÃO A RECEBER DIREITOS CONEXOS NA FRANÇA

Nesta semana sindicatos e entidades ligadas à música na França realizaram um acordo, junto aos produtores fonográficos, para que intérpretes e músicos também recebam direitos conexos em plataformas de streaming. As informações são da ubc.org.br.

De acordo com o portal da associação brasileira, os produtores fonográficos concordaram em ceder parte (até 11%) das receitas que recebem por execuções de músicas nas plataformas de streaming, para que músicos e intérpretes recebam os direitos conexos.

A mudança se mostra mais do que necessária, já que anteriormente, os profissionais recebiam receitas conforme o que era estabelecido em contratos individuais assinados diretamente com produtores/gravadoras/selos.

Além disso, o movimento pode influenciar para que o mesmo ocorra em outros países, como Brasil. É o que explicou Ana Zan Mosca, advogada paulistana especialista em direitos autorais, à UBC:

“É uma mudança completa de lógica. Uma decisão como essa abre as portas para acordos similares em outros países, como o nosso. As entidades que representam os músicos e intérpretes no Brasil agora têm um caso simbólico no qual se amparar para exigir o mesmo por aqui”.

Após desabafo de Halsey sobre “viral no TikTok”, gravadora libera lançamento de música

Na manhã de domingo (22) a cantora Halsey fez um grande desabafo sobre o descontentamento que vem tendo com relação a sua gravadora, que está a impedindo de lançar uma música, a não ser que ela crie um vídeo viral no TikTok.

A crítica foi publicada pela cantora em um vídeo de 29 segundos no TikTok. O texto do vídeo indicava sua situação: “Basicamente, tenho uma música que amo que quero lançar o mais rápido possível, mas minha gravadora não me deixa”.

“Tudo é marketing”, concluiu Halsey, “e eles estão fazendo isso com todos os artistas hoje em dia. Eu só quero lançar música, cara e eu mereço coisa melhor tbh. Estou cansada.”

A medida em que o TikTok se transformou em uma grande ferramenta de promoção de música, não é segredo que gravadoras e equipes de artistas passaram a criar estratégias para criar “momentos virais”. O desabafo da cantora demonstra o quanto a arte pode ser prejudicada na busca pelo sucesso.

Após a grande repercussão do vídeo, fãs e usuários do Twitter lembraram de outras artistas que já se queixaram sobre a pressão de estarem no TikTok:

https://twitter.com/alluregaga2/status/1528456671311196160?s=20&t=OOQgTPHHA-8im3Geykk0Qg&fbclid=IwAR1Rr4Rb7aR7UZzDhmLepoJPtRVRGQKoIVIQPHM48IS_yHCAIjrnA7QDdSM

 

Atualização: representantes da gravadora da artista, Capitol Records e sua editora AstralWerks,  disseram que vão liberar o lançamento da música:

“Nossa crença em Halsey como uma artista singular e importante é total e inabalável. Mal podemos esperar para que o mundo ouça sua nova e brilhante e música”.

Livro aborda Desigualdade na indústria da música no Brasil

Um estudo sobre a situação de desigualdade racial e de gênero da indústria da música descobriu alguns dados que precisam de atenção do mercado musical.

O levantamento feito pelo jornalista e produtor cultural Leo Feijó, e publicado no livro recém-lançado “Diversidade na Indústria da Música no Brasil – um Olhar sobre a Diversidade Étnica e de Gênero nas Empresas da Música” (Dialética Editora), identificou que 21,4% das organizações presentes no ecossistema da indústria fonográfica não têm negro em seus quadros profissionais.

Além disso, apenas em 16,1% das organizações, as pessoas negras representam mais da metade da força de trabalho.

A presença feminina em gravadoras, editoras, distribuidoras, agências e outras empresas voltadas para a música também se mostrou desigual, já que em quase 20% delas, não há ou possuem no máximo 15% de seu quadro funcional ocupado por pessoas do sexo feminino.

No livro, Feijó também apresenta discussões, análises e pesquisas realizadas em outros países.

CERCA DE 20% DOS USUÁRIOS GLOBAIS DO SPOTIFY OUVEM ED SHEERAN

Um site especializado no mercado musical começou a levantar alguns dados interessantes sobre a audiência no Spotify. O levantamento feito pelo MusicBusinessWorldwide.com descobriu que atualmente Ed Sheeran e Justin Bieber sãos os mais ouvidos na plataforma atualmente.

Com pouco mais de 84 milhões de ouvintes mensais, Ed Sheeran está a frente do ranking de artistas mais ouvidos no mundo. Enquanto Justin Bieber ocupa a segunda posição com 79,66 milhões de ouvintes.

Para se ter uma ideia, o Spotify anunciou no final de março de 2022 que possui 422 milhões de usuários ativos mensais em todo o mundo, então isso significa que cerca de 20% de seus usuários escutam Ed Sheeran mensalmente. Vale notar ainda que o último álbum de estúdio do artista foi lançado em outubro de 2021, o que mostra a potência de Sheeran no mercado.

Completando o ranking dos artistas mais ouvidos na plataforma, The Weeknd aparece na terceira posição com 76,59 milhões de ouvintes mensais. Um fato interessante é que quatro dos principais artistas mais ouvidos no Spotify globalmente (Sheeran, Dua Lipa, Harry Styles e Coldplay) são britânicos; os outros dois (Justin Bieber e The Weeknd) são canadenses.

 

Foto: Warner Music – divulgação

 

 

Afroreggae, Universal Music Publishing Brasil, Virgin Music Brasil e UBC lançam o selo Crespo Music

Recebemos a notícia de que a Universal Music Publishing Brasil, Virgin Music Brasil, UBC e Afroreggae se uniram para lançar o selo Crespo Music.

A ideia do selo é revelar e desenvolver novos talentos artísticos que surgem das favelas do Rio de Janeiro. As informações são da bandfmnews.com.br.

“A gente vai gravar, vai editar, vai lançar, dar suporte para o artista na parte empresarial e de planejamento. Esses talentos não vão ser simplesmente jogados no mercado. Queremos caminhar junto com os que se destacarem mais, fazer um desenvolvimento de carreira”, contou o diretor da Crespo Music, Ricardo Chantilly, que atua a mais de três décadas como empresário artístico de nomes como O Rappa, Jota Quest e Armandinho.

Apesar de novo no mercado, o Crespo Music revelou que já possui um vasto catálogo de fonogramas originais, que foram compostos para serem trilhas de seriados produzidos pelo AfroReggae Audiovisual, o braço criador de conteúdo da organização cultural AfroReggae.

A Universal Music Publishing será responsável por administrar os direitos autorais de todas as composições do catálogo do selo. Enquanto a Virgin Music Brasil, ficará por conta de distribuir o que será produzido. Já a UBC (União Brasileira dos Compositores) irá se empenhar em dar apoio aos criadores para garantir que eles sejam bem remunerados por suas obras.

Foto: Paulo Vitor / Ag.FPontes / Divulgação

NFT DE MILTON NASCIMENTO GARANTE EXPERIÊNCIAS EXCLUSIVAS DE SUA ÚLTIMA TURNÊ

Em sua despedida dos palcos, o cantor Milton Nascimento está lançando uma arte em NFT de um desenho que fez a mão em sua infância.

O token não-fungível, uma espécie de ativo digital que garante o certificado de autenticidade da arte,  garantirá ao comprador uma série de experiências únicas durante a turnê ‘A Última Sessão de Música’.

O primeiro show de Milton Nascimento acontecerá no dia 11 de junho, na Cidade das Artes, Rio de Janeiro, e será exclusivo para seus amigos, artistas e aqueles que adquirirem o NFT Ticket Pass. Não haverá vendas de ingressos normais para este evento, sendo disponibilizados apenas 400 NFTs.

Além disso, quem adquirir o NFT Ticket Pass terá dois passes para a turnê do artista, um pôster autografado e numerado da turnê.

Para conferir e adquirir o NFT, acesse nft.miltonnascimento.com.br e acompanhe o artista em suas redes oficiais.

 

Foto: LivePict.com, CC BY-SA 3.0 via Wikimedia Commons

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