FAVELA SOUNDS CRIA PROJETO PARA QUALIFICAR JOVENS DA PERIFERIA DO DISTRITO FEDERAL

O festival Favela Sounds, voltado para a promoção da Cultura da Periferia anunciou que está com inscrições abertas para seu projeto ‘LAB Meu Lugar é o Mundo’, para qualificar jovens das favelas do Distrito Federal em temas ligados à coletividade.

Conforme o Correio Braziliense, a ideia do projeto é reunir virtualmente convidados-especialistas para ensinar e debater com os jovens da periferia temas como tecnologia e racismo algorítmico, diversidade religiosa, sexual e de gênero, educação, território e mobilidade, segurança pública, entre outros.

As inscrições estarão abertas até sexta-feira (17/06) e poderão ser realizadas através de formulário no site do evento. Serão selecionados 15 jovens de diferentes Regiões Administrativas, que “terão a missão de mapear um problema público do Distrito Federal e, ao final do laboratório, produzir um documento sugestivo para a criação de políticas públicas a ser apresentado em audiência na Câmara Legislativa do DF. Os escolhidos serão divulgados dia 22 de junho, pelo site do festival”.

A sexta edição do Favela Sounds acontece entre os dias 25 e 30 de julho, no Museu Nacional, no Distrito Federal, Brasília. O evento é gratuito, com um line-up formado por funk, rap, trap, samba e bregafunk, e terá ainda oficinas técnicas no sistema socioeducativo, debates em escolas públicas e o primeiro ambiente de mercado voltado para à criatividade periférica, o Favela Talks.

 

Foto: divulgação/instagram @favelasounds

MAIARA E MARAISA SÃO PROIBIDAS DE USAR O NOME ‘AS PATROAS’ EM PROJETO COM MARÍLIA MENDONÇA

Na última sexta-feira (10), a dupla sertaneja Maiara e Maraisa recebeu uma liminar proibindo o uso da marca ‘As Patroas’, nome usado em seu último projeto em parceria com Marília Mendonça (1995-2021).

De acordo com o correio24horas.com.br, o processo foi iniciado pela cantora baiana Daisy Soares, que alegou ter registrado a marca ‘A Patroa’ no INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial) em 2017, para divulgar seu projeto que possui o objetivo de enaltecer o poder feminino, assim como a dupla em seu projeto.

Durante entrevista para o Globo, Daisy contou que antes de entrar na Justiça tentou contato com a WorkShow, empresa que cuida da carreira de Maiara e Maraisa, para buscar um acordo amigável, porém sem sucesso:

“Os diálogos foram interrompidos e os acionados passaram a incrementar a utilização da marca registrada da autora, inclusive com divulgação na mídia do Projeto Patroas, realizando apresentações musicais em formas de lives, disponibilizando músicas em diversas plataformas, comercializando bonés, camisetas, turnês, tudo a levar ao público a ideia de serem titulares da marca Patroas, com mesma fonte de logomarca e cor, estimulando o empoderamento feminino, nos moldes das bases da marca da autora”.

Na liminar, o juiz Argemiro de Azevedo Dutra, da 2ª Vara Empresarial de Salvador determinou a proibição do uso da marca pela dupla, sob multa de R$100 mil. A defesa de Maiara e Maraisa tem prazo de 15 dias úteis para fazer sua apresentação do caso, que cabe recurso.

Veja abaixo a publicação que Deisy fez em suas redes sociais após a repercussão do caso na mídia.

 

Foto: Podemos ver como grafia e cor usadas por Maiara e Maraísa, e Marília são parecidas com modelo original da marca — Divulgação

SEU JORGE GANHA RECURSO EM PROCESSO CONTRA HERDEIROS DE MÁRIO LAGO

Nesta semana Seu Jorge e a gravadora Universal Music ganharam um recurso em um processo envolvendo os herdeiros de Mário Lago. Como noticiamos anteriormente, o processo se iniciou em 2007, após Seu Jorge usar trechos de “Ai que saudade da Amélia” em sua música “Mania de Peitão”, no álbum “Cru”.

Seu Jorge e gravadora foram condenados a indenizar em R$500 mil a família de Mário Lago (1911-2002) em primeira instância, pela 29ª Vara Cível do Rio de Janeiro. Entretanto, o caso teve uma reviravolta com a decisão favorável no recurso feito pelo autor e julgado pela 4ª Câmara Cível do Rio.

De acordo com a coluna de Ancelmo Goes, as desembargadoras entenderam que o artista teve intenção de fazer uma homenagem a Mario, e consideraram o acordo entre ele junto à editora detentora dos direitos autorais.

Desta forma, não houve dano material, mas sim, um dano moral pela falta de menção ao autor durante o primeiro lançamento em 2004, na França. Seu Jorge e gravadora devem pagar apenas uma multa de R$10 mil.

Foto – Reprodução

Música, Copyright e Tecnologia e escola de Música e Negócios promovem encontro para discutir Sistema de Pagamentos de Royalties Centrado no Usuário (UCPS)

Atualmente o sistema de pagamentos adotado pela indústria de streaming é desproporcional, uma vez que gera mais receitas para artistas de gêneros mais populares. Enquanto isso, os artistas de nichos menores ficam para trás.

Desde 2020, a Deezer tem buscado maneiras de remunerar artistas de forma mais justa. Para isso, foi iniciada uma campanha a fim de incentivar o sistema de pagamentos de royalties centrado no usuário (UCPS, sigla em inglês), no qual remunera artistas conforme o número de plays por usuário.

Dada a complexidade e importância deste tema, no dia 14 de Junho, às 13hrs, o Música Copyright & Tecnologia e a Escola Música & Negócios irão realizar o painel online “Pague pela música que você ouve”, com Ludovic Poully SVP, Institutional & Music Industry Relations da Deezer Music e Carlos Taran, da Music Tour.

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YOUTUBE MUSIC E NAPSTER SÃO NOTIFICADOS POR NÃO MOSTRAR NOME DE COMPOSITOR EM MÚSICAS

Na semana passada, o YouTube Music e o Napster receberam uma notificação da Justiça de São Paulo para creditar o compositor Deni Domenico em cinco faixas, sob multa diária de R$1.000,00.

De acordo com o G1, advogados do escritório Motta Fernandes decidiram abrir ações e duas liminares na Justiça para que o compositor fosse reconhecido por suas obras nos apps.

“Infelizmente as plataformas passaram a divulgar as músicas sem dar o devido crédito aos autores. Isso prejudica a carreira de compositores e compositoras, pois impossibilita que sejam reconhecidos pelo público e pela crítica”, disse Yves Finzetto, um dos advogados que entraram com a ação.

Este pode ter sido um passo inicial para que outros músicos busquem o mesmo crédito nas plataformas, já que pela Lei de Direitos Autorais do Brasil (Lei 9.610), compositores têm o direito de ter seu nome “indicado ou anunciado, como sendo o do autor, na utilização da obra”.

Além de exigir os devidos créditos ao compositor nas faixas, a liminar também impediu que elas fossem retiradas das plataformas. Algo que poderia facilmente acontecer, como uma maneira de evitar outros problemas a Justiça.

De acordo com Yves, as duas plataformas foram escolhidas justamente, pois são as que menos mostram os créditos nas músicas. Agora os advogados devem partir para outras plataformas, como o Spotify, que possui um campo para mostrar os créditos nas músicas, porém, muitas vezes eles não são preenchidos com os nomes dos autores.

 

ROBERTO E ERASMO CARLOS PERDEM MAIS UMA DISPUTA POR DIREITOS AUTORAIS DE QUASE 30 COMPOSIÇÕES

Roberto Carlos e Erasmo Carlos perderam mais uma disputa judicial pelos direitos de suas obras. O caso se iniciou em 2018 como uma tentativa de recuperar 100% dos direitos de 27 canções que eles escreveram nos anos 1960, incluindo “Quero que vá tudo pro inferno” e “Parei na contramão”. As informações são da noticias.uol.com.br.

No processo, a defesa dos compositores alegou que os contratos realizados com a editora Irmãos Vitale S/A nos anos 1964, 1965 e 1966 tinham como objetivo permitir que a editora apenas explorasse comercialmente as canções, e não “vender” os direitos sobre elas.

Além disso, os advogados lembraram que a dupla era muito nova na época. Aos 23 anos, não tinham “a mínima noção da grandiosidade de seu legado”. E por isso, solicitaram a rescisão do contrato de cessão dos direitos das obras.

“Mas a intenção deles, assim como de qualquer compositor brasileiro, jamais foi a cessão perpétua e irrestrita de seu legado”, lembrou os advogados no processo.

Mesmo assim, nesta terça-feira (07/06), em uma nova audiência, o Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu manter a decisão de primeira instância segundo a qual “todos os instrumentos contratuais estabeleceram o caráter definitivo e irrevogável das cessões realizadas”. Roberto e Erasmo podem recorrer novamente da decisão, mantendo seus direitos morais como compositores.

Vale notar, que em novembro do ano passado os Roberto Carlos e Erasmo Carlos perderam outra disputa judicial, envolvendo outra editora, a Femata. Eles também buscavam interromper o contrato que dava parte dos direitos de cerca de 70 composições.

 

Foto: Rafael França/TV Globo/VEJA

 

SUCESSO DE CANÇÃO DE KATE BUSH EM STRANGER THINGS MOSTRA IMPORTÂNCIA DA SINCRONIZAÇÃO

O PODER DA SINCRONIZAÇÃO. O sucesso da nova temporada da série Stranger Things, da Netflix, trouxe de volta às paradas a música “Running up that hill”, da cantora britânica Kate Bush.  Entretanto, colocar o hit na trilha sonora da série não foi nada fácil, e precisou de muito esforço da equipe de sincronização.

De acordo com informações do Tenho Mais Discos Que Amigos, Nora Felder, supervisora musical de Stranger Things, foi quem escolheu a canção de 1985 para a cena no filme, e também ficou responsável por buscar autorização para incluí-la na produção.

Felder contou à Variety que precisou entrar em contato com a gravadora Sony para pedir autorização da cantora para a sincronização – termo usado quando uma canção é usada em alguma cena de uma produção audiovisual. Uma tarefa praticamente impossível, já que Kate Bush não concorda com este tipo de uso de suas músicas. Foi o que Wende Crowley, vice-presidente sênior do departamento de marketing, cinema e TV da Sony, explicou:

“Kate Bush é bastante seletiva quando se trata de licenciar músicas. E, por causa disso, nos certificamos de obter páginas de roteiro e gravações para ela revisar, para que pudesse ver exatamente como a música seria usada”.

Após negociações, representantes da cantora receberam a equipe da série e gravadora, até que por fim, Kate liberou o uso de sua canção e disse que era fã de Stranger Things.

A parceria deu tão certo que hoje a música já está na 8ª posição das mais tocadas nas paradas americanas. Um grande marco, pois na época em que foi lançada, “Running up that hill”, ficou apenas na 30ª posição no ranking da Billboard.

GLOBO VIU RECEITAS DE PODCAST SUBIR 383% NO INÍCIO DE 2022

Talvez você não se lembre, mas no início do ano passado publicamos uma notícia sobre a estratégia da Globo para ampliar a área de podcasts, principalmente no Globoplay. Agora, voltamos aqui para falar sobre os resultados deste movimento para a empresa.

Na última semana, o grupo anunciou que o consumo de seu catálogo de podcasts tem crescido cada vez mais. Em comparação aos três primeiros meses de 2021, a Globo viu a audiência de podcasts aumentar em 93%, sendo que o resultado em receita ficou em 383%.

De acordo com o propmark.com.br, diante dos bons resultados, a emissora anunciou que deve lançar pelo menos 20 novos podcasts até o fim do ano, buscando parcerias com criadores e formadores de opinião que ainda não estão no mudo dos podcasts, além de projetos com novas propostas em relação a formatos, para falar sobre os assuntos mais procurados como Eleições 2022, esporte, sexualidade, novas investigações e true crimes, relaxamento e ainda espiritualidade, sob diferentes perspectivas religiosas.

 “Os resultados trazem ainda mais gás para seguirmos firmes e confiantes na missão de consolidar um portfólio grande e diverso de podcasts com foco em blockbusters, distribuídos no Globoplay e em outras plataformas parceiras de áudio”, afirma Fábio Silveira, gerente de produto podcast da Globo.

 

Foto: Divulgação/Globo

LUDMILLA É INDICADA COMO MELHOR ARTISTA INTERNACIONAL NO BET AWARDS 2022

A cantora brasileira Ludmilla foi indicada nesta semana em uma das categorias no BET Awards, do canal BET (Black Entertainment Television). A premiação é considerada como uma das maiores que celebram artistas afro-americanos na música, esportes, cinema e outros.

De acordo com omundonegro.inf.br, Ludmilla foi indicada na categoria “Melhor Artista Internacional”, ao lado de estrelas de outros países como França, Nigéria, Reino Unido, América do Sul e Congo.

Com apresentação de  Taraji P. Henson, indicada ao Oscar e vencedora do Globo de Ouro, o BET Awards 2022 será celebrado no dia 26 de junho, e deve ser transmitido ao vivo de Los Angeles pela MTV Brasil. #natorcida

Veja abaixo algumas categorias e indicados no BET AWARDS 2022

Álbum do ano
“An Evening With Silk Sonic”, Silk Sonic
“Back of My Mind”, H.E.R.
“Call Me If You Get Lost”, Tyler, The Creator
“Certified Lover Boy”, Drake
“Donda”, Kanye West
“Heaux Tales, Mo’ Tales: The Deluxe”, Jazmine Sullivan
“Planet Her”, Doja Cat

Melhor Feat
“Essence” – Wizkid feat. Justin Bieber & Tems
“Every Chance I Get” – DJ Khaled feat. Lil Baby & Lil Durk
“Family Ties” – Baby Keem & Kendrick Lamar
“Kiss Me More” – Doja Cat feat. SZA
“Way 2 Sexy” – Drake feat. Future & Young Thug
“Whole Lotta Money (Remix)” – Bia feat. Nicki Minaj

 

Melhor Artista de R&B e Pop Feminino
Ari Lennox
Chlöe
Doja Cat
H.E.R.
Jazmine Sullivan
Mary J. Blige
Summer Walker

 

Melhor Artista de R&B e Pop Masculino
Blxst
Chris Brown
Givēon
Lucky Daye
The Weeknd
Wizkid
Yung Bleu

Melhor Artista de Hip Hop Feminino
Cardi B
Doja Cat
Latto
Megan Thee Stallion
Nicki Minaj
Saweetie

 

Melhor Artista de Hip Hop Masculino
Drake
Future
J. Cole
Jack Harlow
Kanye West
Kendrick Lamar
Lil Baby

 

Melhor Grupo
Silk Sonic
Chlöe X Halle
City Girls
Lil Baby & Lil Durk
Migos
Young Dolph & Key Glock

 

Artista Revelação
Baby Keem
Benny the Butcher
Latto
Muni Long
Tems
Yung Bleu

 

Clipe do Ano
“Family Ties,” Baby Keem & Kendrick Lamar
“Have Mercy,” Chlöe
“Kiss Me More,” Doja Cat Feat. SZA
“Pressure,” Ari Lennox
“Smokin Out the Window,” Silk Sonic
“Way 2 Sexy,” Drake Feat. Future & Young Thug

 

Melhor Artista Internacional
Dave (U.K.)
Dinos (France)
Fally Ipupa (Democratic Republic of the Congo)
Fireboy Dml (Nigeria)
Little Simz (U.K.)
Ludmilla (Brazil)
Major League Djz (South Africa)
Tayc (France)
Tems (Nigeria)

Foto: Reprodução / Facebook Ludmilla

MERCADO AQUECIDO: JUSTIN TIMBERLAKE VENDE DIREITOS DE MÚSICAS PARA FUNDO DE INVESTIMENTOS

A estrela pop Justin Timberlake vendeu os direitos de seu catálogo de composições, incluindo grandes hits como “Cry Me a River,” “SexyBack” e “Mirrors”, além de participações em músicas compostas na época em que participava da boyband NSYNC.

De acordo com O Globo, o catálogo de Justin Timberlake foi vendido para o fundo de investimentos da empresa de capital privado Blackstone, parceira da Hipgnosis Song Management, que vem ganhando fama por fazer grandes aquisições de catálogos musicais.

Apesar do valor da aquisição não ter sido divulgado, fontes revelaram que a transação foi avaliada em US$100 milhões. Indo na contramão do que muitos especialistas da indústria vem dizendo sobre este tipo de aquisição. Para muitos profissionais a aquisição de catálogos musicais já estaria esfriando. Não é o que parece.

Foto: Reuters/MARIO ANZUONI

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