Roberto Carlos entra na Justiça novamente para impedir paródia em campanha eleitoral de Tiririca

O cantor Roberto Carlos entrou na Justiça para buscar a remoção do vídeo da nova campanha eleitoral do deputado Tiririca com uma paródia de sua música. Pela quarta vez o humorista fez uma paródia da música “O Portão”. O cantor vem buscado a remoção do vídeo na Justiça, mas sem sucesso.

Conforme o Correio Braziliense, no pedido de remoção ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), a defesa do cantor alegou que a versão da campanha “induz os eleitores e o público em geral a erro, causando uma associação indevida entre Tiririca e Roberto Carlos, gerando danos à reputação do músico”. A defesa também pediu R$50 mil em indenização por danos morais.

O caso está nas mãos do ministro Ricardo Lewandowski, tramitando em segredo. Entretanto, antes de analisar o processo, o juiz Guilherme Dezem rejeitou o pedido de liminar do cantor para a remoção imediata do vídeo:

“De gosto duvidoso ou não, não se pode esquecer de que se trata de propaganda destinada à eleição de cargo junto ao Poder Executivo, de modo que, em confronto com o direito à honra e imagem individuais do autor, o direito coletivo e democrático ao voto e às ferramentas que permitam seu adequado exercício merece, em sede liminar, maior proteção”, escreveu.

Vale notar que desde 2014, Roberto Carlos tem buscado impedir o uso de suas músicas como paródia nas campanhas eleitorais de Tiririca, mas em 2020, o STJ acabou favorecendo o humorista. Na época, o advogado e um dos especialistas em Direitos Autorais do curso Música, Copyright e Tecnologia, Guilherme Coutinho, explicou ao Tenho Mais Discos Que Amigos, que a decisão do STJ era válida: “O Superior Tribunal de Justiça teria apenas cumprido o que diz a lei, já que as paródias estão dentro das exceções dos direitos autorais no Brasil”.

 

Foto: divulgação

SONY MUSIC QUER TRANSFORMAR MÚSICAS DE SEU CATÁLOGO EM NFT

Seguindo tendência mundial sobre novos hábitos de consumo dos fãs de música, a Sony Music entrou com um pedido de registro de marcas recente, para que o logo Columbia Records possa ser usado em mídias com base em NFTs (tokens não-fungíveis).

Conforme o moneytimes.com.br, a informação foi anunciada pelo advogado de registro de marcas, Mike Kondoudis, através de seu perfil no Twitter.

No pedido, é possível identificar que a Sony Music pretende usar NFTs como uma espécie de “portal de token” para autenticar fãs por registros em áudio e vídeo que possam ser baixados e por performances ao vivo de artistas da gravadora como Adele e Harry Styles.

Vale notar que esta não é a primeira vez em que a gravadora decide trabalhar com NFTs. Em março, a empresa fez parceria com a Universal Music e o Snowcrash para lançar coleções NFT de Bob Dylan e Miles Davis.

 

Foto: o cantor Harry Styles, da Sony Music – Twitter

CPI do Sertanejo não conseguiu impedir contratação milionária de artistas por Prefeitura

[CPI DO SERTANEJO] Após o avaliar que a cidade de Itauçu, em Goiás, de apenas 9 mil habitantes, não teria uma situação financeira compatível para a realização de sua tradicional Festa do Peão, o Ministério Público determinou a suspensão dos contratos entre a Prefeitura e artistas como João Neto e Frederico, Zezé Di Camargo e Naiara Azevedo.

De acordo coma Folha de São Paulo, para a Prefeitura de Itauçu teria gastado R$1,8 milhão para a realização do evento, sendo R$ 875 mil deles apenas na contratação de shows dos sertanejos.

Mesmo com o pedido de suspensão dos contratos emitido pelo MP, o Prefeito de Itauçu, Clayton Melo, do União Brasil, seguiu com o evento através de uma liminar para a realização da festa, e ainda usou as redes sociais da prefeitura para afirmar que o evento iria acontecer:

“Estou passando para reafirmar nosso compromisso que hoje às 20h estaremos fazendo a abertura da 30ª Festa do Peão. Tem uma decisão correndo aí, mas nós já buscamos nossos meios cabíveis junto ao Tribunal e não temos dúvidas que a festa vai acontecer”, disse ele.

Desde que Anitta citou sobre os shows sertanejos bancados por prefeituras, em resposta a uma crítica de Zé Neto, da dupla com Cristiano, o Ministério Público tem investigado cidades para avaliar os gastos com artistas em eventos. Tal movimento foi chamado de “CPI do Sertanejo”.

Foto: Zezé Di Camargo, Naiara Azevedo, Matheus & Kauan estão entre as atrações da festa em Itauçu, Goiás — Foto: Montagem/g1 e Reprodução/Redes sociais

ROTEIRISTAS ACIONAM MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO POR FALTA DE DIÁLOGO COM PLATAFORMAS DE STREAMING

Se um por um lado as plataformas de streaming de música tem aberto portas para novos artistas, por outro ainda é preciso pensar em maneiras mais justas de remuneração para os detentores de direitos autorais. Na indústria audiovisual, roteiristas tem enfrentado questão parecida através de contratos abusivos e falta de diálogo com plataformas de streaming de vídeo.

Conforme relatado pelo NaTelinha.com.br, a Associação Brasileira de Autores e Roteiristas (ABRA) decidiu acionar o Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro e de São Paulo para denunciar práticas abusivas que plataformas de streaming tem adotado na contratação de roteiristas para séries e filmes.

Paula Vergueiro, advogada da associação disse à Folha de S. Paulo que tem recebido cada vez mais reclamações dos associados por conta das cláusulas abusivas em contratos, e a falta de diálogo com as plataformas para negociação. Por isso, a ABRA decidiu acionar o Ministério Público do Trabalho para que uma conversa seja iniciada urgentemente:

“Os roteiristas recebem os contratos [por meio das produtoras realizadoras do projeto] e a gente não consegue negociar nenhuma cláusula. São contratos impostos”, explicou ao portal.

Uma das práticas mais comuns apontada pela advogada, é que ao contratar roteiristas para projetos, plataformas impõem seus próprios modelos de contratos, com versões traduzidas de documentos elaborados por suas matrizes no exterior, sem seguir o que dizem as leis brasileiras:

“E existem cláusulas muito desequilibradas em favor das plataformas. Por exemplo, há contratos que exigem exclusividade do autor, que ele fique disponível para uma possível segunda ou terceira temporada de uma série, mas sem remunerá-lo por essa exclusividade.”, exemplificou Vergueiro.

Vale notar que desde o início deste ano, o jornalista e escritor João Ximenes Braga, vencedor do 41º Emmy Internacional pela novela Lado a Lado (2012-2013), exibida na TV Globo, já havia desabafado sobre a crise enfrentada pelos roteiristas na indústria audiovisual.

“Se as coisas continuarem como estão, esse mercado vai entrar em colapso, e não vai demorar, pois não é só o fim do contrato longo. Isso vem junto com uma nova visão de produção em que o roteirista é apenas um técnico e não mais pode almejar a posição de autor/criador. Tudo ao mesmo tempo, e de propósito, para baratear a mão de obra”, alertou o escritor.

YOUTUBE PAGOU US$6 BILHÕES À INDÚSTRIA DA MÚSICA NO ÚLTIMO ANO

Nesta terça-feira o YouTube anunciou que pagou à indústria da música US$6 bilhões nos últimos seis meses, US$2 milhões a mais em comparação à 2020. A notícia foi dada pelo diretor Global de Música, Lyor Cohen, no blog oficial da plataforma, com direito até a um “Short” estrelado por ele mesmo.

De acordo com o Diretor, o YouTube espera que anúncios e assinaturas sejam os principais contribuintes de receita para o setor até 2025. E a fim de conseguir alcançar esse objetivo, a plataforma está monetizando todos os formatos de música (vídeos curtos e longos, faixas de áudio, Lives etc.), em todos os dispositivos (desktop, tablet, celular e TV), em mais de 100 países.

Além disso, a monetização de conteúdo gerado pelo usuário (UGC) também impactou em mais de 30% dos pagamentos para artistas, compositores e detentores de direitos, pelo segundo ano consecutivo.

Somente o “Shorts”, um recurso do YouTube para criação de vídeos curtos, gerou 30 bilhões de visualizações por dia, com 1,5 bilhão dos usuários conectados mensalmente. Cohen adiantou que em breve este conteúdo também será monetizado.

Outro destaque mencionado pelo executivo foi sobre o novo jeito de se consumir música. Para ele, fãs “querem descobrir, consumir e participar de músicas em vários formatos de conteúdo”, e o YouTube tem buscado oferecer essas novas experiências. A exemplo disso, Cohen citou o lançamento “Pink Venom”, single do grupo de k-pop BlackPink (foto). Antes do lançamento oficial, fãs tiveram diversas experiências com a música. Primeiro assistiram ao “teaser”, em seguida o grupo lançou um desafio no Shorts, e por fim, a estreia do clipe com transmissão ao vivo. O resultado? “Pink Venom” se tornou a maior estreia de videoclipe em 24 horas no ano, e a terceira maior estreia de videoclipe em 24 horas de todos os tempos.

Vale notar que a parceria com o grupo vem desde 2020. Como relatamos na época, o grupo lançou o show virtual “BlackPink – “The Show”. Antes do evento, as meninas tinham 280.000 membros assinantes do em seu canal oficial, após o show esse número bateu a marca de 2,7 milhões de novos assinantes.

“Construir uma experiência de música conectada em todos os formatos de música é ótimo para os fãs, mas também deve ser ótimo para os artistas. Todos os artistas. Quer eles queiram ser ocasionalmente brilhantes ou “sempre ativos”, é nossa missão ajudá-los a trilhar seu próprio caminho no YouTube e desenvolver carreiras financeiramente sustentáveis” concluiu o diretor.

Foto: Blackpink – Divulgação

BEATSTAR: CONHEÇA O GAME QUE PAGOU US$16 MILHÕES EM DIREITOS NO SEU PRIMEIRO ANO DE LANÇAMENTO

[MÚSICA E GAMES] Recentemente, o jogo Beatstar anunciou que pagou US$16 milhões para detentores de direitos musicais (gravadoras e editoras) em seu primeiro ano de lançamento.

O Beatstar é um jogo para celular semelhante ao Guitar Hero. Ele foi lançado pela Supercell, mesma fabricante do Clash of Clans, e já é considerado um sucesso. Isso porque o game já foi baixado 38 milhões de vezes até o momento e arrecadou US$73 milhões em receita.

Diferente do antigo Guitar Hero, o BeatStar não requer controladores de jogo em forma de guitarra para jogar, pois é construído exclusivamente para dispositivos móveis. Além disso, o jogador pode ‘tocar’ as principais músicas do momento através do catálogo diversificado composto por hits de Billie Eilish, The Weeknd, Justin Bieber, Doja Cat, Lil Nas X, Post Malone, Ariana Grande, e muito mais.

Vale destacar que no mês passado, o jogo lançou um evento em parceria com Eminem. Esse evento gerou 3,7 milhões de reproduções de músicas e teve 1,3 milhão de jogadores adicionando o rapper às suas coleções. Agora, o jogo vai apostar na colaboração com o Imagine Dragons para celebrar o 10º aniversário do álbum ‘Night Visions’, disco de lançamento da banda que inclui os clássicos ‘Radioactive’ e ‘Demons’.

 

PROJETO DE LEI QUER IMPEDIR QUE RIMAS SEJAM USADAS COMO PROVAS EM JULGAMENTOS DE RAPPERS NOS EUA

Letras de músicas podem servir como provas para acusar artistas em um julgamento? Bom, pelo menos nos Estados Unidos a prática é mais comum do que imaginávamos, e por isso, está rolando por lá um projeto de Lei para impedir que artistas, especialmente rappers, sejam julgados pelo conteúdo de suas letras em músicas.

Conforme o Vice.com durante décadas, promotores tem adotado a prática de usar as letras dos rappers contra eles mesmos em tribunais, convencendo juízes e júris de que suas músicas deveriam ser consideradas evidências, e não arte.

“Não estamos vendo letras de outros gêneros sendo usadas contra artistas. Realmente é quase exclusivamente focado em música rap e músicos de rap. E eu acho que é problemático em vários níveis. Por um lado, nega ao rap o status de arte que voluntariamente damos a outros gêneros ficcionais”, disse Erik Nielson, professor da Universidade de Richmond e co-autor de Rap on Trial, um livro sobre o que acontece quando as letras dos rappers são usadas contra eles no tribunal.

Ao longo dos anos diversos rappers foram julgados pelo conteúdo de suas músicas, e o mais recente caso é o de Young Thug e Gunna. Há três meses os artistas foram indiciados em uma lista de 56 acusações, incluindo crimes de assassinatos, atividade de gangues de rua e muito mais. Ambos serão julgados até 2023.

Para Nielson, as letras não são indícios de confissões, e geralmente os promotores as usam por falta de melhores evidências nos casos: “Eu trabalhei em tantos casos [em que letras de rap são usadas como prova], e eu ainda não vi um caso em que eu acreditasse que o que eu estava lendo era a confissão de alguém de um crime que aconteceu, ou seu plano de cometer o crime de que foram acusados”.

Além disso, a prática impede que rappers expressem sua arte de forma plena, por conta do medo de serem acusados: “Mas uma coisa eu tenho certeza é que quanto mais essa prática existir e quanto mais ela crescer, mais você verá uma forma de arte vibrante sendo silenciada”, complementou o professor.

Photo: os rappers Young Thug e Gunna – Prince Williams/Filmmagic/Matt Winkelmeyer/Getty Images for MRC

YOUTUBE GEROU R$6 BILHÕES PARA O PIB EM 2021

Um recente estudo descobriu que em o YouTube gerou 6 bilhões de reais para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2021, quase o dobro em comparação à 2020.

De acordo com a Exame.com.br, o estudo realizado pela Oxford Economics comprovou que o impacto do YouTube Brasil na economia é maior do que se pode imaginar, uma vez que a plataforma suporta todo um ecossistema de criadores que gera receita dentro e fora da plataforma.

Isso quer dizer que o site proporciona oportunidades de renda para funcionários, empresas terceiras e freelancers que recebem uma parte substancial dos ganhos possibilitados pelo site. São mais de 160 mil empregos gerados pela plataforma no país.

A diretora do YouTube no Brasil, Patrícia Muratori, disse ao portal que a plataforma está trabalhando para abrir portas para canais que já são profissionalizados, e também para quem está começando agora.

Ela destacou a ferramenta mais recente lançada pelo YouTube, o “Shorts” – um recurso que permite aos criadores de conteúdo publicarem pequenos vídeos:

“O que nós queremos é gerar oportunidades para diferentes tipos de canais. Independente do formato que eles escolherem. O Shorts, nesse caso, entra com a missão de democratizar uma plataforma que já tem uma jornada de evolução e maturidade”.

 

Foto: Guetty Images

COMPOSITORES E EDITORAS NOS EUA CHEGAM A UM NOVO ACORDO PARA AUMENTO DE PAGAMENTO DE ROYALTIES NO STREAMING

Compositores e editoras verão aumento de até 15,35% no pagamento de royalties feito pelas plataformas de streaming nos EUA. Aumento pode impactar outros países.

A taxa de pagamentos de royalties no streaming mecânico aumentará de 15,1% para 15,35%, em cinco anos, de 2023 a 2027. A mudança foi aprovada pelas entidades reguladoras National Music Publishers’ Association (NMPA) e Nashville Songwriters Association Int’l (NSAI), em conjunto com a Digital Media Association (DiMA)representando os serviços de streaming  Amazon, Apple, Google, Pandora e Spotify.

De acordo com o Hypebot, haverá mudanças em outros componentes da tarifa, incluindo aumentos nos cálculos das tarifas pagas às gravadoras, bem os “pacotes” de produtos ou serviços que incluem streaming de música, e atualizará também a forma como os serviços poderão criar incentivos para atrair novos assinantes.

Coletivamente, as novas taxas e o melhor sistema de pagamento beneficiarão os compositores duramente atingidos pela mudança para o streaming. Além disso, decisões como estas podem abrir precedentes para que o mesmo ocorra em outros países, incluindo o Brasil.

Vale notar que em julho deste ano, a taxa de royalties pagas a compositores e editores havia sido aumentada de 10,5% para 15,1% para os anos 2018- 2022, uma decisão que saiu tardiamente devido a recursos movidos pelas plataformas. A decisão foi tomada pelo Copyright Royalty Board (CRB), um colegiado responsável por avaliar e determinar questões a cerca dos Direito Autorais nos Estados Unidos.

O diretor executivo da NSAI, Bart Herbison disse que a mudança deve contribuir para que a taxa de royalites chegue ao valor esperado de 43,8%.

“Esse processo colaborativo levará a um aumento na remuneração dos compositores das empresas de streaming digital e travará nosso aumento histórico de 43,8% em relação ao processo anterior do CRB”, disse o diretor em um comunicado.

 

 

EM ENTREVISTA, ZEZÉ DI CARMARGO FALA SOBRE COMO ERA MERCADO MUSICAL NA DÉCADA DE 1990

Em recente entrevista, o cantor Zezé Di Camargo revelou que nos anos 1990 chegou a assinar junto com seu irão Luciano, acordos que valiam até US$17 milhões.

Conforme noticiou otvfoco.com.br, durante uma entrevista ao colunista Léo Dias, o cantor Zezé Di Camargo contou detalhes de como era o mercado musical para as duplas sertanejas nos anos 1990.O cantor destacou que outras duplas como Leandro & Leonardo e Chitãozinho & Xororó abriram portas para que ele e seu irmão pudessem ser ouvidos em todo o Brasil:

“A música sertaneja naquela época não era tão comercial (…) O Leandro & Leonardo e Chitãozinho & Xororó foram realmente artistas que, antes de nós, estabeleceram uma valorização do mercado. Cantaram em casas de show grandiosas. As gravadoras passaram a respeitar as vendas de discos, valia quanto pesava”, disse Zezé ao jornalista.

Além disso, o sertanejo comentou que o primeiro contrato da dupla foi de R$2 milhões, e graças ao sucesso conseguiu pagar rapidamente tudo o que devia à gravadora.

“A gente já pagou esse contrato no primeiro disco. Era pra gente pagar com cinco discos ou número de faixas vendidas. O próximo contrato já foi de 8 milhões de dólares, o outro já foi de 7,5 milhões de dólares. Chegamos a fazer dois contratos de 8 milhões de dólares, um de 17 milhões de dólares, um de 6 milhões e um de 2 milhões”, expos Zezé.

Foto: Christian Gaul/VEJA

Assine nossa Newsletter