DIARIMENTE 100.000 MÚSICAS SÃO ADICIONADAS NOS SERVIÇOS DE STREAMING

Todos os dias 100.000 músicas são adicionadas nos serviços de streaming. É o que os CEOs das maiores gravadoras do mundo, Sir Lucian Grainge (Universal Music Group) e Steve Cooper (Warner Music) disseram.

Conforme o Music Business Worldwide,  no dia 27 de setembro, os CEOs afirmaram durante a conferência Music Matters em Cingapura, que 100.000 faixas estão sendo “adicionadas às plataformas de música todos os dias”. Mas isso não quer dizer que mais músicas estão chegando aos ouvidos dos fãs desses artistas.

Para Grainge, presidente e CEO da maior gravadora do mundo, a Universal Music, esse vasto volume de música, além do conteúdo das redes sociais, está tornando cada vez mais difícil para os artistas alcançar um público substancial online, e claro, a gravadora tem um papel fundamental neste momento, pela sua capacidade de comercializar, promover e desenvolver artistas.

Cooper, CEO da Warner Music, considerada a terceira maior gravadora do mundo, disse na conferência que a Warner já está se preparando para as oportunidades que também surgirão, com o avanço de novas tecnologias e a chegada da Web 3.0, para ajudar artistas a chegarem mais perto de seus fãs:

“A maioria dos criadores não tem o capital, níveis de habilidade [ou] experiência para fazer tudo isso ter sucesso. A Warner está olhando para a Web3 como uma tremenda oportunidade, para afirmar ainda mais seu papel em ajudar os artistas a serem notados”, disse Cooper.

Vale notar que a notícia do volume de músicas nos serviços de streaming chegou logo após a Apple Music confirmar que atualmente, sua plataforma conta com um catálogo de 100 milhões de faixas no mundo todo.

“Todos os dias, mais de 20.000 cantores e compositores estão entregando novas músicas para a Apple Music – músicas que tornam nosso catálogo ainda melhor do que no dia anterior.”, disse a chefe editorial global da Apple, Rachel Newman.

 

 

 

SONY MUSIC UK CRIA PROGRAMA PARA AJUDAR NAS DESPESAS DE FUNCIONÁRIOS COM FILHOS EM IDADE PRÉ-ESCOLAR

A Sony Music UK divulgou nesta semana a criação de um financiamento para seus funcionários, especialmente mulheres, que possuem despesas com creches para seus filhos.

No programa, funcionários poderão solicitar um financiamento, com taxas reduzidas de até £15.000 por ano para custos de cuidados de crianças em idade pré-escolar. Esta é uma das várias iniciativas criadas pela gravadora para apoiar os pais, e aumentar a proporção de mulheres em diferentes cargos na empresa.

Liz Jeffery, vice-presidente de experiência de pessoas da Sony Music UK & Ireland, disse que o financiamento será essencial, principalmente para que suas funcionárias não deixem de trabalhar por conta dos altos custos com creches e babás:

“O alto custo dos cuidados infantis no Reino Unido geralmente força os pais, e principalmente as mães, a trabalhar em meio período ou a sair totalmente da força de trabalho, pois se torna financeiramente inviável. Estamos comprometidos em analisar o que podemos fazer para ajudar a resolver questões que podem ser uma barreira para o progresso das mulheres, e esperamos que essa política possa ser a diferença entre alguém retornar ao trabalho em vez de deixar um cargo”.

Vale notar que no Brasil, a gravadora foi eleita como uma das melhores empresas para trabalhar no estado do Rio de Janeiro.

 

Foto: Divulgação Sony Music

Brasil avança, mas fica em 54º lugar no Índice Global de Inovação

A Organização Mundial da Propriedade Intelectual (WIPO, sigla em inglês) lançou seu Índice Global de Inovação (GII), para avaliar quais países mais investem em inovação globalmente.

O Brasil melhorou doze posições no índice em comparação com 2020. Os números de 2022, divulgados na última quinta-feira (29), mostraram que o país passou da 66ª para a 54ª colocação no ranking que abrange 131 países. Enquanto isso, na primeira posição se destacou a Suíça como o país que mais investiu em inovação, seguido dos Estados Unidos e em terceiro lugar a Suécia.

Ao avaliar por região, na América Latina, o Chile ficou na primeira posição dos países mais inovadores, seguido do Brasil, e em terceiro lugar o México.
De acordo com o relatório, em um setor marcado pela pandemia do coronavírus, os investimentos em inovação continuaram fortes. Apesar da crise, o número de negócios inovadores aumentou quase 50% no ano passado.

Pedidos de patentes internacionais, despesas de P&D, publicações científicas e outras métricas de inovação também mostraram crescimento contínuo. Por outro lado, mesmo com o recuo da pandemia, as incertezas continuam altas, com o aumento da cadeia de suprimentos, energia, comércio e tensões geopolíticas.

Phil Collins vende discografia completa por R$1,6 bilhão

Phil Collins é o artista mais recente a vender sua discografia completa para a empresa americana Concord Music, por U$300 milhões (mais de R$ 1,6 bilhão, na cotação atual).

Conforme noticiou o tangerina.uol.com.br, o acordo incluiu todos os direitos de edição e gravação da discografia de Phil Collins e sua banda Genesis. Entretanto, os lançamentos feitos ao lado de Peter Gabriel, que integrou a banda entre 1967 e 1975, não foram inclusos.

Bob Valentine, presidente da Concord Music, disse ao The Wall Street Journal que pretende levar a música de Phil Collins e banda às novas gerações, então podemos esperar algumas novidades por aí:

“No mundo em que vivemos hoje com Facebook, Instagram, TikTok, todas essas coisas que impulsionam o consumo de músicas antigas, definitivamente há maneiras de nós, como gravadora, trazermos algumas dessas canções de volta à vida.”

Vale notar que em 2020, o hit In The Air Toning, de Phil Collins voltou a aparecer nas paradas musicais dos Estados Unidos, após um vídeo mostrando dois irmãos reagirem ao som da faixa viralizar no YouTube e chegar a 10 milhões de visualizações.

 

Foto: Guetty Images

Entenda porque marcas estão criando seus próprios hits virais no TikTok

Marketing Musical. Grandes empresas estão criando suas próprias músicas para viralizar no TikTok. Este foi o assunto abordado recentemente pelo marketingdive.com.

De acordo com o site especializado em marketing, empresas como o McDonald’s, Pizza Hut e Trident estão entre as que já estão adotando a estratégia de usar suas próprias músicas para conquistar os usuários que usam o TikTok, um público formado por pessoas mais jovens e que já não ligam tanto para as tradicionais propagadas veiculadas na TV.

Para a Annie Leal, chefe de conteúdo da empresa de mídia digital My Code, assim como os criadores podem alcançar rapidamente um grande público, com as marcas as oportunidades também se ampliam:

“A grande oportunidade para as marcas é se apoiar no que a plataforma já está oferecendo e fazendo com os criadores. Com o TikTok muito disso é baseado em música. Você tem músicas que dominam toda a plataforma em questão de dias”, explicou a executiva.

Oportunidades x desafios em apostar em um hit viral

De olho nessas oportunidades, o McDonald’s foi o primeiro a criar o hit viral “Static”, em parceria com o tiktoker TisaKorean, inspirado no refrigerante Sprite.  Em seguida, o Pizza Hut chamou Jon Moss, um criador com 6,9 milhões de seguidores na plataforma, para criar uma música tema para sua pizza. E a mais recente, o Trident e a estrela pop Chlöe Bailey lançaram uma música que usa o som de chiclete como parte da batida.

https://www.youtube.com/watch?v=DHdBnZwTZDs&t=53s

Mas nem tudo é garantia de sucesso. Afinal, o conceito de branding musical ainda é algo novo e não há receita de bolo. Só para se ter uma ideia, a parceria entre McDonald’s e Tisakorean rendeu de 6 milhões de visualizações, mas rendeu apenas 39 vídeos replicados por usuários no TikTok. Em contrapartida, a colaboração do Trident com Chloë Bailey gerou 3,4 milhões de visualizações e foi usada em mais de 100 vídeos. Como em todos os empreendimentos musicais, não há ciência para fazer um sucesso – com marca ou não.

A fim de tornar os investimentos neste formato mais certeiros, Leal explicou que o importante para é deixar que se mantenha a originalidade do influencer. Muitas vezes, as marcas ficam empolgadas com um projeto e impõem o que o criador deve fazer. O ideal é que as marcas definam suas expectativas em torno do conteúdo e letras com antecedência, e depois deixem os criadores dar vida à ideia, e esperar que os usuários recriem conteúdos usando o som que foi criado:

“O sucesso máximo seria criar algo que parecesse tão orgânico para a plataforma que os usuários comuns quisessem recriar esse vídeo ou usar o som para algo pessoal”, disse Leal.

Netflix anuncia lançamento de seu próprio estúdio de games

Tecnologia. A Netflix anunciou que está lançando o seu primeiro estúdio para criação de games baseados em seus filmes e séries.

Com base em Helsinque, na Finlândia, o novo estúdio será comandando por Marko Lastikka, nome conhecido no mercado por estar por trás de grandes jogos como o FarmVille 3.

Conforme explicou O Globo, a ideia do serviço de streaming é ser menos dependente de criadores terceiros e expandir suas ofertas de jogos. Atualmente, a Netflix possui investimentos em quatro estúdios, e já lançou mais de 30 jogos. A meta é ampliar este catálogo para 50 até o fim de 2022.

– Este é mais um passo em nossa visão de construir um estúdio de jogos de nível mundial que trará uma variedade de jogos originais deliciosos e profundamente envolventes – sem anúncios e sem compras no aplicativo – para nossas centenas de milhões de membros em todo o mundo – disse Amir Rahimi, vice-presidente de estúdios de jogos da Netflix.

Rahimi, complementou que os trabalhos no estúdio ainda não começaram, mas vem muita novidade por aí:

“Ainda é cedo e temos muito mais trabalho a fazer para oferecer uma ótima experiência de jogos na Netflix” – disse Rahimi. – “Esses quatro estúdios, cada um com diferentes pontos fortes e áreas de foco, desenvolverão jogos que atenderão aos diversos gostos de nossos membros”, concluiu.

 

Foto: Jogo da série  Stranger Things, da Netflix – divulgação

Twitch anuncia redução de 20% sobre a remuneração de seus principais influenciadores

O Twitch anunciou que vai fazer uma atualização sobre o percentual de remuneração para seus maiores criadores de conteúdo, reduzindo 20% o valor de suas comissões.

Conforme explicou o Tecmasters, atualmente a plataforma adota um formato de remuneração no qual os streamers de maior audiência (os chamados streamers premium) recebem 70-30, onde 70% do faturamento com inscrições ficam com o streamer, e 30% fica com o Twitch. Com a mudança que será implementada a partir de Julho de 2023, quando esses “streamers premium” atingirem uma receita de US$100 mil, passarão a receber igual ao modelo oferecido aos criadores de conteúdo menores, 50-50.

Para a plataforma, a mudança deve padronizar um formato de pagamento entre todos os streamings, já que o esquema 70-30 não era universal, e beneficiava apenas os streamers de maior fama.

A medida, claro, não foi bem recebida pelos influenciadores maiores da plataforma. Um deles foi Eric Pointcrow. O streamer de games criticou a decisão em seu perfil no Twitter, alegando que o Twitch estaria prejudicando seus criadores, ao invés de investir em melhorar seus recursos:

“O fato de que a solução da Twitch para seus problemas monetários é cortar a remuneração dos criadores ao invés de facilitar uma plataforma melhor para que mais espectadores visitem o site é preocupante. Nos dê as ferramentas e a informação que precisamos para que possamos criar conteúdos com mais engajamento, não limite nossos ganhos.”

Foto – O Dj Marshmallo – divulgação

Creator Music: Vitrine Digital possibilita venda de músicas licenciadas para vídeos no YouTube

Na última terça-feira, 20, o YouTube anunciou uma novidade para que criadores de conteúdo possam licenciar músicas em seus vídeos de uma forma mais prática, e sem perder monetização.

De acordo com a Billboard, o Creator Music é uma espécie de loja virtual que permite aos criadores de conteúdo licenciar músicas em vídeos de duas formas bem simples: Na primeira opção o criador compra a licença de uma determinada música, e assim não terá mais de repassar a monetização inteira ao detentor dos direitos da música. Na segunda opção, o criador de conteúdo e o detentor de direitos dividem a monetização do vídeo.

Foto: divulgação

Para construir um bom catálogo na loja virtual, o Youtube fez uma série de parcerias com gravadoras e os editoras para que elas definam o preço das licenças músicas, que inicialmente variam de US$4,99 ou até mesmo de forma gratuita, dependendo da estratégia.

Por enquanto, o Creator Music ainda está na versão beta nos EUA, mas a ideia é que até 2023, o novo recurso seja disponibilizado internacionalmente.

Em um comunicado, Tracy Maddux, diretora comercial da Downtown Music, uma das editoras parceiras do Youtube fez uma boa colocação sobre o novo projeto: “O Creator Music foi uma oportunidade de “ajudar nossos compositores e artistas a encontrar novos e significativos fluxos de receita para seus trabalhos, além de possibilitar que todos os criadores do YouTube licenciem legalmente e descubram músicas originais para uso em grande escala”.

 

Foto – divulgação

WARNER MUSIC BRASIL ELEGE Leila Oliveira COMO NOVA PRESIDENTE

Foto: divulgação

Nesta tarde de quinta-feira (22) recebemos a notícia que Leila Oliveira será a nova presidente da Warner Music Brasil, se tornando a primeira mulher a assumir o cargo de liderança em uma grande gravadora no país.

Conforme noticiado pelo BIZ para o Portalpopline.com.br, Leila entrou para a Warner Music Brasil em 2013,  e desde 2021 era responsável por supervisionar funções de A&R, marketing e desenvolvimento de negócios.

A partir do dia 28 de outubro Leila assumirá como nova presidente da gravadora, cargo que até o momento pertence a Sérgio Affonso. O executivo deixa a empresa após 15 anos para lançar seu próprio selo independente.

“É uma honra incrível ser convidada para suceder Sérgio como presidente da Warner Music Brasil. Trabalhei para ele por quase uma década e aprendi muito sobre como apoiar artistas e permanecer ágil em nossa indústria em constante mudança. Tenho grandes ambições de expandir ainda mais nossa empresa e tornar o Brasil uma fonte de talento global para a Warner Music”, disse Leila Oliveira ao portal.

 

foto: divulgação

RIAA 2022: Receita de música cresce 9% e chega a US$7,7 bilhões nos EUA

[RIAA 2022] Nesta quarta-feira, a Associação Americana da Indústria de Gravação (RIAA, sigla em inglês) publicou seu relatório anual contendo novos dados sobre o mercado da música nos EUA.

No relatório, a associação indicou que as receitas de música gravada no país cresceram 9% no primeiro semestre de 2022, e chegaram a US$7,7 bilhões.

Esse crescimento foi, mais uma vez estimulado pelo streaming, que ainda responde por 84% de todas as receitas de música, equivalendo a US$6,5 bilhões. Um aumento de 10% em comparação aos US$5,9 bilhões em 2021.

Continuando a tendência dos últimos anos, as assinaturas de serviços de streaming impulsionaram os aumentos nas receitas, representando 78% de todas as receitas de música. O número de assinantes de serviços pagos chegou a uma média de 90 milhões nos EUA, oito milhões a mais que o mesmo período em 2021.

Ainda falando sobre receitas no streaming, os serviços que são suportados por anúncios viram suas receitas aumentarem 16%, para US$871 milhões; enquanto as receitas de rádio digital e distribuições SoundExchange (de fonogramas) caíram ligeiramente (3%) para US$566 milhões.

VENDAS FÍSICAS

As vendas físicas estão em recuperação graças ao aumento de consumo de discos de vinil, que agora representam 73% destas receitas. Nos EUA as vendas de vinil cresceram 22% e chegaram a US$570 milhões. Enquanto isso, as vendas de CDs caíram apenas 2%, gerando US$200 milhões em pleno 2022.  No geral, as receitas de formatos físicos tiveram um aumento de 13,3% em relação ao mesmo período do ano passado, respondendo por US$781 milhões e 10% da receita geral.

DOWNLOADS

As receitas com downloads digitais caíram 19,1%, e ficaram na margem de US$256 milhões, ou 3% da receita geral de música gravada.

 

 

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