APÓS RECUPERAR MASTERS, DE LA SOUL VOLTA ÀS PLATAFORMAS DE STREAMING

O De La Soul anunciou que estará de volta às principais plataformas de streaming. O trio americano de Hip-Hop estava há anos longe das plataformas de áudio, por não ter acordos sobre os samples usados em suas músicas.

A Billboard conversou com dois dos integrantes, Posdnuos e Dave, sobre o processo para recuperação do controle de suas masters. Tudo se iniciou quando a Reservoir Media comprou os direitos musicais da antiga gravadora do grupo, e os ajudou no clearance para recuperação das masters. Eles destacaram a importância de ter profissionais para auxiliá-los na missão:

“Se não tivéssemos a ajuda da Reservoir, que pegou o projeto e está colaborando conosco para fazer esse lançamento, não sei a quem recorreríamos. Daria ainda mais trabalho. Portanto, você precisa de colaboradores, precisa de ajuda. Definitivamente, não foi apenas: ‘Recuperamos nossas masters!’, disse Posdnuos.

Além da ajuda da gravadora, outro fator que tornou a volta De La Soul aos streamings foi a colaboração dos detentores de direitos dos samples, compositores e editoras:

“O que é ótimo é que muitos desses proprietários, compositores e editores eram fãs do De La Soul, e haviam entendido o que estava acontecendo. Eles ficaram felizes em ver que estava em nossas mãos agora, e quando fomos tentar esclarecer as coisas, todos ficaram disponíveis para resolver”, contou Posdnuos. “Foi uma grande jornada ver que as pessoas estavam dispostas a ajudar”, complementou.

Com as masters em mãos, a partir de março seus seis álbuns estarão nos principais streamings. A campanha de divulgação começa amanhã (13 de janeiro) com o single “The Magic Number” disponibilizado nas plataformas digitais, e o lançamento de um site para venda do single em vinil e fita cassete.

Foto:  Robert Adam Mayer 

ABMI LANÇA ‘PLAY DE OURO’ PARA CERTICAR ARTISTAS INDEPENDENTES COM GRANDES HITS EM PLATAFORMAS DE STREAMING

Artistas independentes de todo o país que possuem 20 milhões de plays em seus vídeos nas plataformas de streaming, já podem separar um espaço especial na sua parede para guardar a mais recente certificação ‘Play de Ouro’.

Conforme explicou a coluna de Lauro Jardim para O Globo, a ABMI  (Associação Brasileira da Música Independente) está lançando uma nova certificação baseada em performances musicais em plataformas digitais.

O Play de Ouro é uma atualização do antigo Disco de Ouro, uma certificação dada pelas vendas de discos físicos. Agora artistas independentes que alcançarem a marca de 20 mil downloads, ou 4 milhões de streams em plataformas de áudio, ou 20 milhões de views em vídeos devem receber a placa!

Nova taxa de royalties de streaming para compositores é definida nos Estados Unidos

A taxa de royalties de streaming devidos a compositores e editores nos Estados Unidos foi atualizada antes do fim de 2022.

De acordo com a Billboard, na sexta-feira (30 de dezembro), os juízes do Copyright Royalty Board divulgaram sua decisão sobre as taxas de royalties de streaming para compositores no período de janeiro de 2023 a dezembro de 2027, mantendo um acordo proposto pelas associações National Music Publishers ‘ Association (NMPA), Digital Media Association (DiMA) e Nashville Songwriters’ Association International (NSAI).

Desta forma, a taxa principal aumentará de 15,1% da receita em 2023, para 15,2% em 2024. A partir de 2015 a taxa será aumentada em meio ponto percentual nos três anos restantes, chegando a 15,35% em 2027. Para o NMPA, os compositores americanos receberão “as taxas mais altas da história do streaming digital”.

Como explicamos anteriormente em nosso blog, em 2018 os compositores e editores americanos ganharam um aumento de 3,7% (de 11,4% para 15,1%) nas taxas de royalties em plataformas de streaming, mas algumas delas incluindo Spotify, Amazon, Pandora e Google, entraram com um recurso na Justiça para que o aumento fosse evitado. Após cinco longos anos, as associações americanas de compositores e editores conseguiram manter  taxa de 15,1%.

Em um comunicado na sexta-feira, o presidente e CEO da NMPA, David Israelite, comemorou a notícia. “A partir de 1º de janeiro, os compositores terão as taxas mais altas do mundo e as taxas mais altas da história do streaming digital”, disse ele. “Obrigado aos muitos defensores dos compositores que trabalharam duro para fazer isso acontecer. Ainda há muitos desafios pela frente para garantir que as músicas recebam seu devido valor, mas o futuro é brilhante.”

MIRANDO EM MERCADO DO BEM-ESTAR, DEEZER LANÇA APLICATIVO ZEN

Nesta quinta-feira, a Deezer lançou uma novidade para quem curte meditação e usa música para relaxar e dormir. O Zen by Deezer é o novo aplicativo do streaming com exercícios de bem-estar, e mais de 2.000 guias com música e áudios relaxantes.

Lançado para os usuários na França, para Android e iOS, o novo aplicativo foi desenvolvido em parceria com a LifeScore, que disponibilizou sua tecnologia capaz de criar sons ambientes em tempo real. Além disso, a Deezer chamou especialistas renomados para criar uma experiência holística e personalizada para os usuários.

Conforme o blog da plataforma, os guias e exercícios foram criados por mais de 50 psicólogos, treinadores, professores e outros especialistas reconhecidos. O conteúdo inclui vídeo e áudio exclusivos focados em sono, meditação, bem-estar mental, desenvolvimento pessoal, yoga, aconselhamento nutricional, fitness e muito mais.

“Cuidar da sua saúde física e mental está se tornando uma prioridade para pessoas de todas as idades e, com o Zen by Deezer, qualquer pessoa pode criar seu próprio caminho para um estilo de vida mais saudável. Construímos uma experiência de bem-estar digital única e inclusiva com experiências inovadoras de música e áudio, o que nos dá uma clara vantagem competitiva neste mercado em crescimento e complementa muito bem nossa oferta de música”, disse Jeronimo Folgueira, CEO da Deezer.

Por enquanto, o app está disponível somente na França, mas uma versão em inglês já está em andamento, com previsão de lançamento para 2023.

 

Foto: divulgação

SPOTIFY MANTÉM LIDERANÇA EM MARKET SHARE DOS SERVIÇOS DE STREAMING

Os serviços de streaming contam com 616 milhões de assinantes pagos. É o que disse o mais recente relatório divulgado pela Mídia Research, um dos mais importantes do mundo.

Conforme análise publicada pelo Music Business Wordwilde, os principais serviços de streaming adicionaram 92,3 milhões de assinantes pagos globalmente, um aumento de 17,6%.

Apesar do número bastante expressivo, houve uma pequena queda em comparação ao mesmo período no ano anterior, que contava com +109,5 milhões de assinantes. Além disso, especialistas já apontavam uma desaceleração do mercado de streaming devido a várias questões macroeconômicas.

A Tecent Music foi o grande destaque ao ultrapassar a Amazon Music, e se tornar o terceiro maior serviço de streaming globalmente. É claro, que o Spotify continua na liderança em participação de mercado.

Com 187,8 milhões de assinantes globais, o Spotify é o maior serviço de streaming atualmente, porém sua participação de mercado caiu. A Midia disse que a participação global do serviço no segundo trimestre de 2022 ficou em 30,5%, uma queda de quase 3%, em comparação a 2018.

O principal rival do Spotify continua sendo a Apple Music. Com sua segunda posição no ranking, o DSP registrou uma participação de mercado de 13,8%.

Como mencionando acima a Tecent Music ficou em terceiro lugar, com uma participação de 13,4%, totalizando 82,7 milhões de assinantes. A quarta posição foi ocupada pela Amazon, com seus 82,2 milhões de assinantes, enquanto o YouTube Music ficou como quinto maior DSP, com 55,1 milhões de assinantes.

 

Para o especialista em análise de mídia e tecnologia, Mark Mulligan, os mercados ocidentais estão mais maduros, e para o futuro a expectativa é de desaceleração:

“O mercado global de assinantes de música está se aproximando de um ponto crucial, com a desaceleração nos mercados ocidentais maduros contrastando com um crescimento mais dinâmico em outras regiões” […] “É realista supor que a recessão global e o amadurecimento orgânico do mercado global de assinantes resultarão em alguma desaceleração do crescimento em 2023, mesmo que o setor permaneça resiliente”.

KONDZILLA AFIRMA QUE “NUNCA MAIS” FARÁ PARCERIA COM NETFLIX

Recentemente, Konrad Dantas, criador do maior canal do YouTube na América Latina, declarou que mesmo com o sucesso da série “Sintonia”, não trabalhará mais com a Netflix.

“Se esse tipo de negócio fosse o mesmo da música, eu participaria dos resultados, dos royalties de “Sintonia”. Mas agora eu trabalho com outros canais e estou feliz de ter reconhecimento. Eu não quero nunca mais trabalhar com o Netflix”, disse o empresário durante uma conferência em Lisboa.

Conforme noticiado pelo o Globo, Konrad não explicou o motivo pelo qual cortou laços com a plataforma de streaming, mas citou que houve uma “falta de alinhamento de interesse” entre ele e a Netflix:

“Não recebi nem e-mail de agradecimento deles sobre “Sintonia”. A série segue, mas não estou mais envolvido com ela” — explicou KondZilla.

Apesar da declaração, parece que a situação não fez o empresário desistir de fazer parcerias com outras plataformas de streaming. Tanto que agora, Kond está por trás da produção de “Escola da Quebrada”, um longa-metragem com lançamento previsto pela Paramount+, para o início de 2023.

“É minha primeira experiência como produtor, não apenas como produto executivo. É algo diferente para mim”, disse ao portal.

 

Foto: Divulgação

CEO da Universal Music diz que “100.000 novas faixas por dia” em plataformas de streaming é um caso “pouco sustentável”

Sir Lucian Grainge, o CEO e presidente da Universal Music, considerada a maior gravadora do mundo, disse que “quando 100.000 faixas por dia estão sendo adicionadas nas plataformas de streaming, o resultado é uma experiência confusa para todos nós consumidores”.

Grainge fez uma série de declarações sobre o mercado musical nesta semana, durante uma reunião para mostrar os resultados da empresa no último trimestre, e disse que o grande volume de músicas, não é sinônimo de qualidade, e esta situação é pouco sustentável financeiramente para todos, artistas e fãs.

[Os consumidores] são “cada vez mais guiados para conteúdo de baixa qualidade por um algoritmo”, e “não achamos que isso seja sustentável para as plataformas, nem para os fãs de música”, acrescentou.

“Temos dados amplos que mostram exatamente porque os consumidores se inscrevem nesses serviços, e são em grande parte, para ouvir ótimas músicas”.

A Universal Music registrou receita de €2,664 bilhões (US$2,68 bilhões) no último trimestre, em todas as suas divisões. Um aumento de 13,3% ao ano, impulsionado principalmente, pelo crescimento nos seguimentos de música gravada e edição.

Foto: Guetty Images

 

CISAC: ARRECADAÇÃO DE ROYALTIES NO DIGITAL ULTRAPASSA €3 BILHÕES GLOBALMENTE

Recentemente, a CISAC (Confederação Internacional de Sociedades de Autores e Compositores) anunciou que a arrecadação de royalties de música se recuperou no ano passado no mundo todo, sendo o digital a principal fonte de renda dos criadores de música, em mais de 29 países.

De acordo com análise do relatório feita pelo musicweek.com, a arrecadação de royalties de música alcançou a marca de €8,48 bilhões globalmente, um aumento de 7,2%. Os EUA ficou em primeiro lugar entre os países mais arrecadadores, com um pouco mais de €2 bilhões (23,6% do total global) em receitas, seguido respectivamente por França, Japão, e Reino Unido.

Representando 36,1% da receita global de música, o digital se tornou a maior fonte de receitas, e pela primeira, vez ultrapassou €3 bilhões globalmente. O crescimento da receita digital de 27,5% foi quase o dobro do ano anterior, com as arrecadações digitais subindo 48,2%, acima do nível pré-pandemia.

Além disso, o digital também está sendo considerado como a principal fonte de renda entre os criadores de música em mais de 29 países. O crescimento do número de assinantes em plataformas de streaming, bem como a ampla variedade de plataformas e novos acordos de licenciamento, em particular com o TikTok e o YouTube, foram fatores que mais influenciam nesta questão.

O diretor-geral da CISAC, Gadi Oron, lembrou que esses resultados foram obtidos durante um período pandêmico, e por isso, o mercado musical anda possui grande potencial de crescimento: “Após a queda de 10% [em todo o repertório] experimentada em 2020, o retorno de nossas sociedades ao crescimento no ano passado é uma conquista impressionante. Tendo em mente que a receita de shows ao vivo e locais públicos era praticamente inexistente, a aceleração do licenciamento digital por muitos de nossos membros para compensar o declínio em outras áreas é uma verdadeira história de sucesso. A recuperação é apenas metade feita, no entanto. Há, sem dúvida, muito mais espaço para crescimento e, para isso, precisamos agregar mais valor aos trabalhos criativos no mercado digital e promover um ecossistema mais justo para os criadores.”

O presidente da CISAC, Bjorn Ulvaeus citou a importância de se manter os dados nas plataformas de streaming sempre atualizados, para que o dinheiro fique na mão de quem cria a música: “Os royalties digitais coletados pelas sociedades da CISAC estão crescendo de forma impressionante, mas o mundo do streaming ainda é um negócio inacabado quando se trata de garantir um ambiente justo para ganhar a vida. Muitos dos dados necessários para identificar e remunerar os criadores estão incompletos ou ausentes quando as obras são ingeridas em serviços de streaming. O resultado é muito dinheiro que fica na mesa quando deveria ir para os bolsos dos criadores”.

Marcelo Castello Branco, presidente do conselho do CISAC, observou que os preços das assinaturas de música precisam de um reajuste para que compositores possam ser remunerados justamente: “Valor justo e prazos justos são essenciais para não comprometer a remuneração dos titulares de direitos”, acrescentou.

NETFLIX SE RECUPERA E ACRESCENTA 2,4 MILHÕES DE NOVOS CLIENTES NO MUNDO

A Netflix conseguiu se recuperar da grande perda de assinantes no 1º semestre, ao anunciar que acrescentou 2,4 milhões de novos clientes no mundo todo no ultimo trimestre.

De acordo com a Veja, o serviço de streaming de vídeo reportou aos acionistas que apresentou crescimento de assinantes em todas as regiões do mundo, e espera fechar o ano com 4,5 milhões de assinantes.

O aumento do número de assinantes impactou no crescimento da receita em 5,9%, para 7,93 bilhões de dólares, superando as projeções dos analistas. Além disso, o número de clientes pagantes aumentou para 223,1 milhões.

A notícia, claro, deixou o mercado financeiro animado, e as ações da Netflix subiram 13% antes da abertura das bolsas de Nova York na quarta-feira, 19.

Desde que a perda de 1,2 milhão de assinantes foi anunciada no último trimestre, o streaming tem apostado no lançamento de grandes séries de sucesso, como os novos episódios de “Stranger Things”, a série coreana “Uma Advogada Extraordinária” e o mais recente “Dahmer: Um Canibal Americano”.

Como parte da estratégia de crescimento, a Netflix deverá lançar no próximo mês uma nova versão de seu serviço, com suporte para publicidade, e passará a cobrar pelo compartilhamento de senhas no próximo ano.

“Se há uma narrativa unificadora para a Netflix no terceiro trimestre, é que o pior aparece ter ficado para trás”, diz o Wells Fargo em nota aos clientes.

MET DE NOVA YORK LANÇA NOVO SERVIÇO PARA TRANSMITIR ESPETÁCULOS DE ÓPERA AO VIVO

Aqui vai uma boa notícia para quem é fã de Ópera. O Metropolitan Opera de Nova York vai começar a transmitir ao vivo seus espetáculos para 170 países, incluindo o Brasil.

Conforme noticiado pelo O Globo, O Met passará a transmitir seus espetáculos para além dos cinema, através de seu próprio serviço de streaming, “The Met: Live at Home” (“O Met: ao vivo em casa”, em tradução livre). A proposta é trazer o público que não tem acesso à tradicional casa ou ir assistir nos cinemas, ao mesmo tempo em que equilibra a perda de bilheteria, que já vem muito antes da pandemia.

O The Met: Live at Home ficará disponível a partir do dia 22 de outubro, com vendas no site www.metopera.org antecipadas no dia 17, com valores (dependendo do local) que variam entre US$ 10 a US$20.

As transmissões ficarão disponíveis por sete dias e poderão ser assistidas em computadores, celulares e smart TVs, via Chromecast ou AirPlay ou de um computador com cabo HDMI.

“[Nossa intenção é] disponibilizar nossas apresentações ao vivo para pessoas que não têm acesso imediato aos cinemas que transportam o Met, quer você resida nas montanhas de Montana ou esteja em missão na Antártida.”, disse o Gerente-geral do Met, Peter Gelb em um comunicado.

 

Foto: J. Emilio Flores/The New York Times

 

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