Herdeiras de Raul Seixas vencem parte de disputa contra a Warner na justiça por irregularidades contratuais

Em guerra jurídica contra a Warner há um ano e meio, as três herdeiras de Raul Seixas conquistaram na quinta-feira passada uma primeira vitória contra a gravadora.

Por decisão da 22ª Câmara Cível do Rio de Janeiro, o processo movido por Simone, Scarlet e Vivian desde outubro de 2021 ganhou potencial para fazer com que a empresa venha a ser obrigada a indenizá-las por irregularidades contratuais supostamente cometidas ao longo da última década inteira. As informações são do O Globo.

As filhas de Raul, representadas pela advogada Leticia Provedel, afirmam que houve “enriquecimento ilícito” da Warner na gestão de parte da obra do pai e querem o rompimento dos termos firmados com a gravadora.

A empresa insistia para que a discussão ficasse restrita a um período de apenas três anos, o que implicaria em valores mais modestos a serem despendidos em caso de condenação futura. Prevaleceu, no entanto, o entendimento favorável à família do “maluco beleza”: dez anos em vez de três.

Em dezembro, relatamos aqui uma ação semelhante contra a Universal Music, que resultou num acordo de R$1 milhão para o trio.

 

Foto: Divulgação

Família de Marília Mendonça anuncia premiação de música sertaneja em homenagem à cantora

A família da cantora Marília Mendonça, que faleceu em um acidente aéreo em novembro de 2021, anunciou o lançamento de uma premiação de música dedicada ao gênero sertanejo, que levará o nome da artista.

De acordo com O Globo, a premiação será a primeira do Brasil voltada exclusivamente para a música sertaneja e tem como objetivo revelar e reconhecer novos nomes do cenário musical, além de destacar a importância do gênero e abraçar causas sociais que Marília sempre se dedicou.

A família tem realizado uma série de ações para manter vivo o legado da cantora, como o processo de catalogação de um acervo com pelo menos cem canções ainda inéditas.

Além disso, há previsão de um disco com duetos póstumos, uma biografia, um documentário e um livro com fatos curiosos e inusitados sobre a artista. O lançamento da premiação é mais uma forma de homenagear Marília e sua contribuição para a música sertaneja.

Djonga expõe indignação com ex-gravadora, e alega má administração dos royalties

A recente notícia do encerramento da gravadora CEIA, que foi responsável por lançar artistas como Djonga, Tasha & Tracie e Clara Lima, gerou uma grande repercussão entre os fãs de rap no Brasil.

Conforme o Rapmais.com, a empresária Nicole Balestro, uma das proprietárias da gravadora, esclareceu em suas redes sociais, que as acusações de má gestão de royalties e roubo durante o rompimento de contratos são infundadas e que sempre buscou transparência em suas negociações. Ela afirmou que a decisão de cobrar apenas 10% de royalties em shows e afins foi o que levou ao fim da CEIA.

Djonga, um dos artistas mais proeminentes da gravadora, também usou suas redes sociais para desabafar sobre seus problemas com a gestão da CEIA. Ele destacou a falta de comunicação com seu ex-empresário Doncesão, que também era proprietário da gravadora, e desentendimentos relacionados aos royalties, onde alguns artistas com quem ele colaborou não receberam os valores devidos.

O rapper também disse que não tinha um contrato com a gravadora, mas a empresa era dona de todo o seu fonograma, o que levou a um acordo para que ele pudesse sair e fundar cuidar de sua carreira. Ele também afirmou que investiu “infinitamente mais em sua carreira do que a CEIA”.

 

Foto: divulgação/youtube

 

Mercado da música no Brasil cresce 15,4% em 2022 puxado pelo streaming, diz Pro-Música

O mercado fonográfico brasileiro teve um crescimento de 15,4% em 2022, de acordo com um relatório divulgado pela Pro-Música nesta terça-feira (21).

Conforme noticiado pela Folha de São Paulo, a arrecadação totalizou R$2,526 bilhões, colocando o Brasil como o nono mercado mundial no consumo de música. O streaming continua a dominar a fatia do mercado, sendo responsável por 86% da arrecadação, enquanto mídias físicas como CDs, vinis e DVDs representam apenas 0,5%. O relatório também revela que as receitas geradas por publicidade e assinaturas de plataformas de streaming continuam a crescer consistentemente.

A lista das 200 músicas mais tocadas no país em 2022, incluída no relatório, é liderada por uma versão ao vivo de “Mal Feito”, dos sertanejos Hugo & Guilherme em parceria com Marília Mendonça.

O relatório ainda destaca a resiliência de Mendonça na música, mesmo após sua morte em um acidente de avião em 2021, com sua participação em “Vai Lá em Casa Hoje”, de George Henrique & Rodrigo, ficando também em terceiro lugar na lista. Este é o sexto ano consecutivo de crescimento do mercado fonográfico brasileiro.

Foto: Marília Mendonça_ divulgação

EUA ABRE DISCUSSÃO SOBRE PROTEÇÃO DE DIREITOS AUTORAIS PARA OBRAS CRIADAS POR IA

Obras criadas por Inteligência Artificial (IA) são protegidas? No Brasil e nos EUA, apenas criações do espírito são protegidas pela LDA. Entretanto, o Escritório de Direitos Autorais dos Estados Unidos já deu indícios que isso pode mudar.

Recentemente, o escritório de Direitos Autorais americano decidiu convocar artistas, advogados e desenvolvedores a ouvir o que eles pensam sobre as questões que envolvem criações artísticas a partir do uso de IA.

Conforme noticiado pelo Hollywood Reporter, o escritório afirmou que as LDA dos EUA só protegem obras criadas por humanos, mas um material gerado por IA pode ser elegível para uma reivindicação de direitos autorais, caso um humano “selecione ou organize” o material de uma forma “criativa”, e o resultado se torne uma obra original de autoria.

Foi o caso de ‘Zarya of the Dawn’, uma história em quadrinhos criada por IA. Pela primeira vez, o escritório avaliou se houve aplicação de direitos autorais à IA. Entretanto foram concedidos apenas os direitos para as imagens criadas por humanos.

A questão da propriedade intelectual e da responsabilidade pelo conteúdo gerado pela IA ainda é um problema a ser resolvido, e ainda estamos no início da conversa. Seguimos acompanhando

Imagem: Zarya of the Dawn’, divulgação

Metallica adquire fábrica de vinil de 70 mil pés quadrados em meio à ressurgência do formato

A lendária banda de heavy metal Metallica comprou a Furnace Record Pressing, uma fábrica de prensagem de vinil de 70.000 pés quadrados em Alexandria, Virgínia.

Conforme noticiou o Whiplash.net a Furnace, fundada em 1996, já produziu mais de cinco milhões de discos de vinil do Metallica desde 2014, tornando-se o principal fornecedor de vinil da banda.

Além do Metallica, a Furnace trabalha com muitos artistas famosos e pequenas gravadoras de punk e indie.

A banda espera aproveitar as capacidades técnicas da Furnace para atender à grande demanda por vinil do Metallica, que tem uma grande base de fãs dedicados. E o momento não poderia ser melhor, já que as vendas de vinil estão cada vez mais aumentando, como indicou o relatório mais recente da Associação Americana da Indústria de Gravação (RIAA, sigla em inglês). Pela primeira vez, desde 1987, os álbuns de vinil venderam mais que os CDs em unidades (foram 41 milhões contra 33 milhões).

A aquisição, que não teve valores divulgados, chega um mês antes do lançamento do décimo primeiro álbum de estúdio do Metallica, o “72 Seasons”, e do início de sua turnê mundial.

Foto: divulgação

Universal Music Group e Deezer se unem para revolucionar modelo de pagamento à aristas no streaming

A maior gravadora do mundo, a Universal Music Group (UMG) e a Deezer anunciaram uma iniciativa conjunta para investigar novos modelos econômicos para o streaming que reconheçam o valor real do trabalho dos artistas e compositores.

Por meio dessa colaboração, a UMG e a Deezer pretendem desenvolver novos métodos que recompensem holisticamente os artistas e compositores pelo valor de suas obras, atualizando também, o modelo de engajamento para os usuários da plataforma. A Deezer foi uma das primeiras plataformas a se comprometer a explorar modelos alternativos de pagamento para ajudar a garantir que os artistas sejam compensados ​​de maneira justa.

A parceria será baseada em análises de dados profundas e avaliará a viabilidade de diferentes modelos econômicos, visando impulsionar o crescimento de assinantes, estabelecer laços mais fortes com os fãs de música na plataforma e desenvolver oportunidades comerciais que beneficiem os artistas e a comunidade musical em geral.

O CEO da Deezer, Jeronimo Folgueira, enfatizou que o sistema atual de streaming apresenta problemas claros que precisam ser abordados, e que o objetivo da parceria é encontrar maneiras de melhorar o modelo para benefício de todos. Ele também destacou que a música é extremamente subvalorizada e que o objetivo é encontrar maneiras adicionais de aumentar a monetização em benefício dos artistas, das gravadoras e das plataformas de streaming como a Deezer.

 

STARTUP LANÇA RÁDIO NO YOUTUBE PARA REPRODUZIR MÚSICAS CRIADAS POR IA EM TEMPO REAL

Recentemente, uma startup criou uma Inteligência Artificial (IA) capaz de compor, produzir, mixar e masterizar canções, e está mostrando o resultado ao vivo no YouTube.

Como contou o Terra.com, a startup Aimi criou um canal no YouTube para transmitir uma espécie de ‘rádio’ com diferentes estilos e músicas entre eles Serenity, Flow, Electronica, Amapiano, Chill, Organica, Lounge, Deep e House and Push. Todos criados ao vivo pela IA.

Apesar de já existirem outras startups especializadas em desenvolver IA capazes de criar músicas sozinhas, a Aimi garante que sua tecnologia é diferente, pois os sons são criados pelos  algoritmos conforme a transmissão ocorre, sem serem pré-gravados. Desta forma, produção, mixagem, masterização acontecem em tempo real.

A Aimi fez um barulho entre os amantes de música e tecnologia, quando lançou no ano passado, um app que possibilita aos usuários retrabalhar canções com ajuda de IA.  A tecnologia da empresa aprende com as interações dos próprios usuários para melhorar seu processo de composição. Neste caso, o treinamento inicial dos seus algoritmos é feito a partir de músicas originais compostas por produtores humanos. Ou seja, o sistema não aprende com obras já conhecidas do público, evitando o plágio.

 

Foto: divulgação

ASSINATURAS PAGAS GERARAM US$10 BILHÕES EM RECEITAS DE MÚSICA GRAVADA PELA PRIMEIRA VEZ NOS EUA

A Associação Americana da Indústria de Gravação (RIAA, sigla em inglês) publicou hoje (9 de março) seu relatório anual sobre as receitas de música gravada nos EUA. Considerado o mais importe para os americanos, o relatório indicou que 2022 foi mais um ano de alta, com a geração de US$15,9 bilhões em receitas para a indústria.

Conforme analisado pelo musicbusinessworldwide.com, o streaming (incluindo assinaturas pagas, serviços com suporte de anúncios, rádio digital, plataformas de mídia social, aplicativos fitness e outros) gerou a maior parte dessa receita geral, crescendo 7,3% e quebrando um recorde de US$13,3 bilhões em receita. Isso que dizer que agora streaming representa 84% da receita total de música gravada nos EUA.

A análise dos dados da RIAA também revelou que as receitas chamadas de ‘varejo’ – que considerados os serviços de assinatura paga, como Spotify Premium e Apple Music – cresceram 8%, ultrapassando pela primeira vez a marca de US$10 bilhões anualmente. As receitas de assinatura paga representaram 77% das receitas totais de streaming, e quase dois terços das receitas totais.

As receitas com discos de vinil também foram um grande destaque chegando a marca de US$1,2 bilhão, um crescimento de 17,2%. Vale notar que 2022 foi o 16º ano consecutivo de crescimento do formato, que representou 71% das receitas físicas.

Foi também pela primeira vez, desde 1987, que os álbuns de vinil venderam mais que os CDs em unidades (foram 41 milhões contra 33 milhões). Após uma recuperação em 2021, em relação ao impacto da Covid em 2020, as receitas de CDs caíram 17,6%, e chegaram a US$483 milhões em 2022.

 

Gráfico:musicbusinesswordwide.com via RIAA

UBC E ESCOLA DE MÚSICA E NEGÓCIOS DARÃO 400 BOLSAS ANUAIS PARA FORMAÇÃO DE PROFISSIONAIS NO MERCADO MUSICAL

O Música e Negócios e a União Brasileira de Compositores anunciaram, nesta tarde, uma parceria para distribuir mais de 400 bolsas de estudos anuais voltadas para a formação de profissionais no mercado da música brasileiro.

Conforme noticiado pelo o PopLine, além das bolsas, a parceria inclui descontos para associados de 30% nos cursos de formação do Música e Negócios, incluindo o curso de Direitos Autorais ‘Música, Copyright e Tecnologia’.

Para se candidatar às bolsas de estudo, o interessado deve preencher o formulário ‘Programa UBC de Educação, Diversidade e Impacto Social’, disponível no site da sociedade. Serão contemplados alunos conforme as diretrizes étnico-raciais e renda. Cada formulário será analisado por uma comissão de diversidade formada por agentes do mercado musical.

Vale notar que os participantes também serão inclusos no Banco de Talentos da UBC, um projeto que pretende conectá-los com as principais empresas e organizações do mercado da música.

“Uma das prioridades da UBC é contribuir para educação, informação e formação deste novo mercado da música. Ajudar a viabilizar o surgimento de novos talentos nas áreas artísticas e executivas, promovendo cada vez mais diversidade e inclusão. Nossa ação com a escola Música & Negócios vai de encontro a esta ambição e missão“, disse Marcelo Castello Branco, diretor executivo da UBC ao portal.

Léo Feijó, diretor da escola Música e negócios também comentou a parceria: “É um passo fundamental para que mais artistas, compositores, produtores e executivos do setor musical estejam preparados para enfrentar os desafios e compreender as tendências e os modelos de inovação no mercado”.

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