NELLY FURTADO DANÇA VERSÃO VIRAL BRASILEIRA DE SUA MÚSICA E REIVINDICA DIREITOS AUTORAIS

A cantora Nelly Furtado está reivindicando seus direitos no hit viral ‘Lovezinho’ da cantora brasileira Trayce. O hit que viralizou no Carnaval após o influencer Xurrasco publicar um vídeo dançando na rede social vizinha, é na verdade, uma versão da música ‘’Say it Right’, da cantora canadense Nelly Furtado.

A cantora parece que aprovou a versão, já que também reproduziu a coreografia em sua rede social. Entretanto, WK, o produtor e detentor de 80% dos direitos autorais da versão brasileira, disse que foi notificado pela editora Sony a fim de iniciar o processo de negociações da parte autoral que cabe a Nelly Furtado.

Ao G1, WK disse que está disposto a negociar os direitos da canção e ceder 20% para a cantora canadense:

“Eu estou aberto a negociações. E é bom para mim saber que a música já chegou a ela e ao Timbaland. Significa que meu trabalho se propagou”, disse o produtor.

WK lembrou de outro caso semelhante, no qual o cantor James Blunt também buscou sua porcentagem nos direitos autorais após a canção “Coração Cachorro’ viralizar no Brasil. Na época Blunt ficou com 20% dos direitos:

“A exemplo de outros remixes que foram feitos, esses acordos sempre são feitos no valor de 20%. Seria justo, porque só peguei a modelagem do refrão. E se for traduzir a música dela e pegar o que eu fiz, não tem nada a ver uma música com a outra”, argumentou.

A editora M13, representante de Treyce, também afirmou que o acordo está sendo feito e também não vê problemas em deixar uma parte dos direitos aos autores de “Say it right” pela melodia do refrão.

Foto: reprodução

 

 

 

SUPREMA CORTE AMERICANA AVALIA SE DEVE RESPONSABILIZAR PLATAFORMAS POR CONTEÚDO GERADO PELOS SEUS USUÁRIOS

[TECNOLOGIA] A Suprema Corte dos EUA voltou a analisar se redes sociais, e plataformas como o YouTube, podem ser responsabilizadas pelo conteúdo gerado por seus usuários.

Conforme noticiado pelo O Globo, a Suprema Corte Americana está analisando o caso de Nohemi Gonzalez, uma universitária de 23 anos que morreu no ataque terrorista na casa de shows Bataclan, em 2015. Os pais de Gonzalez estão processando o YouTube por recomendar vídeos produzidos pelo Estado Islâmico (EI), e influenciar os três responsáveis pelo ataque a serem radicalizados.

Segundo o que consta na Seção 230 da Lei de Decência nas Comunicações, aprovada em 1996, pelo presidente Bill Clinton, empresas com presença na web não podem ser responsabilizadas legalmente pelo que dizem os usuários que publicam em seus sites. Entretanto, na época em que foi sancionada a lei, a internet era outra. Não existiam redes sociais ou tecnologias (algoritmos) capazes de recomendar conteúdos baseados nos gostos dos usuários.

A família Gonzales alega que a lei está defasada, pois a partir do momento em que o YouTube recomenda um vídeo específico dentre milhões ao usuário, a plataforma passa a se responsabilizar pelo conteúdo que foi replicado.

O caso é delicado, os ministros devem analisar o processo e tomar uma decisão ainda neste ano. Se os argumentos da família Gonzalez foram aceitos, o caso vai abrir precedente para outros processos, impactar questões econômicas e gerar alteração na Lei.

 

Foto: PHILIPPE LOPEZ / AFP

DJ BRASILEIRO QUE TEVE REMIX TOCADO POR RIHANNA NO SUPERBOWL É DESTAQUE NA INTERNET

Hoje trouxemos um grande exemplo da série “Faça e publique na internet, pois uma hora alguém vai curtir muito!”.

Foi o que aconteceu com o DJ Klean, que teve seu remix de funk apresentado no intervalo do Super Bowl por Rihanna. Em 2021, o DJ viralizou no YouTube com seu remix de ‘Rude Boy’, um dos maiores singles da cantora:

“Estava eu, ouvindo minha música favorita da Rihanna, “Rude Boy”, quando de repente resolvi fazer uma brincadeirinha com o vocal e deixar a música bem “abrasileirada”, espero que gostem do resultado”, diz uma publicação do DJ no instagram. 

De acordo o GShow, após ter seu remix apresentado pela cantora para milhões de pessoas em todo o mundo, a busca por seu nome no Instagram teve um aumento de mais de 3500%, alcançando mais de 110 mil seguidores. Os dados foram coletados pela plataforma Crowntangle.

Com tanta procura por seu nome, o baiano foi convidado para participar do bloco do duo de DJs brasileiros, TROPKILLAZ.

 

Foto: Divulgação / Oahky Gravadora / Mark J. Rebilas/USA TODAY Sports

 

BLOCO ‘QUILOMBO LAB’ REÚNE EMICIDA, DRIK BARBOSA E DANNY BOND EM SÃO PAULO

No próximo domingo, 19, acontece o Quilombo Lab, o bloco de Carnaval da produtora Laboratório Fantasma, comandada pelos irmãos Emicida e Evandro Fióti.

Com o tema “O Carnaval dos Carnavais — A esperança mora no Samba”, o bloco vai sair às 13hrs da Avenida Luís Dumont Villares (altura 1501), na Zona Norte, e terá participações de artistas como Danny Bond, Drik Barbosa, Prettos, Marquinhos Sensação, Dona Jacira, MC Hariel.

Conforme o PapelPop.com, neste ano celebração foca no retorno do carnaval de rua como parte de uma manifestação cultural. Além de comemorar a história dos ancestrais que possibilitaram a reconfiguração da data festiva.

“Com todas as alegrias e dores, no Carnaval, ressignificamos um momento para celebrar quem somos. […] Hoje, poder fazer um bloco e devolver para o povo a possibilidade de se sentir parte dessa celebração popular, se divertir e relembrar a origem ancestral dessa festa é uma missão”, disse Evandro Fióti CEO da Laboratório Fantasma ao portal.

 

 

PROCON-RJ PODE MULTAR EM R$12 MILHÕES REP FESTIVAL POR FALHAS NA ORGANIZAÇÃO

O final de semana foi marcado pela grande repercussão na mídia sobre as falhas na organização do REP Festival, que agora pode ser multado em até R$12 milhões pelo Procon-RJ.

O que era para ser um dos maiores festivais de rap do Brasil acabou se tornando um caos. As fortes chuvas atingiram o evento trazendo cobras, sapos, alagamentos e muita lama. Não faltaram vídeos dos fãs reclamando da falta de estrutura e organização do evento, o que levou o cancelamento do segundo dia festival, no domingo (12).

Com um line-up formado por nomes como Matuê, L7nnon, Filipe Ret, Emicida e Ludmilla, o ‘REP Festival’, estava previsto para acontecer no Parque Olímpico (o mesmo local do Rock in Rio). Entretanto, a 10 dias da abertura, a localização foi transferida para Guaratiba, zona oeste do Rio.

O portal da CNN procurou o Procon-RJ para entender o que diz o Código de Defesa do Consumidor (CDC) em casos como este: “as multas por infração às normas de proteção e defesa do consumidor serão calculadas de acordo com a gravidade da infração, o porte econômico do fornecedor e a vantagem auferida”.

“A depender desses critérios, ela [a multa] pode chegar a R$ 12 milhões”, disse o Procon-RJ ao portal.

 

Foto: Reprodução / Redes Sociais

CANÇÃO DE RIHANNA VIRA NFT QUE GERA RETORNO EM ROYALTIES À FÃS

Na última quinta-feira, 9, o produtor Deputy em parceria com a plataforma especializada em criptomoedas Anotherblock, lançou uma edição limitada de NFTS da música “Bitch Better Have My Money”, de Rihanna.

Conforme explicado pela industriamusical.com, fãs puderam investir US$210 (R$1.111, em cotação atual) nos NFTS e devem receber cerca de 0,0033% dos royalties pela reprodução da música na plataforma Anotherblock.

Os NFTS foram criados após o produtor Deputy vender 1% de seus direitos na canção para a plataforma. No total foram lançados 300 NFTS, que rapidamente se esgotaram.

Na noite de domingo, 12, a cantora se apresentou durante o show de intervalo do SuperBowl, e segundo uma reportagem da Variety, as buscas pela cantora no Spotify aumentaram mais de 640% nos Estados Unidos, sendo que a música de abertura “Bitch Better Have My Money” teve um aumento de mais de 2.600%, então os investidores podem esperar ganhar bastante dinheiro enquanto os fãs ouvem a música.

 

Foto: Rihanna no SuperBowl_reprodução

 

SONY MUSIC PODE ADQUIRIR CATÁLOGO MUSICAL DE MICHAEL JACKSON POR R$4,1 BILHÕES

Rumores começaram a circular nesta semana sobre a possível venda de parte do catálogo do Rei do Pop Michael Jackson.

Conforme noticiado pelo Splash da Uol, fontes contaram à Variety que o espólio do artista estaria negociando metade da participação das músicas do cantor, com a gravadora Sony Music e um outro parceiro de negócios.

A venda também incluiria 50% de participação do musical da Brodway “MJ: The Musical” e o futuro filme biográfico, “Michael”.

As fontes também revelaram que o valor da venda estaria na faixa de US$800 milhões a US$900 milhões, o que equivale de R$4,1 bilhões a R$4,6 bilhões.

NOVO LAUDO APONTA QUE GRAVADORA TERÁ QUE PAGAR R$150 MILHÕES À HERDEIROS DE JOÃO GILBERTO

Um novo laudo apontou que a Universal Music terá que pagar R$150 milhões aos herdeiros de João Gilberto, por fazer alterações em gravações do artista e relançá-las em álbuns.

Como relatamos por aqui em 2019, o caso foi denunciado pelos herdeiros do artista no programa Fantástico. Na época, eles alegaram que houve fraude na perícia para avaliar as gravações, que teriam sido alteradas e lançadas em álbuns pela EMI (atual Universal Music), e decidiram contestar o laudo.

Os advogados representantes do cantor analisaram o pen drive em que havia o laudo do perito do caso, João Carlos Loureiro, e detectaram que o arquivo foi criado por Christopher Cunha, um dos sócios da Licks – empresa de contabilidade especializada em perícia – contratada pela Universal Music. Para os advogados,  Cunha “fez o laudo inteiro, e o perito apenas assinou”. E assim, o valor da indenização estimada em R$200 milhões, caiu para R$13 milhões.

Conforme explicou a Coluna de Ancelmo Góes para O Globo, nesta semana saiu o resultado do laudo, com a conclusão de que o valor a ser pago pela gravadora deve ser de R$150 milhões. Vale notar que este caso está em andamento desde 1964.

 

Foto: Heitor Hui / Agência O Globo

UFRJ ESCOLHE CONSÓRCIO PARA ADMINISTRAR AREA DO CANECÃO POR 30 ANOS

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) organizou um leilão, na última quinta-feira 2, com apoio o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a concessão do antigo Canecão, localizado em Botafogo (zona sul do Rio).

De acordo com a Istoé.com, a UFRJ escolheu o consórcio Bônus Klefer, integrado pelas empresas Bônus Track Entretenimento e Klefer Sports Marketing, como concessionário da área por 30 anos.

Ficou estabelecido no acordo que o consórcio deve pagar R$4.350.000 à universidade, além de investir R$137,7 milhões na construção de novos espaços no local, incluindo um espaço cultural multiuso, e uma outra área chamada Espaço Ziraldo.

A Bônus Klefer deverá ainda construir um restaurante universitário no campus Praia Vermelha da UFRJ, com capacidade para oferecer 2.000 refeições por dia, e outros dois prédios acadêmicos no mesmo campus.

A UFRJ terá o direito a usar a arena multiuso durante 50 dias por ano e o Espaço Ziraldo por 270 dias.

Vale notar que o leilão aconteceu após protestos pacíficos de estudantes e servidores, que têm buscado principalmente, fazer do espaço um centro cultural acessível à toda população. Eles foram impedidos de participar do leilão e saber detalhes do acordo.

“Queremos debates, shows, arte, oficinas, exposições, mas sempre acessível para o público em geral.”, dizia um cartaz.

DISTRIBUIÇÃO POR EXECUÇÃO PÚBLICA CHEGOU A R$1,2 bilhão em 2022

O Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) anunciou que o valor da distribuição de direitos à compositores e artistas por execução pública chegou a R$1,2 bilhão em 2022, um aumento de 35% em comparação ao ano anterior.

Conforme noticiado pelo Globo, na Coluna de Ancelmo Góes, a volta dos shows e eventos presenciais após dois anos de pandemia, contribuiu para o aumento da distribuição.

No total, foram mais de 316 mil compositores e artistas contemplados com rendimentos em direitos autorais de execução pública.

Imagem: Pedro Kirilos / Agência O Globo.

 

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