Vem aí o Spotify for Podcasters Summit

Na sexta-feira (4) rolou uma live especial para os membros do grupo do Música, Copyright e Tecnologia no Facebook. Pedro Bontorim, da Clav Music, falou sobre o mercado de podcasts e como este novo formato de conteúdo pode gerar grandes oportunidades.

Durante a live ficamos sabendo sobre um evento super bacana que o Spotify está promovendo, o Spotify for Podcasters Summit. Evento gratuito entre os dias 1 e 2 de novembro com palestras e workshops na Cinemateca Brasileira, em São Paulo.

Os interessados em participar devem confirmar presença no evento no Facebook. Maiores informações ainda serão divulgadas!

“FUTURE 25”: Rolling Stone elege os líderes mais inovadores no mercado da música

A Rolling Stone Americana publicou na edição de Outubro a “Future 25”, uma lista apontando os principais nomes que estão inovando e liderando o mercado americano de música.

Segundo a revista, a ideia é que a “Future 25” aponte os nomes mais criativos e que de fato estão criando algo novo para o mercado. Para isto, a cada ano, a lista terá fundadores de startups, negócios de sucesso e artistas empreendedores.

Nosso destaque vai para Jon platt, CEO da Sony/Atv. Para a Rolling Stone, o diretor que Jay-Z uma vez chamou de “Obama da indústria da música” está “refazendo a ideia de como sua indústria pode se parecer”.

Jon Platt, é conhecido no mercado da música por produzir uma dos maiores hits de Jay-Z, “Empire State of Mind”, além de ser um dos principais nomes que colocaram o hip-hop no nível de sucesso em que está hoje.

Além de ver o potencial de Jay-Z no início de carreira, sempre insistiu que os MC’s fossem tratados (e pagos) como qualquer outro compositor. “Não sou o primeiro editor de música a contratar um artista de rap, mas provavelmente sou um dos primeiros a garantir que sejam respeitados como compositores”, diz ele.

Antes de se tornar presidente e CEO da Sony/ATV, Platt foi um dos primeiros DJs da cidade de Denver, gerenciou produtores e trabalhou na EMI.

Na Sony/ATV, maior editora de música do mundo, Platt implantou uma mudança na cultura corporativa, onde todos os funcionários, e não apenas os de alto escalão, teriam participação nos lucros pela aquisição da EMI Music Publishing por US$2,3 bilhões.

Platt implantou um novo sistema tecnológico para acelerar os pagamentos de royalties aos compositores da Sony/ATV e permitir que eles retirassem dinheiro com ganhos futuros.

Agora, Platt tem objetivos que vão além de sucessos e receitas. “Estou bem sendo o primeiro afro-americano a administrar um negócio global de música, desde que não seja o único”, diz ele. “O que eu quero é que o interior da empresa pareça com a música que representamos.”

Vale a pena conferir a lista completa da “Future 25”. E pra você? Quais são os nomes nacionais que atualmente está inovando no mercado? Deixe sua aposta nos comentários do nosso post no Instagram!

 

Crédito: Ilustração de Sean McCabe para a Rolling Stone.

Spotify passa a permitir adicionar podcasts em playlists

Nesta semana, o spotify anunciou que os usuários já podem adicionar podcasts à playlists na plataforma.

Segundo o Business Insider, há três tipos de opções para usar o recurso: uma lista apenas de música, uma lista com curadoria de podcasts ou uma mistura de podcasts e músicas.

Em uma declaração, o Spotify enfatizou sua história com playlists como um recurso definidor do serviço:

“Se você não ouviu, as playlists são uma coisa do Spotify – é como construímos nossa plataforma personalizada em 2006 e como continuamos a ajudar os ouvintes a descobrir novos conteúdos hoje. Não poderíamos estar mais animados em trazer essa experiência para o mundo dos podcasts”.

Vale lembrar que em fevereiro, o Spotify adquiriu a empresa de produção de podcasts Gimlet, que está por trás de programas populares nos EUA, e continua expandindo negócios voltados para produção de conteúdo original.

 

Foto: Michael Loccisano/Getty Images for Spotify

SKOL BEATS ANUNCIA ANITTA COMO HEAD DE CRIATIVIDADE E INOVAÇÃO

Nesta segunda-feira a Skol Beats anunciou que a cantora Anitta é a nova líder de criatividade e inovação da marca.

Segundo o Propmark, Anitta terá a missão de discutir novas estratégias de marketing, negócios e futuras novidades da Skol Beats. Além disso, a meta será lançar pelo menos um novo produto autoral por ano.

O primeiro deles já está confirmado para este mês. Será uma novidade inspirada, claro, no funk carioca.

“Gosto de ampliar todas as possibilidades da minha carreira e poder co-criar uma marca como Beats, que sempre fui apaixonada, é algo que me deixa cheia de orgulho. Adoro desafios que me forcem a fazer coisas novas, sair do meu quadrado e Beats me deu essa liberdade. Estou muito feliz”, disse Anitta.

“Anitta e Beats sempre quebram padrões. E agora, ela vai participar de todo o processo de criação com a gente, contribuindo para a evolução de Beats nos próximos anos”, completa Ricardo Dias, vice-presidente de marketing da Ambev.

“Agora, chegou o meu momento de dar um passo ainda maior e pensar a marca desde o planejamento até o lançamento de cada produto”, completa a cantora.

 

Foto: Fernando Souza

DIVAS POP LATINAS ESTÃO POR TODA PARTE, MENOS NAS COMPOSIÇÕES

A Billboard publicou um artigo sobre a queda do número de compositoras de músicas latinas. Apesar dos esforços feitos por gravadoras e serviços de streaming para aumentar este índice, em 2019 o número de compositoras nas paradas voltou a cair.

Segundo o portal, entre 2015 e 2016, a presença de mulheres compositoras na parada da Billboard “Hot Latin Songs” era de apenas 8%. A partir de 2017, diante deste cenário, várias iniciativas começaram a impulsionar a presença de mulheres compositoras, até que em 2018 o índice aumentou para 15%, com 36 músicas na parada escritas por mulheres.

Apesar disso, em 2019 o número músicas compostas por mulheres voltou a cair, com apenas quatro músicas no Top 10. Dessas quatro, as duas que chegaram a primeira colocação, “Chantaje” de Shakira (com Maluma) e “Dame Tu Cosita”, de Pitbull, El Chombo e Karol G, apresentavam homens.

Para o portal, a maior questão é que o raggaeton e a música urbana são os subgêneros mais dominantes nas paradas latinas, e historicamente favorecem os cantores do sexo masculino. Becky G, Karol G e Natti Natasha, que passaram do pop para a música urbana, são exceções por escreverem a maioria de suas próprias músicas.

A maioria das canções do estilo de música urbana são escritas sob uma perspectiva masculina porque todos os produtores, engenheiros, DJs e compositores latinos são homens. “A falta de mulheres no espaço criativo [é preocupante]”, diz Nir Seroussi, vice-presidente executivo da Interscope Geffen A&M. “Não há uma produtora feminina que eu conheça.”, afirmou.

A fim de mudar essa dinâmica, algumas iniciativas já estão em andamento. Como os esforços das gravadoras como a Sony Latin, em promover mais artistas femininas. Além disso, premiações como o “Premios lo Nuestro”, da Univision e o “Latin American Music Awards”, da Telemundo, pela primeira vez tiveram todas as apresentadoras femininas.

Aqui no Brasil, a matéria citou ainda a iniciativa Casa de Música – Escuta as Minas, um estúdio de gravação em São Paulo. “O objetivo era criar um espaço e ambiente seguros em um estúdio liderado por mulheres”, diz Mia Nygren, diretora administrativa do Spotify para a América Latina. A Casa de Música faz parte da iniciativa Listen to Women que o Spotify estreou no Brasil em 2018.

Mesmo com a baixa presença das mulheres nas composições, a compositora Erika Ender, que co-escreveu o megahit “Despacito”, está animada ao ver mais colegas em sessões de redação. Mas, diz ela, “minha percepção pessoal é que ainda não está sendo refletida nas tabelas. Talvez seja uma questão de tempo”.

Foto: Ilustração de Max-o-matic

UM TERÇO DOS JOVENS USAM PROGRAMAS PARA COPIAR MÚSICAS ILEGALMENTE, APONTA ESTUDO DA IFPI

Nesta terça-feira (24), a Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI, sigla em inglês) – organização que representa a indústria da música em todo o mundo – divulgou seu estudo anual sobre o consumo de música global.

De acordo com o estudo, 27% dos entrevistados afirmaram que utilizam métodos para ouvir músicas não licenciadas na internet. Enquanto isso, 34% dos entrevistados, com faixa etária entre 16 a 24 anos, admitiram usar aplicativos ou serviços que copiam músicas ilegalmente (stream rippers). Entretanto, se forem considerados todos os entrevistados, com faixa etária de 16 a 64 anos, esse índice cai para 23%.

Enquanto os índices de pirataria de músicas na internet continua sendo considerável, o consumo dos serviços de streaming continua em crescimento, principalmente para pessoas com faixa etária entre 35 a 64 anos. Atualmente, 54% dos usuários nessa faixa etária usam algum tipo de serviço de streaming, um aumento de 8% em relação a 2018.

O aumento do consumo de vinil foi outro dado importante constatado pela IFPI. Apesar de não ser grande surpresa que pessoas entre 45 a 54 anos continuam comprando CDs, são os mais jovens, de 25 a 34 anos, que apresentaram índices mais altos para o consumo de vinil, a mesma faixa etária também continua comprando downloads digitais.

O rádio continua sendo o favorito dos consumidores de música, com 29% do tempo de audição gasto lá, seguido pelo uso de smartphones, 27%. Computadores e laptops representam 19% do consumo de música. Os estéreos domésticos tradicionais ficam para trás em 8% (mas ainda cinco pontos percentuais à frente dos alto-falantes inteligentes, 3%).

Segundo o Variety.com, a pesquisa da IFPI contou dados de 34.000 usuários da Internet em 21 países, representando mais de 90% do consumo global de música. A pesquisa passou por vários países entre eles EUA, Reino Unido, Canadá, França e Espanha. A margem de erro foi relatada em 3%.

Foto: SHUTTERSTOCK / MONTHIRA

Spotify for Artists mostrará o número de ouvintes de artistas em tempo real

O Spotify anunciou que a nova atualização do Spotify for Artists possibilitará a visualização do número de ouvintes que estão dando o play em suas músicas em tempo real.

Segundo o The Verge, a nova versão do aplicativo, voltado para os artistas que possuem músicas no catálogo do serviço de streaming, será lançada nesta semana com versões para iOS e Android.

Nesta versão, além do contador de plays em tempo real, os artistas poderão ter acesso a outras informações valiosas sobre sua audiência e insights de como conquistar novos seguidores e ser adicionados em várias playlists, aumentando alcance dos plays.

Há ainda um guia com informações sobre como aproveitar ao máximo o lançamento de músicas no serviço, incluindo o Co.Lab do Spotify, uma ferramenta com workshops e mentoria para artistas musicais.

O portal lembrou que há pouco tempo a Apple Music disponibilizou a plataforma Apple Music for Artists, após o lançamento da versão beta no início de 2018. Fornecendo dados de audiência  dos ouvintes baseados como localização geográfica, o serviço está integrado ao  Shazam, mais uma maneira em que os artistas podem rastrear quando as pessoas estão usando o serviço para identificar suas músicas.

Os dados fornecidos por essas plataformas como o Spotify for Artists, são de extrema relevância para que os artistas entendam cada vez mais sobre o seu público, e devem influenciar não apenas na produção de músicas, mas também nos planejamentos e estratégias de divulgação de seus trabalhos.

Foto: Spotify

Já está em dia com o FF Podcast? No episódio 8 o tema é “POP vs Indie”, com participação de Pedro Seiler, um dos fundadores do Queremos OUÇA AQUI!

Bacardi transforma canudos de plástico em Discos de Vinil

Transformando canudos de plástico em vinil, a Bacardi encontrou uma solução para contribuir com o meio ambiente. Para isso, a empresa de bebidas se uniu à Straw Vinyl, uma iniciativa que recicla canudos de plástico e os transforma em discos de vinil.

Segundo o Fast Company, após serem prensados, os discos serão lançados em uma edição limitada do single “Make it Hot” da cantora Anitta, em parceria com o Major Lazer. O lançamento está previsto para o dia 3 de dezembro. Todos os lucros das vendas irão para o instituto Lonely Whale.

A Bacardi aproveitou o festival de música “Life Is Beautiful”, no Art Motel, em Las Vegas,  para promover a ação. Neste fim de semana (20 a 22 de setembro), quem passou por lá pôde ver a exibição dos discos. Também foi exibida a campanha “The Future Doesn’t Suck” (O futuro não suga, em tradução livre) do Lonely Whale.

A partir de novembro, serão distribuídas em 55 bares selecionados, caixas de coletas dos canudos usados pelos consumidores. Todo o material coletado nessas caixas será reciclado e transformado em vinil.

A empresa de bebidas já confirmou que esta é a primeira de muitas iniciativas em parceria com o instituto. Tudo para que um bilhão de canudos plásticos descartáveis deixem de circular até 2020.

[Photo: Kobu Agency/Unsplash; titidianita/Pixabay]

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Edital Impulso do Oi Futuro abre inscrições

Estão abertas até o dia 9 de Outubro as inscrições o edital Impulso, uma parceria do Oi Futuro com o Instituto Ekloos.

O edital irá selecionar 20 iniciativas que tenham o intuito de “transformar a sociedade por meio da cultura”.

Os projetos que receberem melhores avaliações poderão receber até R$100 mil (que serão divididos entre eles) durante o processo de aceleração.

Segundo o Oi Futuro, o Impulso já recebeu, em suas duas edições, mais de 500 inscrições vindas de todo o estado do Rio de janeiro, entre eles, negócios sociais e ONGs. Além de ter acelerado 40 iniciativas.

Confira o regulamento completo no portal https://oifuturo.org

Foto: Divulgação

Recordações do Futuro

Nesse momento de permanente transição do mercado musical, vale a pena refletir sobre os efeitos dessa nova era do streaming no imaginário das novas gerações.

Que tipos de lembranças e recordações ela irá gerar?

Andando pelas poucas livrarias que insistem em não se transformar em farmácias, é comum nos depararmos com livros narrando as trajetórias de rádios que fizeram parte da história de várias gerações de ouvintes mundo afora.

Publicações como “A Onda Maldita (Como Nasceu A Fluminense FM)” (de Luiz Antônio Mello), “A Caixa Mágica: Histórias De Vida Pelas Ondas Do Rádio” (do locutor Fernando Mansur) e “Todo Dia É Dia de Peel” (sobre o lendário John Peel, da Rádio BBC) são exemplos desse revival.

Isso tudo nos remete ao que um dia já foi o apogeu da indústria fonográfica: capas de disco conceituais (das gravadoras Blue Note e Elenco), ou eternamente pops como as do Pink Floyd e Led Zeppelin, concebidas pelos art designers da britânica Hipgnosis.

Tudo isso somado a um marketing intuitivo sem precedentes, que transformava bandas e artistas iniciantes de pequenos pubs em estrelas internacionais.

E o que nos reserva o futuro? Sobre o que versarão os novos livros ou e-books?

As playlists se tornarão inesquecíveis, ou tudo não passará apenas de uma simples comparação entre modelos de negócios dos principais players do mercado da era do streaming?

Saem de cena o vinil, as jukeboxes e os cds, e entram em campo os algoritmos e os coaches da inteligência artificial, com suas métricas digitais infalíveis!

As novas tribos se esquecerão assim daquilo que nunca lembraram: das capas dos discos que marcaram sua infância, da loja em que eles foram comprados com o dinheiro de suas mesadas, e do arranhão inesperado no disco dos Beatles em suas festas de 15 anos…

E assim então todos terão chips de memórias e recordações implantados, como em Blade Runner!

Mas, seja qual for o ritmo, seja qual for o andamento, uma única certeza ainda haveremos de ter.

Todos nós falaremos — e ouviremos! — a mesma língua. A música.

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