STJ ANULA CONDENAÇÃO DE TIRIRICA POR USAR MÚSICA DE ROBERTO CARLOS EM CAMPANHA ELEITORAL

O STJ anulou a condenação de Tiririca por usar uma música de Roberto Carlos em sua campanha eleitoral.

Nesta terça-feira, a 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), aceitou o recurso do deputado Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca, revertendo sua condenação por parodiar a música ‘O Portal’, de Roberto Carlos, em sua campanha eleitoral de 2014.

Segundo o JOTA, em sua campanha eleitoral de 2014, Tiririca apareceu vestido de terno branco e peruca, com uma porção de bifes, imitando gestos do cantor e cantando uma versão de sua música.

Em 1ª instância,  o deputado foi condenado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), a pagar indenização por danos materiais à EMI Songs do Brasil, detentora dos direitos autorais da música. Entretanto, nesta terça-feira, o STJ aceitou o argumento de que o parlamentar apenas realizou uma paródia da propaganda da indústria de carnes Friboi. Portanto, não há vedação de paráfrases e paródias em campanhas eleitorais.

Além disso, o deputado defendeu que fez uma imitação cômica, assegurada pelo direito constitucional de liberdade de expressão.

“Esse caso é um caso clássico de liberdade de expressão. A lei dos direitos autorais, quando o Congresso editou esse artigo 47, já fez uma ponderação entre os interesses do autor e da coletividade em função da liberdade de expressão. Neste caso, esse balanço dos interesses, ela prestigiou a liberdade de expressão”, afirmou o advogado de Tiririca, Flávio Jardim após o resultado do julgamento.

Imagem: YouTube/Reprodução

 

INSTAGRAM RECEBE ATUALIZAÇÃO INSPIRADA NO TIKTOK

O Instagram escolheu o Brasil para testar um novo recurso que permite a gravação de pequenos filmes sincronizados com músicas e edições.

Disponível para Android e iOS, a novidade batizada de “Cenas”, foi anunciada na manhã de terça-feira (12) e parece ser bem semelhante ao TikTok, aplicativo que virou febre entre os adolescentes.

Segundo a EXAME, não é a primeira vez em que uma atualização do Instagram se parece com outros aplicativos. O stories é um das grandes “inspirações” e foi criado com base no Snapchat.

Foto: Reprodução/Getty Images

O SEGREDO DE UM HIT ESTÁ NA COMBINAÇÃO DE CERTEZA E SURPRESA DE ACORDES, DIZ ESTUDO

Um novo estudo realizado pelo Instituto Max Planck de Cognição Humana e Ciência Cerebral, descobriu o que torna as músicas agradáveis. Para os cientistas, o segredo de um hit está em uma combinação de incerteza e surpresa de acordes.

De acordo com a IstoÉ, 80 indivíduos ouviram vários acordes em hits clássicos da Billboard dos EUA incluindo “Ob-La-Di, Ob-La-Da”, dos Beatles, “Red red wine”, da UB40, e “Knowing me, knowing you”, do ABBA.

A partir de um modelo de aprendizado de máquina capaz de quantificar matematicamente o nível de incerteza e surpresa, conectados a scanners cerebrais de ressonância magnética funcional (fMRI), os cientistas chegaram a conclusão de que os voluntários gostaram mais de músicas que têm progressões de acorde inesperadas do que aquelas que são previsíveis.

Os maiores beneficiados pelo estudo são os compositores em suas criações. Apesar de saberem de forma intuitiva que a expectativa é importante para que uma música seja mais agradável, agora temos a confirmação de que o prazer musical tem associação com a amígdala, hipocampo e córtex auditivo do cérebro – “regiões associadas ao processamento de emoções, aprendizado e memória, e processamento de sons, respectivamente”, informou a IstoÉ.

Segundo o portal, o estudo está ligado à musicologia computacional, um novo campo que estuda a ciência e a arte. Vicent Cheung, coordenador do estudo disse que quer ir além e investigar melodias.

Resta saber se os novos dados poderiam ajudar na fórmula mágica para a criação de músicas perfeitas: “É uma característica importante que pode ser explorada, mas não seria a única coisa que pode ser usada para criar uma música pop”, disse Vicent Cheung.

O top três das progressões de acordes mais bem avaliadas pelos participantes são “Invisible Touch”, da banda inglesa Genesis , o hit “Hooked On A Feeling”, de BJ Thomas, e o clássico dos Beatles “Ob-La-Di, Ob-La-Da “.

 

Foto: Canva

Arrecadação de Direitos Autorais chega a €9,65 bilhões no mundo

O novo relatório da CISAC – Confederação Internacional das Sociedades de Autores e Compositores indicou um recorde de €9,65 bilhões na arrecadação de direitos autorais com música, audiovisual, artes visuais, teatro e literatura, em 2018.

Este é o quinto ano consecutivo de crescimento, uma alta de 25,4% desde o levantamento de 2014.

A arrecadação de royalties provenientes de fontes digitais chegou a marca de €1,64 bilhões, um acrescimento de 29%. Para a entidade, a rápida expansão global da música digital e dos serviços de vídeo sob demanda (SVOD) contribuíram para o crescimento. Nos últimos cinco anos, a renda digital dos criadores quase triplicou, representando agora 17% da arrecadação, contra 7,5% em 2014.

Segundo o relatório, os novos acordos de licenciamento entre sociedades e plataformas digitais no mundo, como Spotify e Netflix, ajudaram a impulsionar a arrecadação de royalties no mundo, principalmente em países como Estados Unidos, França e Japão.

No relatório, a a CISAC destacou a necessidade de uma ação legislativa que traga remuneração justa aos criadores, e pediu aos governos para seguirem o exemplo da Diretiva de Direitos Autorais da UE, adotada em abril de 2019.

Em termos de arrecadação de direitos autorais relativos a música, o Brasil está em 10° lugar, com uma receita de 194 milhões de euros. Nos últimos cinco anos, o Brasil foi o país em que as receitas digitais cresceram mais rápido em todo o mundo, um total de 1800%.

“O Brasil ficou em primeiro lugar em termos de crescimento na arrecadação do digital se compararmos os anos de 2013 a 2018, mas este resultado reflete acordos fechados nos últimos anos com grandes players do digital como YouTube , Spotify , Netflix e outros. Ou seja, saímos praticamente do zero, ainda há um grande caminho a percorrer”, disse ao Globo, Marcelo Castello Branco , diretor-executivo da União Brasileira de Compositores (UBC) e, desde junho, também presidente do Conselho de Administração da Cisac.

Foto: Reprodução

Estudo descobre que o cérebro leva 0,1 segundo para reconhecer uma música

Uma pesquisa realizada por Cientistas da University College, em Londres, descobriu que conseguimos reconhecer uma música em apenas 0,1 segundo.

De acordo com o portal da Super Interessante, aos 100 milissegundos (0,1 segundo) a pupila começa a se dilatar, mas só aos 300 milissegundos é ativada a área responsável pela memorização no cérebro, e então conseguimos identificar  exatamente qual música está tocando.

O experimento foi realizado com dez pessoas, cinco homens e cinco mulheres. Cada um citou  à equipe suas cinco músicas conhecidas. A partir disso, os pesquisadores pediram para os participantes indicarem as partes que mais gostavam, evocavam sentimentos ou que traziam memórias positivas. Esse processo teve como intuito entender se critérios emocionais estavam envolvidos na rapidez da identificação da música.

Com as músicas indicadas, os pesquisadores separaram os trechos e mesclaram com pedaços de outras músicas desconhecidas pelos participantes. Pelos resultados dos monitoramentos das atividades registradas pelo eletro-encefalografia (EEG), e a pupilometria, percebeu-se que quando a parte da música preferida tocava, a pupila dilatava e então a área de memória do cérebro era acionada.

Segundo o portal, além de poder entender como o nosso cérebro reconhece músicas familiares, o estudo é um caminho para ajudar pacientes com problemas de memória através de terapias com música.

 

Foto: master1305/Getty Images

ISABEL AMORIM É NOVA SUPERINTENDENTE DO ECAD

O Ecad, Escritório Central de Arrecadação e Distribuição, anunciou nesta segunda-feira (4) Isabel Amorim  como sua nova Superintendente.

Segundo o portal da entidade, a atual Superintendente, Glória Braga, ficará no cargo até o dia 14/11, e então, deixará o escritório para trabalhar como consultora.

O portal informou que para a escolha de sua nova representante houve um processo seletivo rigoroso. Isabel terá como principal missão  tornar o Ecad cada vez mias digital e tecnológico, além de dar continuidade ao trabalho de Glória, trabalhando para o desenvolvimento da cadeia produtiva da música através da valorização dos direitos autorais.

“Estou muito feliz com o desafio e tenho certeza que, com o apoio de toda a equipe do Ecad e das associações, seguiremos inovando e acompanhando as mudanças do mundo digital para que a música esteja sempre viva, gerando cada vez mais renda e contribuindo para a indústria criativa do país”, disse a nova superintendente ao portal.

Foto: Reprodução

AUTOR VAI AO CARTÓRIO PARA REGISTRAR DIREITOS AUTORAIS DE “CANETA AZUL”

Nessa semana, o vídeo do maranhense Manoel Gomes, cantando sua composição “Caneta Azul” viralizou no Youtube, alcançando a marca de 10 milhões de visualizações. Muito esperto, o compositor registrou sua música em cartório.

Segundo o Correio24horas.com, se dirigiu nesta segunda-feira (28), ao cartório da cidade de Balsas (MA), onde mora, para iniciar o processo de registro dos direitos autorais de sua música.

Acompanhado de seu advogado, Monoel também aproveitou para registrar outra canção de sua autoria: “Vou Deixar de Ser Besta”.

A voz inconfundível de Manoel Gomes somada à letra icônica caíram na boca do povo e agora ninguém consegue tirar o hit da cabeça!

(Foto: Reprodução)

OPERAÇÃO ANTI-PIRATARIA EM STREAMING BLOQUEIA 200 SITES EM 12 ESTADOS DO PAÍS

Na sexta-feira (1º) a Polícia Federal realizou uma operação anti-pirataria digital em 12 estados no país, para bloquear e suspender cerca de 200 sites e 100 aplicativos de streaming de filmes, séries e TV’s que distribuíam conteúdo de forma ilegal.

De acordo com o G1, a Operação 404, referência a mensagem de erro quando um site está fora do ar, também deseja remover dos mecanismos de buscas, perfis e páginas que promovem a distribuição de conteúdos piratas. Para isso, a Polícia Federal informou que construiu um banco de dados com usuários proprietários dos serviços piratas.

A Operação que prendeu em flagrante três pessoas, teve apoio da Ancine, do Conselho Nacional de Combate à Pirataria e Delitos contra a Propriedade Intelectual (CNCP), das associações proteção à propriedade intelectual no Brasil, Embaixada dos Estados Unidos no Brasil (Adidância da Polícia de Imigração e Alfândega em Brasília – US Immigration and Customs Enforcement-ICE) e do Departamento de Justiça dos Estados Unidos da América.

O portal informou atualmente, há cerca de 4,2 milhões de sinais piratas de TV no Brasil, gerando um prejuízo de R$9 bilhões ao ano.

Para se ter uma ideia, os dez maiores site sites piratas no Brasil receberam  1,3 bilhão de visitas em 2018. Entre agosto de 2015 a agosto de 2016, esses sites faturaram R$17 milhões em receitas publicitárias.

 

Imagem: G1/Globo News

Podcasts geraram US$15,9 milhões para o Spotify no Q3

Ao publicar seus balanços financeiros para o terceiro trimestre de 2019, o Spotify informou que alcançou a marca de 113 milhões de assinantes pagos em seu serviço. Entretanto, todos os olhos estão voltados para a grande aposta do ano: o Podcast!

Em seu blog da Midia Research, Mark Mulligan realizou uma análise detalhada sobre os números dos podcasts para o Spotify no Q3.

5 motivos que levaram o Spotify a investir em Podcasts

Antes de entender os números é preciso entender um pouco sobre as razões que levaram o Spotify a inserir podcasts como uma estratégia de crescimento. Para o Mulligan, há cinco motivos:

1- Criação de conteúdo original em grande escala a médio prazo;

2- Criação de receitas para além da música a longo prazo;

3- Podcasts permitirão ao Spotify cumprir sua ambição: permitir que um milhão de criadores ganhem a vida de sua arte;

4- Diversificação de oferta de conteúdo;

5 – Oportunidade de crescimento de margens.

Além desses motivos, Mulligan apontou o rádio como um novo mercado a ser explorado pelo serviço: “O mercado de rádio comercial é um lago maior para se pescar do que o mercado de música gravada e representa uma oportunidade para impulsionar o crescimento contínuo dos investidores, de modo que anseiam que o crescimento de assinantes diminua”, analisou o executivo.

Analisando os números

Segundo os números do Spotify para o terceiro trimestre de 2019, 33,7 milhões de usuários geraram uma receita de US$15,9 milhões para o serviço. Durante o período, 14% dos usuários médios mensais (MAUs, sigla em inglês) transmitiram podcasts na plataforma.

Apesar do serviço de streaming ter conseguido se estabelecer como um player significativo no mercado global de podcasts, ainda está longe de se tornar o principal. Isso porque, segundo Mulligan, o Spotify terá apenas 5,5% da participação no mercado global de podcasts ao fim de 2019. Todavia, os movimentos da plataforma fazem parte de uma “estratégia defensiva” para despertar o interesse dos usuários.

Ainda há um longo caminho a ser explorado no mundo dos podcasts, e nós do MCT, temos certeza que muitas novidades surgirão. O Blog da MIDia Research informou que em breve será lançado um novo relatório ainda mais específico sobre o assunto.

Vale lembrar que nesta semana, o Spotify está realizando o Spotify for Podcasters Summit no Brasil, um evento com workshops e painéis para criadores de podcasts. Fábio Silveira, esteve presente e representou o Fast Forward Podcast no painel Música e Podcasts – SALA PRINCIPAL. E para quem não conseguiu comparecer, todos os painéis estão disponíveis no podcast do evento. Para conferir clique aqui.

Imagem: Canva

PARA AUMENTAR LUCROS FENDER APOSTA EM APLICATIVO QUE ENSINA A TOCAR MÚSICAS

A Fender, fabricante de instrumentos musicais, lançou aplicativo que ensina o usuário a tocar suas canções favoritas a partir de cifras de acordes.

De acordo com O Globo, o Fender Songs usa uma tecnologia capaz de analisar e aprender canções ouvidas pela Apple Music, e então gera diagramas de acordes para elas.

Por uma assinatura de US$4,99 ao mês ou US$41,99 ao ano, o usuário terá acesso ao modo “toque junto”, no qual exibe os acordes e as letras na tela do celular à medida que a música toca.

A Fender informou que no processo de desenvolvimento do aplicativo, usou auditores humanos para conferir o trabalho dos computadores. Além disso, foram realizadas várias parcerias com gravadoras para garantir a precisão dos diagramas.

A questão da remuneração aos artistas foi enfatizada pelo presidente-executivo da Fender, Andy Mooney:

“Era essencial para nós que estivéssemos 100% legalizados quando o produto saísse – queremos garantir que os artistas sejam justamente compensados pelo trabalho”, disse Mooney.

Segundo a Reuters, foram quase dois anos para fossem firmados acordos com detentores de direitos de gravação como a Warner Music Group, e editoras musicais como a Sony/ATV Music Publishing, Warner Chappell Music, Kobalt e BMG. Devido a esses acordos, o app só estará disponível em dispositivos da Apple.

Segundo o portal, nos últimos dois anos foram lançados quatro aplicativos pela empresa. A estratégia da Fender é o crescimento digital baseado no crescimento do mercado musical. A previsão é de que a empresa encerre 2019 “saudavelmente acima” dos US$600 milhões de rendimento.

 

Foto: Mike Segar/Reuters

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