Editoras de música propõem pagamentos de streaming mais altos nos EUA

A semana deve ser decisiva para os compositores. Isto porque, nos próximos dias, devem ser anunciados possíveis ajustes nas taxas pagas pelos serviços de streaming de música à compositores e editoras de música.

Conforme o The Wall Street Journal, a National Music Publishers Association (NMPA) e os cinco grandes streamers – Spotify Technology SA, Apple Inc., Amazon.com Inc., YouTube da Alphabet Inc. e Pandora da Sirius XM Holdings Inc.  – se reuniram no último dia 22, no evento chamado Copyright Royalty Board, para discutir o assunto.

A cada cinco anos, a taxa de licenciamento de músicas nos serviços digitais é definida por três juízes. Desta vez, a NMPA e os serviços de streaming apresentaram suas propostas para 2023-27, que devem ser divulgadas publicamente em breve.

Por enquanto, o assunto segue em grande discussão, já que a NMPA deixou bem claro durante o evento que a taxa atual deve ser de pelo menos 40%. Entretanto,  a intenção dos streamers é trabalhar para que as taxas se mantenham abaixo das estabelecidas em 2008.

“Eles estão propondo as taxas de royalties mais baixas da história do streaming interativo”, disse o executivo-chefe da NMPA, David Israelite, em uma entrevista. “Eles não querem apenas reverter os aumentos dos últimos 15 anos, mas também reduzi-los ainda mais do que no início de 2008.”

Israelita explicou que embora cada serviço apresente sua própria proposta, todos os cinco players pagam em torno de 10,5% da receita definida em 2017 pelo conselho de direitos autorais.

A NMPA propôs que os streamers paguem às editoras, o que for maior de quatro somas:

– 20% da receita de seu serviço;

– 40% do que é pago a gravadoras e outros detentores de direitos autorais de gravação master; $1,50 por assinante;

– ou $0,0015 por transmissão.

Como fazemos a economia da música moderna funcionar para todos?” questionou Israelite. “Esse deve ser o nosso foco – preservar o crescimento da indústria a longo prazo e garantir que beneficie o maior número de pessoas possível.”

A batalha pelos pagamentos de royalties de streaming ocorre quando participantes financeiros como Blackstone Inc. e KKR & Co. estão apostando bilhões de dólares em catálogos de músicas – ativos agora vistos como cada vez mais valiosos graças ao crescimento do streaming online e livres de flutuações de mercado mais amplas.

Vale notar que após as editoras terem conquistado um aumento de 44% em 2018-22, ou 15,5% da receita geral dos serviços de streaming no último ano, os streamers Spotify, Amazon, YouTube e Pandora apelaram da decisão. Ficando estabelecido o que é pago atualmente.

 

Foto: a cantora Taylor Swift retirou sua música do serviço de streaming Spotify em 2014, um protesto contra os valores pagos a artistas e músicos pelas plataformas digitais. /JMENTERNATIONAL FOR BRIT AWARDS / GETTY IMAGES

SÉRIE DO GLOBOPLAY EM HOMENAGEM A RENATO RUSSO É ENGAVETADA

Recentemente uma série em homenagem ao cantor Renato Russo prevista para estrear na Globoplay foi impedida de ser lançada. Isso porque, de última hora, a empresa detentora dos direitos autorais do cantor não autorizou o uso de suas imagens.

Conforme a Veja.com, a série ‘As Cinco Estações’ estava prevista para ser lançada no dia 11 de outubro, data da morte de Renato Russo. O projeto chegou a ficar pronto, resultando em cinco episódios.

Para contar a história de Renato, foram entrevistadas cerca de 60 pessoas e vários artistas gravaram releituras dos maiores sucessos da Legião Urbana para o episódio final. Entre os convidados estavam nomes como Elza Sores (Que País É Esse?), Paulo Ricardo (Monte Castelo), Thiago Pethit (Perfeição), Céu (Angra dos Reis), Francisco el Hombre (Meninos e Meninas), Lagum (Quase Sem Querer), entre outros.

Os ex-integrantes do Legião Urbana também foram convidados a participar da série, porém Marcelo Bonfá e Dado Villa-Lobos se recusaram por conta da disputa judicial com Giuliano Manfredini pelo direito de usar o nome Legião Urbana. Todavia, ambos liberaram o uso de suas imagens e participações de músicas.

Apesar do grande investimento e expectativa para liberação das imagens, a produção acabou sendo inviabilizada, pois só faltou o principal: a autorização por parte da empresa Legião Urbana Produções, de propriedade do filho de Renato Russo, Giuliano Manfredini.

Em nota, a Legião Produções Artísticas explicou que já havia feito um acordo de licenciamento para outra produtora, e por isso não poderia liberar o uso de imagens e músicas de Renato Russo:

“Em respeito aos admiradores e aos profissionais envolvidos, a Legião Urbana Produções informa que quando soube da existência da série documental feita pela Globoplay, já havia acordado licenciamento com outra produtora, em regime de exclusividade para a realização de um documentário sobre a vida de Renato Russo. O não cumprimento dos termos do acordo prevê a aplicação de penalidades. A Legião Urbana Produções reforça que respeita e cumpre com as obrigações assumidas, de modo que manterá seu posicionamento em observação ao acordo firmado. Tão logo o termo em vigência se encerre, a Legião Urbana Produções poderá iniciar diálogo com a Globoplay, como sempre fez, inclusive com vários dos artistas que estão envolvidos neste projeto”.

Todos os produtores e convidados lamentaram o ocorrido. Por enquanto, a série segue engavetada.

 

FOTO: Ricardo Chavaicer/VEJA

 

Estudo da IPFI mostra os hábitos de consumo de música no mundo

A Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI), lançou nesta manhã (21) o resultado de seu estudo “Engaging with Music 2021” para descobrir os hábitos de consumo de música no mundo.

Para chegar aos resultados, a organização entrevistou 43.000 usuários de internet, de 16 a 64 anos, em vários territórios ao redor do mundo, incluindo Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, África do Sul, Coreia do Sul, Espanha, Reino Unido, Estados Unidos e outros.

No geral, a pesquisa identificou que os fãs não estão apenas ouvindo mais música, mas também, aproveitando para descobrir novas experiências e maneiras de se envolverem.

Graças ao streaming, fãs podem ouvir o que quiserem. Conforme a pesquisa 68% dos entrevistaram disseram que usam o streaming para pesquisar músicas específicas, enquanto 62% ouviram playlists mais de uma vez por semana, em alguma plataforma de streaming.

Em todo o mundo, os fãs de música estão tendo maior acesso a diferentes gêneros. Além dos estilos de músicas mais populares, foram citados mais de 300 gêneros, como o gqom, o axé e até o hokkien. Isso reflete que o cenário musical está cada vez mais rico, diverso e competitivo.

A música está impulsionando novas formas de envolvimento, gerando inovações, como vídeos curtos em aplicativos como o Tiktok, transmissões ao vivo e em games. O estudo da IFPI afirmou que 68% do tempo dos usuários em aplicativos de vídeo curtos, foram gastos em consumo de vídeos musicais, com sincronização labial ou desafios de dança. Além disso, um em cada três (29%) usuários afirmou ter assistido a uma transmissão ao vivo de música, como um show, nos últimos 12 meses.

O tempo gasto ouvindo música aumentou, mas nem tanto. Usuários de internet estão consumindo em média 18,4 horas ouvindo música (contra 18 horas em 2019), ou seja, uma pessoa pode ouvir cerca de 368 faixas de três minutos por semana.

Durante a pandemia a música contribuiu para o bem-estar das pessoas, proporcionando conforto e cura para muitos, especialmente para os mais jovens. 87% dos entrevistados disseram que a música proporcionou diversão e felicidade durante este momento. Enquanto 68% dos jovens de 16-19 anos disseram que os lançamentos de seus artistas favoritos os ajudaram neste período.

Apesar do aumento do consumo de música, a disponibilidade de música não licenciada continua sendo um problema para o ecossistema musical e continua impactando sua evolução. Quase um em cada três (29%) pessoas disseram usar métodos ou plataformas que não licenciam músicas, e 14,4% usaram plataformas de mídia social não licenciadas para fins musicais.

A CEO da IFPI, Frances Moore, disse que o “Engaging with Music 2021” mostra como os fãs ao redor do mundo estão se conectando com os artistas e a música. Agora as gravadoras precisam trabalhar em conjunto com as plataformas para criar experiências e garantir que artistas recebam de forma justa por seus trabalhos:

“A liberdade das gravadoras de licenciar música para essas experiências novas e envolventes é crucial para o crescimento futuro de todo o ecossistema musical. Estamos fazendo campanha em todo o mundo para garantir que os governos implementem um ambiente justo no qual esses acordos comerciais possam ser feitos.”, concluiu a CEO.

O FACEBOOK ESTÁ CONSTRUINDO SEU PRÓPRIO METAVERSO

Neste domingo (17) o Facebook anunciou que está criando o seu próprio metaverso para criar novas experiências usando realidade virtual e aumentada na plataforma.

A rede social já havia anunciado o investimento de cerca de US$50 milhões neste projeto, que terá conclusão prevista para daqui a 15 anos, ou seja, só em 2036! Todavia, somente agora o Facebook confirmou o início do projeto, junto com o anúncio da contratação de cerca de 10 mil funcionários na União Europeia para viabilizá-lo.

Conforme a rede social, a ideia é que os usuários possam usar este mundo virtual para “sair” com amigos, trabalhar, jogar, aprender, comprar, criar e muito mais, tudo em realidade virtual.

Para dar vida à ao seu metaverso, o Facebook está fazendo parcerias com empresas, desenvolvedoras, criadores e legisladores na área, como Organização dos Estados Americanos, Africa No Filter, Electric South, Imisi3D e Women In Immersive Tech.

A realidade virtual e os metaversos tornaram-se um grande negócio. Dois dos maiores players neste campo são empresas de videogame como a Epic Games, criadora do Fortnite. Além do Roblox Corporation, criador do fenômeno Roblox.

Em março, o Roblox recebeu investimentos de $520 milhões em um fundo que incluiu a Warner Music Group, e acabou abrindo capital na Bolsa de Valores de Nova York, chegando a ser avaliada em $45 bilhões.

Em abril, a Epic revelou que participou de uma rodada de financiamentos de US$1 bilhão. Destes, US$200 milhões vieram da Sony Group Corporation (proprietária da Sony Music). Vale notar que a Sony já havia injetado US$250 milhões na Epic Games em julho de 2020.

Atualmente o Fortnite conta com 350 milhões de jogadores registrados, e o Roblox registrou 43 milhões de usuários ativos diários em maio de 2021. O Facebook não poderia ficar de fora.

 

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AMPLIFY HER QUER AMPLIAR PESQUISA PARA TODO O BRASIL

Na semana passada publicamos uma análise sobre a disparidade salarial entre homens e mulheres no mercado da música. Relatórios de grandes empresas indicaram que homens no Reino Unido podem ganhar até 30% a mais que mulheres.

Além da disparidade salarial, a própria presença feminina no mercado da música é menor. Pensando nestas questões e outros desafios enfrentado pelas mulheres musicistas, pesquisadores da USP, em parceria com universidades britânicas, criou o estudo “Amplify Her”, onde 12 musicistas gravaram depoimentos sobre suas carreiras e desafios.

O estudo foi assunto no programa De Volta ‘Pra’ Casa, da Rádio Cultura FM, onde a artista e pesquisadora Lilian Campesato explicou alguns detalhes sobre o “Amplify Her” aos apresentadores Alexandre Machado e Gilson Monteiro.

Durante a entrevista, Lilian contou que o estudo não pretende “só ficar mapeando o problema, mas também oferecer algumas saídas”.

Segundo a pesquisadora, o estudo pretende ainda ampliar a pesquisa para todo o Brasil e “fazer um comparativo dos contextos brasileiros e europeu”.

A entrevista está disponível no portal da Rádio Cultura e se você deseja conhecer mais sobre o “Amplify Her” CIQUE AQUI.

foto: reprodução

VIACOM CBS IRÁ LANÇAR PRODUTOS COLECIONAVEIS DA MTV COM NFTS

Em março foi a primeira vez em que falamos sobre os NFTs, e naquele período tudo era uma grande novidade. Desde então, este tipo de tecnologia tem ganhado cada vez mais popularidade e novas formas de uso. Agora chegou a vez das marcas criarem experiências com os fãs e lançarem produtos em NFT.

É o que a Viacom CBS começou a fazer. A empresa proprietária de marcas como MTV, Showtime, Paramount Pictures, BET, Nickelodeon e Comedy Central, está lançando uma plataforma em que os fãs poderão comprar, colecionar e trocar ativos colecionáveis em NFT de suas franquias.

Conforme o Meio&Mensagem, a plataforma será criada em parceria com a startup Recur e o objetivo será criar uma experiência social com os fãs das marcas.

Vale notar que além da ViacomCBs,  outras empresas como a CNN, Time, Playboy, e até o SBT no Brasil já estão comercializando produtos neste formato.

 

 

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DISPARIDADE SALARIAL ENTRE GÊNEROS CHEGA A QUASE 30% EM GRAVADORAS NO REINO UNIDO

As principais empresas do Reino Unido publicaram estatísticas sobre a disparidade salarial entre mulheres e homens, e o Music Business Worldwide fez uma comparação entre as principais empresas do mercado musical, entre elas Universal Music, Sony Music, Warner Music, Spotify, e Live Nation para descobrir a desigualdade salarial entre os sexos na indústria.

O portal descobriu que a disparidade salarial entre homens e mulheres no mercado musical continua desigual. Desta forma, na Universal Music UK, homens receberam 28,2% a mais que mulheres em abril de 2020, já na Sony Music UK 25,4%, e na Warner Music UK 30%.

Avaliando outras empresas, a disparidade salarial média entre homens e mulheres no Spotify foi de 15,3%, enquanto na Live Nation 34,3%.

Em comparação aos últimos dados de 2019, a diferença salarial média entre os sexos (em 5 de abril de 2018), nas três principais gravadoras do Reino Unido, era de 29,6%. Especificadamente, 29,1% na Universal Music, 20,9% na Sony Music e 38,7% na Warner Music.

Para se chegar a esse resultado foi realizada uma média da ‘disparidade salarial entre homens e mulheres’. Foram somados todos os salários de cada gênero e, em seguida, dividindo esses valores pelo número total de homens ou mulheres.

A presença feminina das mulheres no mercado musical, principalmente nas funções mais altas, também é baixa. Na Warner Music UK, homens ocupavam 61% dos cargos mais altos, enquanto isso, apenas 39% eram mulheres (em abril de 2020). Na Sony Music UK, 61% dos funcionários eram homens e 39% eram mulheres. E na maior gravadora do mundo, Universal Music UK, 74% dos funcionários eram homens e 26% eram mulheres nos cargos superiores.

 

 

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RELATÓRIO DA DEEZER DESCOBRE QUE NÚMERO DE OUVINTES DE PODCAST CRESCEU 24 EM 2021

A Deezer publicou recentemente um relatório sobre o consumo de podcasts na plataforma, e anunciou que o consumo deste tipo de áudio cresceu 24% ao longo deste ano.

Conforme o Canaltech, até agora o número de transmissões de podcasts cresceu 32% no Deezer. Além disso, a plataforma de streaming informou que o horário preferido dos ouvintes de podcast é às 8h da manhã, principalmente em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e Recife.

A plataforma revelou ainda que há muitos gêneros podcasts, mas os que abordam discussões sobre a sociedade são os preferidos dos ouvintes, em seguida vem os de comédia, espiritualidade e religião.

Com relação ao ranking de podcasts mais ouvidos encontramos o Nerdcast, Podpah, O Assunto, Flow e A República das Milícias.

 

Foto: Reprodução/Deezer

TIKTOK LANÇARÁ PLATAFORMA PARA ENVOLVER MARCAS E CRIADORES DE CONTEUDO

Recentemente o TikTok anunciou que está prestes a lançar uma plataforma para envolver marcas e criadores de conteúdo.

Conforme O Globo, a novidade será chamada de ‘Creator Marketplace’ e permitirá que marcas postem um resumo de suas campanhas publicitárias para engajar os criadores de conteúdo. Além disso, usuários poderão marcar e divulgar vídeos publicitários das empresas e redirecionar para páginas de forma mais rápida.

A nova plataforma deve emplacar principalmente no Brasil, Estados Unidos, e Sudeste Asiático, já que estes são os maiores mercados do TikTok. Em outros mercados, ferramentas semelhantes ao ‘Creator Marketplace’ possibilitam que empresas se envolvam com os usuários de diferentes formas através de live commerce, e links que redirecionam para produtos.

Atualmente o TikTok informou ao mercado que conta com um bilhão de usuários ativos por mês em todo o mundo, um crescimento de 45% desde julho de 2020.

 

Após receberem multa de $200 milhões por violação de direitos autorais, Roblox fecha acordo com editoras nos EUA

O acordo foi realizado após o game ter sido processado em $200 millhões por um grupo de editoras que alegavam práticas de violação de direitos autorais feitas pela plataforma.

Negociação semelhante aconteceu recentemente entre a Associação de Editoras e o Twitch. A plataforma precisou remover vários vídeos de streamers que usavam música ao fundo durante suas transmissões.

O vice-presidente e chefe global de música da Roblox, Jon Vlassopulos, disse que a plataforma está satisfeita com o acordo que abrirá portas e dará para oportunidades aos usuários, incluindo a possibilidade de assistir shows virtuais de vários artistas, como tem acontecido no Fortnite:

“Estamos satisfeitos que a indústria editorial veja o potencial da Roblox como uma oportunidade criativa e comercial significativa para seus membros. A música é uma forma natural de as pessoas se expressarem, se divertirem e se conectarem com pessoas que pensam da mesma forma. Nós nos esforçamos para oferecer experiências que reúnam milhões de fãs com os compositores e artistas que amam. Roblox atualmente permite que gravadoras e editoras alcancem milhões de fãs ao mesmo tempo em ambientes hiper-sociais e imersivos, como festas de lançamento e shows virtuais. Seguindo em frente, estamos comprometidos com a parceria com a indústria da música, como um todo, para criar uma nova era social do negócio da música que envolve fãs e artistas de uma forma sem precedentes no metaverso. ”

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