SAIBA COMO FUNCIONA REGRA PARA CRIADORES MONETIZAREM VÍDEOS COM MÚSICA NO FACEBOOK
Para quem está acompanhando o mercado musical, as associações de música e editoras no mundo todo estão correndo atrás das plataformas de rede sociais como Tiktok e Instagram para buscar acordos de licenciamentos mais justos para seus detentores de direitos autorais.
O movimento tem dado certo, tanto que recentemente o Meta, anunciou o lançamento de um novo recurso no Facebook, para monetização de vídeos de criadores com músicas licenciadas.
O recurso, chamado de ‘Music Revenue Sharing’ já está liberado para os criadores nos Estados unidos desde o dia 25 de Julho, e funciona da seguinte forma:
– Os criadores de vídeo que optarem por usar músicas licenciadas em vídeos in-stream, aqueles anúncios de imagem ou vídeo exibidos antes, durante ou após os seus vídeos com mais de 60 segundos no Facebook, receberão uma participação de 20% de qualquer receita de publicidade gerada por sua criação;
– Os 80% restantes dessa receita de publicidade serão divididos entre os detentores de direitos musicais e a própria Meta;
– a regra será válida apenas por um ano, e cobre apenas o dinheiro pago à indústria fonográfica (não se trata de um acordo de edição de música!);
– em breve o recurso será liberado para todos os países.
Vale notar que de acordo com o último relatório do Goldman Sachs, Music in the Air, no ano passado o Facebook foi responsável por gerar 30% de todas as receitas de publicidade na indústria fonográfica vindas das plataformas de mídia social, o que seria em torno de US$400 milhões.
PUBLICIDADE EM PODCAST SUPERA A MARCA DE US$1BILHÃO DE DÓLARES NOS ESTADOS UNIDOS
Em recente relatório, o IAB US informou que a receita publicitária em podcasts atingiu, pela primeira vez, a marca de US$1,4 bilhão no mercado norte-americano. E os números devem crescer a cada ano.
De acordo com notícia publicada pelo Meio & Mensagem, mesmo que 2021 tenha sido um período difícil para muitos setores, os investimentos com publicidade em podcasts não pararam, e chegaram a crescer 35,4%, representando US$189,3 bilhões, contra US$139,8 bilhões em 2020.
Um dos principais motivos para o aumento das receitas no formato de audio foi a aceleração do mobile. Após três anos de desaceleração, o relatório informou que o mobile teve um crescimento de 37,4% (US$135,1 bilhões), enquanto o desktop atingiu US$54,2 bilhões.
Para se ter uma noção maior de como o podcast está movimentando o mercado de áudio, basta olhar para outro dado no relatório, onde mostra que as receitas em anúncios em no formato cresceram mais rápido do que a receita total da internet.
Enquanto o podcast apresentou um crescimento de 72% no ano passado, o digital ficou com 35,4% do digital. Ainda de acordo com análise do portal, espera-se que nos próximos anos, os podcasts conquistem números ainda mais surpreendentes, chegando a US$4 bilhões em 2024.
Para o Rodrigo Tigre, Country manager da Cisneros Interactive, o relatório só provou que o formato ainda tem muito potencial a ser explorado, principalmente no Brasil, um dos principais mercados:
“Por mais que não estejamos nos EUA e os números sejam diferentes aqui, nós temos potencial para acompanhar o crescimento norte-americano. Até porque, em número de audiência, já ultrapassamos o país e hoje somos o 3° maior consumidor de podcast do mundo”.
Além disso, Tigre mencionou a importância do uso estratégico das tecnologias existentes para que o público ouvinte do formato chegue até as marcas:
“Hoje, nós temos os programas e as tecnologias necessárias – como por exemplo a geolocalização que permite o mapeamento dos targets a nível estadual e municipal – para atingir de forma fácil, segura e eficaz o público-alvo desejado pela marca. O que nos falta é que o mercado veja, ou melhor, escute esse potencial.”, continuou o executivo para o portal.
Foto: Shutterstock
PESSOAS ESTÃO OUVINDO MAIS MÚSICA ANTIGA DO QUE ATUAL, APONTA ESTUDO
Os americanos estão preferindo ouvir músicas antigas a lançamentos. É o que diz um recente relatório publicado pela Luminate, antiga (Nielsen).
De acordo com a notícia publicada pelo Music Business Worldwide, nos EUA, o consumo de músicas atuais, ou seja, as músicas que foram lançadas nos últimos 18 meses, tiveram uma redução no consumo de 1,4% em comparação a 2021.
Pode parecer pouco, mas se observarmos a tendência de mercado, o consumo de música em geral cresceu 9,3% no mesmo período do ano passado. Além disso, as músicas antigas, as chamadas músicas de catálogo, tiveram um aumento de 14% no consumo (considerando streaming e vendas físicas).
Por sua vez, a participação de mercado das músicas de catálogo foi de 72,4% no primeiro semestre deste ano, e continua superando o consumo de lançamentos, que viu sua participação cair 3%, chegando a 27,6%.
Uma das razões que poderia explicar a redução na popularidade dos lançamentos musicais seria a pandemia, que impediu apresentações ao vivo devido ao isolamento social, bem como as oportunidades de promoção de música nova.
Enquanto isso, estamos vendo uma nova onda de músicas de artistas que fizeram sucesso no passaram voltando com tudo, após se tornarem trilhas de filmes e séries do momento, como foi o caso de Kate Bush e Metallica em “Stranger Things”.
(Foto: Reprodução/Twitter)
Warner Music anuncia parceria com o SoundCloud para adotar modelo de pagamento mais justo a artistas independentes
O Soundcloud anunciou na quinta-feira (21) que realizou um acordo de licenciamento com a Warner Music para adotar um modelo de pagamento mais justo, e que beneficia artistas independentes.
Conforme o The Verge.com, artistas da gravadora que tiverem suas músicas tocadas na plataforma receberão pagamentos de acordo com o modelo chamado de “User-centric Payment” (modelo de pagamento centrado no usuário) ou “Fan-Powered Royalties” (“royalties movidos pelos fãs”, em tradução livre), no qual permite que a receita gerada pela assinatura e publicidade de cada usuário seja distribuída entre os seus artistas favoritos.
Atualmente, as principais plataformas de streaming costumam adotar outro modelo de pagamentos, o pro-rata – um sistema de pagamentos que reúne todo o dinheiro da assinatura e o divide com base no total de streams na plataforma, beneficiando apenas os artistas mainstream. Anteriormente, a Rolling Stone publicou uma notícia informando que 1% dos principais artistas acaba recebendo 90% da receita de streaming devido ao modelo pro-rata.
Desde que o novo modelo de pagamentos a artistas foi adotado pelo SoundCloud no ano passado, a plataforma viu um aumento de 30% de assinantes pagos em seu serviço premium.
O portal notou que este acordo é um sinal de que o modelo centrado no usuário está ganhando força no mercado de streaming de audio, embora não esteja perto de se tornar o padrão. A Tidal anunciou no outono passado que também estava mudando para o modelo centrado no usuário. A Deezer adotou o modelo e tem realizado companhas no mundo todo para conscientizar profissionais do mercado e fãs de música.
O Spotify chegou a reconhecer a nova abordagem, mas parece que está esperando para ver o que o resto da indústria vai fazer. O movimento da Warner pode abrir portas para que as outras majors também façam o mesmo tipo de acordo futuramente.
“A evolução da indústria da música traz novas maneiras de criar, consumir e monetizar”, disse a diretora digital da WMG, Oana Ruxandra, em comunicado. “À medida que o ecossistema se expande, a WMG está focada em avançar e experimentar novos modelos econômicos para garantir que as oportunidades para nossos artistas e suas comunidades sejam maximizadas.”
EPIDEMIC SOUND ENTRA NA JUSTIÇA CONTRA O META POR DISTRIBUIÇÃO ILEGAL DE SEU CATÁLOGO DE MÚSICAS
Epidemic Sound está acusando o Meta de roubar música “conscientemente”, “intencionalmente” e “descaradamente”, em suas plataformas de mídia social Facebook e Instagram.
Uma briga de gigantes da tecnologia pode ter se iniciado. Isto porque na última semana a Epidemic Sound decidiu entrar na justiça contra o Meta, por usar música no Facebook e Instagram sem ter um acordo de licenciamento.
De acordo com o Music Business Worldwide, a Epidemic Sound, uma empresa provedora de trilhas licenciadas para vídeos, streaming e podcasts fez uma série de acusações em uma ação movida na Califórnia na quarta-feira (20 de julho) à empresa de Mark Zuckerberg, entre elas, a de roubar música “conscientemente”, “intencionalmente” e “descaradamente” em suas plataformas de mídia social Facebook e Instagram”.

No processo, a empresa de música sueca mencionou que o Meta “ignorou seus avisos de violação”, e várias solicitações de acesso às ferramentas que ajudariam a impedir o uso ilegal de músicas.
Além disso, a plataforma afirmou que o Meta se recusou a assinar um acordo de licenciamento de músicas, embora tenha criado recursos que permitem e incentivam os usuários a reproduzir e sincronizar facilmente músicas do catálogo da Epidemic, sem autorização e sem compensação para seus compositores e artistas.
A distribuidora chegou a levantar dados que provam que diariamente cerca de 80.000 novos casos de violação de direitos surgem nas plataformas do Meta, devido ao consumo de músicas diário pelos usuários, e cerca de 94% do conteúdo gerado nas redes sociais não é licenciado.
Por conta dos prejuízos, a empresa decidiu que o Meta de pagar US$150.000 para cada uma das obras que acredita que foram violadas, com danos totais que podem chegar a US$142 milhões, o equivalente a mais de R$ 790 milhões.
Até o momento, a plataforma de Mark Zuckerberg não se pronunciou sobre o processo.
Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração
Inversions 90s: Deezer quer trazer de volta os anos 90 com a playlist ‘InVersions’
Nesta semana a Deezer lançou uma playlist para resgatar músicas icônicas dos anos 1990, trazendo novas versões cantadas por artistas emergentes de todo o mundo.
Na ‘InVersions 90’s’, a plataforma apresenta novas versões de alguns dos maiores sucessos da década, incluindo ‘No Scrubs’ (TLC), ‘Thank You’ (Dido) e ‘Losing my Religion’ (R.E.M.).
O ambicioso projeto inclui 16 músicas em uma ampla gama de gêneros, com artistas representando 9 países diferentes – França, Alemanha, Reino Unido, EUA, Nigéria, Filipinas, Suíça e México. O Brasil também teve seus representantes, com a banda Fresno e sua versão de ‘Rhythm of the Night’, do Corona e Carol Biazin com seu cover de ‘Torn’, original de Natalie Imbruglia.
“O legado da música dos anos 90 não pode ser subestimado. De samples a covers, a música dos anos 90 permanece viva nesta paisagem sonora atual. Havia tantas joias nos anos 90 que permanecem perenes até hoje”, disse Ayra Starr, estrela do RnB e do afro pop nigeriano, responsável pelo cover de no Scrubs, do TLC.
A cantora e compositora britânica Rachel Chinouriri, que fez sua versão de ‘Thank You’ da Dido, também falou sobre o projeto: “Muitos de nós somos inspirados pela música desta época e algumas das melhores músicas vieram dos anos 90”.
Clique aqui para ouvir InVersions 90s agora, exclusivamente no Deezer
Lista completa de faixas abaixo.
Lauv (EUA) – Good Riddance (Time of Your Life) – Green Day
Ayra Starr (Nigéria) – No Scrubs – TLC
Lolo Zouai (França) – Don’t Speak – No Doubt
Priya Ragu (Suíça) – All that She Wants – Ace of Base
UPSAHL (México) – Wannabe – Spice Girls
Oscar Anton (França) – What’s Up – 4 Non Blondes
Easy Life (Reino Unido) – You’re Still the One – Shania Twain
Soccer Mommy (EUA) – Losing my Religion – R.E.M.
Eyedress (Filipinas) – Song 2 – Blur
Rachel Chinouriri (Reino Unido) – Thank You – Dido
Kiddy Smile (França) – Bitter Sweet Symphony – The Verve
Fresno (Brasil) – The Rhythm of the Night – Corona
Carol Biazin (Brasil) – Torn – Natalie Imbruglia
Whiplash (EUA) – I Want It That Way – Backstreet Boys
Marissa Mur (México) – Wonderwall – Oasis
Loi (Alemanha) – I Don’t Want to Miss a Thing – Aerosmith
Esses documentários vão enriquecer o seu conhecimento sobre o mercado musical
Hoje nosso post é especial, pois separamos dois documentários sensacionais que vão enriquecer o seu conhecimento sobre o mercado musical.
A nossa primeira indicação é o documentário “Watch the Sound with Mark Ronson”. Disponível na Apple TV Plus, o produtor musical Mark Ronson se une a criadores e músicos como T-Pain, Charli XCX, Dave Grohl e Paul McCartney, para analisar as inovações no cenário de produção musical, incluindo temas como sintetizadores, distorção, ajuste automático e muito mais.
A nossa segunda indicação é o documentário, de apenas 16 minutos, ‘The Way Music Died’. Um curta-metragem gratuito disponível em inglês, no YouTube, sobre o lado sombrio das plataformas de streaming de música.
No documentário polêmico, os cineastas se reuniram com profissionais da indústria da música para discutir como plataformas de streaming estão afetando os artistas e a qualidade da música moderna. Assista na íntegra abaixo!
UNIVERSAL MUSIC VENCE PROCESSO APÓS MARCA DE BEBIDAS USAR MÚSICAS DO TIKTOK SEM LICENÇAS
Recentemente, a Universal Music ganhou na justiça americana um processo envolvendo direitos autorais contra uma marca de bebida energética, que usou músicas do TikTok em suas campanhas publicitárias na plataforma, sem as devidas licenças.
Conforme o Completemusicupdate.com, a marca de bebidas Bang incluiu músicas controladas pela gravadora em seus vídeos publicitários no TikTok, sem ter solicitado as devidas licenças à editora.

No processo, o principal argumento da marca foi de que o TikTok já fornece o uso das músicas, e possui uma licença para todos os seus membros. No entanto, sabemos que não é bem assim que funciona a política da plataforma para uso de músicas, uma vez que o uso é liberado apenas para conteúdos não comerciais, e este foi o entendimento do Juiz William P Dimitrouleas:
“A violação de direitos autorais é uma ofensa de responsabilidade objetiva, o que significa que o proprietário dos direitos autorais não precisa provar qualquer conhecimento ou intenção por parte do réu para estabelecer responsabilidade por violação de direitos autorais”, citou o juiz no julgamento.
Apesar da Bang e sua controladora Vital Pharmaceuticals terem sido condenadas por violação de Direitos Autorais, o caso ganhou uma complexidade após o juiz decidir em não condenar os influenciadores contratados pela marca para criarem conteúdos no TikTok.
O portal explicou que nos EUA, a indústria da música argumentaria que neste caso, assim que um criador digital recebe pagamento, ou outros incentivos de uma marca para criar conteúdo, eles também não são isentos de licenças musicais. E as marcas que os contratam podem ser responsabilizadas. Em termos legais, de acordo com a lei americana, isso seria chamado de “infração contributiva”.
A Universal argumentou que a Bang foi responsável por infração contributiva, porque “a empresa possui uma equipe de mídia social que audita os vídeos de seus influenciadores, incluindo a música que toca nos vídeos antes de serem publicados em suas redes sociais”.
Mas a Bang rebateu que “não tem participação na produção de vídeos de influenciadores de terceiros” e “não seleciona ou tem qualquer controle sobre a seleção de músicas incluídas nos vídeos dos influenciadores no TikTok”.
Sendo assim, o juiz decidiu que a marca tinha controle suficiente sobre o conteúdo dos influenciadores que contratou, mas a Universal não conseguiu provar se, de fato, a empresa de bebidas conseguiu um retorno financeiro sobre os vídeos usados pelos influenciadores com o conteúdo musical, e por isso não a condenou neste quesito.
Vale notar, que a mesma marca está sendo processada também por outras gravadoras, como a Sony Music, pelo mesmo tipo de violação de direitos. Portanto, podemos esperar muito mais discussões a cerca da responsabilidade das marcas, principalmente, quanto ao uso de música por influenciadores contratados por elas.
Foto: Divulgação Universal Music
Entenda porque parceria entre Netflix e Microsoft pode dar certo
Na última quinta-feira (14), a Netflix anunciou uma parceria com a Microsoft, que vai passar a cuidar da distribuição de anúncios e a venda de publicidade para a execução dos planos pagos com veiculação de propagandas.
A notícia deixou o mercado de streaming de vídeo movimentado, mas a ideia parece ser uma boa alternativa para alavancar receitas, já que a plataforma de streaming registrou perda de 970 mil assinantes em todo o mundo no 2º trimestre deste ano.
Para os advogados Ygor Valério e José Maurício Fittipaldi, a parceria fará da Netflix a primeira plataforma de streaming pago a adotar um modelo de assinatura por anúncios, algo que vai fazer a concorrência prestar atenção, principalmente se der certo:
“É a primeira vez que a Netflix, maior e mais consolidado player do setor de streaming pago, se move concretamente na adoção de um modelo de AVOD, e esse fato é importante por si só. Outras OTTs pagas já haviam anunciado projetos nessa direção, mas a Netflix segue sendo a grande criadora de tendências desse mercado, e sua decisão força toda a cadeia a olhar para essa possibilidade”, disseram os advogados em um artigo para a Telaviva.com.br.
Por outro lado, para a Microsoft a parceria deve impulsionar e criar novas oportunidades de anúncios em outros negócios, principalmente nos games:
“Com a parceria, a Microsoft deve aumentar substancialmente sua atratividade para anunciantes em todos os países do mundo que tenham interesse em associar sua marca a conteúdos audiovisuais, e fica muito bem posicionada para expandir esse mesmo modelo para a arena de games, lembrando que Netflix também declaradamente se interessa por esse mercado. É possível que esse movimento seja outro tijolo na construção da convergência das mídias audiovisuais”, explicaram os advogados no artigo.
Foto: divulgação
