MARES: PROGRAMA ABRE INSCRIÇÕES PARA CAPACITAR MULHERES DA CULTURA POPULAR

Estão abertas as inscrições para o programa MARES, um programa em parceria com a Oi Futuro, que visa levar formação e informação sobre as etapas da cadeia do mercado musical para mulheres cisgêneras, pessoas trans e travestis atuantes na cena das músicas populares (samba, jongo, choro, etc.).

A iniciativa Mares foi criada pelo Movimento das Mulheres Sambistas, um coletivo de mulheres, sem fins lucrativos, que nasceu a partir da inclusão do Dia da Mulher Sambista no calendário oficial da cidade do Rio, e da primeira comemoração pela data, na Cinelândia.

“Mais que uma experiência, um mergulho na indústria da música”, disse uma postagem do coletivo em suas redes sociais. De fato é uma oportunidade única para impulsionar carreiras de mulheres na música, uma vez que as participantes terão acesso a uma série de atividades gratuitas, com temas incluindo direitos autorais, estratégias de lançamento e gravação em estúdio. Além do contato direto com outras profissionais especialistas na música.

As interessadas poderão saber mais detalhes, e se inscrever através do formulário disponível nas redes sociais do coletivo @movimentodasmulheressambistas e @mares.programa.

Foto: Divulgação/Instagram @mares.programa

INPI LIBERA USO DA MARCA ‘TINA’ POR ATRIZES BRASILEIRAS EM MUSICAL CONTRA VONTADE DE TINA TURNER

Nesta semana, as comediantes brasileiras Júlia Burnier e Isabela Mariotto, do perfil  ‘A vida de Tina’, ganharam o direito de usar a marca  ‘Tina’, mesmo após terem sidos notificadas pelos advogados da cantora tina Turner.

Conforme relatou a Folha de São Paulo, o caso se iniciou em 2021, quando as atrizes entraram com o pedido de registro da marca ‘Tina’ no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Poucos meses após a solicitação, elas receberam uma notificação extrajudicial emitida pelos advogados da cantora Tina Turner, com um pedido de acordo para que o registro ‘A Vida de Tina’ não entrasse no ramo musical, com especificação “serviços de entretenimento”.

Na notificação, os advogados da cantora alegaram que o nome  ‘Tina’ é conhecido mundialmente, e por isso, merece proteção, independentemente do registro:

“Nosso cliente é titular de vários registros em vigor para a marca ‘Tina’ […] no Canadá, na Comunidade Europeia, no Reino Unido e nos Estados Unidos” […] “O uso da marca ‘Tina’ na composição da marca A Vida de Tina é suscetível de induzir o público em geral a erro, dúvida e confusão, sugerindo que a ‘nova’ marca A Vida de Tina foi criada como forma de homenagear a famosa cantora americana Tina Turner e a sua trajetória no segmento do entretenimento. A confusão também é provável com ‘Tina: The Tina Turner Musical’, uma vez que a marca em apreço protege serviços de entretenimento e o musical é baseado na ‘vida de Tina Turner'”, afirmava o documento.

Apesar das afirmações dos advogados da cantora, o INPI decidiu liberar o uso da marca para as atrizes, que agora podem seguir usando a marca em seus projetos musicais.

Ao portal, Mariotto disse que ficou surpresa com a notificação, já que em momento algum quis se apropriar da marca usada pela cantora internacional.  A finalidade do registro era apenas para garantir uma segurança de que o nome, bem popular na internet, não fosse usado indevidamente por outras pessoas:

“A gente jamais imaginou que poderíamos estar disputando alguma coisa com a Tina Turner, porque ela é uma artista de alcance internacional, uma mulher enorme perto da gente”.

 

Foto reprodução da reportagem

 

Alta demanda de discos de vinil preocupa fabricantes

A demanda por discos de vinil está alta, e os fabricantes não estão dando conta de atender a produção. É o que contou o musicjournal.com.br em uma notícia recente.

Para se ter uma ideia,  o mercado de discos de vinil conta com um faturamento de US$1 bilhão, e os fabricantes dizem que estão trabalhando em sua capacidade máxima.

A United Record Pressing, fundada em 1949 e considerada a maior fábrica de vinil dos EUA, está em um processo de expansão, e decidiu investir US$15 milhões (cerca de R$78 milhões no câmbio atual) para triplicar sua capacidade de produção em meados de 2023.

De acordo com o site especializado em música, a demanda por discos de vinil voltou a aumentar, principalmente durante a pandemia do coronavírus. Além disso, o público mais jovem acabou se entregando aos lançamentos exclusivos de suas divas pop. Um grande exemplo é o álbum Sour, da estrela pop teen Olivia Rodrigo, um dos mais vendidos no mundo.

Para Mark Michaels, CEO e presidente da United Record Pressing, a indústria “encontrou uma nova marcha e está acelerando em um novo ritmo”.

Saiba como participar do Seminário ‘Show Business & Direito Autoral’

Na próxima semana  (18/07), às 18hrs,  acontecerá o SEMINÁRIO Show Business & Direito Autoral. Promovido pela Escola Música & Negócios, em parceria com o Música, Copyright e Tecnologia e o Instituto Genesis, o evento trará palestras sobre Direito Autoral, Tecnologia, Gestão e Entretenimento, e contará com a presença dos professores Guta Braga e Bernardo Amaral.

Além disso, o seminário marcará o lançamento da 5ª edição do curso Música, Copyright & Tecnologia, sendo uma grande oportunidade de conhecer nossos leitores, rever nossos parceiros  e falar do que mais amamos!

Confira a programação:
18h30 – Abertura do Auditório Padre Anchieta (PUC-Rio, Gávea)
18h40 – Panorama da Indústria da Música | Leo Feijó
19h – Lançamento MCT: Direito Autoral e Tecnologia | Guta Braga
19h30 – Gestão de Arenas, Casas de Espetáculos e o Futuro do Entretenimento | Bernardo Amaral (Qualistage)

O evento será presencial na PUC-Rio e é necessário o uso de máscara para acessar o auditório.

SPOTIFY ADQUIRE JOGO DE DESCOBERTAS MUSICAIS HEARDLE

Vem novidade por aí para os usuários do Spotify. Isto porque nesta terça-feira (12) o serviço de streaming anunciou que adquiriu o jogo virtual Heardle.

O Heardle já é um jogo online popularmente conhecido por ser inspirado em outro jogo, o Wordle, uma espécie de caça palavras. Enquanto os jogadores de Wordle possuem o desafio de adivinhar palavras escolhendo letras, os jogadores de Heardle têm a tarefa de adivinhar uma música com base em suas notas de abertura.

Os gamers recebem seis palpites, com cada dica dando mais alguns segundos de música para informar sua próxima resposta. Na última tentativa, eles têm a chance de descobrir a música em sua totalidade.

Apesar do streaming não ter revelado o valor da aquisição, algumas novidades foram anunciadas. Uma delas é que a música descoberta no jogo poderá ser ouvida direto no Spotify. Além disso, o streaming também planeja integrar o Heardle e “outras experiências interativas” de forma mais completa em sua plataforma de música.

O streaming prometeu que a aparência do jogo permanecerá a mesma, e pretende liberar o uso para outros países além dos EUA, Reino Unido, Irlanda, Canadá, Austrália e Nova Zelândia.

Jeremy Erlich, diretor global de música do Spotify, disse: “Estamos sempre procurando maneiras inovadoras e divertidas de aprimorar a descoberta de música e ajudar os artistas a alcançar novos fãs”.

INSCRIÇÕES ABERTAS PARA O PROGRAMA DE ACELERAÇÃO MUSICAL Labsonica 2.0

Estão abertas as inscrições para o programa de aceleração Labsonica 2.:.0 Toca do Bandido, que visa impulsionar carreiras de artistas solo, bandas e coletivos com trabalho autoral e composições próprias.

No programa, os selecionados farão uma imersão onde receberão orientação sobre suas carreiras e participarão de workshops e mentorias orientados por profissionais especializados da área. Além disso, haverá um songcamp exclusivo para criação de um EP com músicas autorais, que serão produzidas com a orientação e condução de Constança Scofield e Felipe Rodarte.

Por fim, o Selo Toca Discos vai lançar os EPs em todas as plataformas digitais, com apoio de divulgação das bandas nas redes sociais.

As inscrições podem ser realizadas até o dia 31 de Julho por meio do formulário disponível no site oficial do edital.

Foto: Instagram @estudiotocadobandido

MÚSICAS PÓSTUMAS DE MICHAEL JACSKON SÃO REMOVIDAS DAS PLATAFORMAS DE STREAMING

Nesta semana, três músicas de Michael Jackson foram removidas dos serviços de streaming, após sérias alegações de que os vocais não seriam do cantor.

Conforme noticiado pela BBC.com, desde o lançamento, em 2010, do álbum póstumo de Michael Jakson com outtakes e inéditas, fãs do mundo todo vêm reclamando que os vocais em três faixas soam diferentes do Rei do Pop.

As reclamações e rumores sobre a veracidade dos vocais tomaram uma proporção maior quando uma fã, Vera Serova, entrou com uma ação coletiva em 2014, alegando que os produtores do álbum Edward Cascio e James Porte, a gravadora Sony Music, e o espólio de Michael Jackson, haviam vendido aos fãs um produto deturpado. Paralelamente, os produtores também foram acusados de realizar uma “fraude artística” quando venderam suas faixas para o espólio de Jackson por milhões de dólares.

Durante o julgamento, o espólio de Jackson e a Sony negaram as alegações, e um tribunal de apelações acabou os removendo do processo, deixando apenas os produtores.

“Como [o espólio e gravadora] não tinham conhecimento real da identidade do vocalista nas faixas “Breaking News”, “Monster” e “Keep Your Head Up”, eles só puderam tirar uma conclusão sobre essa questão a partir de sua própria pesquisa e das evidências disponíveis”, explicaram os documentos do tribunal. Então, os juízes concluíram que quaisquer reivindicações feitas “equivaliam a uma declaração de opinião e não de fato”.

A ação de Serova contra os produtores continua em andamento. Mas agora, a fã quer incluir novamente a Sony. Curiosamente, as três faixas do álbum indicadas no processo foram removidas recentemente das principais plataformas de streaming.

Em um comunicado, a Sony informou que a remoção das músicas “não tem nada a ver com sua autenticidade”, mas sim “a maneira mais simples e melhor de ir além da conversa associada a essas faixas de uma vez por todas”.

Eles continuaram: “O foco permanece onde pertence – nos empolgantes projetos novos que celebram o legado de Michael Jackson”, incluindo o musical da Broadway MJ e um filme biográfico sem data de lançamento.

Até o momento, nenhuma das partes conseguiu identificar se, de fato, os vocais são de MJ ou não. Aguardaremos os próximos capítulos.

 

Foto: Guetty Images

 

 

Globoplay inaugura cinema em parceria com o Kinoplex no Rio de Janeiro

Recentemente, o Globoplay anunciou uma parceria com a rede de cinemas Kinoplex para exibir seus principais lançamentos de séries e filmes. Com inauguração prevista para esta quinta-feira (07), o novo espaço, chamado Kinoplex Leblon Globoplay, será localizado no antigo Cinema Leblon, na Zona Sul da cidade do Rio do Janeiro.

O local esteve fechado por oitos anos, e agora retorna as atividades com um ambiente confortável e tecnologia atualizada. Apesar da reforma, todas as características arquitetônicas dos anos 1950 foram mantidas.

Conforme o Telaviva.com.br, a estreia do novo cinema contará com três filmes nacionais: “As Verdades”, “45 do Segundo Tempo”, e “O Predestinado”. Além disso, será possível conferir alguns lançamentos de séries e filmes antes de chegar na plataforma, como a segunda temporada de “Arcanjo Renegado”, que tem o lançamento previsto para agosto. Todas as informações sobre as exibições estão disponíveis no site oficial do cinema

“O Globoplay é a maior plataforma brasileira de streaming e essa parceria reforça nosso compromisso com a produção audiovisual e com a cultura, apoiando, incentivando e valorizando esse importante setor. Além da exibição de grandes sucessos do cinema, o Kinoplex Leblon Globoplay será o ponto de encontro para sessões fechadas e eventos de lançamentos Globoplay, além de ações de relacionamento com assinantes. Para nós, é uma honra fazer parte dessa nova fase do Kinoplex Leblon Globoplay”, disse Tiago Lessa, Head de Marketing, Aquisição e Engajamento de Produtos e Serviços Digitais ao portal.

TAXA DE ROYALTIES DE STREAMING PAGOS A EDITORES E COMPOSITORES É AUMENTADA NOS EUA

VITÓRIA. Compositores e editores passarão a receber 15,1% sobre o ganho de royalties por músicas tocadas nas plataformas de streaming nos EUA.

A decisão foi tomada na última semana pelo Copyright Royalty Board (CRB), um colegiado responsável por avaliar e determinar questões a cerca dos Direito Autorais nos Estados Unidos.

De acordo com a Variety, o CRB já havia determinado em 2018 o aumento de 10,5% para 15,1% em uma ação movida pela Associação Nacional dos Editores de Música (NMPA, sigla em inglês). Entretanto na época, os principais serviços de streaming (Spotify, Amazon Music, YouTube/Google e Pandora) recorreram , com a justificativa de que o aumento tornaria seus modelos de negócios insustentáveis ​​diante dos bilhões de dólares que já pagam em royalties. Como relatamos anteriormente, a Apple Music foi a única em que não se envolveu no recurso.

Desta vez, conforme explicado pela UBC (União Brasileira de Compositores), a decisão é definitiva e inapelável. Além disso, todas as plataformas deverão pagar, com correção monetária, todos os valores que foram deixados de depositar aos compositores e editores nestes últimos quatro anos.

Agora, a NMPA busca um novo reajuste dos pagamentos de royalties para o período 2023-27, que pode chegar a 20%. É sempre bom lembrar que decisões como estas podem abrir precedentes para que o mesmo ocorra em outros países, incluindo o Brasil.

Spotify está desenvolvendo recursos com IA para que usuários criem suas próprias músicas

O Spotify está desenvolvendo em sua sede, em Paris, uma ferramenta com Inteligência Artificial para possibilitar que seus usuários ajustem o ritmo ou a melodia de uma música.

Parece estranho, mas é isso o que contou a Forbes em um artigo recente sobre música e Direito Autoral. De acordo com o artigo, a ideia é que no futuro os usuários do serviço de streaming possam, por exemplo, pegar a harmonia de uma música do Justin Bieber ou Drake e combiná-la com a melodia e o ritmo de Schubert ou Bach:

“Você poderá experimentar todos os tipos de combinações”, disse François Pachet, diretor de pesquisa e desenvolvimento de IA do Spotify.

Apesar do recurso não ter sido anunciado oficialmente, a Forbes informou que a ferramenta está sendo chamada de ‘Flow Machine’, e seu desenvolvimento tem parceria do compositor e produtor Benoit Carre.

O Spotify espera que com a ajuda do ‘Flow Machine’, os usuários possam se envolver mais com a plataforma e criar música de uma forma bem prática:

“É como a história da mistura de bolo instantânea”, disse Pachet referindo-se a uma empresa de alimentos na década de 1950 que viu suas vendas aumentarem, após remover o ovo seco de sua mistura para bolo.  Os clientes – geralmente donas de casa na época – teriam que adicionar um ovo fresco, e “foi [por conta] desse pouco de esforço”, explicou Pachet, que finalmente todas as donas de casa puderam dizer que fizeram seus próprios bolos, “e isso fez toda a diferença”.

Assim como hoje alguém que não sabe cozinhar pode fazer um bolo perfeito usando uma mistura de massa pronta, logo um usuário do Spotify que não sabe onde fica um “dó” em um teclado, poderá fazer uma música perfeita, com a ajuda de IA.

Resta saber como a questão das licenças serão resolvidas, bem como os Direitos Autorais dessas misturas musicais criadas com a ajuda de IA.

 

Foto:GETTY IMAGES

 

 

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