Warner México lança Gorgona, nova gravadora liderada por mulheres e focada em artistas femininas

A Warner Music México anunciou o lançamento da nova gravadora ‘Gorgona’, liderada por uma equipe de executivas e que terá como foco a promoção de artistas femininas.

Conforme noticiado pelo industriamusical.com, a empresa disse que o México é o lar de muitas grandes artistas femininas, porém a presença de mulheres em outros papéis importantes da indústria tem sido historicamente baixa, agravada pelo contexto social de um país com sérios problemas de desigualdade de gênero.

Para enfrentar essa preocupação, a Warner Music México criou o Comitê de Igualdade de Gênero, formado exclusivamente por mulheres, com o objetivo de criar um espaço que desse mais visibilidade às executivas e ajudasse no seu desenvolvimento profissional.

A ideia surgiu de criar uma gravadora em que absolutamente todas as funções na cadeia de suprimentos fossem desempenhadas por mulheres, desde a composição até a promoção e os serviços de música digital.

A Gorgona já realizou um treinamento de composição para mulheres que fazem música e lançou seu primeiro álbum, o recém-lançado “Cypher 1: Ella”, uma colaboração entre Mabiland, Emjay, Mare Warning e Delfina Dib.

Andrea Fernández, gerente de A&R da Warner Music México e líder criativa da nova gravadora, disse que a atmosfera em seu primeiro acampamento foi muito amigável, com todas as mulheres sentindo que suas opiniões e vozes foram validadas no estúdio.

 

Foto: Reprodução

 

Música gerada por IA com vozes de Drake e The Weeknd se torna viral no Spotify

Uma música intitulada “Heart on My Sleeve”, que conta com as vozes de Drake e The Weeknd, acumulou mais de 250.000 streams no Spotify e 10 milhões de visualizações no TikTok. No entanto, os dois artistas não tiveram nada a ver com a música – um artista chamado “Ghostwriter” gerou a faixa usando inteligência artificial (IA).

Conforme noticiado pelo TechCrunch, embora Drake e The Weeknd ainda não tenham comentado sobre o assunto, Drake recentemente se manifestou quando descobriu que ‘colocaram’ sua voz na IA para cantar “Munch” de Ice Spice. Em suas redes sociais ele escreveu: “Esta é a gota d’água da IA”.

O portal explicou que a lei de direitos autorais nos EUA não é avançada o suficiente para ter diretrizes específicas sobre IA generativa. Mas, no estado existente do código legal, a paródia transformadora é permitida. No entanto, essas leis são muito abertas à interpretação, já que a ideia do que torna o trabalho “transformador” é subjetiva e há pouca jurisprudência para estabelecer precedentes.

Vale notar que a Universal Music solicitou a retirada “Heart on My Sleeve” dos principais streamings. Após a remoção, um relatório do Financial Times, indicou que a gravadora emitiu uma carta às plataformas de streaming para que elas impedissem o treinamento de IAs com músicas protegidas por direitos autorais.

 

Foto: Christopher Polk/Getty Images for Coachella / Getty Images

BMG deixa de distinguir catálogos antigos de lançamentos em nova estratégia de promoção de músicas

A BMG, uma das maiores gravadoras do mundo, anunciou que vai mudar sua estratégia, deixando de separar catálogos antigos e lançamentos. Segundo a empresa, essa visão “desatualizada” da indústria musical não condiz com a realidade, uma vez que seu catálogo de canções mais antigas representa até 75% de sua receita.

De acordo com o Music Week, a partir de agora, a BMG passará a integrar totalmente seus novos negócios de lançamento e gravações de catálogo, adotando a mesma estrutura para músicas novas e antigas. Todo o catálogo gravado da BMG terá a mesma estrutura do “frontline”, ou seja, as chamadas canções de lançamento.

As músicas antigas e novas serão reportadas para a BMG localmente de acordo com seu país de origem e, em seguida, globalmente por meio de seu novo EVP de Repertório Global, Fred Casimir:

“Catálogos de música de sucesso merecem o mesmo esforço, compromisso e paixão que as gravações mais recentes”, disse Casimir.

Para exemplificar a importância dos catálogos antigos, a BMG divulgou que o álbum de The Weeknd, ‘Highlights’, lançado em 2021, foi o mais vendido no Reino Unido no primeiro trimestre deste ano, e ficou no Top 10 no mesmo período. Isso demonstra que os fãs de música valorizam tanto as músicas novas quanto as antigas.

O CEO da BMG, Hartwig Masuch, disse: “Música é música independente de sua idade. Grandes artistas e grandes músicas não têm prazo de validade e acreditamos que é hora de a indústria da música refletir isso”.

 

Foto: The Weeknd (Republic Records)

Aumento de casos de plágio estão movimento o mercado musica, uso de IA cria novos desafios

Recentemente, o portal da Istoé publicou uma notícia bem interessante sobre Direitos Autorais e os recentes casos de plágio no mercado musical. No último mês, um dos casos mais notáveis envolveu uma das maiores bandas do mundo, os Rolling Stones.

O músico latino Sergio León, da banda espanhola Angelslang, acusou Mick Jagger e Keith Richards de usarem trechos de sua composição “So Sorry” em “Living in a Ghost Town”, faixa lançada pelos Stones em 2020.

Embora muitos fãs pensem que, após mais de meio século de carreira, os roqueiros britânicos não precisam plagiar, León apresentou fortes evidências em seu processo, incluindo a prova de que esteve com Chris Jagger, irmão de Mick, em um show da banda em Barcelona, em 2017, e lhe entregou um CD contendo a música “So Sorry”. A decisão final será tomada por um tribunal em New Orleans, nos EUA.

Conforme o portal, o problema do plágio musical é que, muitas vezes, as fronteiras entre influência e imitação são difíceis de definir. Quem lembra quando Rod Stewart assumiu que se inspirou na canção ‘Taj Mahal’ de Jorge Benjor para compor ‘Do Ya Think I’m Sexy?’ Na época, Stewart alegou que foi influenciado, após visitar o Brasil e ouvir a canção de Benjor em vários lugares.

A definição legal de plágio musical também é bastante subjetiva. Embora o consenso mundial na área de direitos autorais seja que a reprodução de uma mesma harmonia por pelo menos oito compassos constitui uma irregularidade, há casos em que trechos semelhantes mais curtos são considerados cópias fiéis, e outros em que linhas que se repetem por um período ainda mais longo não são consideradas plágio. Como resultado, os casos de plágio musical geralmente são avaliados caso a caso, levando em consideração a verificação do bom senso e dos princípios de costume.

O advogado Ygor Valério, especialista em direitos autorais, explicou ao portal que embora exista uma legislação mundial sobre plágio, ela é aplicada de forma diferente: “A regra dos oito compassos não está escrita em lugar nenhum, é sempre tratada legalmente como uma questão casuística. Existe uma legislação mundial, mas ela é aplicada de forma diferente e específica.”.

O portal também destacou que avanço da tecnologia e da inteligência artificial pode ajudar a detectar casos de plágio, mas também tornar mais difícil definir o que é ou não é uma cópia ilegal, criando novos desafios para a indústria musical e para os profissionais que trabalham com direitos autorais:

“A utilização de obra pré-existente para ensinar um robô a criar conteúdo vai suscitar discussões complexas. Se o computador finalizar a obra de um compositor que faleceu, quem deverá ser creditado como autor? A empresa que criou a máquina ou o criador, que a alimentou a partir de seu estilo próprio e único?”. Questionou o advogado.

Diante dessas dúvidas complexas, talvez vamos ter saudades de contar os oito compassos.

 

Foto: Rolling Stones (divulgação)

Receita da música latina nos EUA atinge recorde de R$5 bilhões em 2022, impulsionada pelo streaming.

A música latina continua a conquistar o público americano, e seus artistas estão colhendo os frutos do sucesso. De acordo com a RIAA, a indústria da música latina nos Estados Unidos arrecadou mais de R$5 bilhões em 2022, um aumento de 24% em relação ao ano anterior.

Segundo informações da Rolling Stone brasil, a maior parte dessa receita veio do streaming, com 97% do total sendo gerado a partir desse formato. As assinaturas pagas foram responsáveis por 71% do total, enquanto outros formatos digitais foram responsáveis pelos 29% restantes.

A RIAA aponta que o sucesso recente de artistas como Bad Bunny, Becky G, Daddy Yankee, Jhay Cortez, Karol G, Luis Miguel, Rosalía e Sofía Reyes, contribuíram para o aumento da popularidade da música latina nos Estados Unidos.

Ainda conforme o portal, com ajuste de inflação, a receita de 2022 fica apenas 3% atrás do maior número registrado em 2005. No entanto, as vendas de músicas gravadas conseguiram atingir o recorde, com uma alta de 6,9%.

O sucesso da música latina não mostra sinais de desaceleração, e a indústria continua a crescer à medida que novos artistas emergem e os favoritos dos fãs continuam a se destacar.

 

Foto: divulgação

Diddy volta atrás e diz que não paga R$25 mil por dia por usar sample de hit de Sting

Nesta semana, o rapper Diddy, voltou atrás em sua alegação anterior de que estava pagando a Sting US$5.000 (ou R$25k) por dia por samplear o hit “Every Breath You Take”.

De acordo com o Digital Music News, Diddy compartilhou na última semana, em seu perfil no Twitter, uma entrevista feita por Sting para o The Breakfast Club em 2018, revelandoque desembolsa US$5 mil diariamente para os royalties do cantor britânico, ao invés dos US$2 mil divulgados na entrevista.

Mas acontece que o rapper voltou atrás, e disse que estava “sendo brincalhão”: “Quero que vocês entendam que eu estava brincando”, disse o tweet de Diddy. “Eu e @OfficialSting somos amigos há muito tempo! Ele nunca me cobrou US$2 mil ou US$5 mil por dia por ‘Missing You’. Ele provavelmente ganha mais de US$5 mil por dia com uma das maiores canções da história.”

“Every Breath You Take” de Sting, lançada com sua banda The Police em 1983, foi sampleada por Diddy e Faith Evans em seu tributo de 1997 ao falecido rapper Notorious B.I.G., “I’ll Be Missing You”.

O portal enfatizou que o rapper supostamente não tinha uma permissão prévia de Sting para samplear a música. Entretanto, se Diddy tivesse pago a Sting $5.000 por dia para samplear a faixa, ele teria perdido quase $50 milhões. Ainda assim, o rapper sem dúvida, acabou pagando algum montante ao ex-líder do Police para continuar usando o sample, mas isso até agora não foi revelado.

 

foto: rReprodução_O rapper Diddy_Reckless Dream Photography CC by 2.0

 

Moises: o aplicativo que separa voz e instrumentos em músicas alcança 30 milhões de usuários

O aplicativo Moises, que fez um barulho em nossa comunidade em 2019 por sua capacidade de separar a voz e os instrumentos de uma música usando inteligência artificial, acaba de atingir a marca de 30 milhões de usuários registrados.

De acordo com o Music Business Worldwide, a plataforma arrecadou US$10,25 milhões em investimentos até o momento e tem sede tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil.

O criador do Moises, o brasileiro Geraldo Ramos, revelou que o projeto foi desenvolvido em sua própria casa em apenas uma semana. Desde então, o aplicativo se tornou popular entre DJs, que usam a ferramenta para criar beats e mashups, além de outros usuários que utilizam a plataforma para criar versões de karaokê que não existem oficialmente.

Embora a separação das pistas de uma música não seja perfeita, o sistema se aprimora a cada nova faixa enviada graças ao uso do aprendizado de máquina. Agora, o objetivo do Moises é se tornar o primeiro “AI-as-a-service criativo em áudio”, criando um kit de ferramentas personalizável que permita que outras plataformas e serviços construam seus próprios produtos centrados em IA.

Ramos acredita que a IA tem um valor complementar em todos os aspectos do ecossistema musical, desde os artistas até os proprietários de conteúdo e provedores de serviços. “Estamos entusiasmados com o fato de nosso produto ser algo que tanto músicos quanto criadores adoram”, disse ele sobre os rumos da plataforma.

 

Música, Copyright e Tecnologia marca presença na Rio2C 2023: Confira as atividades confirmadas.

Entre os dias 11 e 16 de abril, a cidade do Rio de Janeiro será palco da Rio2C, o maior encontro da criatividade da América Latina. O evento contará com diversas oportunidades, como networking, rodadas de negócios, pitchings, mentorias e desafios, além de um line-up de mais de 50 palestrantes de destaque no mundo criativo.

Entre os palestrantes confirmados, estão os criadores da famosa série Dark, a apresentadora Fátima Bernardes e a cantora Ludmilla. Além disso, o Música, Copyright e Tecnologia é parceiro do evento e estará presente em diversas atividades.

Começando com o painel ‘Mulheres no Poder – Trajetórias, Barreiras e Expectativas’, que acontecerá no dia 14 de abril, na Sala Experience Room, das 10h15 às 11h00, que contará com a presença de Alana Leguth, sócia-diretora da KondZilla e idealizadora da HERvolution, e Cris Garcia Galvão, diretora geral LATAM na Ingrooves, com moderação de Guta Braga. O debate abordará a falta de representação feminina em cargos de liderança no Brasil, a desigualdade salarial e de oportunidades, além de discutir estratégias para superar esses desafios e fortificar a presença das mulheres no mercado.

Durante a tarde, o evento ainda contará com o workshop ‘Sincronização na prática’ apresentado por Guta Braga do MCT, e Adriana Ramos, da Universal Music, que mostrará como é feito o processo de licenciamento de conteúdo para audiovisual.

Mentorias:

Sexta-feira 14/04/2023 – Música/ Local: Pitching Square – Sala One-to-one

Durante a sessão das 12h às 13h, os mentores serão Anita Carvalho, da Music Rio Academy, Marcela Maia, da Biscoito Fino, Marina Mattoso, da Jangada Comunicação, André Agra, da ONErpm, Duane Gigliotti, da Sound On e a própria Guta Braga, do MCT.

Já na sessão das 14h30 às 15h30, estarão presentes Alexandre Rosa, da Rosa dos Ventos Produções, Dani Faria, da K2L/Urban Pop, Paulo Calia, da YB Music, Dani Ribas, da Sonar Cultural, Graziela Riviera, da KondZilla, Flavia Cesar, da Warner Chappell e Juliana Castro, da Bananas Music.

ANITTA E WARNER MUSIC ANUNCIAM FIM DE CONTRATO

Nesta terça-feira, 4 de abril, a cantora Anitta anunciou o fim de seu contrato com a Warner Music após onze anos de parceria. Em comunicado divulgado, sem detalhes sobre a negociação, artista e gravadora afirmaram que concordaram em seguir caminhos diferentes.

reprodução

Conforme noticiado pelo G1, o rompimento do contrato aconteceu após uma série de críticas de Anitta à gravadora. Em maio de 2022, ela afirmou que a Warner “só me dá dinheiro para investir em alguma coisa depois que está viralizando”. Em fevereiro deste ano, durante uma conversa com os fãs no Twitter, Anitta mencionou a vontade de encerrar o contrato com a gravadora. E em março, ela fez críticas públicas por falta de apoio da Warner, pedindo uma reunião com o CEO da gravadora.

Anitta ainda chegou a falar em suas redes sociais que gostaria de saber o preço do seu contrato com a Warner, que ela considerava justo de acordo com a quantia de dinheiro que a gravadora investiu nela. Segundo a cantora, ela havia perguntado várias vezes, mas não havia recebido uma resposta adequada.

Em sua coluna para o G1, o jornalista Mauro Jardim disse que “Sair da Warner Music é el paso mais acertado de Anitta na atual fase da carreira internacional da Girl from Rio”. Ele analisou que a cantora saberá onde conseguir ajuda para continuar sendo uma artista global: “Mas o que importa é que ainda há tempo para Anitta buscar o investimento necessário junto a outras marcas e/ou empresas para continuar apostando alto e, assim, se manter no lugar honroso conquistado em 2022”, concluiu.

 

Foto: Aude Guerrucci/Reuters

Os “criadores” do reggaeton processam Luis Fonsi, El Chombo e Daddy Yankee por plágio

Os criadores do ritmo conhecido como “dembow”, Cleveland “Clevie” Browne e Wycliffe “Steely” Johnson, estão processando três dos maiores hitmakers latinos, El Chombo, Luis Fonsi e Daddy Yankee, por plagiarem batidas de sua canção de 1989, “Fish Market”.

De acordo com o Indústria Musical, a dupla alegou que os hitmakers usaram uma interpolação sem autorização da sua música como inspiração para criar suas canções de sucesso, que hoje são ouvidas em todo o mundo. O caso é um pouco complicado, pois ‘Fish Market’ foi usada em outra canção que atualmente é conhecida por sustentar a maior parte das músicas de reggaeton: “Dem Bow” de Shabba Ranks. Lançada em 1990, com produção de Bobby Digital, a canção leva um sample produzido pela dupla Steely e Clevie, devidamente creditados na canção.

O processo, movido pela Steely & Clevie Productions, cita 56 canções, incluindo alguns dos maiores sucessos do reggaeton, como “Despacito” de Luis Fonsi e “Gasolina” de Daddy Yankee. Além dos artistas, co-compositores, gravadoras e editoras também estão listados como réus.

Como explicado no portal, embora as batidas geralmente não sejam protegidas pela lei de direitos autorais nos Estados Unidos, uma batida pode ser protegida se puder ser comprovada como substancialmente única ou original.

O portal também analisou que uma vitória de Steely & Clevie pode ter grandes implicações, não apenas para o reggaeton, mas para a música pop em geral, uma vez que milhares de outras músicas que usam um ritmo de dembow podem ser consideradas violação de direitos autorais. Esta ação também pode abrir um precedente para futuras reivindicações de direitos autorais baseadas em ritmos fundamentais da música pop.

Foto: O clipe de ‘Despacito’, de Luis Fonsi e Daddy Yankee (reprodução).

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