Sony Music Brasil Adquire Altafonte, Que Se Mantém Independente e Preserva Estrutura

Alexandre Schiavo, conhecido pelo seu longo histórico na Sony Music Brasil, está de volta à empresa, trazendo consigo a Altafonte, uma distribuidora de música focada em artistas independentes que recentemente foi adquirida pela Sony.

Conforme O Globo, nos últimos sete anos, Schiavo liderou a operação brasileira da Altafonte, que, apesar de seu início modesto, atraiu grandes nomes como Ivete Sangalo e Gilberto Gil. Com a aquisição pela Sony, a Altafonte será mantida como um selo independente, preservando sua estrutura e equipe.

Schiavo destaca que a Altafonte não se reportará à Sony Brasil nem à Som Livre, mas ao CEO da Sony Music para América Latina, Portugal e Espanha, Afo Verde. Ele explica que a estratégia da Sony é potencializar o negócio adquirido mantendo sua filosofia, semelhante ao que fizeram com a cervejaria Colorado na Ambev.

O executivo ressalta que a Altafonte havia atingido um ponto onde o acesso a capital se tornava cada vez mais crucial para sustentar seu crescimento. Com a aquisição, a empresa terá acesso a recursos que permitirão continuar a crescer e a fechar contratos significativos, como o recente acordo “joint venture” com a cantora Liniker.

Schiavo também menciona que os artistas da Altafonte terão mais facilidade em colaborar com outros nomes do portfólio da Sony, um benefício significativo na era dos “feats.” Além disso, a absorção pela Sony trará acesso a infraestrutura, ferramentas de marketing e análise de dados, essenciais para proteger os direitos autorais no cenário atual.

A compra da Altafonte pela Sony marca o retorno de Schiavo à empresa que foi sua casa por mais de duas décadas, trazendo uma operação valiosa e promissora para o futuro da distribuição musical.

 

 

Foto: Brenno Carvalho – Liniker, artista com contrato com a Altafonte

Paulo Ricardo vence ação movida para impedir o guitarrista de usar a marca RPM

Paulo Ricardo, ex-vocalista da banda de rock RPM, venceu uma batalha judicial contra seu antigo colega de banda, o guitarrista Fernando Deluqui. A decisão foi divulgada por Rogério Gentile e estabelece que Deluqui está proibido de usar o nome RPM.

Conforme informações da Rolling Stone Brasil, a decisão judicial foi baseada na argumentação de Paulo Ricardo de que a formação atual da banda é, na verdade, uma “banda cover”. O cantor argumentou que o uso contínuo do nome RPM por Deluqui e seus novos integrantes — Dioy Pallone, Kiko Zara e Gus Martins — poderia confundir os fãs e consumidores, levando-os a acreditar que estavam adquirindo ingressos e produtos do RPM original.

Paulo Ricardo destacou que o processo visa proteger a memória e o legado da banda, que teve grande impacto na história de muitas pessoas durante os anos 1980.

A juíza Luciana Alves de Oliveira, responsável pela sentença, concordou com os argumentos apresentados. Ela determinou que a banda atual está “absolutamente desfigurada”, e que isso resulta na desvalorização da marca RPM. Com a morte do baterista Paulo Pagni em 2019 e do tecladista Luiz Schiavon em 2023, Deluqui só poderá utilizar o nome RPM com autorização de Paulo Ricardo e dos herdeiros dos membros falecidos.

Essa decisão marca um capítulo significativo na história da banda, destacando a importância do respeito ao legado e à memória dos artistas que contribuíram para a formação do RPM.

Foto: Divulgação

Disputa por Direitos Autorais Entre Teresa Cristina e Produtora de Paula Lavigne Segue Sem Acordo no TJ-RJ

A cantora Teresa Cristina está no centro de uma disputa judicial com a Uns e Outros Produções, de Paula Lavigne, desde 2022. O impasse gira em torno de um contrato de cessão de direitos assinado em 2017, no qual a empresa detém as composições das músicas de Teresa.

Conforme noticiado pelo F5, a batalha legal, que corre na 22ª Câmara do Direito Privado do TJ-RJ, revela que Teresa alega não lançar novos trabalhos devido ao acordo firmado, enquanto a produtora afirma ter cumprido suas obrigações financeiras e acusa a cantora de não assinar documentos essenciais para a exploração comercial das canções.

A relação entre Teresa e a empresa teve início em 2015, com um contrato de gerenciamento artístico para produção de shows. Em 2017, um novo acordo foi assinado, transferindo os direitos das composições para a Uns até 2027.

O desentendimento entre as partes surgiu em 2020, quando Teresa rescindiu o contrato de gerenciamento, alegando descumprimento de cláusulas pela produtora. Após negociações, Teresa pagou uma multa para encerrar o contrato, mas o acordo de cessão de direitos musicais permaneceu.

Enquanto a cantora afirma que a disputa judicial não afeta sua produção musical, a produtora alega que continua aberta para trabalhar com as composições de Teresa até 2027. O caso segue em andamento, sem previsão de acordo.

Foto; montagem _reprodução F5

Twitch Fecha Acordo com Grandes Gravadoras para DJs Usarem Músicas Licenciadas em Transmissões

Hoje, a Twitch, plataforma de vídeo ao vivo da Amazon, anunciou acordos de licenciamento de música com as três grandes gravadoras e a agência independente Merlin. Estes acordos permitirão que a plataforma pague royalties aos detentores de direitos e artistas que tiverem suas músicas tocadas por DJ’s na plataforma.

De acordo com o MusicAlly, o CEO Dan Clancy explicou no blog oficial na plataforma que o programa é voltado para DJs que fazem transmissões ao vivo. VODs, clipes e destaques estão fora do escopo do programa devido a diferentes direitos envolvidos.

Clancy destacou que mais de 15.000 DJs formaram comunidades na Twitch desde o início de 2020. Antes dos acordos, os DJs enfrentavam desafios e riscos relacionados a avisos de remoção e direitos autorais. Agora, a Twitch lança o ‘Programa Twitch DJ’, permitindo que DJs usem músicas licenciadas pela plataforma.

No entanto, o uso de faixas novas que não estão no catálogo licenciado pode ser um desafio. A Twitch confirmou que os royalties serão reservados dos ganhos dos canais de DJ para pagamento aos detentores de direitos e músicos, com um custo dividido 50/50 entre a plataforma e o streamer. DJs não monetizados não pagarão taxas.

Além disso, a Twitch também fornecerá um subsídio anual para ajudar a cobrir as receitas pagas às gravadoras e músicos, diminuindo com o crescimento do serviço. Clancy anunciou uma transmissão ao vivo com DJ Jazzy Jeff para celebrar o acordo, com apoio de Steve Aoki e Grandmaster Flash.

Os detentores de direitos devem ficar satisfeitos, pois os DJ sets são populares na plataforma. Futuramente, a Twitch pode expandir os acordos de licenciamento para cobrir músicas usadas por outros criadores, como streamers de jogos, que atualmente utilizam músicas isentas de royalties para evitar problemas de direitos autorais.

Foto; reprodução

Justiça favorece Alok em Disputa com Músico Kevin, do Duo Sevenn

Após uma longa batalha na justiça, Alok saiu vitorioso sobre Kevin, do duo Sevenn, em um caso de direitos autorais envolvendo a música “Un Ratito”. O embate teve início em 2022, quando Kevin alegou uso não autorizado de sua composição na faixa de Alok, resultando na remoção temporária da música do YouTube.

Conforme o F5, no entanto, a Justiça de São Paulo determinou esta semana que Alok é o legítimo criador da obra, e ordenou que a faixa retornasse às plataformas digitais. Além disso, Kevin foi instruído a não interferir na veiculação da música, sob pena de multa diária de R$ 1.000, e deverá pagar uma indenização por danos morais no valor de R$ 20.000, além das custas processuais.

O caso veio à tona após denúncia dos irmãos Brauer à revista Billboard, alegando falta de crédito em várias músicas, incluindo “Un Ratito”. Os irmãos afirmam ser os verdadeiros autores do Brazilian bass, subgênero que ganhou destaque com hits de Alok.

A disputa revelou detalhes sobre a relação comercial entre os músicos, com os irmãos Brauer acusando Alok de se beneficiar excessivamente do trabalho deles sem oferecer contrapartidas significativas.

Foto; reprodução

Encerrada Disputa Judicial Entre Herdeiros de Mário Lago e Seu Jorge

A contenda judicial entre os herdeiros do ator, escritor e poeta Mário Lago e o músico Seu Jorge chegou ao fim. Conforme o colunista Ancelmo Góes, o artista pagou, até março, um total de R$121 mil referente à condenação pelo uso não autorizado de um trecho da música “Ai, que saudades da Amélia”, de Ataulfo Alves e Lago, na canção “Mania de peitão”, lançada em 2004.

Inicialmente, em 2022, Seu Jorge e sua gravadora foram condenados a pagar R$500 mil à família de Mário Lago pela 29ª Vara Cível do Rio de Janeiro. No entanto, a decisão foi revertida pela 4ª Câmara Cível do Rio de Janeiro após recurso do músico.

 

 Foto: John MacDougall/AFP

Especialista em Harvard Afirma que Taylor Swift Revolucionou os Direitos Autorais na Música

Taylor Swift está mudando o jogo quando se trata de direitos autorais na música. Especialistas legais, reunidos em um evento na Faculdade de Direito de Harvard, destacaram como Swift está redefinindo o papel da propriedade intelectual no mundo da música.

Gary R. Greenstein, especialista em exploração digital de propriedade intelectual, discutiu como Swift desafiou as normas da indústria ao decidir regravar seus álbuns antigos. Ao fazer isso, ela não apenas encantou seus fãs, mas também provocou uma mudança significativa nas considerações contratuais e nos direitos autorais de composição.

Greenstein explicou que, na música, existem dois tipos de direitos autorais: um para a obra musical em si e outro para a gravação da obra. Swift, ao regravar seus álbuns, garantiu o controle majoritário sobre suas novas versões, algo que raramente é feito por artistas de sua estatura.

Essa jogada estratégica de Swift não apenas lhe dá mais controle sobre seu trabalho, mas também levanta questões importantes sobre contratos de gravação e licenciamento na indústria da música. Como resultado, as gravadoras agora estão reavaliando suas práticas e procurando formas de proteger seus interesses diante dessa nova realidade.

O caso de Swift está provocando mudanças nas negociações contratuais, com as editoras discográficas tentando proibir regravações por períodos mais longos. Isso reflete o reconhecimento da influência e do poder que artistas como Swift têm sobre seu próprio trabalho e seu impacto na indústria da música.

Embora Swift seja uma exceção devido ao seu enorme sucesso e influência, seu exemplo está levando outros artistas e seus representantes legais a repensar suas estratégias contratuais. Este é um momento de transformação na indústria da música, onde o poder está lentamente mudando de mãos, impulsionado por artistas visionários como Taylor Swift.

Foto: James Rasaiah

Diretor da Abramus Analisa Transformação do Mercado Musical e Remuneração no Streaming

Nos últimos anos, a música digital tem se consolidado no Brasil, especialmente desde a chegada do iTunes em 2011. Gustavo Gonzalez, diretor da Abramus e da Abramus Digital, detalha esse processo de transformação em um artigo recente para a Billboard.

A mudança do CD para o digital trouxe várias novidades. Antes, a venda de CDs era a principal fonte de renda para artistas e compositores. Agora, com os serviços de streaming, os usuários pagam para acessar músicas sem possuí-las. Isso muda a forma de remuneração dos artistas, que recebem de acordo com a quantidade de vezes que suas músicas são tocadas nas plataformas digitais.

Para Gonzalez, um dos principais desafios do mercado digital é a distribuição de receita. No Brasil, onde a economia é instável, muitas famílias não priorizam o pagamento por serviços de música digital. Isso faz com que muitos usuários optem por serviços gratuitos, o que resulta em menos dinheiro para os artistas.

Em países desenvolvidos, a situação é diferente. Lá, as assinaturas de streaming são mais comuns, gerando maiores receitas para os artistas. No Brasil, embora o mercado esteja crescendo, os valores ainda são baixos em comparação a esses países.

Outro ponto destacado por Gonzalez é a enorme quantidade de músicas disponíveis nas plataformas digitais. Com milhões de faixas acessíveis, o consumo é muito mais diversificado. Isso permite que gêneros menos populares também encontrem seu espaço, criando um mercado mais democrático, mas com receitas distribuídas entre muitos artistas.

O mercado digital está em constante evolução e apresenta um crescimento significativo. Segundo o ECAD (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição de Direitos Autorais), as receitas dos serviços digitais já representam 25% do total arrecadado em 2023, superando fontes tradicionais como TV aberta e TV por assinatura.

Essa tendência de crescimento aponta para um futuro promissor. À medida que mais pessoas aderirem aos serviços digitais, as receitas aumentarão, beneficiando todos os envolvidos no setor musical. Além disso, o uso de redes sociais como TikTok e Instagram pode ajudar os artistas a promoverem suas músicas nas plataformas digitais, ampliando ainda mais suas oportunidades de sucesso.

Para Gonzalez, é essencial entender e adaptar-se a esse novo modelo de negócio para aproveitar ao máximo as oportunidades que ele oferece.

Foto: Cadu Andrade/Divulgação

 

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