A Meta Convida Compositores para Webinar Exclusivo sobre Estratégias de Criação Musical nas Redes Sociais

A Meta convida compositores para participar do webinar “Meta Loves Music para Autores” no dia 11 de setembro de 2024, às 10:00 (BRT). O evento é direcionado a profissionais da música que desejam aprimorar sua presença nas plataformas da empresa, como Facebook e Instagram.

Durante o webinar, os participantes receberão orientações sobre os recursos musicais disponíveis na Meta, além de dicas para a criação de conteúdos, como Reels. A iniciativa busca auxiliar compositores na otimização de suas estratégias nas redes sociais.

Entre os palestrantes confirmados estão Adrian Harley, Lauren Landon e Fernanda Bas, que fazem parte da equipe de parcerias musicais da Meta. O evento será conduzido em português e contará com uma sessão de perguntas e respostas ao final.

Palestrantes:

  • Adrian Harley: Head of Music Label Partnerships & Publishing BD LATAM
  • Lauren Landon: Music Publishing Partnerships, EMEA & LATAM
  • Fernanda Bas: Music Label Partnerships

Público-Alvo:

Compositores de todos os gêneros musicais que buscam expandir sua audiência, aumentar o engajamento e fortalecer sua marca pessoal nas plataformas da Meta.

Inscrições:

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas através do link: [https://events.atmeta.com/metalovesmusicparautores]

 

Warner Music Group Passa por Reestruturação Global e Max Lousada Deixa o Cargo de CEO de Música Gravada

A Warner Music Group (WMG) está passando por uma grande reestruturação em sua operação de música gravada. Max Lousada, que atuou como CEO Global de Música Gravada nos últimos oito anos e esteve na empresa por 20 anos, deixará o cargo ao final do ano fiscal da companhia, em 30 de setembro. Lousada continuará como assessor do WMG até 31 de janeiro de 2025.

De acordo com o Music Business Worldwide, a partir de 1º de outubro, Elliot Grainge, fundador da 10K Projects, assumirá o cargo de CEO do Atlantic Music Group, que engloba a Atlantic Records, 300 Elektra Entertainment e a própria 10K Projects. Grainge, que se juntou à equipe de liderança global da WMG após a empresa adquirir 51% da 10K Projects por US$ 102 milhões no ano passado, trabalhará ao lado de Julie Greenwald, que foi nomeada presidente do Atlantic Music Group. Ambos se reportarão a Robert Kyncl, CEO do WMG.

Nos EUA, a operação musical gravada da Warner será organizada em dois grupos de gravadoras. O Atlantic Music Group, liderado por Grainge, abrigará várias marcas importantes, enquanto a Warner Records, na Costa Oeste, terá agora também a supervisão da Warner Music Nashville, Nonesuch e Reprise.

Globalmente, a Warner adotará uma “estrutura mais plana” em suas operações musicais, eliminando as funções de CEO e Presidente Internacional de Música Gravada. Os líderes regionais e divisionais agora se reportarão diretamente a Kyncl. Simon Robson supervisionará as operações na Europa, Oriente Médio e África (EMEA), enquanto Alejandro Duque continuará liderando a América Latina (LATAM). Um novo líder será nomeado para supervisionar a região Ásia-Pacífico (APAC).

Essas mudanças fazem parte de uma reestruturação mais ampla que inclui a redução de 10% no quadro global de funcionários da WMG até o final de setembro de 2024, afetando cerca de 600 trabalhadores. Parte dessas demissões está ligada ao fechamento ou venda de propriedades de mídia, como HipHopDX e UPROXX, vendidas recentemente.

Max Lousada, ao comentar sua saída, destacou o legado de uma empresa que valoriza a criatividade dos artistas e ajudou a lançar carreiras de superestrelas. Ele expressou confiança na nova estrutura e na equipe que permanecerá à frente da WMG: “Ao longo das últimas duas décadas, criamos juntos algo especial na Warner: uma companhia musical construída para artistas, onde vozes originais são defendidas, onde a sua criatividade é honrada e protegida, e onde carreiras de superestrelas são iniciadas.

“Estou orgulhoso de ter criado uma equipe de classe mundial que compartilha essa visão e cujo empreendimento e energia trouxeram novos rótulos, reconstruíram marcas icônicas, expandiram nossa rede global e foram pioneiros em novas experiências para os fãs. O negócio da música sempre foi uma questão de evolução e chegou a hora de construir algo novo. Ajudarei a equipe nessa transição e não tenho dúvidas de que eles continuarão a desenvolver artistas que movem o mundo.”

Foto; divulgação

Justiça Condena Patati Patatá por Não Pagar Devidamente os Direitos Autorais a Compositor de Suas Principais Canções

A Justiça paulista condenou a Rinaldi Produções, responsável pelos personagens Patati e Patatá, a indenizar o compositor Jorge Bragança Caetano da Silva por não ter recebido os créditos e royalties de suas composições. Silva, coautor de 14 músicas da dupla, incluindo a “Dança do Avestruz”, alegou que não foi devidamente remunerado nem reconhecido por seu trabalho.

Conforme o colunista Rogério Gentile, o juiz Guilherme Depieri determinou que a empresa pague R$50 mil em danos morais e uma quantia adicional por danos materiais, baseada nos lucros obtidos com as músicas. Além disso, a empresa deverá corrigir o crédito das obras em todas as plataformas de streaming e incluir o nome do compositor.

A Rinaldi Produções e o produtor musical Ricardo Andrade, que intermediou a contratação de Silva, também foram condenados. A defesa da Rinaldi Produções argumentou que o compositor não teria direitos autorais, pois as obras foram feitas por encomenda e dentro de roteiros específicos. No entanto, o juiz considerou que Silva, de fato, tem direito ao reconhecimento como coautor das músicas.

Ambos, Rinaldi Produções e Ricardo Andrade, podem ainda recorrer da decisão.

Imagem: Reprodução/Instagram

Estudo Mostra que Compositores Enfrentam Dificuldades para Viver da Música na Era do Streaming

Um estudo da consultoria britânica Midia Research revela que viver apenas como compositor na era do streaming é cada vez mais difícil. O levantamento, intitulado “Songwriters Take the Stage”, aponta que a remuneração para compositores não aumentou significativamente nos últimos 13 anos desde a criação do Spotify.

De acordo com a Folha de São Paulo, o relatório revelou que apenas 10% dos mais de 300 compositores pesquisados ganham mais de US$30 mil por ano, enquanto 54% recebem no máximo US$ 1.000. Para 67% dos entrevistados, a principal dificuldade é a baixa renda gerada pelo streaming.

Cada reprodução de uma música gera cerca de US$0,004. Desse valor, apenas 14% é destinado aos compositores, com 56% indo para artistas, gravadoras e distribuidoras, e 30% para o serviço de streaming. Na prática, isso significa que os compositores recebem apenas 9,5% da receita total, enquanto os artistas ganham quase o dobro.

A situação é ainda mais complicada pelo fato de que, ao contrário dos artistas, os compositores não podem complementar sua renda com turnês ou vendas de mercadorias. Por isso, somente 0,04% dos compositores se dedicam exclusivamente à composição.

Foto; Logo do Spotify – Rodrigo Oropeza/AFP

Justiça Proíbe Luísa Sonza de Vender Esmalte com Nome de Sua Música “Modo Turbo”

A Justiça determinou que Luísa Sonza não pode divulgar ou vender um esmalte chamado “Modo Turbo”, nome de uma de suas músicas lançadas em 2021.

A decisão, da juíza Larissa Gaspar Tunala, é resultado de um processo movido pela empresa Modo Turbo Royalties e Licenças, que alega ser a proprietária da marca registrada no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI).

De acordo com o colunista Rogério Gentile, a empresa argumentou que o uso do nome “Modo Turbo” para um esmalte constitui concorrência desleal. Além de proibir a comercialização, a decisão incluiu uma indenização de R$ 25 mil por danos morais e uma compensação adicional baseada no lucro obtido por Sonza com a marca.

Em sua defesa, Sonza alegou que a música “Modo Turbo” foi registrada antes da empresa adquirir a marca e afirmou que não há semelhança visual entre o esmalte e a marca da empresa. A juíza, no entanto, afirmou que há risco de confusão no mercado consumidor devido à semelhança dos nomes e a atuação da empresa no setor de cosméticos.

A artista ainda tem a opção de recorrer da decisão.

Foto; Mariana Pekin/UOL

Universal Music apresenta Crescimento Abaixo das Expectativas e Desafios com Plataformas Digitais no Último Trimestre

As ações da Universal Music Group (UMG) sofreram uma queda acentuada de até 30%, o maior declínio desde sua oferta pública inicial. O tombo ocorreu após uma receita de assinaturas e streaming que ficou abaixo das expectativas. No segundo trimestre, o crescimento da receita de assinaturas em música gravada foi de 6,9%, abaixo da previsão média de 11%, conforme levantamento da Bloomberg.

Conforme o Valor Econômico, o fraco desempenho foi atribuído em parte à desaceleração na receita de publicidade de plataformas como Spotify e YouTube, além de desafios com redes sociais. A Meta interrompeu a licitação de vídeos musicais premium da UMG para o Facebook, e uma disputa com o TikTok resultou em perdas de receita.

A receita de streaming caiu 4%, refletindo a diminuição na publicidade e problemas relacionados às renovações de contratos. Apesar do crescimento da receita total da UMG, que alcançou 2,93 bilhões de euros, o sentimento dos investidores foi afetado pela baixa no crescimento esperado.

Os investidores da UMG, incluindo Bill Ackman e acionistas como Vivendi e Bollore, também sentiram o impacto. A empresa tem pressionado por uma compensação mais justa para os artistas e continua a negociar acordos para melhorar o pagamento e lidar com música gerada por inteligência artificial.

 

Foto: George Walker IV/AP Photo

Daniel Ek Revela Planos para ‘Uma Versão Muito Melhor do Spotify’ em Teleconferência de Resultados

O Spotify divulgou ontem seus resultados financeiros do segundo trimestre em uma teleconferência. Um dos pontos discutidos foi o crescimento de usuários ativos mensais (MAUs), que são pessoas que acessam o serviço pelo menos uma vez por mês. A empresa registrou 626 milhões de MAUs, um aumento de 14% em relação ao ano anterior, mas 5 milhões a menos do que o previsto.

Conforme o MusicAlly, o CEO Daniel Ek falou sobre duas iniciativas para aumentar os usuários da versão gratuita do Spotify. A primeira é melhorar o marketing, e a segunda é aprimorar a versão gratuita do aplicativo para aumentar o engajamento e a retenção, especialmente em mercados em desenvolvimento.

Ek também comentou sobre a disputa do Spotify com editoras nos EUA. Ele disse que os pagamentos às editoras continuam a crescer ano após ano, com recordes em 2023 e expectativas de superação em 2024.

Outro ponto discutido foi a introdução de um novo nível de serviço, que será mais caro e oferecerá recursos adicionais em comparação com a assinatura premium atual. Embora o lançamento ainda esteja sem data definida, Ek sugeriu que o novo plano pode custar entre US$17 e US$18 e proporcionará uma experiência aprimorada para os usuários mais exigentes.

Foto; reprodução

Principais Times da NBA enfrentam Ações Judiciais por Uso Indevido de Músicas Em Redes Sociais

Quatorze times da NBA estão sendo processados nos EUA por uso indevido de músicas protegidas por direitos autorais em vídeos promocionais postados em suas redes sociais e no site oficial da NBA. As ações foram movidas por Kobalt Music Publishing, Artist Publishing Group e outros.

Conforme o Music Business Worldwide, entre os times processados estão New York Knicks, Cleveland Cavaliers, Denver Nuggets e Minnesota Timberwolves, além de Atlanta Hawks, Indiana Pacers, Miami Heat, New Orleans Pelicans, Orlando Magic, Philadelphia 76ers, Phoenix Suns, Portland Trail Blazers, Sacramento Kings e San Antonio Spurs.

As ações foram apresentadas no Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito Sul de Nova York. As queixas alegam que as equipes não obtiveram a licença necessária para usar as músicas. As denúncias incluem faixas como “Don’t Start Now” de Dua Lipa e “Lean On” de Major Lazer, DJ Snake e MØ.

A Kobalt Music Publishing é citada como agente licenciador exclusivo, enquanto o Artist Publishing Group é mencionado em quase todos os processos, exceto contra o Miami Heat. As reclamações ressaltam que as equipes da NBA conhecem as proteções das leis de direitos autorais, pois detêm seus próprios direitos sobre conteúdo.

Os processos buscam até US$150.000 por violação, o que pode resultar em milhões de dólares em danos para as equipes da NBA. Muitos dos vídeos listados nas ações não estão mais disponíveis para visualização.

Foto;  Rafapress/Shutterstock

Chinaina, cantor e apresentador, discute o papel da TV e do rádio na música contemporânea

Chinaina, cantor e apresentador, escreveu um artigo para a NovaBrasil FM discutindo como medir o sucesso de um artista. Ele usa sua mãe, Dona Lúcia, como régua: se ela conhece o artista, ele está realmente estourado. Isso porque ela representa um tipo de consumidor que avalia o sucesso pela presença na TV e no rádio.

O cantor defende que, apesar da força da internet, rádio e TV ainda impactam nosso cotidiano. Ele lembra que todos os artistas querem estar nesses meios, pois ajudam a ampliar o público e massagear o ego. No entanto, ele aponta que conseguir espaço nesses veículos está cada vez mais difícil devido às novas tecnologias e às exigências de números altos nas plataformas digitais.

Ele compartilha sua experiência dos anos 90, quando fazia turnês e se apresentava em rádios e TVs. Chinaina menciona como festivais e programas como Na Brasa na MTV foram cruciais para novos artistas como Emicida, Criolo e Tulipa Ruiz.

Hoje, ele percebe uma dificuldade maior em encontrar novidades na música devido ao foco excessivo em números e patrocinadores. Chinaina conclui que é preciso coragem e ousadia para promover novos talentos e acredita que rádio e TV podem chancelar novos artistas, apostando neles e oferecendo uma programação diversificada.

Foto; reprodução

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