Review: Criador de Bandcamp se posiciona e diz que “Música é arte, e não conteúdo”

Matéria de Estadão

Em entrevista, Ethan Diamond, criador do Bandcamp se posicionou contra aqueles que tratam a música como uma commodity, feita apenas para vender planos de assinatura. Para ele, sua plataforma sempre vai focar no que é justo para os artistas.

Na última semana, o Estadão entrevistou Ethan Diamond, o criador do Bandcamp, uma das plataformas de compartilhamento de arquivos que mais cresceu durante a pandemia do coronavírus. Isso porque, seu modelo permitiu que fãs pudessem ajudar seus artistas favoritos.

Criada em 2007, é uma resistente em comparação à outros serviços semelhantes que acabaram desaparecendo com os serviços de streaming. Na pandemia, o Bandcamp está sendo uma grande oportunidade para pequenos artistas, chegando a crescer 70% no período de quarentena.

Durante a entrevista, Ethan Diamond, manteve seu posicionamento de que o Bandcamp é uma plataforma dedicada à, de fato, ajudar artistas, em contramão aos tradicionais serviços de streaming, como Spotify e Apple Music, que almejam sobre tudo lucro. Para ele, música não é uma commodity ou conteúdo feita para ser vendida a troco de assinaturas:

“Música é arte, não é conteúdo. Qualquer um que cria música sente a mesma coisa – ela acontece quando tem que acontecer. Quando alguém cria essa arte, ela está nos confiando algo que é quase sagrado. Eu acho importante que isso esteja nas mãos do artista e não de uma plataforma. É triste que a música seja tratada como uma commodity para vender hardware ou assinaturas. Não é isso o que fazemos”, afirmou Diamond.

É por este motivo que é difícil ver artistas de grandes gravadoras (as majos) na plataforma. Para o criador do Bandcamp, apesar de haver negociação com as majors, este não é o objetivo da plataforma:

“Ter esses artistas exige acordos que colocam limites em como você oferece a música. Licenciar a música das majors tem muitos desafios. E sempre soubemos que queríamos garantir que a plataforma fosse para os artistas. Pensamos em crescer e demonstrar nosso valor para gente cada vez maior. Estamos começando a ver isso, mas temos que ser transparentes e justos. Não podemos mudar nossos termos“, explicou Diamond ao portal.

“Creio que nos próximos anos veremos mais música das ‘majors’ no Bandcamp. Mas a ideia nunca foi construir um sistema que tenha toda a música do mundo. Já existem muitos lugares que fazem isso. É mais importante criar um sistema no qual os artistas são tratados justamente. A parte mais interessante da música não é criada pelas majors. Eu estou de boa. Prefiro isso do que perder o controle da companhia apenas para ter mais música”, completou o criador da plataforma.

Para o futuro, Diamond quer mais para os artistas, principalmente para os independentes: “Sempre queremos encontrar maneiras para os fãs apoiarem os artistas. O melhor agora é ter ferramentas para serem usadas fora do ciclo de um álbum. Um artista vai lançar apenas um álbum a cada poucos anos, mas isso não muda o fato de que há fãs que querem apoiá-los, especialmente quando não há turnês. A gente tinha um programa piloto de prensagem de discos de vinil nos EUA. Vamos expandi-lo para mais artistas nos próximos meses“.

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Autor de música usada em propaganda da Secom não irá receber direitos autorais

O Autor da música usada na propaganda da Secom, estrelada por Mário Frias, se arrepende e não vai receber royalties pelo seu uso. Isso porque a música foi lançada no Audio Library, canal do YouTube dedicado a promover músicas sem direitos autorais e creative commons music para criadores de conteúdo.

Sabe aquela propaganda da Secom – Secretaria Especial de Comunicação Social – que deu o que falar, principalmente após a sátira do comediante Marcelo Adnet? Pois desta vez, a notícia é de que o autor da música que fez parte da trilha sonora da campanha, não havia autorizado seu uso.

De acordo com o ‘Diário do Centro do Mundo’, o autor Scott Buckley, autor da música intitulada “Ômega”,  ao ser questionado por um usuário no Twitter sobre os direitos autorais, respondeu que “nenhuma licença foi paga por este uso”. Isso porque, Buckley disponibilizou sua música no Audio Library, canal do YouTube dedicado a promover músicas sem direitos autorais e creative commons music para criadores de conteúdo.

Buckley também aproveitou para se posicionar contra as opiniões da Secom: “Eles apenas a usaram. Definitivamente, não apoio suas opiniões políticas, nem quero seu dinheiro. Esta é outra desvantagem de lançar minha música livremente”.

A opinião de Buckley só reafirma as vantagens e desvantagens de se lançar uma música em plataformas de livre uso. Não se sabe em que mãos ela vai parar!

 

Foto: reprodução YouTube

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Spotify deve lançar recurso para mostrar datas de lives musicais

Matéria de B9

Vazou foto que mostra um novo recurso do Spotify, que mostrará as próximas apresentações ao vivo de artistas para os usuários.

A engenheira Jane Manchun Wong publicou uma foto em seu Twitter sobre uma novidade não anunciada pelo Spotify, que deve envolver eventos virtuais ao vivo.

Na imagem, Wong consegue visualizar o próximo show ao vivo da banda de k-pop BTS, no iHeartRadio Music, previsto para o dia 19 de setembro.

Tudo indica que esta é uma prova de que o Spotify está desenvolvendo um novo recurso em que os usuários poderão visualizar uma nova seção de “Próximos eventos virtuais” e poderão verificar quando o artista fará uma transmissão ao vivo pela internet.

O Spotify já possui recurso semelhante para mostrar os próximos shows, só que de eventos físicos, com parceria de vendas de ingressos com empresas cfomo a Ticketmaster, Eventbrite, AXS e ePlus. Com a pandemia do novo coronavírus, este recurso parece estar se atualizando já que shows e eventos físicos não voltarão tão cedo a acontecer.

De acordo com o B9, esforços semelhantes estão sendo realizados por diferentes plataformas de streaming com o intuito de  impulsionar o mercado de transmissão ao vivo. A Billboard publicou dados da plataforma de concerto virtual StageIt, confirmando que em 2011, antes da pandemia, o gasto médio por fãs em uma transmissão de 30 segundos era de US$3,75. Atualmente esse valor cresceu para US$16,50. A PricewaterhouseCoopers chegou a projetar que eventos de música ao vivo gerariam US$28,8 bilhões em receita em 2020, também antes da pandemia.

 

Foto: reprodução

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Influenciadora digital é obrigada a restituir seguidora, após divulgar golpe dado por loja

Matéria de Direito News

Influenciadora digital se deu mal, e teve que restituir um iPhone à consumidora que comprou o produto, após ver sua publi. Após não receber o celular, seguidora descobriu que loja já aplicou golpes em vários lugares do país.

A influenciadora Virgínia Fonseca foi obrigada a pagar o valor de R$2.639,90 a uma seguidora que comprou um iPhone 8 Plus influenciada por sua publi.

A seguidora contou que comprou o celular após ver a indicação da blogueira, entretanto não  recebeu o aparelho. Diante da situação, a seguidora descobriu que a promoção se tratava de um golpe aplicado em todo o país. Ela decidiu ir à Justiça.

Segundo o Direito News, em sua defesa, a influencer digital argumentou que a culpa era exclusiva da autora. Apesar de ter recorrido, seu pedido foi negado no dia 19 de agosto.

Para o juiz leigo Rafael da Silveira Thomaz, não há relação de consumo entre a influencer e sua seguidora. Todavia, com base no artigo 927 do Código Civil, a atividade da influencer implicou expor os produtos de terceiros à venda:

“Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem”.

Portanto, foi graças à divulgação da influencer que a consumidora comprou o produto. Além disso, já que a campanha gerou lucros para Virgínia, ela pode responder por danos decorrentes.

O caso é um alerta à artistas e músicos que possuem vários seguidores nas redes sociais.  Antes de fazer qualquer publicidade ou parceria, sempre é válido checar a procedência e o histórico das empresas para não ocorrer os mesmos problemas enfrentados pela influenciadora digital citada nesta notícia.

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Pesquisa identifica que apenas 1% dos artistas geram 90% das audições

Matéria de G1

Mapeamento entre os serviços de streaming identificou uma desigualdade musical na internet, onde artistas grandes, o equivalente a 1%, representam 90% das audições.

Um levantamento, publicado na edição americana da revista Rolling Stone, identificou que apenas 1% dos artistas gera 90% das audições em serviços de streaming.

Segundo o estudo realizado pela empresa americana Alpha Data, metade dos músicos não conseguem chegar a 100 plays nas plataformas.

A partir desses dados foi possível notar que apesar dos serviços de streaming terem um catálogo imenso de músicas, com lançamentos a todo o momento, apenas os artistas mainstream garantem um maior quantidade de plays.

De acordo com os dados publicados no G1, a pesquisa analisou mais de 1 milhão de lançamentos de artistas nos principais serviços streaming, de janeiro de 2019 a julho de 2020.

A desigualdade também acontece nas vendas de faixas e álbuns online. O grupo de 1% dos grandes músicos representa 83% do total comprado no mesmo período. No formato de venda física, os artistas mais populares representam 53% do total de venda de vinis e cds.

A pesquisa também se estendeu para o rádio, onde os grandes artistas (1%) são responsáveis por 99,996% das execuções por lá.

 

Foto: O artista Drake, mais ouvido no Spotify/ reprodução

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Report: Pequenos Artistas e o Novo Mercado da Influência

Matéria de Linktree

Relatório mostra a importância da influência dos pequenos artistas no digital.

No último mês, a empresa especializada em pesquisa e estratégia para o mercado musical, Buzz Music Content, publicou dois relatórios para explicar a importância da influência dos artistas (principalmente os de pequeno porte)  no digital.

No relatório de mais de 50 páginas, podemos compreender melhor como  artistas e marcas  podem trabalhar em conjunto e explorar novos caminhos. Sem dúvidas, o Buzz Music Content é perfil que todo mundo do mercado musical deveria ficar ligado.

DOWNLOAD:

Pequenos Artistas e o Novo Mercado da Influência (para artistas)

Pequenos Artistas e o Novo Mercado da Influência (para marcas)

 

Foto: Instagram @buzz_musiccontent

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Natura Musical anuncia investimento de R$8,5 milhões no setor cultural

Matéria de @meioemensagem

Edital Natura Musical pretende beneficiar e incentivar a cultura no Brasil, principalmente os estados de Minas Gerais, Bahia e Rio Grande do Sul.

A Natura investirá R$8,5 milhões para incentivar a cultura no Brasil, através do edital Natura Musical. Em julho, a empresa já havia confirmado a abertura do edital, mesmo com a pandemia do Coronavírus.

Segundo o Meio & Mensagem, além da seleção de projetos, as Secretarias de Culturas dos estados da Bahia, Rio Grande do Sul e Minas Gerais serão e beneficiadas com um incentivo de R$1 milhão cada para fomentar ações nas regiões.

O portal também informou que toda a verba será distribuída da seguinte maneira: R$1,5 milhão para projetos nacionais, R$1 milhão para Bahia, Minas, Pará e Rio Grande do Sul (cada) e os R$3 milhões restantes  serão destinados igualmente aos fundos de cultura da Bahia, de Minas e do Rio Grande do Sul.

O setor cultural foi o que mais sofreu com a crise gerada pela pandemia do coronavírus, impedindo as apresentações de shows e peças de teatros.

“Em momentos de crise, a cultura é decisiva para enfrentar o caos, reconstruir o tecido social e ajudar a projetar o futuro. Entendemos que o papel de uma plataforma longeva como Natura Musical é reforçar o seu compromisso com a cultura, continuar fomentando a produção artística e valorizar o impacto positivo que esse mercado produz na nossa sociedade”, disse Fernanda Paiva, Head of Global Cultural Branding no comunicado oficial.

 

Foto: reprodução –  Xênia França, compositora brasileira apoiada pelo programa Natura Musical

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Banda americana está leiloando a faixa 10 de seu novo álbum no eBay

Matéria de L4LM

A faixa 10 do novo àlbum da banda Vulfpeck está avaliada em mais de 50 mil dólares no e-bay. Comprador que der lance mais alto poderá nomear a música.

A banda americana Vulfpeck está leiloando a faixa 10 de seu próximo álbum no e-Bay. O lance atual está avaliado em mais de 50 mil dólares.

Para o lançamento de seu álbum ‘The Joy of Music, The Job of Real Estate’, a banda de Funk americana foi às redes sociais fazer um anúncio ousado. Clique aqui para visualizar.

No anúncio o líder da banda, Jack Stratton, contou que andou tomando algumas decisões erradas e que se deu mal. Segundo ele, no início do ano, ele resolveu investir comprando algumas ações no Spotify, na certeza de que elas iriam render uma boa grana. Como previsto, o retorno chegou, o que fez Stratton ficar ainda mais confiante para investir quatro vezes mais. Só que, como o mercado financeiro é imprevisível, as ações caíram. Ele perdeu tudo!

“Eu gostaria de poder dizer que estou falido, mas é pior do que isso”, disse Stratton em seu post.

Diante da situação, veio a ideia de leiloar a faixa 10 de seu álbum para tentar dar uma equilibrada em seu orçamento.

Na descrição do produto, o comprador que der o lance mais alto terá direito à nomear a faixa (naming rights) e aos 2 minutos e 30 segundos dela.

“Imagine sua banda, seu produto, seu filho na faixa 10 do próximo álbum de Vulfpeck, ‘The Joy of Music, The Job of Real Estate’. O crescimento financeiro de longo prazo é quase garantido”, diz a descrição do produto do e-bay.

“Não se trata apenas de lucros. Considere os intangíveis: objetivos de vida, prazer, feijão, imortalidade, funk”, completa a descrição.

Mas outra parte da descrição alerta: “O Comprador reconhece ainda que o Vendedor pode promover, não promover, descartar, amar ou simplesmente ignorar a Faixa 10 como o Vendedor considerar adequado, por toda a eternidade ou até 2121, o que ocorrer primeiro”.

Parece que a estratégia tem dado certo já que a “Faixa 10” agora está avaliada em mais 50 mil dólares.

Vale lembrar que o caso foi comentado durante o podcast do “Música em Rede”  pelos convidados Pena Schmidt e Guta Braga. “O Fonograma vai salvar a Indústria da Música?” – OUÇA AQUI.

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GOOGLE TESTA HUB PARA REUNIR SERVIÇOS DE STREAMING EM UM SÓ LUGAR

Versão de testes do ‘Caleidoscópio’, hub do Chrome, será possível ver ‘Stranger Things’ da Netflix e pular para ‘Fleabag’ da Prime Video.

O Google está testando um hub para reunir todos os serviços de streaming em um só lugar, sem previsão de lançamento ainda.

A novidade foi descoberta pelo portal Chrome Story, especializado sobre o navegador. De acordo com o Olhar Digital, na última semana, ao entrar no endereço chrome://kaleidoscope (apenas na versão Chrome Canary) o portal conseguiu visualizar uma versão dos testes em que o Google está testando o hub.

Tudo indica que o hub se chamará ‘Caleidoscópio’ e que ele permitirá que o usuário reúna todo os seus serviços de streaming favoritos. Ou seja, será possível assistir a um episódio de “Stranger Things’ na Netflix e pular para ‘Fleabag’, da Prime Video.

Se lançada, a novidade vai tornar a vida de viciados em séries e filmes ainda mais prática! #natorcida!

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TikTok fecha parceria para distribuir músicas diretamente em serviços de streaming

Matéria de VEJA

A parceria permitirá à artistas que viralizaram no TikTok, inserir suas músicas nas plataformas de streaming com mais agilidade e menos custos pela UnitedMasters.

No meio de tantas notícias sobre a venda do TikTok e uma grande campanha de Donald Trump contra o aplicativo, a ByteDance anunciou na última semana um novo acordo com a United Masters para distribuir músicas do TikTok em serviços de streaming.

De acordo com o TechCruch, com o acordo, artistas independentes poderão enviar seus hits virais no TikTok direto para os serviços de streaming, como o Spotify e Apple Music, usando o plano da United Masters de U$5 por mês, ou optarem pelo desconto sobre os royalties.

Segundo a Veja, a novidade facilitará que artistas que viralizaram no aplicativo de vídeos possam inserir suas músicas de forma mais rápida nos serviços de streaming, sem precisar assinar com uma gravadora. Não foi revelado se a novidade deve rolar no Brasil.

A UnitedMasters é uma empresa de distribuição fundada pelo ex-presidente da Interscope Records, Steve Stoute. A empresa permite que músicos (especialmente os iniciantes) disponibilizem suas músicas em serviços de streaming pagando taxas melhores pelo serviçõ de distribuição . Além disso, o selo disponibiliza aos artistas ferramentas analíticas, CRM e parcerias com a ESPN e NBA.

Vale notar que este pode se um dos últimos acordos negociados pela ByteDance nos Estados Unidos, já que o presidente Donad Trump determinou que o TikTok seja vendido por violar leis de segurança e privacidade dos usuários.

 

Foto: reprodução

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