MERCADO AQUECIDO: JUSTIN TIMBERLAKE VENDE DIREITOS DE MÚSICAS PARA FUNDO DE INVESTIMENTOS

A estrela pop Justin Timberlake vendeu os direitos de seu catálogo de composições, incluindo grandes hits como “Cry Me a River,” “SexyBack” e “Mirrors”, além de participações em músicas compostas na época em que participava da boyband NSYNC.

De acordo com O Globo, o catálogo de Justin Timberlake foi vendido para o fundo de investimentos da empresa de capital privado Blackstone, parceira da Hipgnosis Song Management, que vem ganhando fama por fazer grandes aquisições de catálogos musicais.

Apesar do valor da aquisição não ter sido divulgado, fontes revelaram que a transação foi avaliada em US$100 milhões. Indo na contramão do que muitos especialistas da indústria vem dizendo sobre este tipo de aquisição. Para muitos profissionais a aquisição de catálogos musicais já estaria esfriando. Não é o que parece.

Foto: Reuters/MARIO ANZUONI

JORNALISTA DIZ QUE MERCADO FONOGRÁFICO DEVE EVITAR DEPENDÊNCIA DO TIKTOK

Nesta semana o jornalista carioca Mauro Ferreira publicou em sua coluna para o G1, uma análise sobre os artistas que tiveram suas músicas viralizadas no TikTok. Para ele, a indústria fonográfica deve evitar focar em um único canal de mídia.

O questionamento veio após o hit “Acorda Pedrinho”, da banda Jovem Dionísio, viralizar no TikTok. O sucesso do hit na plataforma fez com que a música chegasse ao Top 50 Global do Spotify, além do videoclipe ultrapassar cinco milhões de visualizações no Youtube.

Conseguir tal feito é algo que muitos artistas, suas equipes e gravadoras têm buscado constantemente. Embora nem sempre isso aconteça, na verdade é algo bem raro, e ninguém sabe ao certo a fórmula para este tipo de sucesso. Então: “até que ponto é interessante depositar todas as expectativas do resultado de uma música em um único canal de mídia?”, indagou o jornalista.

“Para artistas em início de carreira, como o grupo Jovem Dionísio, nada há a perder”. Afirmou Ferreira.  Entretanto, “Para gravadoras e artistas já consolidados no mercado fonográfico, muito pode ser perdido se o foco for direcionado primordialmente para o aplicativo chinês. Ou para qualquer outra rede. Até porque, por mais que haja pressão da indústria para que artistas emplaquem músicas no TikTok, quem manda em última instância é o público”, completou.

O que Ferreira disse faz muito sentido, afinal no mundo dos negócios é a mesma coisa. Nem sempre o seu “cliente”, ou o “seu fã”, vai estar apenas no TikTok ou em uma rede social exclusiva.

“Esperar tudo do TikTok é entrar em sinuca de bico que pode deixar artistas e gravadoras sem saída”, finalizou o jornalista.

VEJA A ANÁLISE COMPLETA CLICANDO AQUI!

ANA PAULA VALADÃO E BANDA DEVEM PAGAR R$1 MILHÃO À GRAVADORA POR QUEBRA DE CONTRATO

Nesta segunda-feira (30) o portal Notícias da TV publicou uma notícia a respeito de uma disputa judicial entre a gravadora Som Livre e a banda Diante do Trono, considerado o maior grupo musical evangélico no Brasil, e que tem como líder a pastora Ana Paula Valadão.

No processo que se iniciou em 2015, a Som Livre alegou que a banda descumpriu o contrato que determinava o lançamento de um álbum com músicas inéditas por ano, além de não ter realizado nove shows marcados em 2014.

A gravadora afirmou ainda que o Diante do Trono decidiu romper o contrato unilateralmente em 2009, antes do prazo, que seria apenas em 2017. Por conta desses motivos, a Som Livre pediu uma indenização de aproximadamente R$300 mil por perdas e danos materiais na Justiça do Rio de Janeiro.

Embora a gravadora tenha vencido em todas as instâncias, inclusive no STJ (Superior Tribunal de Justiça), a banda decidiu entrar com uma nova ação judicial para não pagar a indenização. No entanto, o valor atualizado chegou a mais de R$1 milhão, ou seja, quatro vezes mais do que foi pedido inicialmente.

Neste novo processo, o grupo acusa a gravadora por enriquecimento ilícito, já que o valor está muito acima do que foi pedido inicialmente no primeiro processo. O portal informou que a vocalista e pastora Ana Paula Valadão disse que a banda trabalha como uma instituição independente, sem fins financeiros e que presta ajuda para pessoas necessitadas por meio da fé.

No último dia 13, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro negou as argumentações da banda, e autorizou o desconto de crédito nas contas de Diante do Trono. Para a Justiça, houve uma quebra de contrato e o valor precisa ser pago sem questionamentos até o início de Junho.

A decisão desse novo processo é em segunda instância e ainda cabe recurso, e até o momento, Som Livre e Diante do Trono não comentaram o assunto.

Foto: divulgação

Festival Sarará chama cinco cantoras para homenagear Elza Soares

MEMÓRIA. Nesta semana o Festival Sarará anunciou que fará uma grande homenagem à Elza Soares, que faleceu em janeiro, aos 91 anos.

De acordo com o Estado de Minas, as cantoras Paula Lima, Teresa Cristina, Julia Tizumba, Luedji Luna e Nath Rodrigues subirão ao palco do festival interpretando o mesmo repertório que seria apresentado por Elza Soares.

Esta foi a maneira que a produção do Sarará encontrou para melhor representar a artista, como contou Carol de Amar, diretora artística do festival, que assina a curadoria com Mônica Brandão:

“A partida da Elza foi um grande susto. No primeiro momento, ficamos travados, sem saber o que fazer, chocados. Depois, conversando com a equipe dela, chegamos à conclusão de que o Sarará não poderia não ter a Elza. Então, começamos a pensar na homenagem”.

De acordo com as curadoras, a ideia é reconstruir o show “Elza Ao vivo no Municipal”, gravado pela cantora no Theatro Municipal de São Paulo entre 17 e 18 de janeiro passado, dois dias antes de falecer no dia 13 de maio. Esta é uma forma de legitimar a vontade da artista:

“É homenagem à altura dela, não vai fugir em nada do que ela mesma estava esperando. Nossa intenção é que seja algo extremamente respeitoso, próximo do que a Elza faria”, afirmou Mônica.

O Festival Sarará acontece na Esplanada do Mineirão, Belo Horizonte, no dia 27 de agosto, e conta com um line-up formado por artistas como Emicida, Zeca Pagodinho, Pabllo Vittar, Karol Conká e Marina Sena. Os ingressos variam de R$220 (inteira) a R$400 (inteira).

Foto: Carl de Souza/AFP/28/8/18

GESTÃO COLETIVA: CISAC DESTACA AVANÇOS DE AÇÕES PARA PROTEGER DIREITO DOS AUTORES

Nesta manhã, a CISAC – Confederação Internacional de Sociedades de Autores e Compositores – publicou seu relatório anual para divulgar as atividades que tem realizado para proteger os criadores e ajudar a impulsionar suas receitas.

Entre os destaques do relatório, a CISAC falou sobre sua iniciativa global Creators for Ukraine, para ajudar criadores e refugiados ucranianos na Guerra contra a Rússia. As sociedades da CISAC contribuíram com 1,4 milhão de euros, que foram distribuídos a criadores individuais e instituições de caridade que ajudam as vítimas da guerra.

Além disso, a entidade citou questões importantes que envolvem compositores no mundo, como o impacto da inteligência Artificial nos Direitos Autorais, a campanha internacional ‘Your Music Your Future’ contra buyouts, e estudo de casos com foco em quatro territórios desenvolvendo sistemas de apoios aos direitos de roteiristas e diretores de audiovisual.

“Sempre uma excelente publicação para entender as movimentações da gestão coletiva global. Desafios imensos, muito trabalho pela frente em um mundo em aceleração intensa e de difícil compreensão”, pontuou Peter Strauss em nosso grupo no Facebook.

Pra Marcelo Castello Branco, o Presidente do conselho da CISAC, apesar dos grandes desafios, a associação continua construindo uma rede de apoio para os compositores:

“Os últimos dois anos foram muito exigentes, com desafios sem precedentes, reduções de custos e um constante redirecionamento de nossas prioridades. No entanto, a organização sempre enfrentou esses desafios. É por isso que estou esperançoso de que iremos, como rede, continuar a fornecer um alto nível de serviços e orientação, num momento em que a rápida evolução requer flexibilidade e visão. Isto é a CISAC que estamos construindo hoje”.

CLIQUE AQUI  e confira na íntegra o relatório da CISAC

MÚSICOS E INTÉRPRETES PASSARÃO A RECEBER DIREITOS CONEXOS NA FRANÇA

Nesta semana sindicatos e entidades ligadas à música na França realizaram um acordo, junto aos produtores fonográficos, para que intérpretes e músicos também recebam direitos conexos em plataformas de streaming. As informações são da ubc.org.br.

De acordo com o portal da associação brasileira, os produtores fonográficos concordaram em ceder parte (até 11%) das receitas que recebem por execuções de músicas nas plataformas de streaming, para que músicos e intérpretes recebam os direitos conexos.

A mudança se mostra mais do que necessária, já que anteriormente, os profissionais recebiam receitas conforme o que era estabelecido em contratos individuais assinados diretamente com produtores/gravadoras/selos.

Além disso, o movimento pode influenciar para que o mesmo ocorra em outros países, como Brasil. É o que explicou Ana Zan Mosca, advogada paulistana especialista em direitos autorais, à UBC:

“É uma mudança completa de lógica. Uma decisão como essa abre as portas para acordos similares em outros países, como o nosso. As entidades que representam os músicos e intérpretes no Brasil agora têm um caso simbólico no qual se amparar para exigir o mesmo por aqui”.

Após desabafo de Halsey sobre “viral no TikTok”, gravadora libera lançamento de música

Na manhã de domingo (22) a cantora Halsey fez um grande desabafo sobre o descontentamento que vem tendo com relação a sua gravadora, que está a impedindo de lançar uma música, a não ser que ela crie um vídeo viral no TikTok.

A crítica foi publicada pela cantora em um vídeo de 29 segundos no TikTok. O texto do vídeo indicava sua situação: “Basicamente, tenho uma música que amo que quero lançar o mais rápido possível, mas minha gravadora não me deixa”.

“Tudo é marketing”, concluiu Halsey, “e eles estão fazendo isso com todos os artistas hoje em dia. Eu só quero lançar música, cara e eu mereço coisa melhor tbh. Estou cansada.”

A medida em que o TikTok se transformou em uma grande ferramenta de promoção de música, não é segredo que gravadoras e equipes de artistas passaram a criar estratégias para criar “momentos virais”. O desabafo da cantora demonstra o quanto a arte pode ser prejudicada na busca pelo sucesso.

Após a grande repercussão do vídeo, fãs e usuários do Twitter lembraram de outras artistas que já se queixaram sobre a pressão de estarem no TikTok:

https://twitter.com/alluregaga2/status/1528456671311196160?s=20&t=OOQgTPHHA-8im3Geykk0Qg&fbclid=IwAR1Rr4Rb7aR7UZzDhmLepoJPtRVRGQKoIVIQPHM48IS_yHCAIjrnA7QDdSM

 

Atualização: representantes da gravadora da artista, Capitol Records e sua editora AstralWerks,  disseram que vão liberar o lançamento da música:

“Nossa crença em Halsey como uma artista singular e importante é total e inabalável. Mal podemos esperar para que o mundo ouça sua nova e brilhante e música”.

Livro aborda Desigualdade na indústria da música no Brasil

Um estudo sobre a situação de desigualdade racial e de gênero da indústria da música descobriu alguns dados que precisam de atenção do mercado musical.

O levantamento feito pelo jornalista e produtor cultural Leo Feijó, e publicado no livro recém-lançado “Diversidade na Indústria da Música no Brasil – um Olhar sobre a Diversidade Étnica e de Gênero nas Empresas da Música” (Dialética Editora), identificou que 21,4% das organizações presentes no ecossistema da indústria fonográfica não têm negro em seus quadros profissionais.

Além disso, apenas em 16,1% das organizações, as pessoas negras representam mais da metade da força de trabalho.

A presença feminina em gravadoras, editoras, distribuidoras, agências e outras empresas voltadas para a música também se mostrou desigual, já que em quase 20% delas, não há ou possuem no máximo 15% de seu quadro funcional ocupado por pessoas do sexo feminino.

No livro, Feijó também apresenta discussões, análises e pesquisas realizadas em outros países.

CERCA DE 20% DOS USUÁRIOS GLOBAIS DO SPOTIFY OUVEM ED SHEERAN

Um site especializado no mercado musical começou a levantar alguns dados interessantes sobre a audiência no Spotify. O levantamento feito pelo MusicBusinessWorldwide.com descobriu que atualmente Ed Sheeran e Justin Bieber sãos os mais ouvidos na plataforma atualmente.

Com pouco mais de 84 milhões de ouvintes mensais, Ed Sheeran está a frente do ranking de artistas mais ouvidos no mundo. Enquanto Justin Bieber ocupa a segunda posição com 79,66 milhões de ouvintes.

Para se ter uma ideia, o Spotify anunciou no final de março de 2022 que possui 422 milhões de usuários ativos mensais em todo o mundo, então isso significa que cerca de 20% de seus usuários escutam Ed Sheeran mensalmente. Vale notar ainda que o último álbum de estúdio do artista foi lançado em outubro de 2021, o que mostra a potência de Sheeran no mercado.

Completando o ranking dos artistas mais ouvidos na plataforma, The Weeknd aparece na terceira posição com 76,59 milhões de ouvintes mensais. Um fato interessante é que quatro dos principais artistas mais ouvidos no Spotify globalmente (Sheeran, Dua Lipa, Harry Styles e Coldplay) são britânicos; os outros dois (Justin Bieber e The Weeknd) são canadenses.

 

Foto: Warner Music – divulgação

 

 

Afroreggae, Universal Music Publishing Brasil, Virgin Music Brasil e UBC lançam o selo Crespo Music

Recebemos a notícia de que a Universal Music Publishing Brasil, Virgin Music Brasil, UBC e Afroreggae se uniram para lançar o selo Crespo Music.

A ideia do selo é revelar e desenvolver novos talentos artísticos que surgem das favelas do Rio de Janeiro. As informações são da bandfmnews.com.br.

“A gente vai gravar, vai editar, vai lançar, dar suporte para o artista na parte empresarial e de planejamento. Esses talentos não vão ser simplesmente jogados no mercado. Queremos caminhar junto com os que se destacarem mais, fazer um desenvolvimento de carreira”, contou o diretor da Crespo Music, Ricardo Chantilly, que atua a mais de três décadas como empresário artístico de nomes como O Rappa, Jota Quest e Armandinho.

Apesar de novo no mercado, o Crespo Music revelou que já possui um vasto catálogo de fonogramas originais, que foram compostos para serem trilhas de seriados produzidos pelo AfroReggae Audiovisual, o braço criador de conteúdo da organização cultural AfroReggae.

A Universal Music Publishing será responsável por administrar os direitos autorais de todas as composições do catálogo do selo. Enquanto a Virgin Music Brasil, ficará por conta de distribuir o que será produzido. Já a UBC (União Brasileira dos Compositores) irá se empenhar em dar apoio aos criadores para garantir que eles sejam bem remunerados por suas obras.

Foto: Paulo Vitor / Ag.FPontes / Divulgação

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