Esses documentários vão enriquecer o seu conhecimento sobre o mercado musical

Hoje nosso post é especial, pois separamos dois documentários sensacionais que vão enriquecer o seu conhecimento sobre o mercado musical.

A nossa primeira indicação é o documentário “Watch the Sound with Mark Ronson”. Disponível na Apple TV Plus, o produtor musical Mark Ronson se une a criadores e músicos como T-Pain, Charli XCX, Dave Grohl e Paul McCartney, para analisar as inovações no cenário de produção musical, incluindo temas como sintetizadores, distorção, ajuste automático e muito mais.

[ ASSISTA AQUI VIA APPLE TV]

 

A nossa segunda indicação é o documentário, de apenas 16 minutos, ‘The Way Music Died’. Um curta-metragem gratuito disponível em inglês, no YouTube, sobre o lado sombrio das plataformas de streaming de música.

No documentário polêmico, os cineastas se reuniram com profissionais da indústria da música para discutir como plataformas de streaming estão afetando os artistas e a qualidade da música moderna. Assista na íntegra abaixo!

 

UNIVERSAL MUSIC VENCE PROCESSO APÓS MARCA DE BEBIDAS USAR MÚSICAS DO TIKTOK SEM LICENÇAS

Recentemente, a Universal Music ganhou na justiça americana um processo envolvendo direitos autorais contra uma marca de bebida energética, que usou músicas do TikTok em suas campanhas publicitárias na plataforma, sem as devidas licenças.

Conforme o Completemusicupdate.com, a marca de bebidas Bang incluiu músicas controladas pela gravadora em seus vídeos publicitários no TikTok, sem ter solicitado as devidas licenças à editora.

Foto: Marca de bebidas energéticas Bang – Divulgação

No processo, o principal argumento da marca foi de que o TikTok já fornece o uso das músicas, e possui uma licença para todos os seus membros. No entanto, sabemos que não é bem assim que funciona a política da plataforma para uso de músicas, uma vez que o uso é liberado apenas para conteúdos não comerciais, e este foi o entendimento do Juiz William P Dimitrouleas:

“A violação de direitos autorais é uma ofensa de responsabilidade objetiva, o que significa que o proprietário dos direitos autorais não precisa provar qualquer conhecimento ou intenção por parte do réu para estabelecer responsabilidade por violação de direitos autorais”, citou o juiz no julgamento.

Apesar da Bang e sua controladora Vital Pharmaceuticals terem sido condenadas por violação de Direitos Autorais, o caso ganhou uma complexidade após o juiz decidir em não condenar os influenciadores contratados pela marca para criarem conteúdos no TikTok.

O portal explicou que nos EUA, a indústria da música argumentaria que neste caso, assim que um criador digital recebe pagamento, ou outros incentivos de uma marca para criar conteúdo, eles também não são isentos de licenças musicais. E as marcas que os contratam podem ser responsabilizadas. Em termos legais, de acordo com a lei americana, isso seria chamado de “infração contributiva”.

A Universal argumentou que a Bang foi responsável por infração contributiva, porque “a empresa possui uma equipe de mídia social que audita os vídeos de seus influenciadores, incluindo a música que toca nos vídeos antes de serem publicados em suas redes sociais”.

Mas a Bang rebateu que “não tem participação na produção de vídeos de influenciadores de terceiros” e “não seleciona ou tem qualquer controle sobre a seleção de músicas incluídas nos vídeos dos influenciadores no TikTok”.

Sendo assim, o juiz decidiu que a marca tinha controle suficiente sobre o conteúdo dos influenciadores que contratou, mas a Universal não conseguiu provar se, de fato, a empresa de bebidas conseguiu um retorno financeiro sobre os vídeos usados pelos influenciadores com o conteúdo musical, e por isso não a condenou neste quesito.

Vale notar, que a mesma marca está sendo processada também por outras gravadoras, como a Sony Music, pelo mesmo tipo de violação de direitos. Portanto, podemos esperar muito mais discussões a cerca da responsabilidade das marcas, principalmente, quanto ao uso de música por influenciadores contratados por elas.

 

Foto: Divulgação Universal Music

Entenda porque parceria entre Netflix e Microsoft pode dar certo

Na última quinta-feira (14), a Netflix anunciou uma parceria com a Microsoft, que vai passar a cuidar da distribuição de anúncios e a venda de publicidade para a execução dos planos pagos com veiculação de propagandas.

A notícia deixou o mercado de streaming de vídeo movimentado, mas a ideia parece ser uma boa alternativa para alavancar receitas, já que a plataforma de streaming registrou perda de 970 mil assinantes em todo o mundo no 2º trimestre deste ano.

Para os advogados Ygor Valério e José Maurício Fittipaldi, a parceria fará da Netflix a primeira plataforma de streaming pago a adotar um modelo de assinatura por anúncios, algo que vai fazer a concorrência prestar atenção, principalmente se der certo:

“É a primeira vez que a Netflix, maior e mais consolidado player do setor de streaming pago, se move concretamente na adoção de um modelo de AVOD, e esse fato é importante por si só. Outras OTTs pagas já haviam anunciado projetos nessa direção, mas a Netflix segue sendo a grande criadora de tendências desse mercado, e sua decisão força toda a cadeia a olhar para essa possibilidade”, disseram os advogados em um artigo para a Telaviva.com.br.

Por outro lado, para a Microsoft a parceria deve impulsionar e criar novas oportunidades de anúncios em outros negócios, principalmente nos games:

“Com a parceria, a Microsoft deve aumentar substancialmente sua atratividade para anunciantes em todos os países do mundo que tenham interesse em associar sua marca a conteúdos audiovisuais, e fica muito bem posicionada para expandir esse mesmo modelo para a arena de games, lembrando que Netflix também declaradamente se interessa por esse mercado. É possível que esse movimento seja outro tijolo na construção da convergência das mídias audiovisuais”, explicaram os advogados no artigo.

 

Foto: divulgação

 

MARES: PROGRAMA ABRE INSCRIÇÕES PARA CAPACITAR MULHERES DA CULTURA POPULAR

Estão abertas as inscrições para o programa MARES, um programa em parceria com a Oi Futuro, que visa levar formação e informação sobre as etapas da cadeia do mercado musical para mulheres cisgêneras, pessoas trans e travestis atuantes na cena das músicas populares (samba, jongo, choro, etc.).

A iniciativa Mares foi criada pelo Movimento das Mulheres Sambistas, um coletivo de mulheres, sem fins lucrativos, que nasceu a partir da inclusão do Dia da Mulher Sambista no calendário oficial da cidade do Rio, e da primeira comemoração pela data, na Cinelândia.

“Mais que uma experiência, um mergulho na indústria da música”, disse uma postagem do coletivo em suas redes sociais. De fato é uma oportunidade única para impulsionar carreiras de mulheres na música, uma vez que as participantes terão acesso a uma série de atividades gratuitas, com temas incluindo direitos autorais, estratégias de lançamento e gravação em estúdio. Além do contato direto com outras profissionais especialistas na música.

As interessadas poderão saber mais detalhes, e se inscrever através do formulário disponível nas redes sociais do coletivo @movimentodasmulheressambistas e @mares.programa.

Foto: Divulgação/Instagram @mares.programa

INPI LIBERA USO DA MARCA ‘TINA’ POR ATRIZES BRASILEIRAS EM MUSICAL CONTRA VONTADE DE TINA TURNER

Nesta semana, as comediantes brasileiras Júlia Burnier e Isabela Mariotto, do perfil  ‘A vida de Tina’, ganharam o direito de usar a marca  ‘Tina’, mesmo após terem sidos notificadas pelos advogados da cantora tina Turner.

Conforme relatou a Folha de São Paulo, o caso se iniciou em 2021, quando as atrizes entraram com o pedido de registro da marca ‘Tina’ no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Poucos meses após a solicitação, elas receberam uma notificação extrajudicial emitida pelos advogados da cantora Tina Turner, com um pedido de acordo para que o registro ‘A Vida de Tina’ não entrasse no ramo musical, com especificação “serviços de entretenimento”.

Na notificação, os advogados da cantora alegaram que o nome  ‘Tina’ é conhecido mundialmente, e por isso, merece proteção, independentemente do registro:

“Nosso cliente é titular de vários registros em vigor para a marca ‘Tina’ […] no Canadá, na Comunidade Europeia, no Reino Unido e nos Estados Unidos” […] “O uso da marca ‘Tina’ na composição da marca A Vida de Tina é suscetível de induzir o público em geral a erro, dúvida e confusão, sugerindo que a ‘nova’ marca A Vida de Tina foi criada como forma de homenagear a famosa cantora americana Tina Turner e a sua trajetória no segmento do entretenimento. A confusão também é provável com ‘Tina: The Tina Turner Musical’, uma vez que a marca em apreço protege serviços de entretenimento e o musical é baseado na ‘vida de Tina Turner'”, afirmava o documento.

Apesar das afirmações dos advogados da cantora, o INPI decidiu liberar o uso da marca para as atrizes, que agora podem seguir usando a marca em seus projetos musicais.

Ao portal, Mariotto disse que ficou surpresa com a notificação, já que em momento algum quis se apropriar da marca usada pela cantora internacional.  A finalidade do registro era apenas para garantir uma segurança de que o nome, bem popular na internet, não fosse usado indevidamente por outras pessoas:

“A gente jamais imaginou que poderíamos estar disputando alguma coisa com a Tina Turner, porque ela é uma artista de alcance internacional, uma mulher enorme perto da gente”.

 

Foto reprodução da reportagem

 

Alta demanda de discos de vinil preocupa fabricantes

A demanda por discos de vinil está alta, e os fabricantes não estão dando conta de atender a produção. É o que contou o musicjournal.com.br em uma notícia recente.

Para se ter uma ideia,  o mercado de discos de vinil conta com um faturamento de US$1 bilhão, e os fabricantes dizem que estão trabalhando em sua capacidade máxima.

A United Record Pressing, fundada em 1949 e considerada a maior fábrica de vinil dos EUA, está em um processo de expansão, e decidiu investir US$15 milhões (cerca de R$78 milhões no câmbio atual) para triplicar sua capacidade de produção em meados de 2023.

De acordo com o site especializado em música, a demanda por discos de vinil voltou a aumentar, principalmente durante a pandemia do coronavírus. Além disso, o público mais jovem acabou se entregando aos lançamentos exclusivos de suas divas pop. Um grande exemplo é o álbum Sour, da estrela pop teen Olivia Rodrigo, um dos mais vendidos no mundo.

Para Mark Michaels, CEO e presidente da United Record Pressing, a indústria “encontrou uma nova marcha e está acelerando em um novo ritmo”.

SPOTIFY ADQUIRE JOGO DE DESCOBERTAS MUSICAIS HEARDLE

Vem novidade por aí para os usuários do Spotify. Isto porque nesta terça-feira (12) o serviço de streaming anunciou que adquiriu o jogo virtual Heardle.

O Heardle já é um jogo online popularmente conhecido por ser inspirado em outro jogo, o Wordle, uma espécie de caça palavras. Enquanto os jogadores de Wordle possuem o desafio de adivinhar palavras escolhendo letras, os jogadores de Heardle têm a tarefa de adivinhar uma música com base em suas notas de abertura.

Os gamers recebem seis palpites, com cada dica dando mais alguns segundos de música para informar sua próxima resposta. Na última tentativa, eles têm a chance de descobrir a música em sua totalidade.

Apesar do streaming não ter revelado o valor da aquisição, algumas novidades foram anunciadas. Uma delas é que a música descoberta no jogo poderá ser ouvida direto no Spotify. Além disso, o streaming também planeja integrar o Heardle e “outras experiências interativas” de forma mais completa em sua plataforma de música.

O streaming prometeu que a aparência do jogo permanecerá a mesma, e pretende liberar o uso para outros países além dos EUA, Reino Unido, Irlanda, Canadá, Austrália e Nova Zelândia.

Jeremy Erlich, diretor global de música do Spotify, disse: “Estamos sempre procurando maneiras inovadoras e divertidas de aprimorar a descoberta de música e ajudar os artistas a alcançar novos fãs”.

INSCRIÇÕES ABERTAS PARA O PROGRAMA DE ACELERAÇÃO MUSICAL Labsonica 2.0

Estão abertas as inscrições para o programa de aceleração Labsonica 2.:.0 Toca do Bandido, que visa impulsionar carreiras de artistas solo, bandas e coletivos com trabalho autoral e composições próprias.

No programa, os selecionados farão uma imersão onde receberão orientação sobre suas carreiras e participarão de workshops e mentorias orientados por profissionais especializados da área. Além disso, haverá um songcamp exclusivo para criação de um EP com músicas autorais, que serão produzidas com a orientação e condução de Constança Scofield e Felipe Rodarte.

Por fim, o Selo Toca Discos vai lançar os EPs em todas as plataformas digitais, com apoio de divulgação das bandas nas redes sociais.

As inscrições podem ser realizadas até o dia 31 de Julho por meio do formulário disponível no site oficial do edital.

Foto: Instagram @estudiotocadobandido

MÚSICAS PÓSTUMAS DE MICHAEL JACSKON SÃO REMOVIDAS DAS PLATAFORMAS DE STREAMING

Nesta semana, três músicas de Michael Jackson foram removidas dos serviços de streaming, após sérias alegações de que os vocais não seriam do cantor.

Conforme noticiado pela BBC.com, desde o lançamento, em 2010, do álbum póstumo de Michael Jakson com outtakes e inéditas, fãs do mundo todo vêm reclamando que os vocais em três faixas soam diferentes do Rei do Pop.

As reclamações e rumores sobre a veracidade dos vocais tomaram uma proporção maior quando uma fã, Vera Serova, entrou com uma ação coletiva em 2014, alegando que os produtores do álbum Edward Cascio e James Porte, a gravadora Sony Music, e o espólio de Michael Jackson, haviam vendido aos fãs um produto deturpado. Paralelamente, os produtores também foram acusados de realizar uma “fraude artística” quando venderam suas faixas para o espólio de Jackson por milhões de dólares.

Durante o julgamento, o espólio de Jackson e a Sony negaram as alegações, e um tribunal de apelações acabou os removendo do processo, deixando apenas os produtores.

“Como [o espólio e gravadora] não tinham conhecimento real da identidade do vocalista nas faixas “Breaking News”, “Monster” e “Keep Your Head Up”, eles só puderam tirar uma conclusão sobre essa questão a partir de sua própria pesquisa e das evidências disponíveis”, explicaram os documentos do tribunal. Então, os juízes concluíram que quaisquer reivindicações feitas “equivaliam a uma declaração de opinião e não de fato”.

A ação de Serova contra os produtores continua em andamento. Mas agora, a fã quer incluir novamente a Sony. Curiosamente, as três faixas do álbum indicadas no processo foram removidas recentemente das principais plataformas de streaming.

Em um comunicado, a Sony informou que a remoção das músicas “não tem nada a ver com sua autenticidade”, mas sim “a maneira mais simples e melhor de ir além da conversa associada a essas faixas de uma vez por todas”.

Eles continuaram: “O foco permanece onde pertence – nos empolgantes projetos novos que celebram o legado de Michael Jackson”, incluindo o musical da Broadway MJ e um filme biográfico sem data de lançamento.

Até o momento, nenhuma das partes conseguiu identificar se, de fato, os vocais são de MJ ou não. Aguardaremos os próximos capítulos.

 

Foto: Guetty Images

 

 

Globoplay inaugura cinema em parceria com o Kinoplex no Rio de Janeiro

Recentemente, o Globoplay anunciou uma parceria com a rede de cinemas Kinoplex para exibir seus principais lançamentos de séries e filmes. Com inauguração prevista para esta quinta-feira (07), o novo espaço, chamado Kinoplex Leblon Globoplay, será localizado no antigo Cinema Leblon, na Zona Sul da cidade do Rio do Janeiro.

O local esteve fechado por oitos anos, e agora retorna as atividades com um ambiente confortável e tecnologia atualizada. Apesar da reforma, todas as características arquitetônicas dos anos 1950 foram mantidas.

Conforme o Telaviva.com.br, a estreia do novo cinema contará com três filmes nacionais: “As Verdades”, “45 do Segundo Tempo”, e “O Predestinado”. Além disso, será possível conferir alguns lançamentos de séries e filmes antes de chegar na plataforma, como a segunda temporada de “Arcanjo Renegado”, que tem o lançamento previsto para agosto. Todas as informações sobre as exibições estão disponíveis no site oficial do cinema

“O Globoplay é a maior plataforma brasileira de streaming e essa parceria reforça nosso compromisso com a produção audiovisual e com a cultura, apoiando, incentivando e valorizando esse importante setor. Além da exibição de grandes sucessos do cinema, o Kinoplex Leblon Globoplay será o ponto de encontro para sessões fechadas e eventos de lançamentos Globoplay, além de ações de relacionamento com assinantes. Para nós, é uma honra fazer parte dessa nova fase do Kinoplex Leblon Globoplay”, disse Tiago Lessa, Head de Marketing, Aquisição e Engajamento de Produtos e Serviços Digitais ao portal.

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