Spotify anuncia ajuda de US$10M para amenizar impacto do Covid-19 na música

Nesta terça-feira (24) publicamos uma notícia sobre uma petição para pedir que o Spotify aumentasse a porcentagem de royalties pagos à artistas, já que os mesmos estão sem renda e impedidos de fazer shows devido a pandemia do coronavírus.

Pois bem, acontece que hoje (25) o Spotify anunciou que fará uma contribuição financeira de US$10 milhões para ajudar artistas e outros membros do mercado musical durante a pandemia.

De acordo com o Music Business Worldwide, parte da ajuda será dividida a três importantes entidades nos EUA e no Reino Unido: MusiCares (EUA), PRS Foundation (Reino Unido) e Help Musicians (Reino Unido).

O serviço de streaming criou um site exclusivo para incentivar seus usuários a também contribuírem com doações para estes fundos. Sempre que uma doação for recebida, o serviço fará outra (equivalente a um dólar por dólar), até atingir o valor total de US$10 milhões, como prometido.

Além disso, um novo recurso será adicionado ao Spotify for Artists que permitirá aos artistas arrecadar fundos diretamente de seus fãs.

“Combater o impacto dessa pandemia na indústria da música exigirá um enorme esforço global, e estamos trabalhando para montar e otimizar esses novos recursos”, informou o serviço.

Covid-19: Para cobrir receita, músicos pedem ao Spotify aumento dos pagamentos de royalties

Impedidos de fazer shows devido a pandemia do coronavírus, artistas estão pedido ao Spotify para aumentar suas taxas de royalties em uma petição.

Postada pelo músico Evan Greer na semana passada, a petição pede ao Spotify para triplicar as taxas de royalties e uma doação de US$500.000 ao fundo Covid-19 da Sweet Relief, uma instituição da Califórnia que dá assistência financeira à músicos e trabalhadores da indústria.

Em resposta ao pedido, um porta-voz do serviço de streaming disse ao The Guardian: “Não há dúvida de que este é um momento desafiador para a nossa comunidade de criadores e estamos trabalhando para ajudá-los através do fundo de ajuda Covid-19 do MusiCares para fornecer a assistência necessária”.

Foi informado ainda que o serviço deixou a disposição dos governos e instituições um espaço na plataforma para anúncios sobre segurança durante a pandemia.

A petição de Greer surgiu após o Bandcamp anunciar que a partir do dia 20 de março não iria cobrar sua parte na taxa de participação nos lucros por 24 horas.

Fundada em 2008, a Bandcamp é uma plataforma de streaming digital, compras e merchandising para artistas independentes. Sua proposta é oferecer maior transparência do que as tradicionais plataformas de streaming.

Vale lembrar que os serviços de streaming também estão sofrendo um pouco do impacto  causado pela pandemia. Analistas da Quartz descobriram que na Itália, um dos países mais atingidos pelo Covid-19, as 200 principais músicas mais ouvidas no Spotify apresentaram uma queda de 23% nas transmissões. De 18,3 milhões de transmissões por dia em fevereiro de 2019 para 14,4m em 9 de março, data do bloqueio de circulação no país.

Resultados semelhantes foram apresentados em outros países que também foram afetados pelo vírus como EUA, Reino Unido, França e Espanha.

Foto: Dado Ruvić/Reuters

Covid-19: O Streaming ao vivo pode substituir os shows que foram cancelados?

Impedidos de fazer shows com aglomerações de pessoas devido a pandemia do coronavírus, artistas de todo o mundo começaram a se organizar, se apresentando pelas redes sociais e em plataformas de streaming. Entretanto, será que este movimento é mesmo uma solução para substituir os shows que foram cancelados? O The Gardian publicou um artigo para refletirmos sobre esta questão.

Para o artista e pesquisador Mat Dryhurst, o impacto dos cancelamentos de shows será grande e a longo prazo. Ele acredita que a crise do coronavírus está apenas “amplificando a natureza precária e defeituosa da indústria da música” em geral, e que “reformas mais amplas são essenciais”:

“Eu acho que há um futuro para performances telemáticas ou remotas”, disse Dryhurst. “Mas não pode ser apenas como ‘Ei, você é um artista, pegue seu violão e vá para a câmera!’. Ou seja, não pode ser algo imposto para os artistas.

Para dar apoio aos afetados pela crise global do COVID-19, a revista Left Bank organizou um festival de música no YouTube entre os dia 17 a 22 de março. Foram 12 horas com vários artistas do mundo todo tocando ao vivo diretamente de seus quartos. Festivais parecidos aconteceram no Brasil também.

Apesar do livre acesso ao festival, a revista incentivou seus seguidores a fazer contribuições através do aplicativo Venmo durante a live. A fundadora do Left Bank Media, Kristyn Potter, explicou ao portal que esta foi a melhor maneira de monetizar os artistas sem violar direitos autorais. Embora as limitações de licenciamento e propriedade intelectual ainda não tenham sido totalmente resolvidas pela indústria, Potter é uma entusiasta: “Alguns artistas são feitos para esse formato – nós definitivamente faremos o festival novamente”.

Assim como Potter, a especialista da indústria musical, Cherie Hu, também acredita que há artistas que se saem melhor nas plataformas de streaming de vídeo. E nem sempre são os mais famosos.

É o caso de Hana (foto), artista de música eletrônica que se tornou popular ao fazer feats com as cantoras Lord e Grimes. Hana se tornou conhecida ao jogar League of Legends, tocar músicas e interagir com seus fãs no Twitch (app famoso entre os gamers).

Recentemente, Cherie Hu criou um Google Doc maravilhoso para ensinar aos artistas a usar o streaming de vídeo como uma ferramenta de apoio. Uma tentativa de ajudar a diminuir o impacto financeiro de artistas que participariam do SXSW (CONFIRA AQUI).

Hu acredita que o streaming ao vivo é uma grande oportunidade para que artistas desenvolvam conteúdos únicos, mas hesita em recomendá-lo como uma solução imediata:

“Acho que se os artistas abordam as transmissões ao vivo de uma maneira interessante, posso ver isso se tornando um fluxo de receita para algumas delas”, diz ela. “Mas esses modelos não são comprovados financeiramente. Do ponto de vista dos artistas, definitivamente existem outros canais que podem gerar renda mais imediata e concreta”.

Em seu Doc, Hu avisa ao leitor que a transmissão ao vivo não substitui o valor financeiro, emocional ou cultural de um show ao vivo. E com esse alerta, o The Gardian levanta uma outra questão: Qual o significado real do “ao vivo”?

Em 1993, a ex-presidente do Departamento de Estudos da Performance da Universidade de Nova York, Peggy Phelan argumentou que: “A única vida da performance está no presente. O desempenho não pode ser salvo, gravado, documentado…uma vez que o faz, torna-se algo diferente de desempenho.”

Muitos poderiam concordar, já que assistir um show ao vivo é uma experiência única. Sem contar que há um grande negócio na venda de música ao vivo, tanto que os Rolling Stones chegaram a lançar 28 álbuns de seus shows.

Em 1999, Philip Auslander, lançou o célebre livro Liveness e respondeu à Phelan que o fenômeno da “vivacidade” é “específico do contexto”, “matizado” e “subjetivo”.

“Vinte anos depois, temos mais variações de “vivacidade” na ponta dos dedos do que Auslander ou Phelan jamais poderiam ter previsto”, afirma o The Gardian. Atualmente, a sensação de vivacidade se manifesta de diferentes formas, seja no Instagram Live ou até no TikTok.

Enquanto isso, Dryhurst permanece cético sobre o potencial da transmissão ao vivo como uma solução de curto prazo: “Não sei se a música nessa crise em particular precisa se reinventar”, diz ele. “As pessoas já estão bastante entretidas!”.

O pesquisador se preocupa ainda com a saúde mental dos artistas que podem se sentir pressionados a fazerem apresentações só para não ficarem de fora em meio ao estresse da pandemia: “Não vou citar nomes”, conta o pesquisador, “mas os músicos têm entrado em pânico e me enviando mensagens como ‘Devo aprender a fazer streaming ao vivo?’. “Estou meio irritado por eles estarem sentindo essa ansiedade além de se preocupar sobre seus pais.”, desabafa.

Foto: a artista de música eletrônica Hana faz streaming ao vivo do making of de seu álbum/ YouTube/Reprodução

SÃO PAULO ANUNCIA EDITAL PARA ESPETÁCULOS NAS JANELAS DE PRÉDIOS

A Prefeitura de São Paulo anunciou nesta quinta-feira (19) a criação de um edital para destinar 10 milhões de reais para produções artísticas nas janelas de prédios e casas da cidade.

De acordo com a Veja São Paulo, o projeto “Janelas de São Paulo” contemplará projetos 8 mil projetos musicais, teatrais e de várias linguagem que poderão ser vistos pelo público através de uma plataforma virtual.

A ideia do projeto veio a partir da Itália, onde vários artistas começaram a cantar em suas sacadas para animar a população durante a pandemia do coronavírus que já matou mais de 3500 pessoas até o momento por lá.

Vale lembrar que ainda nesta semana, o Governo de São Paulo anunciou uma série de medidas para mitigar os efeitos causados pelo coronavírus no estado. Além disso, João Doria anunciou que liberou um crédito de 275 milhões de reais para os setores de cultura, economia criativa, turismo e comércio.

De acordo com a Secretaria do Estado, a abertura das inscrições para o edital com maiores informações serão divulgadas em breve.

Reprodução/Instagram/@danielmconstante/Veja SP

COVID-19: Os festivais que você não pode perder durante a quarentena

O coronavírus chegou ao Brasil e a ordem agora é ficar em casa para a impedir que o vírus se dissemine. Com isso, o mercado da música no Brasil deve sofrer um grande impacto, principalmente financeiro, já que vários shows, festivais e conferências foram cancelados para evitar aglomeração de pessoas.

Diante deste cenário, assim como em outros países, artistas brasileiros estão usando internet para incentivar as pessoas a permanecerem em suas residências durante o período de quarentena. E nada melhor do que ficar em casa com muita música!

Entre as iniciativas que estão surgindo, separamos três festivais que acontecerão a partir de amanhã e que prometem fazer história na música brasileira. Já vai anotando para não perder sua atração favorita:

Festival Fico Em Casa BR: Inspirado no “Festival Eu Fico em Casa”, de Portugal, serão mais de 60 atrações, em 40 horas de formatos inéditos entre os dias 24 e 27 de março. Na lista de participantes estão artistas e bandas como estão Daniela Mercury, Francisco El Hombre, Maria Gadú, Adriana Calcanhoto, Valesca Popozuda, Emicida, Luedji Luna e Rael. Mais informações em @festivalficoemcasabr no Instagram, Facebook e no Twitter @ficoemcasabr.

#tamojunto: De sexta a domigo, O GLOBO fará transmissão ao vivo, das 8h às 22h, com shows de 30 artistas como Adriana Calcanhotto, Martinho da Vila e Duda Beat. De acordo com o jornal, cada artista fará uma apresentação caseira intimista de 30 minutos em sua conta oficial no Instagram, com transmissão completa ao vivo no site e nas redes sociais do GLOBO.

Festival Música em Casa: A partir de amanhã (20) até o dia 29 de março, vários artistas da Universal Music Brasil farão uma live ao vivo no instagram diretamente de suas casas. Farão parte do line-up artistas como Sandy, Melim, Jão e Vitão. Confira tudo em @festivalmusicaemcasa

Por conta do coronavírus, Neil Young anuncia streaming de apresentações em casa

O cantor e compositor Neil Young (74) anunciou nesta segunda-feira (16) que devido à pandemia do coronavírus fará uma apresentação ao vivo pela internet direto de sua casa.

Já que apresentações e shows estão cancelados para evitar o contágio pelo COVID-19, assim como Young, vários artistas estão adotando às transmissões online.

“Como estamos todos em casa e muitos não estão se aventurando fora dela, tentaremos fazer um streaming da minha lareira com minha adorável esposa (a atriz Daryl Hannah) filmando. Será uma produção caseira, algumas músicas, um pouco de tempo juntos”, publicou o cantor.

De acordo com o Globo, todas as informações sobre as apresentações podem ser encontradas pelo site, programação do Teatro Hearse e nas mídias sociais “exceto o Facebook”de Young: “Como anunciamos anteriormente, abandonaremos o Facebook muito em breve. Portanto, se você contar com a FB para entrar em contato, prepare-se para uma mudança.”

Antes da pandemia, Young havia confirmado que faria uma turnê por arenas antigas.

Foto: Rich Fury/AP

NOVO CLIPE DE LADY GAGA É GRAVADO COM iPHONE 11 Pro

Neste mês a cantora pop Lady Gaga lançou seu novo clipe do single “Stupid Love”. Com cenas csi-fi cheias de cores, o clipe foi gravado inteiramente com a câmera do iPhone 11 Pro.

De acordo com o B9, esta é uma nova tática da Apple para divulgar seu novo aparelho. O diretor Daniel Askill usou muitas cores, figurinos e coreografias que deixam o clipe ainda mais impressionante, e mostram a qualidade da câmera do iPhone 11.

Nas divulgações, Gaga usou a hashtag #ShotOniPhone em suas redes sociais para evidenciar a parceria com a Apple.

Anteriormente, o iPhone 11 também foi usado para a gravação do clipe da cantora Selena Gomez para o clipe Lose You To Love Me”, este apenas em preto e branco.

Foto: YouTube

Lab Fantasma lançará coleção feminina assinada pela rapper Drik Barbosa

O Lab Fantasma sempre nos surpreende por suas iniciativas e desta vez não poderia ser diferente. A rapper Drik Barbosa foi a escolhida  primeira coleção de roupas femininas da marca dos rappers Emicida e Fióti.

De acordo com a revista Glamour, a “Drik Barbosa by LAB Fantasma” terá como foco principal mulheres negras, com peças que se adaptam aos diferentes formatos e curvas dos corpos femininos.

Com estampas escritas “Me respeita” e “Pretas Ricas, Pretas Vivas”, Drik quer ajudar mulheres a se sentirem livres da opressão estética: “Eu passei a compreender há pouco o papel da moda para a minha resistência corporal e cultural, pois não é algo que eu cresci acompanhando. Quando mais nova, me preocupava mais em não cair nos estereótipos – que a gente sabe que existem -, do que em como eu me expressava por meio da minha roupa e do meu cabelo. Entender isso foi um processo de libertação, e essa coleção é muito importante para mim, pois é a continuidade disso”, contou a cantora ao portal.

A coleção estará disponível para venda a partir do dia 12 de março no e-commerce da Lab Fantasma.

(Foto: Fernando Schlaepfer)

Labsônica abre inscrições para programa de aceleração musical em parceria com a Toca do Bandido

Estão abertas as inscrições para o programa de aceleração musical Labsônica – Edição Toca do Bandido. Podem participar artistas solo, bandas e coletivos com trabalho autoral e composições próprias, com pelo menos 2 anos de existência comprovada e de todos os estilos musicais.

Serão escolhidos 6 artistas que passarão por um processo de aceleração de carreiras através do desenvolvimento de conhecimentos estratégicos com workshops, songcamp, mentorias, pitchings.

Os participantes selecionados ganharão produção musical da Toca do Bandido em três singles, e orientação por uma série de especialistas como Guta Braga, fundadora do Música, Copyright e Tecnologia e Fábio Silveira, editor chefe do FastForward Podcast entre outros grandes nomes do mercado musical nacional.

Os trabalhos criados ao longo do processo serão lançados e promovidos pelo selo Toca Discos. E ainda, uma das melhores agências do país irá promover suas carreiras com gestão estratégica de comunicação e marketing digital.

Para participar, é necessário preencher o Formulário de Inscrição do Programa e um vídeo de até 3 minutos com apresentação do projeto musical e uma perspectiva de como poderá crescer em sua carreira participando do Programa.

Confira todas as informações em https://www.tocadobandido.com.br/aceleracaolabsonica/

Foto: Divulgação/Labsônica

SXSW 2020 é cancelado por causa do coronavírus

Pela primeira vez em 34 anos não haverá o SXSW – South by Southwest. O festival que reúne cultura e tecnologia foi cancelado por causa do avanço do coronavírus nos EUA.

Segundo informações do G1, o perfil do festival, postou nesta sexta-feira (6) no Twitter um esclarecimento sobre o cancelamento:

“Essa é a primeira vez em 34 anos que o evento em março não vai acontecer. Nós estamos trabalhando nas consequências dessa situação sem precedentes. Ainda nesta quarta-feira, a agência de saúde de Austin disse que “não havia evidência de que fechar o SXSW ou outras reuniões ia fazer a comunidade mais segura. No entanto, a situação evoluiu rapidamente, e nós respeitamos e honramos a decisão da cidade de Austin”, informou o comunicado.

O evento estava previsto para acontecer entre os dias 12 e 22 de março em Austin, no Texas. Além de impactar na economia da cidade, o festival é de extrema importância para o mercado musical.

Foto: Globonews

Assine nossa Newsletter