Seu Jorge Recebe Título de Embaixador da Cultura em Brasília

Na noite de segunda-feira (27), durante um evento em Brasília, o músico Seu Jorge foi condecorado como embaixador da cultura no Brasil. A honraria foi entregue por Margareth Menezes, ministra da Cultura do governo Lula.

Conforme o F5, o título, instituído no mesmo dia, visa apoiar e fortalecer ações da política nacional de cultura e artes, sendo Seu Jorge o primeiro a recebê-lo. O reconhecimento destaca sua significativa trajetória na música e no cinema.

Segundo comunicado oficial, espera-se que o artista contribua para fortalecer os laços culturais com países do continente africano, do Caribe e da diáspora por meio de seu trabalho. Além de sua participação no fortalecimento e internacionalização do cinema brasileiro, Seu Jorge também possui uma carreira musical consolidada, com sucesso tanto no Brasil quanto no exterior.

É importante ressaltar que o título não implica em prestação de serviço público remunerado.

 

Foto: Instagram @minc

ONERPM LANÇA DUAS NOVAS EMPRESAS PARA ATENDER GRAVADORAS E ARTISTAS INDEPENDENTES

A ONErpm, empresa musical sediada em Nashville, ampliou suas ofertas com o lançamento de dois novos serviços: a plataforma de software como serviço (SAAS) chamada ONErpm Enterprise Solutions e o serviço de distribuição de artistas DIY, chamado OFFstep.com.

De acordo com o Music Business Worldwide, o objetivo da empresa é atender às necessidades específicas de gravadoras e artistas independentes, agilizando a distribuição digital de música e vídeo, bem como operações diárias, como campanhas de marketing e gerenciamento de pagamentos.

O OFFstep.com, o primeiro projeto da ONErpm Enterprise Solutions, é um serviço de distribuição DIY que permite que artistas independentes carreguem e distribuam lançamentos ilimitados, mantendo 100% de seus royalties. A plataforma é descrita como uma “prova de conceito sofisticada” e oferece planos adicionais para atender às diversas necessidades dos artistas, desde o Básico de US$12 por ano até o Avançado de US$96 anuais compartilhado por até quatro artistas.

A migração do serviço de distribuição básico da ONErpm para o OFFstep é uma resposta aos desafios do mercado digital em constante evolução. A empresa agora se concentra em estabelecer parcerias apenas com artistas e gravadoras com quem já possui relacionamentos, direcionando os clientes DIY para o OFFstep.

O CEO Emmanuel Zunz destaca a importância de parcerias com empresas que compartilham a visão de utilizar a tecnologia para impulsionar os negócios.

 

Foto: divulgação

Spotify Wrapped 2023 Revela Taylor Swift Como a Maior Artista do Ano

O aguardado Spotify Wrapped está de volta, trazendo não apenas números detalhados para os ouvintes, mas também uma experiência especial para os artistas. Taylor Swift liderou, acumulando mais de 26,1 bilhões de streams, superando Bad Bunny, The Weeknd, Drake e Peso Pluma.

Conforme o MusicAlly, a faixa mais ouvida do ano não pertenceu aos artistas mais ouvidos. ‘Flowers’ de Miley Cyrus liderou com 1,6 bilhão de streams, à frente de hits de SZA, Harry Styles e Jung Kook.

O portal destacou a tendência de sucessos com vida útil mais longa, citando ‘As It Was’ lançada em abril de 2022. ‘Un Verano Sin Ti’, álbum mais transmitido em 2022, continua dominando em 2023.

No Brasil, Ana Castela, Henrique & Juliano, MC Ryan SP, Marília Mendonça e Jorge & Mateus foram os artistas mais ouvidos. Apesar das celebrações, o Spotify enfrentou críticas devido a mudanças no modelo de negócios, multas e encerramento de operações no Uruguai devido a alterações na legislação.

Enquanto alguns celebram a diversidade musical, outros destacam preocupações sobre o gigante do streaming. Independentemente da perspectiva, o Spotify Wrapped permanecerá uma parte inegável do cenário musical.

Foto: reprodução

Araruama é multada em quase R$500 mil por falta de pagamento de direitos autorais ao Ecad

A cidade de Araruama, localizada no litoral do Estado do Rio, foi condenada pela 4ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Rio a pagar uma multa de quase meio milhão de reais ao Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad).

A decisão se deu devido à ausência de pagamento dos direitos autorais de obras musicais executadas em eventos realizados pela cidade entre 2013 e 2016.

Conforme O Globo, durante esse período, Araruama sediou cerca de dez grandes eventos, incluindo aniversários e festas de réveillon, nos quais aproximadamente trinta bandas e artistas participaram.

O município argumentou em sua defesa que a responsabilidade pelo pagamento dos direitos autorais caberia às empresas organizadoras dos eventos. Contudo, não apresentou documentação que identificasse quais empresas seriam responsáveis.

Foto: Divulgação/Prefeitura de Araruama

OPORTUNIDADES NA INDÚSTRIA DA MÚSICA

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Caetano Veloso move processo por danos morais contra artista plástico devido a imagem manipulada

Caetano Veloso está movendo um processo por danos morais contra o artista plástico Marco Angeli devido à publicação de uma imagem manipulada. Na montagem compartilhada no Instagram, o cantor aparece segurando um cartaz com a frase “Je suis un merde”, que significa “Eu sou um merda”.

Conforme a Folha de S.Paulo, a assessoria de imprensa de Caetano confirmou que a informação é verídica. Na liminar apresentada, alega-se que a imagem do cantor foi utilizada de forma ilegal e com o intuito de difamá-lo. De acordo com o portal Splash, a Justiça determinou que Angeli deve excluir a publicação em até 24 horas após receber a notificação, enviada por correio, sob pena de multa de R$ 20 mil.

Além disso, a assessoria de Caetano informou que o cantor também está processando outros três “haters” da internet que usam suas redes sociais para difamá-lo, caluniá-lo e ofendê-lo. Entre eles está Marco Angeli e o pastor Daniel de Sousa Lima, que associaram a imagem do cantor a palavras como “canalha”, “hipócrita” e “oportunista”.

Marco Angeli esclarece que a postagem em questão é recente e se refere à Amazônia. Ele afirma que não teve a intenção de ser ofensivo, mas reconhece e defende o direito do cantor de se sentir ofendido, especialmente em um momento em que o ódio tem sido propagado nas redes sociais. Ele se compromete a excluir a publicação assim que receber a notificação oficial.

Foto: divulgação

Spotify Confirma Mudanças em seu modelo de pagamentos de royalties e diz que pode Beneficiar Artistas em US$1 Bilhão

O Spotify confirmou oficialmente hoje sobre seus planos para ajustar a forma como calcula os pagamentos aos artistas, com promessas de gerar cerca de US$1 bilhão adicionais em receitas para artistas emergentes e profissionais nos próximos cinco anos. As alterações, que começarão a ser implementadas no início do próximo ano, têm o objetivo de abordar a fraude de streaming e oferecer um apoio financeiro mais substancial aos músicos emergentes e profissionais.

De acordo com o MusicAlly, as principais mudanças incluem a imposição de multas às gravadoras e distribuidores por streaming artificial, visando combater a fraude que tem sido um desafio na indústria musical. Além disso, o Spotify estabeleceu uma regra que só concederá royalties às faixas após atingirem pelo menos 1.000 transmissões nos últimos 12 meses.

A empresa enfatizou que, a partir de 2024, o montante acumulado por essas faixas será destinado aos royalties dos detentores de direitos musicais, sem gerar receitas adicionais para o Spotify.

Outra mudança significativa é a restrição no pagamento de royalties para gêneros musicais “funcionais”, como ruído branco e sons da natureza, a menos que tenham pelo menos dois minutos de duração. Esta medida busca evitar pagamentos por faixas de curta duração que possam ser exploradas fraudulentamente.

O anúncio recebeu apoio de figuras proeminentes da indústria musical, incluindo gravadoras e distribuidores independentes como Believe, Stem, Create Music Group, Concord, Downtown Music Holdings, Empire e Nettwerk Music Group.

O portal notou que embora o Spotify tenha citado empresas independentes em seu comunicado, fica claro que as mudanças respondem a preocupações do setor, expressas por organizações como AIM e Impala, além de proprietários de editoras.

Algumas vozes na indústria consideram essas alterações como um passo na direção certa, enquanto outros destacam a necessidade contínua de evolução na economia de streaming.

A Deezer, um concorrente direto, adotou abordagens diferentes em seu novo modelo de pagamentos. Veja abaixo um resumo feito pelo portal para comparar os dois modelos:

 Comparativo entre as Mudanças do Spotify e da Deezer no Modelo de Pagamentos:

  1. Abordagem à Fraude de Streaming:
  • Spotify: Implementará mult
  • as para gravadoras e distribuidores em casos de detecção de streaming artificial em seu conteúdo.
  • Deezer: Também reprimindo fraudes em streaming, mas o artigo não especifica se incluirá multas a gravadoras e distribuidores.
  1. Critérios para Royalties:
  • Spotify: As faixas só gerarão royalties gravados após atingirem pelo menos 1.000 transmissões nos 12 meses anteriores.
  • Deezer: Não desmonetiza faixas com menos de 1.000 streams. Oferece um “impulso duplo” nos cálculos de royalties para músicos que obtêm pelo menos 1.000 transmissões mensais de pelo menos 500 ouvintes únicos.
  1. Abordagem a Gêneros “Funcionais”:
  • Spotify: Restringirá o pagamento de royalties para gêneros “funcionais” a menos que tenham pelo menos dois minutos de duração.
  • Deezer: Substituirá completamente certos gêneros “funcionais” por seu próprio conteúdo, que não será incluído nos pagamentos de royalties.

Outras Considerações:

  • O Spotify destaca um esforço para gerar US$1 bilhão adicionais em receitas para artistas nos próximos cinco anos, enquanto a Deezer adota um modelo de “impulso duplo” nos royalties.
  • Ambos os serviços buscam se adaptar à evolução da economia de streaming, com o Spotify citando apoio de gravadoras independentes e a Deezer anunciando mudanças em parceria com a Universal Music Group.
  • O diálogo sobre o futuro dessas mudanças parece estar em andamento, com sugestões de melhorias contínuas, como benefícios adicionais para artistas emergentes no caso do Spotify e uma abordagem específica para músicas “envolventes” no caso da Deezer.

Embora ambos os serviços busquem melhorar seus modelos de pagamento, suas estratégias e abordagens específicas refletem nuances distintas na maneira como enfrentam desafios comuns na indústria de streaming.

 

Foto: divulgação

David Gilmour Convida Fãs para Remixar Sua Música com Nova Plataforma de IA

O lendário guitarrista do Pink Floyd, David Gilmour, está abrindo as portas para seus fãs participarem ativamente na criação musical. Em parceria com o duo eletrônico inglês The Orb, Gilmour lançou em setembro “Metallic Spheres in Colour”, uma versão estendida de seu projeto de 2010, “Metallic Spheres”.

Conforme explicou o portal da Rádio Rock, a novidade agora é o convite para os fãs e a comunidade musical explorarem e remixarem as músicas desse álbum colaborativo através da plataforma MetallicSpheres.Io. Essa plataforma online oferece uma experiência única, permitindo que os fãs personalizem remixes das faixas usando inteligência artificial.

No MetallicSpheres.Io, os usuários podem não apenas remixar as músicas existentes, mas também criar suas próprias composições utilizando amostras de guitarra, vocais e outros elementos fornecidos por Gilmour. A plataforma oferece opções criativas, permitindo que os participantes escolham temas emocionais para a arte do álbum e ajustem preferências de humor e ritmo.

Em resumo, Gilmour está convidando os fãs a explorarem seu lado musical criativo e a experimentarem as possibilidades da inteligência artificial na música, proporcionando uma experiência única de interação com sua obra.

 

foto: divulgação

OPORTUNIDADES NA INDÚSTRIA DA MÚSICA

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Universal Publishing se une à editoras para Impedir Uso de Letras de Músicas por IA da Anthropic

As editoras musicais ABKCO, Concord e Universal Music Publishing Group apresentaram um pedido de liminar a um tribunal em Nashville para impedir a empresa de inteligência artificial Anthropic de utilizar suas letras de músicas por meio de seu chatbot de IA chamado Claude.

De acordo com o Music Busines Worldwide, no mês passado, as três editoras moveram um processo contra a Anthropic, alegando violação sistemática e generalizada de suas letras protegidas por direitos autorais. O processo acusa a empresa de IA de extrair grandes quantidades de texto da internet e outras fontes para treinar seus modelos de IA, infringindo assim os direitos autorais das editoras.

Na moção apresentada na quinta-feira (16 de novembro), as editoras solicitaram ao tribunal uma liminar para evitar que a IA da Anthropic continue usando suas obras enquanto o caso está em andamento. O processo, movido pela Universal Music Publishing Group no mês passado, busca potencialmente dezenas de milhões de dólares em danos da Anthropic e pode estabelecer um precedente importante para o uso de letras protegidas por direitos autorais por empresas de IA.

No documento de suporte de 38 páginas, as editoras explicam por que consideram a liminar necessária. Elas pedem que a Anthropic implemente barreiras eficazes para evitar a reprodução, distribuição e exibição não autorizadas de suas obras. Além disso, buscam a proibição do uso de cópias não autorizadas existentes e a criação de novas cópias não autorizadas das letras para treinar novos modelos de IA.

O memorando de apoio também detalha casos em que o chatbot Claude da Anthropic utiliza as obras de maneiras não pretendidas pelos escritores originais. Em uma parte do documento, é destacado que Claude forneceu cópias literais ou quase literais das obras quando solicitado, e que o chatbot copia as obras mesmo quando as letras não são especificamente solicitadas.

Os advogados das editoras destacam que o uso não autorizado de material protegido por direitos autorais é ilegal e prejudica compositores e editores musicais. Afirmam que, de acordo com a lei de direitos autorais, as empresas de IA devem cumprir as mesmas regras que outras tecnologias e obter permissão dos detentores de direitos antes de reproduzir, distribuir ou exibir obras protegidas por direitos autorais de terceiros.