SPOTIFY DEVE LANÇAR FERRAMENTA PARA DETECTAR PLÁGIOS

Nesta semana o site Stereogum anunciou que o Spotify está em processo para patentear uma nova ferramenta capaz de detectar plágios na plataforma.

Segundo explica uma publicação do Tenho Mais Discos que Amigos, o Spotify está desenvolvendo um algoritmo que fornece partitura com a melodia, os acordes e as letras de músicas a um software “treinado em uma pluralidade de partituras pré-existentes” para calcular um “valor de similaridade”. Assim, o artista poderá realizar ajustes para evitar acusações de plágio futuras.

O portal nota que ainda não ficou claro se a nova ferramenta será usada para vetar canções já existentes, uma vez que há diversos covers sendo lançados a cada dia.

 

Foto Stock via Shutterstock

PESQUISA APONTA QUE 62% DOS BRASILEIROS JOGAM GAMES ONLINE

Uma tendência em que todo profissional do mercado musical deve ficar atento é com relação ao mundo dos games! Afinal, cada vez mais os dois mundos se relacionam.

Nesta semana, a Kantar Ibope Media anunciou em seu levantamento, ‘Data Stories’, que o Brasil já é o 12º país onde as pessoas mais jogam games online.

Segundo levantamento, 62% dos usuários de internet jogam algum game, sendo que 30% deles passam entre uma a duas horas diárias se divertindo com algum jogo, seja no celular, tablete ou videogame.

O celular é a plataforma preferida entre os usuários, com 74% dos jogadores. Computadores ficaram em segundo, com 41%, console 40%, tablet 18% e console portátil 11%. Além disso, mesmo havendo uma maior preferência pelas versões gratuitas, 32% dos entrevistados afirmaram já ter feito alguma aquisição de conteúdo dentro do ecossistema dos jogos, como skins, moedas, entre outros.

Entre os países com mais jogadores no mundo, a Indonésia sai na frente com 87% da população, seguida por Taiwan 81% e Índia 79%. Mesmo na 12ª posição, o Brasil fica à frente da Itália, Estados Unidos e Canadá.

Segundo o Meio & Mensagem, em contramão às outras competições esportivas, que precisaram ser adiadas por conta da pandemia do coronavírus, os e-sports ganharam ainda mais força, com audiência das transmissões ao vivo aumentando a cada dia. O estudo aponta que no Brasil, quase 10% das pessoas assistiram a competições desse tipo na TV, um aumento de 43% em relação a 2019.

Vale lembrar que atualmente, jogadores profissionais estão ganhando cada vez mais destaque. É o caso do jogador de Free Fire oficial do Corinthians, o NoBru. Atualmente o jogador conta com 8,4 milhões de seguidores nas redes sociais, ficando a frente até de muitos clubes de futebol como Flamengo, Corinthians, São Paulo, Palmeiras, Santos e Grêmio.

 

Foto: NoBru Divulgação

Usuários brasileiros do Torrent receberam cobrança de R$3 mil por violação de direitos autorais

Nesta semana o Canaltech publicou uma denúncia sobre uma tentativa de “copyrights trolls”, um termo usado para notificações judiciais envolvendo direitos autorais, que na verdade são usadas para obter lucro de forma oportunista.

Há alguns meses usuários de serviços P2P, como o Torrent, foram surpreendidos com uma carta de notificação sobre violação de direitos autorais por terem feito download ilegal de filmes como ‘Invasão ao Serviço Secreto’, ‘Hellboy’ e ‘Rambo: Até o Fim’. A notificação extrajudicial exigia o ressarcimento de R$3.000,00 pelos danos causados. Caso o valor não fosse pago, havia uma ameaça de abertura de um processo judicial.

O mais impressionante é que a notificação continha todos os dados do usuário. Após relatos sobre os casos, o portal investigou e descobriu que o escritório de advocacia responsável pelo envio das notificações conseguiu os dados através de uma quebra do sigilo dos clientes de empresas de telefonias, principalmente a Claro.

Para saber mais sobre esta questão e possíveis soluções, o Partido Pirata do Brasil foi consultado. A entidade afirma que esta ação pode ser considerada um ‘copyright trolls’. Apesar de raro, isso pode acontecer no Brasil.

“Não sabemos o número exato de pessoas [que receberam as notificações], mas acreditamos em, talvez, milhares de usuários, aumentando a cada dia”, afirma Montanha, membro do grupo de trabalho de comunicação do Partido ao portal.

Montanha informou ainda que a entidade está tirando dúvidas, prestando esclarecimento e acalmando os acusados. “Nossa recomendação é para que as pessoas não cedam e não realizem o pagamento. Como diz o velho ditado, não alimente os trolls”, alertou.

O advogado Filipe Monteiro, especializado em propriedade intelectual, games e eSports, também foi consultado sobre o caso. Para ele a falta de conhecimento em copyright pela população beneficia a prática suspeita:

“Antes de tomar qualquer decisão, [quem receber a carta] deve contar com o auxílio de um advogado de sua confiança, que avaliará todo o cenário com diligência e recomendará a melhor estratégia a ser executada”, indicou Monteiro ao portal.

 

(Imagem: Captura de tela/Felipe Demartini/Canaltech)

Empresa criou fundo de investimentos a partir dos direitos de obras de Paulo Ricardo

Uma empresa especializada em ativos resolveu criar fundo de investimentos, aonde a rentabilidade vem das execuções de obras de compositores.

De acordo com matéria da Uol, para criar o fundo de investimentos, a Hurst Capital primeiro adquiriu um percentual sobre os royalties das obras e fonogramas do cantor e compositor Paulo Ricardo, de modo que o retorno ao cotista foi realizado conforme a quantidade de execuções das músicas em plataformas de streaming, shows e rádio.

Para o CEO da Hurst, Arthur Farache, o investimento ao mesmo tempo em que dá retorno ao aplicador, apoia a cultura: “A gente buscou inspiração em plataformas americanas, que vendem músicas em leilões. Aqui, a gente viu a possibilidade de criar um produto de investimento mais acessível a mais pessoas”.

Com uma rentabilidade bruta na faixa de 10% a 16% ao ano, a Hurst garante a seus investidores um retorno pelo prazo de 78 meses a partir de dezembro/20.

“Essa taxa interna de retorno depende, única e exclusivamente, do número de reproduções das obras e fonogramas, que impactará diretamente nos valores devidos pelas fontes pagadoras”, diz Arthur Farache ao Uol.

Comentando sobre a novidade, Paulo Ricardo disse que com o adiantamento recebido pela Hurst, conseguiu levantar dinheiro para novos projetos, ainda mais em tempos de pandemia, onde parte de sua renda ficou comprometida por estar impedido de realizar shows com público presencial. Além disso, outro ponto a favor do músico é que neste tipo de investimento, o autor não perde os direitos sobre suas obras, que são cedidas por apenas por um período de tempo. No caso, 78 meses.

“Desde a explosão da pirataria e agora com os aplicativos de música, ficou mais difícil para o artista ganhar com as gravações, já que o suporte do vinil ou CD praticamente não existe mais. Em contrapartida, o direito autoral se valorizou, com as plataformas que ajudaram a aumentar o consumo da música”, afirmou ao portal.

Apesar de a ideia ser inovadora, não foi informado se apenas grandes artistas podem participar do fundo. Afinal, vivemos em um mundo onde a maioria dos compositores não consegue se sustentar com os direitos arrecadados de suas obras, principalmente viver das execuções dos serviços de streaming. O que não seria algo atrativo para os investidores.

 

Foto: Divulgação

“BAD GUY’, DE BILLIE EILISH GANHA VERSÃO DE CLIPE INFINITO NO YOUTUBE

O Youtube anunciou nesta semana o lançamento do clipe infinito de “Bad Guy”, hit da cantora Billie Eilish, que bateu 1 bilhão de views recentemente.

O projeto criado pelo Google Creative Lab possui uma inteligência artificial capaz de reunir diferentes tipos de vídeos já criados com a música. No total, foram 15 mil vídeos com covers e danças feitos por pessoas do mundo todo ao som do hit de Billie Eilish.

De acordo com o ‘Update or Die!’, o clipe reúne mais de 10,5 milhões de segundos de conteúdo. O que seria impossível para qualquer humano poder assistir a tudo, já que são 1.46 x 10^100 anos de combinações de vídeos.

Através do “Aprendizado de Máquina” – Machine Learning – o Google Creative Lab conseguiu alinhar perfeitamente o áudio de milhares de vídeos com ritmos, instrumentos, tons e estilos diferentes.

No caso de clipes diferentes da versão original, com versões acústicas ou à capela, foi criada uma rede neural capaz de prever correspondências entre os covers e a gravação de Billie. Assim, com esses dados em mãos, o Google conseguiu criar o efeito de passar de um cover para outro em perfeito alinhamento.

Para conferir o resultado de ‘Infinite Bad Guy’, acesse billie.withyoutube.com e divirta-se com as hashtags com diferentes instrumentos, gêneros e muito mais.

Foto: divulgação

Acordo entre Ecad e GloboPlay, que inclui direitos conexos, pode ser ampliado a outros serviços de streaming

Nesta semana publicamos sobre o novo acordo entre Ecad, Gshow e Globoplay, que vai beneficiar compositores e contemplar, pela primeira vez, titulares de direitos conexos em trilhas desses serviços de streaming.

Desta vez, o portal Metrópoles explicou em detalhes como essa parceria pode ser realmente benéfica para músicos brasileiros, principalmente, neste momento marcado pela pandemia do novo coronavírus.

O acordo representa um marco para o mercado musical brasileiro, pois os detentores de direitos conexos (músicos, intérpretes e produtor fonográfico) poderão finalmente receber remuneração pelo streaming de audiovisual, considerado execução pública, algo que só era feito para a parte autoral (autor/compositor).

“Este é um debate grande, que envolve toda a classe artística. É uma vitória, que aponta para a democratização de todo o segmento musical”, avaliou Mario Sergio Campos, gerente executivo de Distribuição do Ecad, ao portal.

Segundo a página, o acordo pode ir além e abrir portas para novas negociações com os demais serviços de streaming, como Netflix e Disney+, que adotam, atualmente, outro modelo, onde a negociação é direta com gravadoras. Inclusive, Campos afirmou que há negociações em andamento:

“Estamos em conversa com Netflix, Amazon e Disney+. Acho que podemos chegar a um acordo em breve”, informou o gerente executivo do Ecad.

Vale notar que o acordo ganha ainda mais importância se pararmos para pensar que estamos em um momento de crise mundial. Afinal, muitos músicos ainda estão sem renda por conta da pandemia:

“É uma vitória da música e dos músicos. O streaming é o presente, talvez saia dai a maior parte da receita desses profissionais”, finaliza Mario Sergio.

De acordo com dados do Ecad, estima-se que quase 70 mil obras audiovisuais nacionais serão beneficiadas pela parceria. Ao todo, foram realizadas cerca de 2,2 bilhões de exibições de obras entre janeiro e junho de 2020 no Globoplay.

 

Foto: reprodução

Hackers conseguiram acessar 350 mil senhas de usuário do Spotify

Nesta segunda feira (23) foi divulgado pela internet que cerca de 350 mil senhas de usuários do Spotify foram hackeadas.

O vazamento de senhas foi descoberto pela VPNMentor. A empresa detectou que a ação dos hackers aconteceu em julho deste ano.

De acordo com o B9, o vazamento das senhas não foi realizado por uma falha de segurança do Spotify, mas sim, por outros serviços (não especificados) que foram invadidos por hackers, que publicaram um banco de dados inteiro em um fórum aberto ao público.

Acontece que muita gente possui a mesma senha ou senhas fracas para várias plataformas, redes sociais e serviços, o que torna ainda mais fácil o acesso por hackers a dados pessoais como número de documentos e cartão de crédito. E foi desta forma que os invasores conseguiram acessar aos dados dos usuários do Spotify.

Em resposta à notícia, o Spotify iniciou uma ‘redefinição contínua’ de senhas para todos os usuários afetados. Como resultado, as informações no banco de dados podem ser anuladas e se tornar inúteis.

Por isto, a dica é ter uma senha diferente para cada serviço ou conta que você usa. E se possível, trocá-las de vez em quando para dificultar o acesso de invasores.

Matuê explica porque não dá créditos de produção em seus projetos

Na última semana, o rapper brasileiro Matuê chamou a atenção após dizer em uma live que não dá créditos a artistas envolvidos em seus projetos, pois eles são “muito bem pagos”.

Segundo o RapMais, a questão foi levantada pelos fãs durante a live, que perceberam a falta de créditos em vídeos no YouTube e artes de singles.

Para Matuê, é melhor pagar devidamente suas parcerias do que ficar marcando os artistas em suas produções: “É uma coisa ou outra”.

Durante o vídeo, não fica claro se o artista se refere aos royalties ou apenas as marcações pela internet.

Lançado em setembro deste ano, ‘Máquina do Tempo’, o álbum do artista, quebrou o recorde de melhor estreia no Spotify Brasil, registrando 4,6 milhões de reproduções na plataforma nas primeiras 24 horas.

 

Foto: Reprodução Instagram

Em distribuição do Globoplay e Gshow, Ecad vai remunerar direitos conexos em serviços de streaming pela primeira vez

Nesta quarta-feira (18), o Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) anunciou que pela primeira vez vai remunerar direitos conexos no streaming, de acordo com a arrecadação realizada pelo Globoplay e GShow.

Segundo o Ecad, isso quer dizer que serão remunerados, ainda em novembro, titulares de direitos de autor (compositores e editores) e conexos (intérpretes, músicos e produtores fonográficos) que tiveram suas obras em trilhas sonoras de produções audiovisuais nessas plataformas digitais.

No total serão contempladas quase 70 mil obras audiovisuais, que foram executadas por mais de 2 bilhões de vezes, no período de janeiro e junho de 2020.

Entenda como será feita a distribuição:

“O montante a ser distribuído é dividido pelas obras audiovisuais (como novelas, séries, minisséries, filmes, desenhos e programas de variedade), observando o total de exibições, o que define o valor de cada conteúdo. Este valor atribuído a cada obra audiovisual é, em seguida, rateado entre as músicas da sua trilha musical, considerando seu tempo de execução e classificação (tema de abertura, encerramento, personagem e background, entre outros)”, explica o escritório em nota.

A entidade afirma ainda que todo o processo de identificação é feito de forma automatizada, através de um cruzamento de dados. Por isto, é de suma importância que cadastro de obras musicais e fonogramas estejam atualizados junto às associações.

 

Foto: Divulgação

Globo anuncia que irá vender a Som Livre

Nesta quarta feira (18), o grupo Globo anunciou que irá vender a gravadora Som livre. A decisão faz parte de seu novo planejamento estratégico.

Segundo o portal Valor, a Globo tem adotado o modelo D2C como estratégia de mercado, onde a empresa controla todos os processos de produção e distribuição. Baseado nesse modelo, o grupo decidiu colocar a gravadora à venda, mesmo sendo um negócio rentável.

“A música continua muito importante no portfólio da Globo, mas acreditamos que é um bom momento para sairmos do negócio tradicional de gravadora e nos concentrarmos na estratégia D2C”, afirmou em nota o presidente executivo da Globo, Jorge Nóbrega.

Desde a sua criação, em 1969, a Som Livre lançava trilhas sonoras de novelas e minisséries da Globo. Entretanto, com a chegada da música digital, a partir dos anos 2000, seu modelo de negócios vem sofrendo alterações de acordo com as novas exigências do mercado musical. Atualmente, a empresa foca na gestão de talentos.

“Com esse entendimento de que compilação não seria mais um negócio sustentável, a gente precisou entrar num negócio de realmente contratar artistas, desenvolver artistas e trabalhar diretamente com o elenco, o talento. E a nossa aposta foi essa: de gerir conteúdo, ter propriedade de conteúdo”, declarou Soares.

“O Brasil é um mercado onde a música local representa quase 70% do consumo total. A Som Livre, com foco integral na música brasileira, cresceu por mais de dez anos seguidos numa velocidade maior que a do mercado”, acrescentou o executivo.

A gravadora é considerada a terceira maior do Brasil, ficando atrás da Sony e Universal Music.

 

Foto: Divulgação

Assine nossa Newsletter