Conheça o NFT, novidade que está gerando milhões à artistas

O Tenho mais Discos que Amigos explicou os benefícios e as principais questões sobre a novidade. O NFT (non-fungible token) tem o conceito parecido com as criptomoedas e aos blockchains. Com essa tecnologia pode-se registrar, de forma segura, transações que ocorrem em moedas virtuais, como o Bitcoin.

O NFT é uma espécie de moeda/símbolo não fungível, ou seja, que não pode ser trocada por outra coisa da mesma espécie, qualidade ou quantidade. Não é como uma nota de um real ou dólar, que pode ser trocado por outra nota do mesmo valor.

Na última semana a novidade ganhou ainda mais destaque, pois vários artistas anunciaram que arrecadaram milhões ao usar o recurso. Foi o caso do DJ e produtor 3LAU, que faturou mais de 11 milhões de dólares ao vender a gravação original de seu disco Ultraviolet (2018), além de vender o direito de gravar uma música com ele por 3 milhões de dólares.

Após 3LAU, a cantora Grimes também anunciou que ganhou mais de 6 milhões de dólares em seu leilão digital. Até a banda Kings of Leon, já tem um álbum confirmado para lançar neste formato digital.

Do lado do fã, o NFT pode ser muito lucrativo. Isso porque, como a Rolling Stone explicou, o formado digital pode ser renegociado e agir como se fosse um investimento assim como uma ação da bolsa de valores.

O que muitos artistas estão fazendo na prática é tornar o seu material exclusivo, de modo que ele se torne raro para ser vendido dessa forma. Como o exemplo da cantora Yaeji, que faturou 29 mil dólares com a venda de seu ‘mascote virtual’. Com o NFT o investidor pode renegociar o item virtual e faturar ainda mais: “Essencialmente, o NFT permite que a arte seja negociada como um bem ao invés de ser (apenas) consumida e avaliada por seu valor artístico”, explica o TMDQA.

Como toda novidade, ainda não sabemos se o formato vai vingar. Mas já é possível apontar algumas questões. A primeira é que o NFT pode transformar o mercado musical no sentido de criar uma sensação de exclusividade, valorizando obras e produtos únicos de artistas:

“O fato é que usar uma tecnologia como a de criptomoedas para isso ajuda a reviver o conceito de escassez que tornou a arte “convencional” tão valiosa. Da mesma forma que um quadro de Picasso ou Van Gogh vale milhões por sua exclusividade, uma música ou uma arte exclusiva negociada como NFT pode repetir esse conceito de maneira digital graças à tecnologia que o protege e o torna único”, afirma o portal.

Em contraponto, essa exclusividade corre o risco de beneficiar apenas as pessoas mais ricas, que podem vir até a dominar algo que já é democrático e acessível a todos:

“O problema intrínseco a isso é justamente o mesmo dos quadros raríssimos: apenas pessoas muito ricas “entram na brincadeira”. Ainda assim, a ideia de que pessoas fora da indústria musical possam adquirir vídeos, fotos, entrevistas ou quaisquer outros materiais raros é definitivamente atraente e pode eventualmente ser traduzida de uma forma que a torne acessível, priorizando aqueles que chegam primeiro e não os que têm mais dinheiro”.

 

Imagem: reprodução

OPOSIÇÃO PEDE CANCELAMENTO DE PORTARIA QUE SUSPENDE ROUANET ONDE HÁ LOCKDOWN

Na última sexta-feira (5), a deputada Jandira Feghali (PC do B/RJ) pediu o cancelamento de uma portaria que previa a suspensão de projetos em análise para recursos da Lei Rouanet em cidades com restrições de circulação por conta da pandemia.

De acordo com a Folha de São Paulo, a medida foi publicada horas antes pela Secretaria Especial de Cultura do governo federal, e previa suspender por quinze dias as análises dos projetos que buscavam o incentivo da Lei Rouanet:

“Considerando as diversas medidas de restrições de locomoção e de atividades econômicas, decretadas por estados e municípios, só serão analisadas e publicadas no Diário Oficial da União as propostas culturais, que envolvam interação presencial com o público, cujo local da execução não esteja em ente federativo em que haja restrição de circulação, toque de recolher, lockdown ou outras ações que impeçam a execução do projeto”, informou a portaria.

Horas após a publicação, a oposição iniciou vários pedidos de suspensão da portaria, alegando que a mesma não possui embasamento na legislação em vigor, além de prejudicar o fomento à cultura.

“Na prática, [a portaria] incentiva as atividades presenciais em grave momento da pandemia e se nega a analisar aquelas que poderiam se realizar de forma segura e em benefício do setor e da sociedade”, disse Feghali no documento. “De forma autoritária e injustificada, a medida atenta contra a cultura, contra a saúde e contra a Constituição.”, completou.

Em seu pedido de cancelamento o deputado Alexandre Padilha (PT-SP) alegou: “A medida não tem outra finalidade que não a de cumprir vergonhoso papel ideológico negacionista, fruto da necropolítica do seu superior hierárquico no sentido de ir frontalmente contra a aplicação de medidas sanitárias de contenção das mortes causadas pela pandemia”, .

Outros deputados como Áurea Carolina (PSOL-MG), Maria do Rosário (PT-RS), Benedita da Silva (PT-RJ) e Waldenor Pereira (PT-BA) também protocolaram pedidos contra a portaria.

“Mais uma vez, o governo federal penaliza agentes culturais em um momento de grande crise social e de saúde pública”, afirmaram no texto.

 

 

Foto: Mario Frias, secretário especial de Cultura do governo federal — Foto: Roberto Castro/ Mtur

Painel Especial Música, Copyright e Tecnologia: ‘A Música e o Capital’

No dia 12 de março o curso Música, Copyright e Tecnologia lançará o painel especial: ‘A Música e o Capital’. Vamos debater a onda de aquisição de catálogos, bem como modelos de investimento e direitos musicais.

Para jogar luz sobre o assunto, Guta Braga convida Henrique Portugal, Igor Bonatto, Lucio Fernandes, Marcelo Azevedo e Marcos Jucá.

Quando Bob Dylan vendeu 100% do seu catálogo de canções para a Universal Music por um valor estimado de US$ 300 milhões (estima-se ter sido uma soma ainda maior), o New York Times apontou que essa transação pode representar a maior aquisição da história envolvendo direitos de publicação musical.

Os novos negócios envolvendo Direitos Musicais ganharam espaço no mercado nos últimos meses, com negociações envolvendo milhões de dólares na aquisição de catálogos. Uma movimentação que envolve as grandes editoras, mas também fundos de investimento e modelos de financiamento de carreiras artísticas. Nem mesmo a pandemia afastou o interesse nesse tipo de negócio, afinal as majors (as grandes gravadoras) e as editoras musicais seguem faturando alto em tempos de streaming, execução pública e sincronização, mesmo que o segmento de shows tenha parado nesse período.

O catálogo de Dylan se estende por seis décadas e inclui mais de 600 músicas, incluindo clássicos como “Blowin’ In The Wind” e “Like A Rolling Stone”. A coleção é uma das maiores joias do mundo da música — uma série de canções que remodelaram o folk, o rock e o pop e inspiraram inúmeros artistas.

Quem já faz parte do Música, Copyright e Tecnologia já tem  a sua vaga garantida! E para você que deseja se aprofundar sobre o assunto e tem curiosidade de saber como é o curso do MCT, este será o melhor momento!

 

Quando: 12/3

Horário: 19h

Plataforma: Zoom

O webinário será realizado pelo Zoom e acontecerá no dia 12 de março, das 18h às 20h30.

A inscrição custa R$ 55.

Os participantes do curso MCT (Edição Fevereiro e Março 2021) estão automaticamente convidados a participar.

Informações: leofeijo@esp.puc-rio.br

Vagas limitadas.

INSCREVA-SE AQUI!

Quem participará do Webnário: ‘A Música e o Capital’:

Henrique Portugal

Henrique Portugal nasceu em Belo Horizonte em 19 de março de 1965. Filho de músicos, aprendeu a tocar piano clássico aos cinco anos de idade, por influência do pai, também pianista. Aos 17 anos, montou sua primeira banda e em 1987, formou-se em Economia na Pontifícia universidade Católica de Minas Gerais. Mas o diploma ficou mesmo na estante, uma vez que o músico já investia exclusivamente na sua carreira musical.

Em 1991, ganhou projeção nacional como tecladista do grupo Skank (www.skank.com.br), que se tornou uma das mais representativas bandas brasileiras, que tem em sua discografia mais de 6 milhões de discos vendidos, entre 11 discos e 04 DVDs lançados.

Além de sua atuação na banda mineira, Henrique Portugal já gravou com diversos artistas – entre eles Gilberto Gil (“Kaya na Gandaia”), Herbert Vianna (“O Som do Sim”) e Sepultura (“Schizophrenia”, “Beneath the remains” e “Arise”), –  além produzir musicas para artistas como Lenine e Zeca Baleiro. Em paralelo ao trabalho com o Skank, Henrique Portugal se envolveu com música independente através de um programa de rádio que já foi transmitido pela rádio UOL, radio OI e rádio Globo.

Investidor da Confrapar   que é a principal gestora brasileira de fundos de investimento para empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação.

Socio da Bioneem, empresa dedicada `a biotecnologia atuando em areas como biopesticida, saúde animal e produção orgânica.

Já deu palestras em varios eventos que vão de TEDEX,  festival PATH, Intercom, Youpix , HackTown e outros.

 

Marcelo Azevedo

Marcello Azevedo é um empreendedor da indústria do entretenimento. Foi presidente da gravadora Indie Records e Estúdios Mega, importante conglomerado de entretenimento presente em grandes lançamentos da música e cinema brasileiro.

Fundou a LIGA Entretenimento, onde, desde 2001 gere carreiras de artistas como Lulu Santos, Ivan Lins, Preta Gil, Vanessa da Matta e Paulinho Moska, entre outros.

Hoje, lidera a LIGA como uma empresa focada na gestão de ativos musicais e investimentos na música. Também é sócio da agencia Mynd, Vencedora do prêmio Caboré  de Serviços de marketing de 2019.

 

Lúcio Fernandes Costa

Como músico,  atua como baixista e produtor musical. Tocou com Cazuza na sua última excursão “O tempo não para”. Como executivo de comunicação trabalhou como gerente de marketing do Banco Nacional, Cartão Nacional Visa, Fininvest, e foi superintendente de mkt da Bradesco Seguros. Somando música e negócios, foi gerente internacional da EMI Music, onde lançou no Brasil Coldplay e Gorilaz. Teve uma empresa, Audiosfera, onde empresariou Marjorie Estiano e Tiago Iorc, e produziu jingles para grandes campanhas publicitárias.

Hoje é consultor de A&R, e desde agosto tem um selo e editora musical, Algorock. Tentando decolar nessa nova realidade digital, sempre aprendendo e perseguindo a paixão pela música.

 

Marcos Jucá

Marcos Jucá é advogado com especialização em Direito Autoral. Iniciou sua carreira na área de entretenimento na EMI como Gerente de Produto Internacional, ocupou o cargo de Gerente Geral da Editora Phonogram, Diretor Executivo da BMG Music Publishing, Presidente da Gravadora BMG Portugal, Sócio-Diretor da Editora Nossa Música, coordenou a área de Aquisições & Entretenimento do Escritório CZ Advogados Associados e atualmente é Diretor da produtora Conexão Mkt. & Com.

Foi Presidente da ABER (Associação Brasileira de Editoras Reunidas) e da UBEM (União Brasileira de Editoras de Música).

 

Igor Bonatto

Igor Bonatto (@igorbonatto) é fundador da noodle (noodle.cx), o primeiro banco para artistas e empresas musicais. Antes, Igor fundou a produtora audiovisual Claraluz Filmes, a agência de inovação criativa THT, dirigiu e produziu filmes publicitários, vídeo clipes, curtas e longas.

Sobre o Noodle:

Noodle é o primeiro banco digital para artistas e empresas culturais, oferecendo dinheiro e inteligência para acelerar carreiras e expandir negócios. Com a missão de conectar a indústria global da música através de uma rede dinâmica de recursos, informações, pessoas e ideias — busca contribuir para que a indústria cresça de forma mais simples, diversificada, justa e acessível.

 

Fernando Gabriel

Cabeça de engenheiro, coração de músico e master coach por vocação.

Mais de 15 anos de experiência no segmento de música artística, como cantor, compositor, empresário, investidor e hoje especialista em diagnosticar carreiras artísticas, combinando desenvolvimento humano e performance, para análise preditiva de risco e retorno por meio de algoritmos e tecnologia.

 

 

 

Billboard passará a incluir views de vídeos do Facebook em paradas musicais

Nesta quarta-feira (3), a Billboard anunciou que vai passar a incluir em suas principais paradas musicais os streams de vídeos tocados no Facebook.

De acordo com a própria Billboard, serão contabilizados apenas os vídeos que são oficialmente licenciados pela rede social nos Estados Unidos, ou seja, vídeos postados pelos usuários não serão contabilizados.

A novidade passará a valer a partir do dia 27 de março. Reunidos, os dados equivalentes a vendas e streaming serão incluídos nas paradas ‘Billboard Hot 100’, ‘Billboard 200’, ‘Artist 100’ e ‘Billboard Global 200’.

Vale notar que artistas novos e consagrados tem conseguido um bom desempenho em seus trabalhos com a ajuda da rede social. O destaque vai para “Love Looks Better” de Alicia Keys, bem como estreias exclusivas de Karol G (“Bichota”), Sam Smith (“The Lighthouse Keeper”) e Phoebe Bridgers (“Savior Complex” ). Todos foram impulsionados pelo grande envolvimento dos próprios artistas, que participaram de várias ações planejadas em parceria com a plataforma, incluindo sessões ao vivo no Facebook e Instagram, engajamento de comentários com os fãs e criação de stickers e efeitos personalizados.

“No Facebook, os videoclipes representam muito mais do que apenas o vídeo em si – trata-se de criar um novo canal para experiências sociais em torno da música para que você possa descobrir um novo artista, se conectar com outros fãs que compartilham sua paixão em um grupo do Facebook ou reagir a um vídeo em tempo real da sua estreia, tudo na mesma plataforma”, disse Tamara Hrivnak, vice-presidente de desenvolvimento de negócios e parcerias do Facebook.

 

 

Foto: Reprodução

 

SoundCloud passa a adotar modelo de remuneração baseado no consumo do usuário

Recentemente, publicamos por aqui uma matéria para explicar os benefícios e o impacto do modelo de pagamento em serviços de streaming centrado no consumidor. Pois bem, o Soudcloud acabou de anunciar que passará a adotar o modelo para beneficiar mais de 100.000 artistas independentes que monetizam diretamente na plataforma.

De acordo com o Music Week, com a mudança no modelo de pagamentos à artistas na plataforma, a receita vinda de assinatura ou publicidade de cada usuário do SoundCloud será repassada para os artistas que eles realmente ouvem. Diferentemente do modelo atual onde a maior parte de todo o dinheiro arrecadado dos assinantes é agrupado e, em seguida, repassado de acordo com os plays de cada artista.

Mas nem tudo são flores, pois o anúncio informou que apenas artistas independentes e emergentes na plataforma serão beneficiados, uma vez que suas licenças com as majors e Merlin permanecerão inalteradas.

Mesmo assim, para o CEO do Souncloud, Michael Weissman, este já é considerado um passo ousado para o mercado:

“Muitos na indústria desejam isso há anos”, disse ele. “Estamos entusiasmados por sermos os únicos a trazer isso ao mercado para melhor apoiar os artistas independentes. O SoundCloud está posicionado de forma única para oferecer este novo modelo transformador devido à poderosa conexão entre artistas e fãs que ocorre em nossa plataforma.

Ao todo serão beneficiados quase 100.000 artistas independentes que monetizam diretamente no SoundCloud por meio do SoundCloud Premier, Repost by SoundCloud ou Repost Select a partir de 1º de abril de 2021.

A plataforma também criou uma campanha para explicar melhor os detalhes sobre o novo modelo de pagamentos e orientar os artistas independentes e parceiros.

 

Foto: reprodução

SPOTIFY PAGA APENAS U$0,0033 POR STREAM À ARTISTAS NOS EUA

O Business Insider publicou um artigo para esclarecer e ajudar artistas e compositores que ficam perdidos quantos aos pagamentos de royalties nas plataformas nos  Estados Unidos.

Mesmo com a variedade de plataformas de streaming no mercado, pouco se sabe sobre como  é feito o pagamento para titulares de direitos autorais. E quando o assunto são os percentuais, muita gente ainda fica em dúvida.

Na última década, surgiram várias plataformas de streaming  (também chamadas de DSPs), como Spotify, Apple Music, e Pandora. Apesar de todos os benefícios que esses serviços podem oferecer, ainda há pouca transparência sobre os dados e percentuais de remuneração.

O que se sabe é que muitos fatores podem interferir nos valores finais pagos aos compositores nas plataformas de streaming. Nos Estados Unidos, segundo o portal, os DSPs costumam considerar o número de plays mensais, número de assinantes Premium e o tipo de contrato de distribuição.

“Cada DSP tem seu pagamento, e é responsabilidade de sua distribuidora obter o pagamento correto. Eles ajudam a configurar e orientar quanto você está sendo pago por fluxo e o processo de pagamento de royalties”, disse Brandon Pain, rapper de Nova Jersey, ao Insider.

Há ainda fatores econômicos que podem influenciar no volume da receita. De acordo com a Recording Industry Association of America (RIAA), as assinaturas pagas substituíram as vendas de álbuns, que já estavam em declínio. Com a pandemia, a queda de 23% da receita de produtos físicos (cds, dvds, vinil) e paralisações de toda a indústria em eventos ao vivo, fizeram com que a receita de streaming se tornasse ainda mais fundamental para quem vive de música.

No entanto, o Insider descobriu que o Spotify pagou aos artistas apenas $0,0033 por transmissão, um valor menor praticado por outras plataformas – $0,0054. Ou seja, para um detentor de direitos receber um dólar no Spotify, é preciso que sua música seja tocada pelo menos 250 vezes.

Desde o surgimento das plataformas de streaming, o valor das taxas de pagamento do Spotify tem caído a cada ano. Em 2014, eles pagaram $0,00521 em média, já em 2016 a taxa média caiu para $0,00437. Em 2017, a coisa piorou e chegou a uma redução para US$0,00397 –  conforme o site especializado em direitos autorais, The Trichordist.

No caso do Spotify, nos Estados Unidos, os artistas são pagos mensalmente de acordo com o número total de streams em cada música, considerando quem é o proprietário de cada música e quem as distribui. Primeiro, os detentores dos direitos são pagos. Em seguida, o distribuidor é pago (pode ser o mesmo que o detentor dos direitos em alguns casos). E, finalmente, o artista é pago.

Artistas independentes e seus empresários normalmente usam serviços de distribuição como Tunecore ou Distrokid para colocar suas músicas no Spotify. Artistas maiores contratados por grandes gravadoras passam por um processo interno.

“Agora que há mais pontos de distribuição, esse setor da indústria está começando a crescer. Isso significa que o custo está começando a cair”, disse Sharlea Brookes-Keyes, gerente do rapper Vintage Lee.

“Tunecore faz 100% de royalties [eles não ficam com nenhuma parte de sua receita de streaming], mas você tem que pagar uma taxa anual de $50 por um álbum e $10 por um single.”

Diante deste cenário, a dica do portal para um artista que deseja aumentar a renda com streaming é criar mais músicas, além de trabalhar para que elas sejam colocadas nas playlists oficiais do Spotify, e assim, serem mais ouvidas pelos usuários.

 

Imagem: Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket via Getty Images

COMO O DAFT PUNK SE TORNOU A DUPLA ELETRÔNICA MAIS INFLUENTE DO SÉCULO 21

Recentemente, a dupla francesa Daft Punk anunciou que chegou ao seu fim após 28 anos. O The Guardian contou como eles conseguiram impactar a música pop por diversas vezes ao misturar Dance Music, com R&B e Disco Music.

Conforme o portal, é impossível pensar em música pop do século 21 sem mencionar o Daft Punk. Thomas Bangalter e Guy-Manuel de Homem-Christo lançaram seu álbum de estreia, Homework (1997), com um som único baseado em uma house music pesada, mesclando  efeitos sonoros que envolviam os graves ou agudos na faixa gradualmente entrando e saindo, imitando um DJ tocando com a equalização em um mixer; a bateria tratada com compressão de sidechain fazia com as batidas parecessem perfurar o som. Logo após o lançamento, outros artistas começaram a copiar este estilo. Madonna foi a mais notável, se juntando a outro produtor dance francês, Mirwais, contratado para adicionar um brilho ao estilo Daft Punk em seu álbum ‘Music’ de 2000.

Assim com Madonna, outros hits semelhantes começaram a chegar nas paradas musicais, o Daft Punk sempre pensou à frente e logo trouxe novidades ao lançar ‘Discovery’, em 2001. A reação da crítica ao album foi mista devido a sua diversidade de estilos musicais, considerado muitas vezes fora de época. Havia músicas influenciadas pelo rock suave e hits dos anos 80. Quem não se lembra da clássica ‘One More Time‘?

A partir do ‘Discovery’, a dupla passou a ser parte do pop maintream, e mais que isso, era como se eles ditassem o que era ou não legal. Tanto que o LCD Soundsystem lançou a ‘Daft Punk Is Playing at My House’, para reafirmar que aparição da dupla foi considerada a última palavra na moda. Mais tarde, Busta Rhymes e Kanye West samplearam hits do ‘Discovery’, o último convidou a dupla para trabalhar em seu álbum ‘Yeezus’.

O portal lembrou ainda o single ‘Digital Love’ e a balada ‘ Something About Us’, com vocais marcados pelo Auto-Tune, que foram grandes influenciadores do pop atual. Mas sem dúvida o maior e mais influente trabalho de todos foi a turnê ‘Alive’ de 2006-07. Apesar do álbum ‘Human After All’ ter recebido críticas ruins, foi na turnê que a dupla surpreendeu. Vestidos de robôs, no meio de uma pirâmide gigante , combinada a uma iluminação sensorial, a dupla chegou ao Festival Coachella. Após o evento, muitos passaram a considerar o Daft Funk como um precursor do movimento EDM da América, onde começaram a surgir apresentações de DJs e shows ao vivo envolvendo produções grandes. Nesta onda também surgiu o Deadmau5 – um produtor que se apresentava com um capacete gigante coberto de LED, bem parecido com o estilo do Daft Punk.

A verdade é que Daft Punk sempre pareceu separado de qualquer cena, e sempre pensando um passo à frente. Em contrapartida ao sucesso do EDM, eles começaram a protestar sobre os avanços tecnológicos e como eles tornaram a música padronizada. O lançamento de ‘Random Access Memories’, mostra um álbum imerso em som do final dos anos 70 e início dos anos 80: “Você tem todas essas gravações do passado que são pequenos brilhos de magia, mas as pessoas sentem que não vivemos mais em um mundo mágico – estamos tentando demonstrar a nós mesmos se podemos quebrar essa linha e tentar fazer algo clássico e atemporal hoje ”, explicou Bangalter.

Na busca de criar algo exclusivo e único, o Daft Punk sempre evitou os holofotes. Após o lançamento de ‘Homework’, eles nunca foram fotografados sem usar máscaras, rejeitaram as redes sociais e, nas poucas entrevistas que deram, nunca discutiram suas questões pessoais. A aura de mistério foi mantida até no anúncio da separação. A notícia foi dada através de um vídeo com o trecho do filme ‘Electroma’, de 2006, no qual um de seus alter egos robôs explodiu o outro, seguido por uma explosão de memórias de acesso aleatório. Até o momento nenhuma explicação foi dada para o fim da dupla. Esta foi uma maneira muito Daft Punk de sair, preservando seu enigma até o fim.

5 Motivos porque precisamos resgatar os CD’s

Acredite se quiser, em tempos de streaming, há pessoas que aclamam o “CD” e desejam que ele volte a conquistar os fãs de música. Aqui são cinco motivos pelos quais precisamos resgatar os Cd’s e impedir que eles sejam esquecidos de vez.

Conforme relata Mike Perez para o Audioarkitekts.com, os discos compactos foram o resultado de um esforço colaborativo entre Philips e Sony, em 1982. A intenção era apresentar uma nova forma de ouvir música, e o “CD” ou Compact Disc de Áudio Digital impressionou muita gente por mais de duas décadas.

No entanto, a popularidade dos CDs tem diminuído constantemente desde meados até o final de 2000, quando dispositivos de áudio digital como o iPod, aplicativos de streaming como o Napster e muitas outras plataformas de mídia digital foram lançadas.

Atualmente, segundo a Recording Industry Association of America, as vendas de CDs ainda representam 10% do que era no final dos anos 1990. Como qualquer outra forma de tecnologia, a maneira como a música é entregue ao público evoluiu, transformando a relação entre o artista e seus fãs. Os serviços de streaming de música agora respondem por mais de 85% do mercado de música gravada dos Estados Unidos.

Abaixo confira cinco grandes motivos que podem contribuir para o retorno do CD:

1. DAR MAIOR APOIO AOS ARTISTAS: Para Perez, os artistas são a razão pela qual temos música para ouvir. Além de apresentações ao vivo, os artistas obtêm sua receita principalmente com royalties por unidades vendidas, distribuídas, usadas na mídia ou monetizadas de qualquer forma. Esses royalties são então divididos entre os compositores, editoras, gravadoras e, claro, os próprios artistas. Ou seja, são muitas mãos no pote de biscoitos! Merecidamente, afinal é preciso uma boa equipe para produzir um álbum de sucesso. Só que a maioria dos serviços de streaming paga menos de um centavo por stream de conteúdo do artista. YouTubers de sucesso podem ganhar muito mais do que isso por visualização de seus vídeos.

É por isso que é muito difícil artistas independentes se manterem no mercado. Se você ama um artista e gosta de sua música, comprar seu CD não é apenas uma maneira de apoiá-lo em termos financeiros, mas também de ter uma parte física de seu trabalho que você pode desfrutar com ou sem usar WIFI.

2 – RESGATAR SENTIMENTOS DE NOSTALGIA: Perez explica que a nostalgia pesa muito quando se trata de CDs. Se você nasceu no final dos anos 80, você ouvia música no seu Discman e adorava!

Agora, a razão mais importante pela qual a música tem uma relação direta com a nostalgia é um estudo que tem sido explorado por muitos. Quando uma pessoa ouve uma música específica de seu passado, isso pode desencadear memórias armazenadas no fundo de sua mente inconsciente, mas ainda podem ser recuperadas. A música tende a ativar as partes do cérebro que evocam emoções, então podemos dizer que a música pode trazer benefícios para pessoas que doenças relacionadas a memória ou até resgatar sentimentos que haviam esquecido.

3 – MAIOR QUALIDADE DO SOM: A qualidade do som dos CDs continua sendo bem recebida e respeitada até mesmo pelos mais exigentes ouvintes. Muitos colecionadores de vinil argumentarão que a qualidade de uma prensagem de vinil dos anos 70 ou uma prensagem remasterizada de alta qualidade quase sempre será superior à do CD. No entanto, com o recente culto que o vinil causou nos últimos anos, os preços dos álbuns dispararam conforme o aumento da demanda. No entanto, a vantagem dos CDs é que eles são mais resistentes do que os discos de vinil, sendo mais difíceis de arranhar e não deformam facilmente.

4- PELA VOLTA DAS COLETÂNEAS: Aqui, Perez se lembra das famosas coletâneas de músicas que a gente gravava em CD-R, atualmente chamada de playlists nos serviços de streaming. Ele conta apesar da conveniência, as playlists digitais nunca terão o mesmo impacto que é entregar a alguém um mixtape ou CD feito com carinho, com músicas selecionadas e gravadas para dar de presente a um crush ou a um amigo, coisa que só quem viveu sabe!

5 – CRIAÇÃO DE NOVAS OPORTUNIDADES: Imagine se o CD tivesse a mesma ressonância que o Vinil está tendo com os colecionadores atualmente? Seria um frenesi encontrar títulos vintage dos anos 80 e 90. Os artistas seriam capazes de fazer música novamente sabendo que as pessoas seriam atraídas a comprar seu CD, uma vez que poderia ser um item de colecionador algum dia.

Haveria uma oportunidade para designers gráficos e artistas visuais criarem as inserções e arte da capa. Diferente do que é hoje, as artes vistas nos streaming de música tornou-se algo desvalorizado.

Isso criaria uma oportunidade para que as lojas prosperassem e até começassem a abrir mais lojas físicas de música. Além disso, esse empreendimento também poderia beneficiar empresas que podem estar relutantes em fazer CD players e transportes do formato em alta qualidade devido ao destino incerto da mídia física.

“Para encerrar, só o interesse e o tempo dirão se o CD continua sendo uma relíquia do passado ou se há uma nova aventura que aguarda essa amada e esquecida forma de mídia”, concluiu o autor.

 

Imagem: reprodução

Sua Música anuncia que vai pagar direitos autorais por músicas tocadas na plataforma

Nesta quarta-feira (24/02) o Ecad e o Sua Música anunciaram que finalmente assinaram um acordo para pagamento de direitos autorais das músicas tocadas na plataforma.

De acordo com o Popline, fez parte da negociação a inclusão de pagamentos de direitos conexos a partir de 2021. Entretanto, não foi informado o percentual negociado para as remunerações.

Desde sua criação, há sete anos, a plataforma tem contribuído para a valorização da música brasileira, lançando artistas, principalmente do Nordeste, mas não realizava os pagamentos devidos pelas músicas tocadas na plataforma. Algo que gerava bastante discussão no mercado musical.

Atualmente, o portal possui 1 milhão de usuários únicos por dia e mais de 16 mil artistas cadastrados, com o Nordeste representando 60% de toda a audiência da plataforma.

 

Foto: Sua Música e Ecad/Divulgação

CRIOLO CONTA COMO FOI FAZER PRIMEIRA LIVE DE REALIDADE ESTENDIDA NO BRASIL

No início do ano, rolou a live do Criolo no Twitch. Mas não foi apenas uma apresentação qualquer, o rapper fez história ao se apresentar com vários cenários em 3D, que remetiam a um jogo de videogame.

Contando à Elle os detalhes de como conseguiu fazer o primeiro show de realidade estendida no Brasil, o rapper falou que foi necessário muito planejamento, e principalmente, logística. Afinal, foi preciso trazer de fora do Brasil os equipamentos para fazer os efeitos da live, algo que demorou mais do que o esperado:

“A técnica que usamos é chamada de virtual production. Basicamente é o encontro do universo da pós-produção com o set de filmagem. É de se contar nos dedos quem fez uma live assim no mundo todo e fizemos isso com uma equipe 100% nacional. Foi um show tecnológico histórico no país”, conta Denis Cisma, parceiro antigo do rapper e diretor da apresentação ao lado de Tito Sabatini.

Além do projeto ter sido viabilizado e transmitido pela plataforma de streaming Twitch, o rapper possui há seis meses seu próprio canal, a ‘Criolo TV’.

Celebrando o marco, Criolo revelou que “foi uma loucura” colocar a ideia em prática, em plena pandemia:

“Tudo começou quando Tito Sabatini apresentou a tecnologia. A Twitch comprou a ideia e essa live era para ter acontecido em setembro ou outubro. Mas no meio do caminho colocamos mais um som na rua, que foi “Sistema obtuso”. Uma parte desses equipamentos demorou pra chegar. E quando estava chegando, (a live) não deu certo, a gente ficou muito preocupado com a questão da Covid. Aí a gente viveu a experiência de fazer (isso) no clipe (de “Sistema obtuso”). E foi onde a ficha caiu. No show, os artistas construíram dez cenários digitais completamente diferentes um do outro. Então, o trabalho que tem para fazer um clipe, imagina fazer 10”, revelou Croulo à Elle Brasil.

Quando perguntado se pretende fazer outros trabalhos usando essa tecnologia, o rapper disse que gostaria muito. Entretanto, vai depender de uma estrutura e uma equipe unida, assim como aconteceu com a produção da live:

“Eu gostaria muito, sim, porque é entender que essa tecnologia tá em prol do ser humano, ela está em prol da poesia, não o contrário. E aí é infinito porque a criatividade do nosso povo brasileiro é uma coisa magnífica. Eu tenho certeza de que vai chegar uma hora em que isso vai ser utilizado por grandes festivais, para grandes encontros”, disse o rapper.

 

Foto: Divulgação

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