APPLE MUSIC USA SHAZAM PARA IDENTIFICAR REMIXES E PAGAR DIREITOS AUTORAIS À CRIADORES ORIGINAIS

Recentemente, a Apple Music anunciou que está usando a tecnologia do Shazam para identificar criadores em musicas remixadas por Djs, e com a novidade vai poder pagar devidamente os direitos autorais por estas músicas tocadas na plataforma.

Conforme o Music Business Worldwide, o processo de identificação das músicas remixadas envolveu uma série de parcerias com grandes gravadoras independentes, em conjunto com DJs, festivais, clubes e promotores.

A plataforma de streaming tem apostado muito em músicas com mixagens, já que atualmente cerca de 3 milhões de assinantes ouvem este estilo musical a cada mês.

Outra aposta para impulsionar o estilo musical foi a criação de uma categoria específica de músicas remixadas na interface da plataforma, permitindo que usuários busquem as músicas de forma mais prática.

O novo recurso deve aumentar a procura por djs na plataforma, como a produtora da Bélgica, Charlotte de Witt, que acabou de lançar mixes:

“Apple Music é a primeira plataforma que oferece mixagens onde há uma taxa justa para os artistas e para quem faz essas mixagens”.

Vale lembrar a Apple comprou o Shazam em 2018 por $400 milhões em 2018 e em 2020, ultrapassou 200 milhões de usuários ativos mensais em todo o mundo.

ADELE É ACUSADA DE PLÁGIO EM MÚSICA DO MARTINHO DA VILA

Nesta sexta-feira, 10, repercutiu na internet que a cantora Adele está sendo acusada de plágio pelo autor de “Mulheres”, clássico de Martinho da Vila.

Conforme a Veja, o autor Toninho Geraes afirmou que a cantora britânica plagiou sua música na faixa “Million Years Ago”, lançada em 2015 no álbum “25”.

Nas notificações enviadas em maio deste ano, os advogados de Geraes alegaram que Adele e o produtor Greg Kurtin se apropriaram de trechos idênticos, “substancialmente semelhantes” e “imitativos” de “Mulheres. No total, foi identificado que 87% da canção contêm compassos com indícios de cópia. A gravadora XL Recordings/Beggars Group e o grupo Sony Music também receberam a notificação.

Por enquanto, apenas a Sony Brasil respondeu à acusação e informou que o caso está nas mãos da gravadora inglesa e da própria Adele.

“Nossa intenção era tentar um acordo, mas, diante do silêncio, recorreremos à Justiça”, afirmou o advogado Fredímio Biasotto Trotta.

“Fiquei estarrecido quando me dei conta. A melodia e a harmonia são iguais. É uma cópia escancarada”, revoltou-se o compositor que também revelou ter conhecido a música através do tecladista Misael Hora, filho do maestro Roldo Hora no qual foi responsável pela orquestração da música. Após ouvir a música durante uma festa, o tecladista notificou Toninho: “Primeiro achei que era uma versão, mas fui pesquisar e vi que o crédito não aparecia”.

Vale notar que para comprovar plágio não é uma tarefa fácil: “Além de provar a semelhança, é preciso mostrar que o plagiador teve contato com a obra e agiu intencionalmente”, disse o advogado Cláudio Lins Vasconcelos, da Comissão de Direitos Autorais da OAB-RJ ao portal.

Para tanto, a defesa de Geraes pretende mostrar que o produtor Kurstin é pesquisador da música nacional e Adele possui uma amiga brasileira.

O caso pode envolver outros artistas e compositores, já que por muitas vezes ‘Million Years Ago’ foi acusada de ser parecida com uma composição do turco Ahmet Kaya e com Hay Amores, lançada em 2007 pela Shakira.

 

Foto: Yui Mok/PA Wire/AP/Image Plus

AMAZON MUSIC VAI PROMOVER SÉRIE DE FESTIVAIS COM CURADORIA DE EVENTOS BRASILEIROS CONSOLIDADOS

Neste sábado (11) acontece o Amazon Music Festival: Palco Coala, um festival virtual com atrações brasileiras, em parceria com a Altafonte e curadoria do Coala Festival.

Conforme a Folha de São Paulo, este será o primeiro de uma série de festivais digitais promovidos pelo serviço de streaming, sendo que cada um contará com curadoria de tradicionais festivais de música do país:

“O Coala Festival, em parceria com a Altafonte, reuniu artistas incríveis para o lineup do nosso primeiro festival, para a alegria dos fãs, e nós estamos muito animados com essa parceria”, revelou Bruno Vieira, chefe do Amazon Music Brasil. “Essa será a primeira edição de uma série de festivais que vamos trazer para que o público possa curtir de qualquer lugar”.

Para fazer parte do line-up o Coala festival chamou nomes como Kyan, Liniker, Luedji Luna, Marina Lima e Marina Sena. O festival será apresentado pelo ex-VJ da MTV Léo Madeira.

“Estamos nos preparando para retomar o festival presencial em 2022. Assinar a curadoria dessa iniciativa do Amazon Music é uma maneira de levar um pouco do que é a essência do Coala para dentro das casas das pessoas”, diz Gabriel Andrade, curador e sócio-fundador do Coala Festival, cuja oitava edição foi adiada para 2022, por causa da pandemia.

A transmissão do Amazon Music acontece a partir das 17h, disponível para todos os clientes, incluindo o Plano Free. O evento será transmitido também no canal do Amazon Music no  Twitch.

 

foto: Divulgação/Liniker

OLÍVIA RODRIGO DEVE PAGAR US$1,2 MILHÃO AO PARAMORE POR DIREITOS AUTORAIS EM ‘GOOD 4 U’

Recentemente a cantora Olivia Rodrigo chegou a um acordo para creditar integrantes da banda ‘Paramore’ em seu maior hit “Good 4 U”.

Conforme o ‘Tenho Mais Discos Que Amigos’, assim que a canção “Good 4 U” começou a se tornar uma grande hit em todo o mundo, e os fãs de Olívia Rodrigo apontarem muitas semelhanças com “Misery Business”, do Paramore, a cantora pop tem buscado um acordo com os compositores.

Com a conclusão do acordo, a compositora e líder do Paramore, Hayley Williams, assim como o compositor e integrante da banda, Josh Farro, serão creditados na canção, além de receber direitos autorais retroativos avaliados em US$1,2 milhão, mais de R$5 milhões.

Mas os problemas com direitos autorais de Olívia Rodrigo não param por aí, já que outras músicas de seu álbum ‘SOUR’ foram bastante influenciadas por canções de outros artistas, entre eles, Taylor Swift.

O BuzzFeedNews estima que Swift tenha faturado cerca de US$411 mil em direitos autorais  após Olívia fazer uma interpolação – quando partes de uma composição são regravadas e transformadas em algo novo – em duas de suas músicas.

YOUTUBE MUSIC SUPERA MARCA DE 50 MILHÕES DE ASSINANTES

Nesta quarta feira, o Chefe de Música Global do YouTube, Lyor Cohen, anunciou que a plataforma de streaming de músicas YouTube Music, bateu a marca de 50 milhões de assinantes.

Com entusiasmo, o executivo informou que o aumento de assinantes do YouTube Music está sendo impulsionado, principalmente, pelo desenvolvimento da plataforma em países como Coreia do Sul, Índia, Japão, Rússia e Brasil.

Só para se ter uma ideia, em outubro de 2020 o YouTube Music divulgou que tinha alcançado mais de 30 milhões de assinantes no mundo, isso quer dizer que desde então a plataforma aumentou sua base de assinantes em cerca de 20 milhões, ou 1,8 milhões de assinantes por mês.

De fato o crescimento da plataforma é impressionante ao compararmos com outras plataformas. O rival Spotify, por exemplo, revelou em julho que sua base global de assinantes Premium cresceu em 165 milhões no segundo trimestre de 2021, um aumento de 20% com relação ao ano anterior.

Já a Apple Music, por sua vez, anunciou que ultrapassou 60 milhões de assinantes em junho de 2019, mas parou de atualizar essa contagem.

“Temos produtos fantásticos no YouTube Music e no YouTube Premium que proporcionam um valor único para artistas e criadores e a melhor experiência para fãs de música. Estamos em nosso próprio caminho”, disse Cohen.

“Não há outro lugar onde os fãs possam ter acesso ao maior e mais diversificado catálogo de música, artistas e cultura. Estamos tornando mais fácil para os fãs de música se aprofundarem e encontrarem o que querem – seja no YouTube ou no app YouTube Music.”, complementou o executivo.

A notícia de hoje chega alguns meses após a plataforma dizer que pagou à indústria da música mais de US$ 4 bilhões no último ano.

GOVERNO DO RIO PRETENDE BENEFICIAR 3 MIL PROJETOS CULTURAIS COM NOVO EDITAL

Nesta terça-feira (31) começaram as inscrições do edital #CULTURAPRESENTENASREDES2, voltado para projetos culturais do Estado do Rio de Janeiro.

De acordo com o Cultura.rj.gov.br/, o Fundo Estadual de Cultura (FEC) está investindo R$7,5 milhões no edital que contemplará 3 mil projetos no valor de R$2,5 mil cada.

Para concorrer será necessário que o artista seja pessoa física, residente do Estado do Rio, ser maior de 18 anos, e comprovar atuação na área cultural há pelo menos um ano.

“Este é o primeiro edital do nosso Pacto Cultural RJ, que foca na democratização do acesso aos recursos da cultura. Estamos garantindo vagas por município, com inscrição simplificada e apoio aos fazedores de cultura na ponta, valorizando a arte de cada cidade. Este edital é como uma porta de entrada para acessar novas chamadas públicas, por isso é fundamental que todos façam a leitura atenta do edital e façam sua inscrição dentro dos 30 dias vigentes”, ressaltou a secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros.

Desta vez, a segunda edição do Cultura Presente Nas Redes irá incluir ativações com público, mediante o seguimento dos protocolos contra a Covid-19, sendo que o realizador deverá gravar sua apresentação e gerar um link como forma de prestação de contas. O vídeo ficará disponível em plataformas digitais para que o público possa conferir o resultado.

As inscrições ficarão abertas até o dia 29 de setembro e poderão ser realizadas através do sistema “Desenvolve Cultura”, no site da Sececrj.

Foto:  Leonardo Ferraz/SECECRJ

APPLE ADQUIRE SERVIÇO DE STREAMING DE MÚSICA CLÁSSICA

Nesta segunda-feira (30) a Apple anunciou a compra do Primephonic, um serviço de streaming de música clássica da Holanda.

Conforme o Music Business Worldwide, a Apple pretende lançar um novo aplicativo, que será chamado de Apple Music Classical , voltado apenas para o streaming de música clássica com a tecnologia e recursos exclusivos do  Primephonic.

O novo app vai chegar ao mercado de streaming como uma grande ajuda aos ouvintes do gênero musical, que atualmente possuem grande dificuldade em encontrar versões específicas de músicas que não estão disponíveis nas plataformas mais populares.

Os assinantes do Primephonic ganharão seis meses de assinatura gratuita da Apple Music, e acesso a centenas de álbuns clássicos.

“Como uma startup apenas de música clássica, não podemos alcançar a maioria dos ouvintes  globais, especialmente aqueles que ouvem outros gêneros musicais também. Portanto, concluímos que, para cumprir nossa missão, precisamos fazer parceria com um serviço de streaming líder que englobe todos os gêneros e também compartilhe nosso amor pela música clássica. Hoje, estamos, portanto, entusiasmados em compartilhar um grande passo em frente em nossa missão – a Primephonic está se juntando à Apple Music!”, anunciou a plataforma em um comunicado.

Carlinhos Maia é condenado a pagar R$30 mil à artista após danificar obra em quarto de hotel

Recentemente, o influencer e humorista Carlinhos Maia foi condenado a indenizar a artista Laudice Rocha, por danificar uma de suas obras em um hotel sergipano.

Conforme o infonet.com.br, em 2019 o influencer decidiu deixar a sua marca durante sua estadia no hotel Del Canto, em Recife, e rabiscou a obra que estava em seu quarto. De acordo com Carlinhos Maia, ele tinha pedido autorização da proprietária do hotel previamente.

Vale notar que somente a criadora poderia permitir qualquer alteração em sua obra de arte. O caso foi avaliado pela justiça do Estado, que condenou o influencer e o hotel a pagar R$30 mil de indenização à artista por violação de direitos autorais.

A decisão foi comemorada por Laudice:  “Quero registrar que foi feita justiça no caso da vandalização de obra de arte de minha autoria, com sentença que condenou os responsáveis ao pagamento de indenização e devolução do quadro. Embora ainda caiba recurso, essa decisão é uma vitória importante, que exalta o respeito a quem produz a arte que livra da ignorância. A quem esteve ao meu lado nessa caminhada, deixo meu agradecimento afetuoso”, disse na publicação.

O humorista também se posicionou sobre o assunto em seu perfil no Instagram: “Galera, sobre o quadro! Fica a lição para mim e para todos: mesmo que a obra tenha sido comprada a anos, você não pode desenhar em cima. Mesmo com a autorização de quem pagou pelo quadro, “como foi o meu caso”! Mais uma vez fica minhas desculpas”, escreveu.

 

Foto: reprodução/twitter/bella/parente da autora do quadro

SNDAPI inicia discussão sobre cobrança de direitos autorais na internet

Os grupos de trabalho criados pela Secretaria Nacional de Direitos Autorais e Propriedade Intelectual (SNDAPI) terão até a próxima semana (01/09), para apresentar sugestões e melhorias a respeito de boas práticas na arrecadação e distribuição de direitos autorais e a gestão de direitos no ambiente digital.

Devido ao aumento nas receitas de streaming durante a pandemia do coronavírus, em maio deste ano, a secretaria resolveu criar dois grupos de trabalho no âmbito da Comissão Permanente para Aperfeiçoamento da Gestão Coletiva – CPAGC a fim de discutir atualizações nas leis de direitos autorais no Brasil. O primeiro grupo foi criado para tratar do exercício da atividade de cobrança realizada pelas entidades de gestão coletiva no ambiente digital, e outro para discutir o Regulamento de Arrecadação e Distribuição do ECAD.

Após conversar a matéria com titulares, os grupos devem apesentar um relatório a partir da próxima semana com suas sugestões, que serão avaliadas pelo Plenário da CPAGC e, poderão futuramente servir como base para atualização de normas e políticas públicas.

 

 

 

 

 

Foto: Barna Tanko / iStock

Construtora é condenada a indenizar em R$84 mil grafiteiros por usar obras em stand de vendas

A construtora Helbor foi condenada pela Justiça de São Paulo a indenizar em R$84 mil quatro artistas grafiteiros , após usar suas obras grafitadas sem autorização em um stand de vendas.

Conforme a Instoé.com, artistas Rafa Mon, Dr. XIII, Binho Ribeiro e Enivo processaram a construtora por piratear seus grafites no stand de vendas do empreendimento Helbor Edition Vila Madalena, situado perto onde as obras podem ser vistas, no Beco do Batman, Vila Madalena, em São Paulo.

Durante o processo, a defesa dos artistas alegou que a empresa usou os grafites indevidamente: “Tal qual os piratas, [a empresa] explora indevidamente o trabalho e a riqueza alheia. Os murais foram concebidos, fixados e expostos no afamado Beco do Batman para servir ao povo, incorporando arte ao acervo público”.

Para a defesa da construtora, não houve violação de direitos autorais, uma vez que os grafiteiros fizeram seus trabalhos em um local público: “Ao realizarem os seus trabalhos em vias públicas, [os artistas] assumiram as consequências de transformarem as suas obras em parte do acervo cultural, histórico e paisagístico da cidade. Não há que se falar em violação de direitos autorais”.

O desembargador e relator do processo, Alvez Passos, afirmou que as imagens foram expostas pela empresa com o intuito de agregar valor ao local e “atrair clientes pela beleza das imagens, e não apenas informar. A Helbor ainda poderá recorrer.

 

 

Foto: Reprodução

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