PROCON-RJ PODE MULTAR EM R$12 MILHÕES REP FESTIVAL POR FALHAS NA ORGANIZAÇÃO

O final de semana foi marcado pela grande repercussão na mídia sobre as falhas na organização do REP Festival, que agora pode ser multado em até R$12 milhões pelo Procon-RJ.

O que era para ser um dos maiores festivais de rap do Brasil acabou se tornando um caos. As fortes chuvas atingiram o evento trazendo cobras, sapos, alagamentos e muita lama. Não faltaram vídeos dos fãs reclamando da falta de estrutura e organização do evento, o que levou o cancelamento do segundo dia festival, no domingo (12).

Com um line-up formado por nomes como Matuê, L7nnon, Filipe Ret, Emicida e Ludmilla, o ‘REP Festival’, estava previsto para acontecer no Parque Olímpico (o mesmo local do Rock in Rio). Entretanto, a 10 dias da abertura, a localização foi transferida para Guaratiba, zona oeste do Rio.

O portal da CNN procurou o Procon-RJ para entender o que diz o Código de Defesa do Consumidor (CDC) em casos como este: “as multas por infração às normas de proteção e defesa do consumidor serão calculadas de acordo com a gravidade da infração, o porte econômico do fornecedor e a vantagem auferida”.

“A depender desses critérios, ela [a multa] pode chegar a R$ 12 milhões”, disse o Procon-RJ ao portal.

 

Foto: Reprodução / Redes Sociais

CANÇÃO DE RIHANNA VIRA NFT QUE GERA RETORNO EM ROYALTIES À FÃS

Na última quinta-feira, 9, o produtor Deputy em parceria com a plataforma especializada em criptomoedas Anotherblock, lançou uma edição limitada de NFTS da música “Bitch Better Have My Money”, de Rihanna.

Conforme explicado pela industriamusical.com, fãs puderam investir US$210 (R$1.111, em cotação atual) nos NFTS e devem receber cerca de 0,0033% dos royalties pela reprodução da música na plataforma Anotherblock.

Os NFTS foram criados após o produtor Deputy vender 1% de seus direitos na canção para a plataforma. No total foram lançados 300 NFTS, que rapidamente se esgotaram.

Na noite de domingo, 12, a cantora se apresentou durante o show de intervalo do SuperBowl, e segundo uma reportagem da Variety, as buscas pela cantora no Spotify aumentaram mais de 640% nos Estados Unidos, sendo que a música de abertura “Bitch Better Have My Money” teve um aumento de mais de 2.600%, então os investidores podem esperar ganhar bastante dinheiro enquanto os fãs ouvem a música.

 

Foto: Rihanna no SuperBowl_reprodução

 

SONY MUSIC PODE ADQUIRIR CATÁLOGO MUSICAL DE MICHAEL JACKSON POR R$4,1 BILHÕES

Rumores começaram a circular nesta semana sobre a possível venda de parte do catálogo do Rei do Pop Michael Jackson.

Conforme noticiado pelo Splash da Uol, fontes contaram à Variety que o espólio do artista estaria negociando metade da participação das músicas do cantor, com a gravadora Sony Music e um outro parceiro de negócios.

A venda também incluiria 50% de participação do musical da Brodway “MJ: The Musical” e o futuro filme biográfico, “Michael”.

As fontes também revelaram que o valor da venda estaria na faixa de US$800 milhões a US$900 milhões, o que equivale de R$4,1 bilhões a R$4,6 bilhões.

NOVO LAUDO APONTA QUE GRAVADORA TERÁ QUE PAGAR R$150 MILHÕES À HERDEIROS DE JOÃO GILBERTO

Um novo laudo apontou que a Universal Music terá que pagar R$150 milhões aos herdeiros de João Gilberto, por fazer alterações em gravações do artista e relançá-las em álbuns.

Como relatamos por aqui em 2019, o caso foi denunciado pelos herdeiros do artista no programa Fantástico. Na época, eles alegaram que houve fraude na perícia para avaliar as gravações, que teriam sido alteradas e lançadas em álbuns pela EMI (atual Universal Music), e decidiram contestar o laudo.

Os advogados representantes do cantor analisaram o pen drive em que havia o laudo do perito do caso, João Carlos Loureiro, e detectaram que o arquivo foi criado por Christopher Cunha, um dos sócios da Licks – empresa de contabilidade especializada em perícia – contratada pela Universal Music. Para os advogados,  Cunha “fez o laudo inteiro, e o perito apenas assinou”. E assim, o valor da indenização estimada em R$200 milhões, caiu para R$13 milhões.

Conforme explicou a Coluna de Ancelmo Góes para O Globo, nesta semana saiu o resultado do laudo, com a conclusão de que o valor a ser pago pela gravadora deve ser de R$150 milhões. Vale notar que este caso está em andamento desde 1964.

 

Foto: Heitor Hui / Agência O Globo

UFRJ ESCOLHE CONSÓRCIO PARA ADMINISTRAR AREA DO CANECÃO POR 30 ANOS

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) organizou um leilão, na última quinta-feira 2, com apoio o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a concessão do antigo Canecão, localizado em Botafogo (zona sul do Rio).

De acordo com a Istoé.com, a UFRJ escolheu o consórcio Bônus Klefer, integrado pelas empresas Bônus Track Entretenimento e Klefer Sports Marketing, como concessionário da área por 30 anos.

Ficou estabelecido no acordo que o consórcio deve pagar R$4.350.000 à universidade, além de investir R$137,7 milhões na construção de novos espaços no local, incluindo um espaço cultural multiuso, e uma outra área chamada Espaço Ziraldo.

A Bônus Klefer deverá ainda construir um restaurante universitário no campus Praia Vermelha da UFRJ, com capacidade para oferecer 2.000 refeições por dia, e outros dois prédios acadêmicos no mesmo campus.

A UFRJ terá o direito a usar a arena multiuso durante 50 dias por ano e o Espaço Ziraldo por 270 dias.

Vale notar que o leilão aconteceu após protestos pacíficos de estudantes e servidores, que têm buscado principalmente, fazer do espaço um centro cultural acessível à toda população. Eles foram impedidos de participar do leilão e saber detalhes do acordo.

“Queremos debates, shows, arte, oficinas, exposições, mas sempre acessível para o público em geral.”, dizia um cartaz.

DISTRIBUIÇÃO POR EXECUÇÃO PÚBLICA CHEGOU A R$1,2 bilhão em 2022

O Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) anunciou que o valor da distribuição de direitos à compositores e artistas por execução pública chegou a R$1,2 bilhão em 2022, um aumento de 35% em comparação ao ano anterior.

Conforme noticiado pelo Globo, na Coluna de Ancelmo Góes, a volta dos shows e eventos presenciais após dois anos de pandemia, contribuiu para o aumento da distribuição.

No total, foram mais de 316 mil compositores e artistas contemplados com rendimentos em direitos autorais de execução pública.

Imagem: Pedro Kirilos / Agência O Globo.

 

Prêmio United Earth Amazônia une música e iniciativas de preservação ambiental

No próximo dia 27 de fevereiro acontece a premiação Earth Amazonia, uma iniciativa criada por grandes executivos da indústria fonográfica, para reconhecer ações que unem arte e a música na preservação da floresta.

Sérgio Lopes, Claudio Condé, Alberto Traiger e Maria Creuza Meza, são grandes nomes do mercado fonográfico que estão por trás do lançamento da premiação criada por Claes Nobel, descendente da família Nobel (a mesma que criou o reconhecido prêmio internacional).

Lopes contou ao gazetadasemana.com.br, que foi procurado por Claes Nobel para ouvir a respeito do United Earth – uma organização inspirada nos mesmos princípios da Fundação Nobel, e que “visa unir as pessoas e nações da Terra pensando num futuro coletivo e sustentável, que promovesse o bem-estar da humanidade”.

“A intenção do Claes era criar uma conexão com os mais jovens por meio da música para que o planeta fosse preservado. Ele percebeu que o mundo estava mudando e queria acompanhar a mudança. Pensou então em criar um prêmio no qual a música fosse o principal canal para difundir suas ideias e valores de proteger o planeta”, disse o executivo.

O cantor brasileiro Roberto Carlos será o primeiro premiado ao United Earth Amazonia. De acordo com a organização, sua música ‘Amazonia’, escrita em parceria com Erasmo Carlos, se tornou “uma contribuição significativa para conscientizar sobre a importância de preservar nosso planeta!”.

 

foto: divulgação

TIKTOK CONFIRMA QUE TEM UM BOTÃO SECRETO PARA TURBINAR VÍDEOS E TORNÁ-LOS VIRAIS

Na última semana, a Forbes publicou uma denúncia sobre a existência de um tipo de “botão secreto” no qual funcionários da ByteDance teriam acesso para turbinar as visualizações de qualquer vídeo, ao ponto que ele se torne viral no TikTok.

Conforme relatado pelo site americano, seis funcionários e ex-funcionários da TikTok e de sua controladora, ByteDance, mostraram documentos e comunicações internas à Forbes, revelando que, além de permitir que o algoritmo decida o que se torna viral, é possível selecionar “secretamente” vídeos específicos e potencializar sua distribuição, usando uma prática conhecida internamente como Booster ou “aquecimento, em português”.

Para muitos talvez a descoberta não seja uma surpresa. Entretanto, a denúncia da Forbes deixa claro que os vídeos que aparecem na timeline “For You” estão lá por indicação do algoritmo, e também por indicação do próprio time do TikTok.

“Pensamos nas mídias sociais como sendo democratizantes e dando a todos a mesma oportunidade de alcançar um público”, disse Evelyn Douek, professora e pesquisadora da Stanford Law School. Mas isso nem sempre é verdade, ela alertou. “Até certo ponto, as mesmas velhas estruturas de poder também estão se replicando nas mídias sociais, onde a plataforma pode decidir vencedores e perdedores até certo ponto, e parcerias comerciais e de outros tipos tiram vantagem”.

Pela primeira vez o TikTok falou sobre o assunto e explicou como o botão “booster” é usado. O porta-voz do TikTok, Jamie Favazza, escreveu: “Promovemos alguns vídeos para ajudar a diversificar a experiência de conteúdo e apresentar celebridades e criadores emergentes à comunidade TikTok. Apenas algumas pessoas, com sede nos Estados Unidos, têm a capacidade de aprovar conteúdo para promoção nos Estados Unidos, e esse conteúdo representa aproximadamente 0,002% dos vídeos nos feeds do For You.”

Justin Bieber vende direitos de seu catálogo musical por R$1 bilhão

O cantor Justin Bieber é o mais recente artista a vender os direitos autorais de seu catálogo musical para o fundo de investimentos Hipgnosis. Conforme O Globo, a venda incluiu a parte que o artista tinha nas composições e másters em suas músicas.

A Universal Music e sua editora Universal Music Publishing vão continuar fazendo a gestão do catálogo de gravações e edição do artista, porém todos os royalties serão repassados à Hipgnosis (via Music Business Worldwide).

Apesar do valor da negociação não ter sido revelado pelas partes, estima-se que o valor da transação tenha chegado a 200 milhões de dólares (ou R$1,03 bilhão), como noticiado pelo Wall Street Journal, em dezembro de 2022.

“Com apenas 28 anos de idade, ele é um dos poucos artistas que definiram a era do streaming que revitalizou toda a indústria da música, levando consigo um público fiel e mundial em uma jornada de fenômeno adolescente a artista culturalmente importante. Esta aquisição está entre os maiores negócios já feitos para um artista com menos de 70 anos, tal é o poder deste catálogo incrível que tem quase 82 milhões de ouvintes mensais e mais de 30 bilhões de streams apenas no Spotify”, disse Merck Mercuriadis, fundador e diretor executivo da Hipgnosis Song .

 

 

SPOTIFY ANUNCIA QUE VAI DIMINUIR EM 6% SUA FORÇA DE TRABALHO

O Spotify anunciou nesta segunda-feira que vai demitir 6% de sua força de trabalho, ou cerca de 600 funcionários. A empresa espera que despesas relacionadas às demissões incorram de 25 a 45 milhões de euros.

De acordo com o G1, além das demissões, o vice-presidente de conteúdo e publicidade, Dawn Ostroff, revelou que está deixando a empresa como parte da reorganização.

Desta forma, o Spotify segue como mais uma Big Tech que está sendo impactada pela alta taxa de juros para conter a inflação dos Estados Unidos. Mesmo sendo a empresa com maior participação de mercado entre as plataformas de streaming, o Spotify já estava reduzindo suas contratações. Além disso, as ações da empresa acumularam queda de mais de 50% em 2022.

No início de janeiro, empresas do setor tecnológico como Alphabet e Microsoft também anunciaram a demissão de milhares de colaboradores pelo mundo. Especialistas estimam que 200 mil pessoas foram demitidas pelas Big Techs nos últimos três meses.

Foto: Christian Hartmann/Reuters

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