Após acordo com artistas e empresas de comunicação, PL das Fake News deve ser votado na próxima semana

Artistas e empresas de comunicação alcançaram um acordo nesta quarta-feira, 9, após intensas negociações de cerca de sete horas, visando o pagamento de direitos autorais por obras antigas. O impasse sobre esse tema vinha impedindo a votação da mais recente versão do Projeto de Lei das Fake News na Câmara dos Deputados.

De acordo com informações do Estadão, o novo texto recebeu aprovação de vários partidos políticos, mas a votação estava sendo retida pelo presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL). Lira manteve encontro com artistas em sua residência oficial na noite de terça-feira, 8, com a presença do ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, e artistas, incluindo os cantores Marisa Monte, Frejat e Xande de Pilares, além da empresária Paula Lavigne.

O deputado Elmar Nascimento (União-BA), relator do projeto de lei 2370/2019, propõe a inclusão de um prazo de três anos para que as emissoras de televisão brasileiras iniciem o pagamento de uma “remuneração compensatória” aos artistas, com o objetivo de destravar a proposta.

Atualmente, os detentores de obras antigas não estão sujeitos ao pagamento de direitos autorais pela reprodução dessas obras em plataformas digitais. Os artistas vinham pressionando pela inclusão da compensação nos contratos de obras antigas no projeto de Lei das Fake News no, enquanto as empresas rejeitavam essa disposição e defendiam que os pagamentos fossem aplicados apenas a novos contratos de filmes.

Este é o terceiro esforço para votar o PL 2370/2019, que é de autoria da deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ). A proposta também contempla uma remuneração a ser paga pelas plataformas digitais aos veículos de imprensa.

Segundo apuração do Estadão, se houvesse um acordo entre artistas e empresas de comunicação até as 14h, o projeto iria ao plenário ainda hoje. Como o acordo foi alcançado próximo das 18h, a votação do projeto de lei está prevista para a próxima semana.

Foto: Assessoria de imprensa da Presidência da Câmara – Jantar na Residência Oficial da Câmara reuniu o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), artistas e o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes.

 

Spotify gerou R$1 bilhão de receita a artistas brasileiros em 2022

De acordo com dados revelados no mais recente relatório Loud & Clear, o Spotify gerou uma receita de quase R$1 bilhão para artistas brasileiros ao longo do ano de 2022. Essa marca representa um crescimento de 27% em relação ao ano anterior, superando em quase o dobro o aumento geral da indústria musical no país.

Conforme análise da Exame, o que se destaca nesse avanço é a participação fundamental dos artistas independentes nesse sucesso. Com seu papel cada vez mais relevante, esses artistas têm contribuído significativamente para a elevação dos ganhos na plataforma. No intervalo de cinco anos, o montante gerado por artistas brasileiros no Spotify cresceu cinco vezes.

A executiva Carolina Alzuguir, Head de parcerias com artistas, gravadoras, selos e distribuidoras no Spotify Brasil, comentou que essa ascensão nos ganhos é resultado de uma combinação de fatores. O aumento da dimensão da plataforma, o número crescente de usuários pagantes e anunciantes têm sido peças-chave nesse sucesso. Além disso, a empresa está investindo na expansão das fontes de receita para músicos, incluindo a venda de mercadorias e a promoção de shows.

Uma tendência interessante também apontada pelo relatório é o foco do Spotify em estreitar laços com artistas independentes. O número de artistas recebendo royalties anuais na faixa entre R$ 50 mil e R$ 500 mil quadruplicou desde 2017. O acesso a dados detalhados sobre o consumo de música tem proporcionado a esses artistas uma compreensão mais profunda do comportamento de seu público, auxiliando em decisões estratégicas como a montagem de setlists para shows.

Carolina Alzuguir reforça que esse avanço não apenas beneficia os músicos, mas também influencia todo o mercado musical. Contratantes de shows, programas de TV e até os fãs se beneficiam do acesso a esses dados, tornando a relação entre os artistas e seu público mais dinâmica e interativa.

Além dos dados internos, o Loud & Clear utiliza informações da International Federation of the Phonographic Industry para avaliar o impacto econômico da plataforma.

 

Foto: Daniel Ek: CEO do Spotify (Ilya S. Savenok/Getty Images)

Rapper Afirma que “Ouvintes Mensais” no Spotify são ‘Enganosos’

O rapper Russ recentemente expressou suas preocupações sobre a estatística de “ouvintes mensais” do Spotify, referindo-se a ela como uma “farsa”. Durante uma entrevista recente o rapper perguntou diretamente ao Spotify sobre a métrica de ouvintes mensais, que não reflete verdadeiramente o engajamento ativo.

Conforme relatou o Rap+, Russ apontou que dos seus 14 milhões de ouvintes mensais, apenas 10 milhões são ouvintes ativos engajados. Ele enfatizou que os outros quatro milhões de ouvintes podem ter encontrado suas músicas por acaso, em playlists ou outros recursos da plataforma.

No Twitter, o rapper declarou: “Conversei com o Spotify e finalmente entendi o que diabos significa ‘ouvintes mensais’.” E continuou: “Salve para todos os meus ‘ouvintes super’. Em média, os ouvintes super representam 2% dos ouvintes mensais de um artista. Vocês representam 9% dos meus.”

Em outra postagem, Russ explicou: “Tenho 10 milhões de pessoas na minha audiência ativa, de um total de 14 milhões de ouvintes mensais. Essas são pessoas dedicadas a ouvir minha música. O resto são pessoas que ouviram em uma playlist ou no rádio do Spotify, etc. Eles não estavam procurando ativamente me ouvir. É por isso que digo que o número de ouvintes mensais é uma fachada. Tenho curiosidade sobre qual é o número real de audiência ativa para outros artistas que têm muitas músicas em playlists, etc.”

Durante a entrevista, Russ também revelou que fica acordado até tarde para enviar mensagens para fãs em fusos horários diferentes, expressando sua gratidão pelo apoio: “Acho que isso reflete minha conexão com meus fãs”.

FOTO: RAIA MARIA-LAURA

Cantora Portuguesa Acusa Artista Brasileira de Plágio em redes sociais

A cantora portuguesa Carolina Deslandes acusou a forrozeira brasileira Danieze Santiago de plagiar sua música ‘Vai lá’. A controvérsia surgiu quando Santiago lançou a música em um CD promocional intitulado ‘Romântica para Sempre’, com o título ‘Frase Mais Dita’. A polêmica tomou proporções ainda maiores quando Deslandes publicou um vídeo nas redes sociais.

Conforme o Tribuna de Minas, no vídeo postado por Carolina Deslandes, ela é vista dançando ao som da música de Danieze Santiago. A legenda que acompanhava o vídeo dizia: “Quando descobre que foi plagiada e pensa: ‘Que falta de respeito’. Mas a sua veia de forró romântico te faz dançar da mesma forma.” A postagem atraiu atenção imediata, levando a uma desculpa de Danieze Santiago.

“Saíram duas músicas que são de origem portuguesa, só mudei palavrinhas para encaixar no nosso dialeto. Não fui eu que compus. As músicas não eram para ter subido. Porque aqui a gente grava para ver como vai ficar, não significa que vamos soltar. Eu ia cantar no meu repertório, nos shows (para ver a aceitação). Subir a música foi um erro, que não foi meu, mas vou me responsabilizar por pessoas que prestam serviço para mim”, afirmou.

“Não fui atrás de autorização porque não era meu intuito me apropriar das músicas. Entendem? Rapaz que trabalha comigo achou que fosse uma versão”[…]Peço desculpas. Não foi meu intuito chatear ninguém, nem roubar obra intelectual de ninguém”, argumentou a brasileira.

Após as desculpas públicas e a explicação sobre o ocorrido, Danieze Santiago decidiu retirar as músicas das plataformas de streaming, incluindo a música ‘Frase Mais Dita’. No entanto, ela disponibilizou um link para que os fãs pudessem ouvir o álbum gratuitamente. Vale ressaltar que a música ‘Frase Mais Dita’ permanece disponível na plataforma Sua Música.

Foto: reprodução

Análise: Threads trabalha para atrair os maiores artistas da música, mas enfrenta desafios

O novo aplicativo Threads do Instagram atingiu 100 milhões de usuários em poucos dias após o seu lançamento no mês passado. No entanto, a plataforma ainda tem muito trabalho pela frente se quiser se tornar relevante para músicos. É o que apontou o MusicAlly nesta segunda-feira, 07.

Uma das promessas do Threads é permitir que os usuários transportem seus seguidores do Instagram. Contudo, o portal identificou que os 20 artistas mais populares no Instagram ainda não aderiram ao Threads.

Dos 20 músicos em destaque, 14 ainda não criaram seus perfis no aplicativo, incluindo nomes como Ariana Grande, Beyoncé e Justin Bieber. Além disso, grandes estrelas pop como Miley Cyrus e Katy Perry têm perfis configurados, mas não postaram nenhum conteúdo.

Embora alguns artistas como J Balvin, Anitta e Diplo estejam usando o Threads regularmente, a plataforma ainda não se consolidou como uma ferramenta essencial para músicos. Um dos possíveis fatores para essa relutância pode ser a sobrecarga de redes sociais enfrentada pelas equipes dos artistas, que hesitam em adicionar mais plataforma ao mix já estabelecido.

Para melhorar sua atratividade entre os músicos, o Threads está planejando lançar uma versão da web nas próximas semanas, o que pode facilitar o uso para as equipes de gerenciamento de artistas.

Para o portal, se o Threads conseguir aumentar consistentemente sua base de usuários após o boom inicial é provável que mais artistas incluam a plataforma em suas estratégia de promoção. A indústria da música estará atenta para ver como o Threads se desenvolverá e como atrairá artistas importantes que tiveram um papel significativo no crescimento e cultura do Instagram.

Foto: divulgação

AudioCraft: Meta lança novo modelo de IA para criação de músicas e efeitos sonoros

A Meta, gigante da tecnologia, continua a avançar em sua jornada de inovação em áudio AI. Após o lançamento bem-sucedido do MusicGen, um modelo de IA que cria samples musicais a partir de prompts de texto, a empresa agora apresenta o AudioCraft, uma estrutura de “IA generativa para áudio simplificado e disponível para todos”.

De acordo com o MusicAlly, a novidade composta é por três modelos – o MusicGen, que cria samples musicais de 12 segundos, o AudioGen, que produz sons e efeitos, e o EnCodec, um decodificador que visa gerar músicas de maior qualidade com menos artefatos – o AudioCraft promete abrir novas possibilidades no campo da criação musical e sonora.

A Meta adotou uma abordagem de código aberto, permitindo que pesquisadores e desenvolvedores explorem e compreendam melhor a tecnologia. A intenção é incentivar a construção de geradores de som e música personalizados, além de algoritmos de compressão, que possam ser integrados ao AudioCraft.

A empresa já esboçou possíveis aplicações para esses modelos, destacando o uso por músicos profissionais que desejam explorar novas composições sem tocar instrumentos, desenvolvedores de jogos independentes que desejam adicionar efeitos sonoros realistas, e pequenos empresários que buscam trilhas sonoras para suas postagens em redes sociais.

Com o lançamento do AudioCraft, a Meta busca incentivar a colaboração entre humanos e IA no campo da criação musical, proporcionando novas ferramentas e possibilidades para profissionais criativos em diversas indústrias.

 

Foto: divulgação Meta

Taylor Swift ‘presenteia’ caminhoneiros da Eras Tour com bônus de 100 mil dólares cada

A cantora Taylor Swift concedeu um bônus de 100 mil dólares para cada um dos cerca de 50 caminhoneiros envolvidos em sua turnê  ‘Eras Tour’.

Conforme o TMZ, o anúncio do bônus foi feito pouco antes de um dos shows em Santa Clara, na Califórnia, e resultou em um investimento total de aproximadamente 5 milhões de dólares por parte da cantora. A Revista Monet explicou que esse valor foi descrito como o “bônus de fim de turnê” para os motoristas.

A Eras Tour tem sido um verdadeiro fenômeno de público e crítica, com recordes de bilheteria nos Estados Unidos. De acordo com fontes próximas à produção, Taylor já teria arrecadado cerca de 1 bilhão de dólares somente com os shows em solo americano, indicando que essa pode se tornar a turnê mais lucrativa de todos os tempos.

Vale ressaltar que Taylor Swift não apenas recompensou os caminhoneiros, mas também outros profissionais que fazem parte da equipe da turnê. Membros da banda, dançarinos, técnicos de iluminação e som, fornecedores e demais envolvidos também foram agraciados com bônus generosos.

 

Foto: Reprodução/Instagram

O estudo revela que músicos independentes estão envolvidos, mas também cientes das preocupações em relação à IA na Indústria musical

Em uma pesquisa recente conduzida pela TuneCore, plataforma de distribuição digital de música, foi constatado que a Inteligência Artificial (IA) está ganhando a atenção dos músicos independentes, com uma percepção positiva sobre os benefícios, mas também gerando medos e preocupações.

De acordo com o MusicAlly, a pesquisa feita com 1.558 artistas independentes descobriu que aproximadamente 50% dos músicos independentes estão “conscientes e engajados em IA”, enxergando os avanços tecnológicos como uma oportunidade para aprimorar sua música e alcance de público.

Entretanto, 39% dos artistas mostraram-se “desconhecidos e apáticos em relação à IA”, preocupados com os impactos da tecnologia em suas carreiras. As principais preocupações relatadas incluem o temor de serem substituídos por IA na criação musical, possíveis casos de plágio envolvendo algoritmos e a correta atribuição de entradas criativas durante o processo de geração musical.

Uma parcela significativa, 35% dos entrevistados, demonstrou interesse em utilizar IA generativa em seu processo criativo, especialmente para fins de marketing e promoção. A possibilidade de otimizar campanhas publicitárias e atrair novos fãs por meio da IA tem despertado o interesse desses músicos.

O estudo revelou também que metade dos músicos entrevistados, ou seja, 50%, estão dispostos a oferecer suas músicas para treinar IAs, mas sob certas condições.

Para o portal, essa pesquisa mostra que a indústria da música está em um momento de transição, com músicos adotando uma atitude matizada em relação à IA. Eles reconhecem as oportunidades e vantagens oferecidas pela tecnologia, mas também são cautelosos em relação aos desafios e dilemas éticos associados ao uso da IA no campo musical.

 

Foto: reprodução

 

Universal Music Group (UMG) Arrecada €2,697 Bilhões no 2º Trimestre

Após os anúncios de resultados trimestrais de gigantes da indústria musical como Spotify e Google, a Universal Music Group (UMG) divulgou seus próprios números na última semana. A empresa registrou um aumento significativo na receita durante o segundo trimestre, consolidando sua posição no mercado.

Conforme análise do MusicAlly, no geral, a UMG gerou impressionantes €2,697 bilhões em receita, representando um aumento notável de 6,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse crescimento foi impulsionado por resultados sólidos em todos os setores em que a empresa atua.

A música gravada foi o destaque, com a receita de assinaturas crescendo 10,6% em relação ao ano anterior, alcançando €1,068 bilhão. Além disso, a receita total de música fonográfica também registrou crescimento de 8,2% ano a ano. As vendas adicionais contribuíram com €326 milhões para o faturamento da UMG no período.

No entanto, a divisão editorial da UMG enfrentou um leve declínio na receita, totalizando €464 milhões, uma queda de 2,5% em relação ao ano anterior. Esse declínio foi atribuído a uma mudança na política contábil ocorrida no segundo trimestre.

Na teleconferência de resultados, o presidente e CEO da UMG, Lucian Grainge, saudou o recente aumento no preço das assinaturas do Spotify e YouTube Music. No entanto, ele destacou que o foco principal da empresa este ano é garantir que os artistas reais, com bases de fãs reais, sejam compensados de forma justa. Grainge ressaltou a importância de promover um ambiente onde a música autêntica não seja abafada em meio a uma avalanche de conteúdo

Equipe de Bruno Mars Derruba Álbum inteiro de Rapper Brasileiro devido a Interpolação não autorizada

Na tarde de quarta-feira (26), o rapper paulista Shaodree revelou que seu álbum “Nova Wave PT.1” foi removido por completo das plataformas digitais após a equipe de Bruno Mars aplicar um “take down” devido ao uso indevido da música “Nothin’ On You” como uma interpolação em sua faixa “Essa vida não é pra mim”.

De acordo com o portal Rap Mais, em um vídeo nas redes sociais, Shaodree pediu ajuda aos veículos de mídia e a seus fãs, lamentando a ação tomada pela equipe do cantor norte-americano. Embora ele estivesse ciente de que poderia enfrentar algumas repercussões devido à homenagem feita na faixa em questão, o rapper enfatizou que é incomum que um álbum inteiro seja retirado de circulação devido ao uso de samples ou interpolações.

O álbum “Nova Wave PT.1” continha uma faixa muito importante para o rapper intitulada “Problemas no Backstage”, que ganhou destaque entre seu público por retratar a vida de um rapper do underground. Agora, o artista está trabalhando em conjunto com sua distribuidora, a Symphonic, para resolver a situação.

No Twitter, Shaodree revelou que até mesmo seu pai está se esforçando para ajudar de alguma forma, compartilhando uma captura de tela de um comentário que seu pai fez em uma postagem de Bruno Mars, pedindo ajuda aos fãs e à equipe do cantor para retirar o “take down”.

Foto: reprodução

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