Canva lança sua própria biblioteca comercial com 500 mil músicas

O Canva, conhecido por sua plataforma de design intuitiva, expandiu suas funcionalidades ao lançar uma extensa “biblioteca de música popular”. Esta biblioteca, composta por mais de 500 mil faixas provenientes de parcerias com gigantes musicais como Warner Music Group e a agência independente Merlin, está agora disponível para os clientes Canva ‘Pro’ e ‘Education’.

Conforme o MusicAlly, desde o início deste ano, a adição de música ao Canva tem sido impulsionada por colaborações estratégicas. Os usuários ‘Pro’ e ‘Education’ podem integrar essas trilhas sonoras em seus vídeos e conteúdos. Os usuários ‘Teams’ e ‘Nonprofit’ terão acesso em breve.

É importante notar que, embora o Canva funcione num modelo freemium, os usuários gratuitos não podem utilizar música em seus designs, a menos que façam um upgrade. No entanto, eles podem explorar a vasta biblioteca musical.

Uma consideração crucial é que a música disponibilizada é destinada apenas para uso pessoal. Marcas e empresas que buscam aplicar as faixas comercialmente precisarão adquirir licenças de sincronização, conforme prática habitual.

Com 16 milhões de assinantes pagantes e 50 milhões de usuários educacionais, a Canva tem um alcance significativo. A introdução desta biblioteca musical oferece novas possibilidades criativas, consolidando ainda mais a presença da Canva no cenário digital.

 

Foto: divulgação

 

Sony Music Gera US$2,33 Bilhões com Música no Terceiro Trimestre de 2023

A Sony Group Corp anunciou hoje (9 de novembro) que sua operação global de direitos musicais, abrangendo música gravada e edição musical, gerou US$2,33 bilhões nos três meses até setembro de 2023. Isso representa um aumento de 8,3% em relação ao ano anterior.

Conforme análise feita pelo Music Business Worldwide, a divisão de música gravada da Sony contribuiu significativamente para esse sucesso, gerando US$1,757 bilhão no terceiro trimestre de 2023, um aumento de 8,4% em comparação com o trimestre equivalente do ano anterior. O streaming de música desempenhou um papel fundamental, gerando US$1,204 bilhão, um aumento de 9,5% em relação ao ano anterior.

As vendas de música física, por outro lado, apresentaram uma queda de 18,1%, atingindo US$144,3 milhões durante o mesmo período.

A operação de edição de música da Sony, liderada pela Sony Music Publishing, também teve um desempenho sólido, gerando US$572,9 milhões, um aumento de 7,7% em relação ao ano anterior. O streaming de publicação musical teve um crescimento de 9,9% ano a ano, contribuindo para esse resultado.

No geral, a divisão corporativa de música da Sony registrou um lucro operacional trimestral de 81,0 bilhões de ienes (US$561 milhões) no terceiro trimestre de 2023, com uma margem operacional de 19,8%.

Esses números demonstram um desempenho excepcional no setor musical para a Sony no terceiro trimestre de 2023, solidificando sua posição como uma das principais forças da indústria.

Foto: Travis Scott, artista da Sony Music com o álbum mais vendido no último trimestre.

Deezer Renova Marca e Apresenta Aplicativo Repaginado

A plataforma francesa de streaming de música, Deezer, revelou sua nova identidade de marca e um aplicativo totalmente redesenhado. A mudança foi anunciada durante um evento em Paris na última terça-feira, 7 de novembro, marcando um momento significativo na evolução da empresa.

De acordo com o Music Business Worldwide, a Deezer afirma estar se reinventando como uma “plataforma de serviços de experiência” e busca destacar sua transformação e fortalecer a conexão emocional das pessoas com a marca por meio de uma atualização na identidade visual.

O portal lembrou que o streaming introduziu recentemente um novo modelo de pagamento “centrado no artista”. Nesse novo modelo, os artistas que alcançam um mínimo de 1.000 streams por mês, com um mínimo de 500 ouvintes únicos, recebem um impulso significativo em seus pagamentos de royalties. Isso visa apoiar os artistas profissionais e reconhecer o valor de seu trabalho.

Além disso, a Deezer também está tomando medidas para desmonetizar “áudio com ruído não artístico”, como ruído branco e sons do oceano, substituindo-os por seu próprio conteúdo musical funcional.

Essas mudanças vêm após um trimestre de sucesso para a plataforma, que adicionou 600.000 novos assinantes e viu suas receitas crescerem 5,5% em relação ao ano anterior, atingindo €120,7 milhões (US$ 131,36 milhões) nos três meses até o final de setembro.

A Deezer está empenhada em proporcionar uma experiência musical única e reforçar sua posição como uma plataforma de streaming de destaque.

 

Foto: reprodução

A partir de 2024 faixas tocadas no Spotify devem gerar 1000 streams anuais para gerar Royalties

A comunidade musical está agitada com as recentes especulações sobre as mudanças no modelo de pagamento do Spotify. Novos detalhes surgiram, sugerindo que, a partir do próximo ano, o serviço de streaming estabelecerá um “limite mínimo anual” de 1.000 streams antes que as faixas comecem a gerar royalties.

De acordo com o MusicAlly,  um artigo de Kristin Graziani, presidente da Stem afirmou que “todas as faixas precisarão atingir pelo menos 1.000 streams em 12 meses para receberem royalties”.

Os principais portais da indústria MBW e Billboard posteriormente confirmaram essa notícia com fontes, citando estatísticas do próprio site ‘Loud & Clear’ do Spotify, que revelaram que 37,5 milhões de faixas já foram transmitidas mais de 1.000 vezes na plataforma.

Conforme esses portais, a plataforma possui um catálogo de 100 milhões de faixas, porém cerca de 62,5 milhões delas, ou seja, aproximadamente 62,5% da música disponível, não alcançou o limite mínimo de streams, nem mesmo ao longo do tempo.

Segundo o MBW, as faixas que não atingem esse limite atualmente geram em média “menos de cinco centavos por mês” em royalties.

 

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OPORTUNIDADES NA INDÚSTRIA DA MÚSICA

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Como um selo usa versões de hits de sucesso com artistas falsos para faturar no streaming

Nesta semana um artigo publicado pela Folha de S.Paulo revelou uma prática intrigante no mundo da música: um selo está criando perfis de artistas supostamente “fantasmas” para faturar com regravações de sucessos do pop, rock e reggae em plataformas de streaming.

De acordo com o portal, ao vasculhar as playlists, os ouvintes podem se deparar com nomes como Cassandra Beck e Jamie Lancaster cantando hits clássicos em versões como a Bossa Nova, mas, estranhamente, esses artistas virtuais carecem de presença real nas redes sociais ou em qualquer meio de comunicação convencional.

Esses perfis possuem centenas de milhares de ouvintes mensais, e parecem ser estrategicamente projetados para dominar e manipular algoritmos de streaming e as playlists populares, potencializando assim o alcance e o número de reproduções.

O portal identificou que o selo chamado de Music Brokers, trabalha com artistas e produtores do mundo todo, em sua maioria anônimos, e que atuam como músicos de estúdio. Eles são pagos por sessão de gravação, mas não recebem os lucros que suas versões geram de maneira justa.

Karen Souza, uma cantora que já trabalhou com o selo, afirmou à Folha que esses artistas “não existem” e que alguns dos cantores parecem ser os mesmos, com nomes diferentes. Ela deixou o selo, buscando uma carreira independente.

O portal contou que o Music Brokers começou como um selo tradicional em 1997, em Buenos Aires, mas ganhou notoriedade com compilações de regravações de sucessos, adaptando-se posteriormente ao modelo de streaming. A empresa se espalhou por dez países e manteve o segredo sobre esses perfis fantasmas, mantendo o mistério em torno de seus artistas inventados.

A prática levanta questões sobre a transparência e ética na indústria da música, onde os artistas ‘fantasmas’ parecem ser um componente essencial na busca pelo sucesso no streaming.

 

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TikTok e DistroKid Estendem Parceria Global para Impulsionar Artistas Independentes

TikTok e DistroKid anunciaram um novo acordo global com o objetivo de abrir “novas oportunidades de receita para artistas independentes”. Segundo a declaração conjunta, essa colaboração visa permitir que artistas independentes promovam suas músicas, construam seus públicos e alcancem milhões de criadores de vídeo e ouvintes na plataforma.

De acordo com o Music Business Worldwide, a DistroKid, que se autodenomina o maior distribuidor global de música independente, distribui uma impressionante parcela de “30-40% de toda a música do mundo”. Desde 2019, a parceria entre as duas empresas permitiu que artistas independentes enviassem suas músicas para a plataforma, tornando-as acessíveis aos usuários.

Além disso, as músicas de artistas do DistroKid também foram incorporadas à Biblioteca Comercial de Música do TikTok, que disponibiliza músicas para marcas utilizarem em seus anúncios. Em maio, o TikTok expandiu seus acordos de distribuição global para aprimorar sua Biblioteca de Música Comercial, incluindo parceiros como Believe, Vydia e outros.

Agora, o acordo mais recente estende a parceria para incluir o CapCut e o TikTok Music, o novo serviço de streaming de música premium da plataforma, atualmente disponível em cinco países, incluindo o Brasil. Ambas as empresas planejam continuar explorando oportunidades para criar valor para os criadores independentes.

Philip Kaplan, fundador e CEO da DistroKid, comentou: “O TikTok é uma das plataformas de descoberta de música mais poderosas do mundo. A expansão desta parceria torna mais fácil para milhões de músicos disponibilizarem suas músicas em diversos lugares, enquanto o novo serviço de streaming de música do TikTok expande seu alcance à medida que se torna disponível em mais países.”

 

 

foto: reprodução

OPORTUNIDADES NA INDÚSTRIA DA MÚSICA

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Alcione Processa Bar por atraso nos pagamentos pelo uso de sua imagem

A renomada cantora de samba, Alcione, está atualmente envolvida em um processo judicial contra o Bar da Alcione, localizado na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. A ação legal foi movida contra o empresário Vinicius Correia, que detém a concessão do estabelecimento.

De acordo com o Correio Braziliense, embora os detalhes do processo estejam sob sigilo, fontes afirmam que o desentendimento se deve a atrasos recorrentes nos pagamentos que haviam sido previamente acordados entre Alcione e o empresário para o uso de seu nome e imagem no bar.

O estabelecimento, que frequentemente apresenta shows de diversos artistas brasileiros, inclusive da própria cantora, possui uma representação em tamanho real de Alcione na entrada, recepcionando os visitantes.

Embora a sambista tenha se apresentado no Bar e recebido um cachê por isso, essas apresentações faziam parte do acordo inicial entre a artista e o bar. Além de buscar o pagamento dos valores pendentes, a cantora também deseja que seu nome seja retirado do estabelecimento na Barra da Tijuca, o que poderia significar o fim desse espaço comercial localizado em um shopping de móveis e decorações na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

 

Foto: reprodução internet

Spotify está planejando atualizar seu modelo de pagamentos de Royalties para reduzir fraudes

Em meio ao constante debate sobre os modelos de pagamento de streaming de música, uma mudança significativa está prestes a ocorrer. O Spotify, um dos maiores players da indústria, está se preparando para ajustar seus pagamentos em resposta às crescentes preocupações do setor.

De acordo com o MusicAlly via Music Business Worldwide, o Spotify está planejando implementar uma série de atualizações em seu modelo de pagamentos. Uma das mudanças será baseada no número de plays. As músicas terão que atingir um limite mínimo de streams anuais, afetando especificamente aquelas que anteriormente representavam apenas 0,5% do pool de royalties da plataforma.

Além disso, fontes afirmam que a plataforma pretende adotar medidas para combater atividades fraudulentas relacionadas a faixas musicais, com penalidades financeiras para distribuidores e gravadoras que não aderirem às diretrizes. Essas mudanças têm o objetivo de manter a integridade do sistema e evitar táticas prejudiciais à concorrência.

Outra novidade é a introdução de uma duração mínima de reprodução para faixas sonoras que não sejam musicais (como sons para relaxar, de água, chuva), visando garantir que todas as músicas qualificadas para royalties atendam a padrões mínimos.

O portal notou que essas alterações não estão tão distantes dos recentes pagamentos “centrados no artista” introduzidos pela Deezer em parceria com a Universal Music. Nesta semana, a Deezer também anunciou planos para explorar como esse modelo pode ser aplicado aos royalties de publicação, colaborando com a sociedade de gestão coletiva francesa Sacem.

Essas mudanças no Spotify sinalizam uma resposta às demandas da indústria musical por maior transparência e justiça nos pagamentos de streaming. A medida provavelmente desencadeará discussões sobre o futuro da compensação dos artistas e a evolução do setor de streaming de música.

 

Foto: reprodução

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