Justiça determina que Amazon retire anúncios do Prime Video

Segundo o portal Meio & Mensagem, o Tribunal de Justiça de Goiás determinou que a Amazon suspenda imediatamente a veiculação de anúncios no Prime Video — mas a medida vale somente para assinantes antigos, que contrataram o serviço antes da mudança feita pela empresa em abril de 2024.

A decisão judicial também impede a cobrança de qualquer taxa extra para remover esses anúncios. Ou seja: os usuários que já pagavam pelo serviço deverão continuar com a assinatura nos moldes originais — sem propaganda e sem aumento de preço, mantendo a mesma qualidade na entrega de conteúdo.

Essa ação abre um precedente importante na defesa dos direitos dos consumidores no ambiente digital, especialmente no setor de streaming, onde empresas têm feito alterações contratuais unilaterais sem o consentimento do usuário. A decisão reconhece que mudanças como essa violam o princípio da boa-fé e a proteção contratual prevista no Código de Defesa do Consumidor.

Para quem trabalha com gestão musical e produção audiovisual, a notícia também levanta discussões sobre modelos de monetização e direitos de audiência, especialmente diante da crescente pressão das plataformas por mais receitas em cima do conteúdo — muitas vezes sem repassar valor justo aos criadores ou respeitar os contratos com os usuários.

https://www.meioemensagem.com.br/midia/justica-amazon-anuncios-prime-video

A próxima geração de formadores de opinião de música independente

Cansados das mesmas músicas aparecendo em todo canto nos streamings, muitos ouvintes estão buscando algo mais real — e quem está entregando isso são os novos curadores musicais independentes. Gente como Gabbie, Annabelle Kline e Derrick Gee está trocando o piloto automático dos algoritmos por playlists feitas com carinho, newsletters cheias de personalidade e comunidades que realmente escutam música juntas. Segundo o White Noise, essa turma não só indica sons novos, como também conta a história por trás deles, cria conexões e faz da música uma experiência mais rica e humana.

Nesse movimento, dar os devidos créditos vira uma parte essencial. Afinal, quantas vezes você ouviu uma música incrível em um vídeo viral e nem fazia ideia de quem era o artista? Esses curadores ajudam a virar esse jogo, trazendo à tona os nomes por trás das criações e fortalecendo o reconhecimento da autoria. Mais do que sugerir faixas, eles estão construindo espaços onde a música tem alma, contexto e respeito — algo que os algoritmos, por enquanto, ainda não sabem fazer.

Link para a matéria: https://emwhitenoise.substack.com/p/the-next-generation-of-independent?r=1lg7pg&utm_medium=ios&triedRedirect=true

Ri Happy criou uma rádio com conteúdo musical baseado em IA e pretende monetizar o canal com retail media

As questões sobre o uso da IA na criação de conteúdo só aumentam. A onda da criação de músicas sem pagamento de direitos autorais para o conteúdo utilizado no aprendizado das máquinas é uma pauta urgente para os criadores das obras originais.

Segundo informado pela Mercado e Consumo “A rádio virtual foi criada para oferecer experiência personalizada e totalmente controlada para o público infantil, que é o foco da empresa.

“Sentimos a necessidade de ter uma mídia 100% nossa, com músicas e mensagens adequadas para crianças, sem depender de conteúdos externos”, explicou o CDO da empresa. A programação musical é gerada por IA, isto é, a tecnologia cria novas músicas e letras continuamente, sem custos de royalties, a partir de temas e contextos sugeridos. “Isso proporciona um canal de comunicação que pode ser adaptado às necessidades e preferências do público em tempo real”, complementa Paulo Farroco.

Segundo o executivo, a Ri Happy dispõe de um volume de conteúdos inéditos que lhe permite transmitir sua grade musical durante um dia todo sem nenhuma repetição.”

Link:https://mercadoeconsumo.com.br/15/08/2024/tecnologia/ri-happy-esta-transformando-loja-fisica-em-mobile-com-pagamento-feito-ao-lado-do-produto/

Leonardo vai à Justiça contra a Sony por exploração de músicas no streaming

O cantor Leonardo, um dos nomes mais emblemáticos da música sertaneja, entrou com uma ação judicial contra a Sony Music alegando exploração indevida de seus fonogramas em plataformas digitais como Spotify, YouTube, Deezer e Amazon. Segundo a notícia publicada pelo O Globo, a disputa gira em torno de um contrato assinado em 1998, que previa a cessão dos direitos apenas para formatos então existentes, como CDs, fitas cassete e vinis.

Com a ascensão de novas tecnologias e a popularização do streaming, o artista afirma que nunca autorizou o uso digital de suas músicas, e que não recebeu qualquer pagamento pelas receitas geradas online. A defesa de Leonardo sustenta que a gravadora teria extrapolado os limites do acordo original, apropriando-se indevidamente dos royalties correspondentes.

veja na íntegra: https://oglobo.globo.com/blogs/ancelmo-gois/post/2025/04/sertanejo-leonardo-abre-guerra-contra-gravadora-por-uso-de-obra-em-midias-digitais.ghtml

Conheça os editores que criam algumas das melhores playlists do Spotify: ‘Posso garantir que não somos IA’

Segundo a Billboard, o Spotify revelou os rostos por trás de algumas das playlists mais influentes da plataforma, como Today’s Top Hits, RapCaviar, Lorem e Fuego. A iniciativa marca uma nova fase para a gigante do streaming, que decidiu valorizar o fator humano na curadoria musical, em resposta à percepção do público de que as recomendações estavam sendo feitas por inteligência artificial.

O anúncio foi feito por Sulinna Ong, chefe editorial global do Spotify, que destacou a importância de editores reais na criação de experiências musicais significativas. A equipe editorial — formada por profissionais com trajetórias diversas, como ex-jornalistas, empresários e até ex-bancários — atua combinando dados, intuição e conhecimento cultural para prever tendências e conectar artistas com ouvintes. Agora, além das playlists, esses editores passam a aparecer em vídeos, textos e outros conteúdos interativos, reforçando sua identidade e visão por trás das escolhas musicais.

LINK: https://www.billboard.com/pro/spotify-playlist-editors-interview/

Brasil lidera maior operação global contra fraude em streaming

A polícia brasileira, por meio da unidade de crimes cibernéticos do Ministério Público de São Paulo, Cyber ​​Gaeco, lançou uma operação de interrupção em larga escala, visando o JustAnotherPanel, um serviço global que oferece transmissões falsas usadas em fraudes de streaming. O JustAnotherPanel fornece infraestrutura técnica para uma grande rede de sites de revenda que oferecem transmissões falsas em plataformas de streaming digital, bem como outras interações não autênticas, como curtidas e seguidores falsos.

Após ação coordenada apoiada pela IFPI e pela Pro-Música Brasil, o Ministério Público obteve uma ordem judicial exigindo o bloqueio do JustAnotherPanel, bem como de sua infraestrutura comercial, em todo o Brasil. A ordem está em implementação e pelo menos 43 serviços locais ilegais foram interrompidos e mais de 1.131 revendedores estrangeiros foram impactados. Além disso, a ação descobriu o extenso sistema de botnet que fazia parte da infraestrutura do JustAnotherPanel para disseminar comportamento inautêntico online. 

Ao fornecer transmissões falsas de música, o JustAnotherPanel enganou os fãs e, por fim, desviou receita de artistas e criadores musicais. Tal atividade foi considerada crime, incluindo violação das leis de proteção ao consumidor.

A ação movida no Brasil contra o JustAnotherPanel marca mais um momento importante nos esforços do país para proteger artistas e detentores de direitos autorais de pessoas mal-intencionadas que exploram o ecossistema musical em geral, ao mesmo tempo em que ajuda a garantir que os fãs desfrutem de uma experiência musical online autêntica. Esta é a maior ação já realizada e terá um impacto enorme no cenário de fraudes em streaming.

Veja na íntegra: https://www.ifpi.org/brazilian-authorities-launch-largest-ever-disruption-operation-against-major-streaming-fraud-platform-justanotherpanel/

Larissa Manoela consegue decisão na Justiça para anular contrato vitalício feito por seus pais com gravadora

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro declarou, nesta terça-feira, a extinção do contrato de exclusividade entre a atriz e cantora Larissa Manoela e a empresa Deck Produções Artísticas Ltda. A decisão é de primeira instância e há possibilidade de recurso.

A sentença considerou legítima a manifestação da artista, que, desde maio de 2024, tenta anular um contrato vitalício firmado por seus pais em 2012, quando ela tinha apenas 11 anos.
A sentença ainda determinou que a empresa entregue as senhas utilizadas nas plataformas YouTube e Spotify, sob pena de multa de R$ 5 mil, e proibiu a utilização ou vinculação da imagem da artista, com multa de R$ 15 mil por ato descumprido e multa diária de R$ 2 mil em caso de continuidade.

Link para a matéria completa: https://oglobo.globo.com/blogs/ancelmo-gois/post/2025/04/larissa-manoela-consegue-decisao-na-justica-para-anular-contrato-vitalicio-feito-por-seus-pais-com-gravadora.ghtml

Funkeiro lançou mais de 3 mil músicas em 1 ano com estratégia incomum

Segundo O Globo, ele soma mais de 7.600 fonogramas registrados no Ecad, superando até nomes veteranos da música. A estratégia por trás desse número impressionante é a liberação gratuita de vocais “a capella” no YouTube e SoundCloud para DJs criarem novas faixas, desde que os créditos e os direitos sejam compartilhados com o cantor.

Essa abordagem, estruturada há cerca de três anos, não só mantém o nome de Gw presente nas paradas como também impulsiona novos produtores, principalmente no cenário do funk. Em 2024, ele foi o segundo artista brasileiro mais ouvido no exterior, ficando atrás apenas de Anitta no Spotify. O sucesso da tática também está atrelado à ascensão do estilo “brazilian phonk” na Europa.

Veja mais: https://g1.globo.com/pop-arte/musica/noticia/2025/04/16/funkeiro-lancou-mais-de-3-mil-musicas-em-um-ano-com-estrategia-incomum-entenda.ghtml

Herdeiros de João Gilberto, ícone da Bossa Nova, querem ‘sacar’ R$ 233 milhões na disputa com gravadora

egundo o colunista Ancelmo Gois, do jornal O Globo, a longa disputa judicial entre os herdeiros de João Gilberto e a gravadora EMI Records Brasil ganhou um novo capítulo importante. Os herdeiros do cantor e compositor, considerado um dos maiores nomes da bossa nova, estão buscando na Justiça o direito de sacar imediatamente R$ 233 milhões. Esse valor se refere a uma indenização por danos morais já reconhecida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), em razão da remasterização e comercialização não autorizada de discos do artista em formato de CD.

A decisão favorável aos herdeiros foi motivada pelo uso indevido das gravações originais de João Gilberto, o que caracteriza violação de direitos autorais e da integridade artística de sua obra — um tema cada vez mais relevante na indústria da música.

Por outro lado, a gravadora EMI tenta impedir que o valor seja liberado antes do fim definitivo do processo, que ainda está em andamento no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Atualmente, o montante da indenização está depositado em uma conta judicial, aguardando o desfecho da disputa.

Esse caso reforça a importância da proteção dos direitos autorais e da gestão correta das obras musicais, mesmo após a morte do artista, mostrando que o respeito ao legado cultural segue sendo pauta fundamental no mercado da música.

Fonte: https://oglobo.globo.com/ (Coluna Ancelmo Gois)

MC Ryan SP é processado por amigo por uso indevido de 34 músicas

O mercado da música brasileira foi surpreendido por uma polêmica envolvendo um dos nomes mais conhecidos do funk. Segundo o portal Metrópoles, o cantor MC Ryan SP está sendo processado na Justiça pelo compositor Luska, que alega ter tido 34 músicas de sua autoria utilizadas indevidamente pelo funkeiro e pela empresa GR6 Music.

De acordo com o processo, Luska afirma que, por ser amigo de MC Ryan SP, compartilhou ao longo dos anos diversas composições, acreditando que seriam usadas apenas de forma informal ou com repartição de lucros. No entanto, ele descobriu que 31 dessas músicas foram lançadas e comercializadas sem autorização e sem o devido crédito como autor.

Luska pede na Justiça o reconhecimento oficial de sua autoria nas músicas, indenização por danos morais de R$ 200 mil, além da suspensão dos repasses de plataformas como Spotify, YouTube e Deezer para MC Ryan, até que a situação seja resolvida.

Esse caso chama atenção para um tema essencial no mercado musical: a importância dos direitos autorais e dos acordos claros e formalizados entre artistas, mesmo quando existe amizade envolvida.

Veja a matéria completa: https://www.metropoles.com/colunas/fabia-oliveira/mc-ryan-sp-e-processado-por-amigo-por-uso-indevido-de-34-musicas

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