Artigo publicado no Nexo Jornal usa sucesso de Bad Bunny, que levou show em espanhol porto-riquenho para centro do mercado cultural global invertendo lógica tradicional dominada pelo inglês, como metáfora para discutir necessidade de redesenho das cadeias produtivas globais que concentram poder e lucros no Norte Global apesar de valor ser criado em diversos territórios, evidenciado por dados mostrando que indústrias culturais e criativas somam US$ 2,25 trilhões anuais mas EUA e Canadá respondem por 40,3% das receitas globais de música gravada em 2024, enquanto em cadeias agrícolas produtores latino-americanos recebem apenas 10 a 15% do preço final da banana, agricultores de cacau capturam 6 a 11% do valor de barra de chocolate, e menos de 10% dos US$ 200 bilhões anuais do café permanece em países produtores.
Segundo Ian Prates, (NEXO), o texto argumenta que arquitetura do show de Bad Bunny com dois palcos opostos (palco principal e casita) que redistribui proximidade tornando acesso mais democrático ao invés de concentrar valor nos setores mais caros, combinada com decisão de iniciar turnê na América Latina ao invés de periferia cansada após rodar mundo e rejeição em se apresentar nos EUA como protesto contra medidas anti-imigratórias de Trump, representa inversão simbólica da lógica de cadeias globais que deve inspirar redesenho real de governança através de mecanismos verificáveis de transparência, contratos de longo prazo, negociação coletiva transnacional e requisitos legais de devida diligência que alterem quem define padrões, assume riscos, captura margens e tem voz real na tomada de decisão.
Leia na íntegra: https://nexojornal.com.br/ensaio/2026/03/09/bad-bunny-cantor-apresentacoes-economia-cultura-cadeia-produtiva?utm_medium=email&utm_campaign=Nexo%20%20Hoje%20-%2020260310&utm_content=Nexo%20%20Hoje%20-%2020260310+CID_bf5f09521f17017118c745de441d464c&utm_source=Email%20CM&utm_term=Bad%20Bunny%20e%20as%20lies%20para%20as%20cadeias%20de%20valor%20globais




