Ex-jogador Ronaldinho Gaúcho anunciou o lançamento de sua própria gravadora

O ex-jogador Ronaldinho Gaúcho anunciou o lançamento de sua própria gravadora e de um projeto musical global inspirado na Copa do Mundo, com o objetivo de unir artistas de diferentes países em um álbum colaborativo.

Segundo Isabela Raygoza (Billboard), a iniciativa busca explorar a conexão entre música e futebol como estratégia de alcance internacional, envolvendo parcerias com produtores e talentos de diversos mercados.

Para a indústria musical, o movimento reforça a tendência de celebridades ampliarem sua atuação no setor fonográfico, além de evidenciar o potencial de projetos temáticos globais para engajamento e monetização. Também levanta atenção para questões de gestão de direitos, distribuição internacional e uso de imagem, especialmente em iniciativas que cruzam esporte, entretenimento e música.

Leia a matéria na íntegra: https://www.billboard.com/pro/soccar-star-ronaldinho-starts-label-world-cup-album/

Ludmilla vence processo

Ludmilla venceu, em março de 2026, um processo judicial nos Estados Unidos contra a empresa Central Sonora USA LLC e seu ex-empresário César Figueiredo, segundo Camila Cetrone (Marie Claire), a cantora foi acusada de dever cerca de R$ 20 milhões em comissões por supostos serviços de gestão de carreira.

O caso foi julgado em Miami, onde o júri decidiu por unanimidade que não houve prestação de serviços que justificasse a cobrança e ainda apontou irregularidades contratuais, incluindo a falta de licença do empresário para atuar como agente no estado.

Como resultado, a artista deve receber cerca de US$ 200 mil (aproximadamente R$ 1 milhão) em indenização. A decisão reforça a importância da formalização adequada de contratos internacionais na indústria da música, especialmente no que diz respeito à representação artística e conformidade legal em diferentes territórios.

Leia a matéria na íntegra: https://revistamarieclaire.globo.com/noticias/noticia/2026/03/ludmilla-vence-processo-contra-ex-empresario-nos-eua.ghtml

Bad Bunny e as lições para a cadeia de valor gobais da música

Artigo publicado no Nexo Jornal usa sucesso de Bad Bunny, que levou show em espanhol porto-riquenho para centro do mercado cultural global invertendo lógica tradicional dominada pelo inglês, como metáfora para discutir necessidade de redesenho das cadeias produtivas globais que concentram poder e lucros no Norte Global apesar de valor ser criado em diversos territórios, evidenciado por dados mostrando que indústrias culturais e criativas somam US$ 2,25 trilhões anuais mas EUA e Canadá respondem por 40,3% das receitas globais de música gravada em 2024, enquanto em cadeias agrícolas produtores latino-americanos recebem apenas 10 a 15% do preço final da banana, agricultores de cacau capturam 6 a 11% do valor de barra de chocolate, e menos de 10% dos US$ 200 bilhões anuais do café permanece em países produtores.

Segundo Ian Prates, (NEXO), o texto argumenta que arquitetura do show de Bad Bunny com dois palcos opostos (palco principal e casita) que redistribui proximidade tornando acesso mais democrático ao invés de concentrar valor nos setores mais caros, combinada com decisão de iniciar turnê na América Latina ao invés de periferia cansada após rodar mundo e rejeição em se apresentar nos EUA como protesto contra medidas anti-imigratórias de Trump, representa inversão simbólica da lógica de cadeias globais que deve inspirar redesenho real de governança através de mecanismos verificáveis de transparência, contratos de longo prazo, negociação coletiva transnacional e requisitos legais de devida diligência que alterem quem define padrões, assume riscos, captura margens e tem voz real na tomada de decisão.

Leia na íntegra: https://nexojornal.com.br/ensaio/2026/03/09/bad-bunny-cantor-apresentacoes-economia-cultura-cadeia-produtiva?utm_medium=email&utm_campaign=Nexo%20%20Hoje%20-%2020260310&utm_content=Nexo%20%20Hoje%20-%2020260310+CID_bf5f09521f17017118c745de441d464c&utm_source=Email%20CM&utm_term=Bad%20Bunny%20e%20as%20lies%20para%20as%20cadeias%20de%20valor%20globais

Universal Music Group gerou US$ 4,19 bilhões no quarto trimestre

A Universal Music Group gerou € 3,605 bilhões (US$ 4,19 bilhões) no quarto trimestre encerrado em 31 de dezembro de 2025, aumento de 10,6% em relação ao mesmo período do ano anterior em moeda constante, com EBITDA ajustado de € 810 milhões (US$ 941,9 milhões) e margem de 22,5%, impulsionada por forte crescimento no segmento de música gravada onde receita de streaming por assinatura cresceu 7,7% para € 1,257 bilhão (US$ 1,46 bilhão) devido principalmente ao crescimento no número de assinantes globais, e receita física cresceu 21,3% para € 524 milhões (US$ 609,3 milhões) com fortes vendas de vinil nos EUA e Europa.

Segundo Murray Stassen (MBW), destaques incluem receita de licenças e outras crescendo 18,1% impulsionada por eventos ao vivo no Japão e “pagamento compensatório como parte de acordo estratégico de licenciamento com plataforma de música com inteligência artificial”, downloads e outras receitas digitais aumentando 107,3% devido a resolução legal confidencial, e receita de sincronização na publicação crescendo 27,4% para € 79 milhões (US$ 91,9 milhões) como principal motor de crescimento no segmento editorial.

Para a indústria musical, os resultados evidenciam saúde do modelo de streaming baseado em crescimento de assinantes, resiliência do mercado de vinil físico, monetização crescente de IA através de acordos de licenciamento estratégico, e importância de sincronização para publicação, enquanto CEO Lucian Grainge destacou “progressos reais e mensuráveis” em Streaming 2.0, serviços para superfãs, expansão em mercados de alto crescimento e liderança em “IA responsável”, e CFO Matt Ellis mencionou aquisição da Downtown Music e investimento na Excel Entertainment como catalisadores para 2026.

Leia na íntegra: https://www.musicbusinessworldwide.com/universal-music-generated-4-19b-in-q4-up-10-6-yoy-driven-by-taylor-swift-kpop-demon-hunters-soundtrack-olivia-dean-and-more/

Gilberto Gil vendeu parte relevante de seu catálogo de mais de 800 canções

Gilberto Gil vendeu parte relevante de seu catálogo de mais de 800 canções distribuídas em cerca de 40 álbuns para o Nas Nuvens Group, empresa brasileira liderada pelo produtor Liminha, parceiro de longa data desde os tempos de Gil e Jiló nos anos 1960, em operação estruturada com a gigante americana Primary Wave Music, que já detém direitos de Bob Marley, Prince, James Brown, Whitney Houston e recentemente adquiriu o catálogo de Britney Spears por US$ 200 milhões.

Segundo Ricardo Ferreira (O Globo), a negociação transfere direitos de exploração econômica, incluindo royalties de streaming, rádio, sincronização para filmes, séries e publicidade, além de administração editorial, inserindo o Brasil definitivamente no movimento global de “music as an asset class” que ganhou força desde que Bob Dylan vendeu seu catálogo em 2020 por US$ 300 milhões, quando fundos de investimento passaram a enxergar direitos autorais como ativos previsíveis e rentáveis de longo prazo.

Para a indústria musical brasileira, a transação é considerada uma das mais relevantes da América do Sul e confirma que o país entrou no radar global de investimentos em propriedade intelectual musical, com o Nas Nuvens Group, que conta com aporte da Starboard e participação da Primary Wave, já detendo mais de 80 catálogos de artistas como Carlinhos Brown, Chorão, Arlindo Cruz e Zeca Baleiro, operando sob modelo que compra parte do catálogo mantendo o artista como sócio e focando em gestão especializada que inclui equipe de 40 pessoas auditando pagamentos de plataformas onde, segundo Liminha, Spotify paga R$ 0,006 por stream no Brasil e a maioria dos compositores não consegue conferir sozinha se recebimentos estão corretos.

Leia na íntegra: https://oglobo.globo.com/cultura/musica/noticia/2026/02/25/gilberto-gil-vendeu-parte-de-seu-catalogo-para-o-amigo-liminha-e-seus-socios-entenda-a-operacao.ghtml?utm_source=aplicativoOGlobo&utm_medium=aplicativo&utm_campaign=compartilhar

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