Universal Music fatura 10M por dia com streaming no início de 2019

Com o streaming representando 61% das receitas totais de música, a maior gravadora da indústria fonográfica arrecadou US$1,7 bilhão, só no primeiro trimestre deste ano. A Cantora pop Ariana Grande, a premiada trilha do filme A Star is Born e a cantora Billie Eilish (foto) foram destaques nas vendas.

A Universal Music publicou seus resultados financeiros para o primeiro trimestre de 2019. Com crescimento de 18.8%, sua receita total chegou a marca de US$1,7 bilhão.

A música gravada movimentou €1,808 bilhão (US$1,37 bilhão) para a Universal Music nos três primeiros meses de 2019 – um aumento de 19,2% ano a ano, em moeda constante.

Cerca de €737 milhões (US$837 milhões) desse dinheiro foram gerados através dos serviços de streaming, ou seja, os selos da gravadora acumulam cerca de US$9,3 milhões por dia em plataformas como Spotify, Apple Music, Amazon Music e YouTube. Assim, o streaming representou 61% das receitas totais de música da gravadora no trimestre.

As vendas físicas da Universal Music também apresentaram um crescimento de 20,8% no primeiro trimestre, chegando a €193 mi (US$219 mi).

Os artistas mais rentáveis para a gravadora neste trimestre foram a cantora pop Ariana Grande, a trilha sonora do filme de Bradley Cooper e Lady Gaga, A Star Is Born, a banda de rock japonês Back Number, a banda Queen e a cantora Billie Eilish (foto).

Com relação a Universal Music Publishing Group, editora de música, entregou €225 milhões (US$256 milhões) no trimestre, um aumento de 4,7% em relação ao ano anterior.

Todas as receitas da Universal Music significaram 43,4% das vendas totais do conglomerado francês Vivendi, que chegou a marca de €3,459 bilhões no primeiro trimestre.

Vale lembrar que a Vivendi está a procura de um comprador de até 50% da Universal Music. De acordo com o portal Music Business Worldwide, nomes como Alibaba, Tencent, Disney, Verizon, Apple, Google e Amazon podem ser possíveis candidatos.

 

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Foto: a cantora Billie Eilish – MBW

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Após compra da EMI, Universal é responsável por dívida com João Gilberto

O caso de João Gilberto e EMI ganhou uma atualização, agora a dívida da gravadora será transferida para a gravadora Universal Music. A disputa envolve o pagamento de R$172,7 milhões por violação de direitos autorais e royalties de 1964 a 2014.

De acordo como portal ConJur, A Universal Music deve ser a responsável pela dívida da EMI com o cantor e compositor João Gilberto.

A decisão foi tomada na terça-feira passada (26/03), pela 9ª Câmara do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, baseada na informação de que a EMI foi incorporada pela Universal Music. A disputa envolve o pagamento de R$172,7 milhões por violação de direitos autorais e royalties de 1964 a 2014.

“Resta evidente pelo acervo documental que a empresa EMI Records Brasil Ltda. foi incorporada pelo grupo econômico denominado Grupo Universal Music, com esvaziamento patrimonial. Tudo demonstra que a EMI só existe na forma, e que apenas não extinta, por falta de declaração da incorporadora. Mas, de fato, e diante do conjunto de indícios, cenário conclusivo de uma dissolução anormal, com nítido propósito de frustrar a tutela satisfativa”, apontou a decisão final relatada pelo desembargador Adolpho Andrade Mello.

Segundo o portal, em 1987, a EMI lançou sem autorização de João Gilberto, uma coletânea com os três primeiros LPs de João: “Chega de Saudade”, “O Amor, o Sorriso e a Flor”, “João Gilberto”. O cantor e compositor também alegou que haviam alterações na sonoridade e ordem das faixas.

Com a disputa, que se iniciou na década de 1990, os discos que marcaram a história da MPB não podem ser encontrados a venda.

 

Foto: Marlene Bergamo/Folhapress

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Universal Music conquista primeiro lugar na lista das Empresas mais Inovadoras do Mundo

Matéria de Fast Company

Em lista das empresas mais inovadoras da música, Universal Music conquista a primeira posição, saiba porque a gravadora ficou na frente de empresas como Live Nation, Nielsen e Kobalt.

O portal Fast Company publicou uma lista das empresas mais inovadoras no mundo. Na lista, a Universal Music aparece em primeiro lugar no setor da música. Não é a toa.

Em 2018, os maiores hits foram da Universal Music que contou com artistas como Drake e seu álbum Scorpion, como o melhor álbum do ano na Apple Music; Ariana Grande ganhou destaque como artista feminina no Spotify, e Taylor Swift com Reputation, em primeiro lugar dos melhores de fim de ano da Billboard.

Em meio à transformação digital da indústria da música, a Universal está se reinventando. Em seu recente contrato com Taylor Swift, a gravadora prometeu repassar aos artistas sua participação de 4% no Spotify.

A Universal também assinou um novo acordo com a produtora Lionsgate para criar conteúdo de TV construído em torno de seus artistas.

“Eu não vejo a gente competindo com as plataformas, e elas não nos vêem competindo com elas, em parte porque estamos completamente, estrategicamente, emocionalmente e financeiramente unidos”, afirmou Lucian Grainge, presidente e CEO da Universal Music.

De acordo com o Fast Company, no último trimestre, o grupo foi avaliado em mais de US$33 bilhões, com um crescimento de 14% ano a ano.

 

Fast Company 2019: Lista das Empresas mais Inovadoras do Mundo – Música

1 Universal Music Group – Por abraçar a ruptura e dominar os gráficos

2 Sofar Sounds – Por persuadir marcas a comprarem desempenhos

3 Live Nation Entertainment – Por colocar os fãs em primeiro lugar, facilitando a compra de ingressos, upgrades e concessões

4 Kobalt Music – Por aumentar o acesso dos artistas aos lucros

5 Sonos – Por ir além do barulho, com o alto-falante conectado ao melhor som

6 Soundtrack Your Brand – Por matar música de fundo ruim

7 Creat Music Group – Por ajudar artistas como Future, Migos e Post Malone a acompanhar seus ganhos de streaming diariamente.

8 Reverb.com – Por harmonizar a venda de instrumentos

9 Landr Audio – Por masterizar álbuns, vídeos e podcasts com o AI

10 Nielsen – Por dizer aos serviços de streaming o que os ouvintes gostam

Fotos: Fast Company/ Jason Richardson / Alamy Foto Stock (Swift); Príncipe Williams / Wireimage / Getty Images (Drake); Foto de Cheshire Snapper / Alamy (Mendez); Marta Perez / EFE / Alamy Live News (Sr. Eazi); Matt Crossick / imagens do PA / foto conservada em estoque de Alamy (Malone); Foto de Lev Radin / Alamy (o fim de semana); NBC / Getty Images (Musgraves); Kevin Winters / Getty Images para iHeartRadio (Grande)]

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SPOTIFY NA INDIA: COM LANÇAMENTO CONFIRMADO, ESPOTIFY AINDA NÃO POSSUI ACORDOS DE LICENCIAMENTO COM AS BIG 3

Um dos assuntos mais comentados nesta semana na indústria da música é a chegada do Spotify na Índia. O lançamento do serviço de streaming promete agitar ainda mais o mercado por lá. No entanto, vários desafios como o licenciamento de músicas com as Big 3 precisam ser enfrentados. O portal Music Business Worldwide conversou com vários profissionais da indústria da música para entender como o Spotify enfrentará todos os desafios.

De acordo com o portal Music Business Worldwide (MBW), a chegada do Spotify na Índia está prevista para maio de 2019. O portal conversou com vários profissionais da indústria da música, para descobrir informações importantes que devem impactar o lançamento e o sucesso do serviço de streaming no país.

Algumas fontes revelaram ao MBW que o serviço de streaming ainda não possui acordo de licenciamentos de músicas com as principais gravadoras, Universal, Sony Music e Warner para a India.

Até então, os acordos de licenciamento de músicas entre as gravadoras e o Spotify poderiam ser comprometidos, já que haviam muitos rumores afirmando que as gravadoras teriam a intenção de bloquear o serviço no país após o anúncio dos licenciamentos diretos entre o Spotify e artistas independentes. De acordo com as fontes do portal, essa já é uma questão resolvida e os licenciamentos já estão sendo negociados.

“Algumas pessoas aqui suspeitam que o Spotify vazou essas histórias sobre o seu próximo lançamento na Índia em uma tentativa de acelerar nossas negociações – mas estamos nos movendo no nosso próprio ritmo”, confirmou uma fonte não revelada de uma gravadora ao MBW.

O mercado de streaming de música da Índia é muito atrativo. De acordo com a IFPI, a população da Índia é de 1,3 bilhão de pessoas, sendo o 19º maior mercado de música gravada no ano passado, gerando US$130,7 milhões.

Enquanto as receitas de streaming de assinatura mais do que triplicaram na Índia em 2017, as receitas de streaming financiadas por anúncios caíram em relação ao ano anterior, 29,5% (para US $ 27,6 milhões).

“De todos os principais, a Sony tem mais influência na Índia, porque é grande em música de Bollywood”, revelou uma fonte ao MBW. “Para ganhar dinheiro com o streaming na Índia, você precisa atingir uma escala enorme. O Spotify corre o risco de ficar para trás e sabe disso melhor do que ninguém ”, acrescentou outra fonte.

“O lançamento Spotify na Índia é muito complexo por causa da variação dos dialetos regionais e da própria música. Em termos da variedade de gostos locais, mudar de uma região para outra na Índia pode ser como mudar de um país para outro na Europa. ”, explicou uma fonte em conversa com o MBW.

Segundo o MBW, se o Spotify for lançado na Índia em 2019, enfrentará uma concorrência acirrada, como o aplicativo de streaming de música indiana Saavn, que recentemente se uniu com a rival local JioMusic, um popular aplicativo de downloads e músicas.

Além disso, a Tencent Music Entertainment, serviço de streaming de música na China, investiu US$115 milhões em outro serviço indiano, o Gaana, que possui mais de 75 milhões de usuários. Serviços como a Apple Music, Amazon Music e Google Play já estão no país.

Um relatório da Deloitte prevê que os serviços de streaming de música na Índia atrairão cerca de 273 milhões de assinantes até 2020 no país.

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TAYLOR SWIFT ASSINA NOVO CONTRATO COM A UNIVERSAL MUSIC

A cantora Taylor Swift anunciou que assinou com a gravadora Universal Music. Em um post no Instagram Swift destacou uma cláusula que determina que os lucros conseguidos pela gravadora com suas ações no Spotify deverão ser redistribuídos diretamente para os artistas. Além disso, a cantora terá a propriedade de todas as suas novas músicas.

Com cláusula que beneficia artistas, a cantora Taylor Swift anunciou novo contrato com a Universal Music no Instagram.

Segundo o portal Music Business Worldwide, a Universal Music é a única das Big 3, que ainda possui ações no serviço de streaming de música Spotify, o que gerou muitas dúvidas no mercado sobre a redistribuição sobre o valor da venda para os artistas.

No Instagram, Swift confirmou: “Havia uma condição que significava mais para mim do que qualquer outro ponto do negócio. Como parte do meu novo contrato com a Universal Music Group, eu pedi que qualquer venda de suas ações no Spotify resultasse em uma distribuição de dinheiro para seus artistas​​”.

Ela acrescentou: “Eles concordaram generosamente com isso, no que eles acreditam ser termos muito melhores do que os pagos anteriormente por outras grandes gravadoras. Vejo isso como um sinal de que estamos nos encaminhando para uma mudança positiva para os criadores de conteúdo – uma meta que nunca vou deixar de tentar ajudar a alcançar, de todas as formas possíveis. Estou muito feliz por ter Sir Lucian Grainge como parceiro nesses esforços. ”

No mesmo post, Swift confirmou que, como parte de seu novo contrato, ela manterá a propriedade de suas futuras gravações.

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Na era do streaming, artistas variam gêneros musicais para entrar nas playlists da moda

Matéria de O Globo

Com a popularização dos serviços de streaming, os artistas precisam inovar para se destacar entre o volume de novidades que são lançadas diariamente. Pensar em estratégias voltadas para as playlists temáticas nos serviços de streaming tem sido uma boa solução.

O Globo contou como artistas e gravadoras têm procurado se destacar nas playlists dos serviços de streaming misturando estilos e parcerias.

“Os crossovers têm ficado muito populares no mundo inteiro. Hoje, o conteúdo é o que manda. O digital acabou com a limitação do espaço físico e fez com que se pudesse ter muito mais subgêneros do que havia antes”, afirmou Paulo Lima, presidente da Universal Music que apostou em misturar a dupla Matheus & Kauan com a cantora Anitta (“Ao vivo e a cores”).

Guilherme Figueiredo, diretor de marketing e digital da Som Livre, também comentou sobre as novas tendências: ““Mentalmente”, faixa com Naiara Azevedo e Kevinho, foi bem em playlists completamente diferentes, de sertanejo e de funk, mas principalmente na de funknejo, que é uma novidade. Outro caso foi do “Energia surreal”, do Thiaguinho, um artista de “Hip-pop”(22 mil)”.

Segundo o diretor geral da Deezer, Bruno Vieira, os artistas têm seguido a política de lançar muitos singles antes de um álbum para sempre ter uma novidade nas playlists da semana. Como foi o caso da dupla Zé Neto & Cristiano. Eles decidiram “guardar as músicas para lançá-las juntas num álbum”.  O resultado foi impressionante e hoje a dupla é a mais ouvida na Deezer Brasil, com quatro músicas no top 10.

“Mas o que aconteceu aí foi uma estratégia muito bem pensada com a gravadora e o escritório deles. Geralmente, um artista quando lança o álbum fica tendo que pensar em outras novidades para as semanas seguintes”, lembrou Bruno Vieira.

Recentemente, temos Pabllo Vittar. Seu lançamento “Não para não”, está em diversas listas diferentes. Além de ser álbum pop, há muitas influências de gêneros como pagode baiano, tecnobrega, carimbó e trap e parcerias com o sambista Dilsinho e Ludmilla.

Rodrigo Gorky, produtor dos álbuns de Pabllo, contou que durante a produção, não ouve intenção de estar em diferentes listas: “Não tivemos essa maldade de pensar em fazer músicas para diferentes playlists, mas é lógico que vem na cabeça que, se você está fazendo uma coisa aberta, atinge mais gente. Hoje em dia, as pessoas não escutam mais o gênero x ou y. Não dá mais para ser o Ramones”.

 

 

 

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Foto: O Globo/Divulgação

 

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Compositores de diversos países e estilos se unem em ‘song camps’ para criar juntos

Matéria de O Globo

Imagina compor uma música com alguém que você nunca conheceu? Quantas possibilidades! Os song camps foram criados para reunir compositores e produtores de nacionalidades e gêneros musicais diversificados e fazer música para o mundo inteiro.

O jornal O Globo, publicou uma matéria falando sobre os song camps, uma novidade que chegou ao Brasil para ajudar compositores a inovar na criação de música. Compositores e produtores de nacionalidades e gêneros musicais variados se encontram para compor músicas que serão distribuídas para o mundo inteiro.

O encontro é organizado pelas editoras – empresas responsáveis por administrar os direitos das composições.  Em agosto deste ano, a editora Universal Publishing realizou um song camp em São Paulo com criadores brasileiros (como Pretinho da Serrinha), da Inglaterra, dos EUA, da Holanda, da França, da Alemanha e da República Dominicana. Ainda neste ano a UBC – A União Brasileira de Compositores (UBC)- confirmou que organizará mais um.

“Foi o primeiro que fizemos no Brasil. […] A ideia era aproximar essas culturas, trocar informações, para fazer música para o mundo inteiro. Em três dias, saíram 26 canções, gravadas profissionalmente, distribuídas para os escritórios da Universal Publishing no mundo inteiro. Uma delas já foi gravada por uma artista brasileira muito famosa. Mas, como ainda não foi lançada, não posso revelar” — contou Marcelo Falcão, diretor executivo da Universal Publishing ao portal O GLOBO.

“Vejo como uma extensão, para a área musical, da ideia da economia colaborativa. […] Como a rotina digital mudou a forma de as pessoas ouvirem música hoje, menos ligadas aos álbuns e mais às canções isoladas, a importância do single é cada vez maior. Os song camps refletem essa procura do hit” avaliou Marcelo Castelo Branco, presidente da UBC.

 

Foto: Breno Wallace/Divulgação

 

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Como maior acordo artístico do século, gravadoras brigam por Taylor Swift

Matéria de Axios

Taylor Swift vende muito e é por isso que as grandes gravadoras estão torcendo para que a cantora não renove seu contrato com a sua atual gravadora independente, Big Machine Records. A escolha de Swift garantirá o maior acordo artístico do século.

O contrato de Taylor Swift com sua gravadora independente, Big Machine Records, está acabando e as grandes gravadoras estão dispostas a pagar milhões por ela.

Seu último álbum “Reputation”, de 2017, vendeu 1.216 milhões de cópias logo na primeira semana, mesmo sendo retirado dos serviços de streaming. Já o álbum “21” conquistou a marca de 1 milhão de cópias em sua primeira semana. Todos os seus álbuns venderam pelo menos 2 milhões de cópias.

Além do número imenso de vendas de álbuns, Taylor Swift se dá bem em suas turnês. Segundo a Billboard, as primeiras cinco cidades que a turnê “Reputation” passou, arrecadaram US$54 milhões. O valor total do faturamento bruto da turnê pode chegar a US$400 milhões.

Entretanto, pode haver um impasse nas negociações, a cantora deseja possuir todos os direitos de seus álbuns que hoje é mantido por sua gravadora. De acordo com a revista Variety, cada um dos álbuns anteriores de Taylor Swift poderia valer 20 milhões de dólares.

A revista Variety e especialistas da indústria musical analisaram quatro cenários que devem ocorrer após o término do contrato entre a cantora e sua gravadora:

“Ficar com a Big Machine”: Swift quer seus direitos e a Big Machine não quer desistir deles.

“Não à Big Machine, sim à Universal”: A Universal já distribui e promove a música da Swift para a Big Machine – por isso, é de seu melhor interesse financeiro manter Swift por perto. E ela provavelmente está muito feliz com o trabalho feito até agora.

“Não-Universal”: Swift poderia ir para outro selo, mas eles provavelmente gostariam de ter seus mentores no negócio também.

“Sozinha”: Swift já cuida de seu trabalho promocional com uma equipe interna, então agora que ela chegou ao apogeu da indústria fonográfica, ela é indiscutivelmente pós-gravadora e poderia montar seus próprios acordos de distribuição.

“A linha inferior”: De qualquer forma, quando se trata do próximo contrato de Swift, ela terá todo o poder para preencher o “espaço em branco” em seus contracheques nos próximos anos.

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O motivo do conflito entre o Spotify e as Big 3

Negociações diretas com artistas, planos com preços mais acessíveis, maior transparência de dados aos artistas e agora os Podcasts! As Big 3 não estão nada satisfeitas com as novas práticas do Spotify e tem muito o que ponderar antes de renovar seus acordos de licenciamento! Saiba quais os principais pontos que influenciarão na renovação dos acordos no próximo ano.

Passa rápido, mas o Spotify só tem mais um ano para elaborar novas propostas a fim de renovar os acordos com as Big 3 – principais gravadoras Universal Music, Sony Music e Warner Music.  Segundo o portal Music Business Worldwide, as negociações para a renovação dos acordos de licenciamento não serão fáceis. As gravadoras estão bem receosas com as praticas que o Spotify tem realizado. Uma fonte declarou: “Se o Spotify entrar aqui [durante as negociações de 2019] e pedir qualquer tipo de melhoria de margem, nós vamos rir!”.

O portal Music Business Worldwide (MBW) falou com vários executivos das gravadoras e verificou alguns dos principais pontos que influenciarão na renovação dos acordos no próximo ano.

O FUTURO DO PLANO GRATUITO

Parece que o plano gratuito oferecido pelo streaming não agrada as Big 3. A intenção é que o plano seja suspenso para que as receitas com as assinaturas pagas possam aumentar: “É um debate em andamento”, afirmou uma fonte ao portal MBW.

Além disso, outra fonte disse que é de desejo não licenciar o plano gratuito nos mercados mais maduros do mundo.

PROMOÇÃO

As negociações de licenciamento garantiram uma boa margem de lucro ao Spotify, permitindo oferecer planos de assinaturas pagas mais atraentes aos usuários, como o plano Familiar para até seis pessoas a US$14,99 por mês e desconto nos primeiros meses de adesão no plano premium. Os resultados foram impressionantes, 83 milhões de usuários pagantes no final do segundo trimestre.

Uma fonte relatou que as Big 3 desejam que os planos sejam reajustados. “Nos últimos 10 anos, essa foi a coisa certa a fazer, pois ajudou a educar o consumidor sobre um novo modelo. Mas agora, há um bom entendimento de streaming na maioria dos mercados”.

Outra fonte do setor comentou que o valor do Plano Familiar deve ser atualizado: “Você poderia cobrar US$10 pela primeira conta, e talvez uma quantia menor por conta adicional no topo, por exemplo”.

3) ARPU

As principais gravadoras também estão atentas a ARPU – Receita Média Por Usuário – que declinou nos últimos anos graças a uma combinação de pacotes de telecomunicações, Planos Familiares e Estudantis, além dos preços sensíveis ao mercado.

De acordo com os cálculos da MBW baseados nos registros fiscais do Spotify, os assinantes estão pagando cerca de US$30 a menos por ano.

“O Spotify nunca aumentou seus preços, mesmo naqueles mercados nórdicos onde tudo começou [em 2008]”, afirmou uma fonte. “Mais do que apenas aumentar o preço do produto básico, estamos pressionando-os a criar novos níveis de serviço”, acrescentou.

4) DADOS… E QUEM PAGA POR ELE

Segundo o MBW, os maiores detentores de direitos estão insatisfeitos com a transparência na plataforma. Artistas e gerentes podem acessar dados detalhados sobre o desempenho de streaming. Porém os editores recebem apelas dados brutos com pouca granularidade.

“Estivemos em discussões acaloradas com o Spotify neste ponto por algum tempo”, disse uma fonte.

“Estamos investindo no artista e, mesmo assim, ficamos com pouca instrução quando um gerente liga para discutir certo dado”, reclamou outra fonte. “O Spotify se esconde atrás de um punhado de razões obscuras para isso, incluindo dividir os direitos entre as gravadoras e as editoras”, afirmou.

Outra preocupação das Big 3 são os rumores de que o serviço de streaming passaria a cobrar pelo acesso de dados: “O Spotify pode realmente ser tão eficaz com seus dados que agrega muito valor ao prever?”, perguntou um dos principais executivos ao MBW.

Uma fonte “particularmente ressentida” de uma gravadora disse: “Mostre-me o quanto a Spotify investiu na carreira de um determinado artista versus o que investimos. E depois me mostre quais são os direitos que eles possuem como resultado. Em ambos os casos, a resposta é zero. “Eles estão planejando vender-nos dados que já nos pertencem.”

5) CONTEÚDO ALÉM DA MÚSICA

As Big 3 estão convictas que o serviço de streaming está inserindo “artistas falsos” em certas playlists. São faixas de artistas pseudônimos, gravadas por compositores que trabalham para casas de produção como Epidemic Sound.

Uma das Big 3 afirmou que essa tática pode ser comparada a um varejista colocando um produto “sem marca” na prateleira, mas depois o promovendo fora da rádio.

As principais gravadoras tem odiado a nova sensação: podcasts! Falando com o MBW por telefone antes dos resultados do Q2 na outra semana, o CFO do Spotify, Barry McCarthy explicou que o conteúdo dos podcasts aumentam suas margens.

As Big 3 não estão muito contentes com a novidade já que conteúdo não musical poderia roubar horas das músicas que poderiam ser ouvidas na plataforma de música.

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A indústria da música faturou US$43 bilhões em vendas no ano passado, mas os artistas receberam apenas 12%.

As “Big 3” revelaram recentemente que faturaram bilhões no início deste ano. Todas destacaram o streaming como fator principal para o aumento de suas receitas. Entretanto, será que artistas e compositores também tem faturado na mesma proporção?

Um relatório sobre a indústria da música publicado pela Citigroup, eleita pela Forbes maior empresa do ramo de serviços financeiros do mundo, revelou uma que os artistas recebem tão pouco quanto reivindicam.

Segundo os dados do relatório, os músicos receberam no ano passado apenas 12% dos US$43 bilhões gerados em vendas nos EUA. Os números incluem receita de vendas de CDs, streaming de músicas, anúncios no YouTube, royalties de rádio e ingressos para shows. Esse número é apenas 5% desde 2000.

O Citigroup descobriu que no ano passado, as vendas de música arrecadaram mais de US$15 bilhões em receita publicitária. Consumidores geraram US$20 bilhões com assinaturas, CDs e ingressos para shows. Dessas quantias, gravadoras e editoras receberam quase US$10 bilhões, já os artistas receberam apenas US$ 5 bilhões.

De acordo com Lucas Shaw, da Bloomberg, a solução para os artistas é abrir mão de contratos de gravação em favor de serviços de streaming de música, uma vez que o Spotify está criando mais iniciativas como o licenciamento direto para artistas independentes com pagamentos adiantados.

A consultora, Vickie Nauman, afirmou que esse tipo de iniciativa pode forçar as grandes gravadoras a oferecerem “acordos mais favoráveis”. Ela explicou ainda sobre o motivo dos artistas receberem tão pouco: “Como a indústria da música tem tantos intermediários – e porque o consumo de música é tão fragmentado em várias plataformas – o artista capta muito pouco da receita agregada”

Para o portal Digital Music News, o problema é grave e o streaming não é uma solução benéfica para músicos e artistas. Com por exemplo, a violoncelista premiada Zoe Keating, que ganhou apenas US$ 4.388,93 de quase 1,2 milhão de transmissões no Spotify. “Não espere pagar o aluguel do próximo mês apenas abraçando o Spotify”, afirmou o portal.

O relatório da Citigroup ressaltou um fato alarmante: as gravadoras continuam a faturar bilhões com o trabalho dos artistas. E, não importa o que dizem seus representantes, os músicos ainda não recebem sua parte de forma justa.

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