Após compra da EMI, Universal é responsável por dívida com João Gilberto

De acordo como portal ConJur, A Universal Music deve ser a responsável pela dívida da EMI com o cantor e compositor João Gilberto.

A decisão foi tomada na terça-feira passada (26/03), pela 9ª Câmara do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, baseada na informação de que a EMI foi incorporada pela Universal Music. A disputa envolve o pagamento de R$172,7 milhões por violação de direitos autorais e royalties de 1964 a 2014.

“Resta evidente pelo acervo documental que a empresa EMI Records Brasil Ltda. foi incorporada pelo grupo econômico denominado Grupo Universal Music, com esvaziamento patrimonial. Tudo demonstra que a EMI só existe na forma, e que apenas não extinta, por falta de declaração da incorporadora. Mas, de fato, e diante do conjunto de indícios, cenário conclusivo de uma dissolução anormal, com nítido propósito de frustrar a tutela satisfativa”, apontou a decisão final relatada pelo desembargador Adolpho Andrade Mello.

Segundo o portal, em 1987, a EMI lançou sem autorização de João Gilberto, uma coletânea com os três primeiros LPs de João: “Chega de Saudade”, “O Amor, o Sorriso e a Flor”, “João Gilberto”. O cantor e compositor também alegou que haviam alterações na sonoridade e ordem das faixas.

Com a disputa, que se iniciou na década de 1990, os discos que marcaram a história da MPB não podem ser encontrados a venda.

 

Foto: Marlene Bergamo/Folhapress

Universal Music conquista primeiro lugar na lista das Empresas mais Inovadoras do Mundo

O portal Fast Company publicou uma lista das empresas mais inovadoras no mundo. Na lista, a Universal Music aparece em primeiro lugar no setor da música. Não é a toa.

Em 2018, os maiores hits foram da Universal Music que contou com artistas como Drake e seu álbum Scorpion, como o melhor álbum do ano na Apple Music; Ariana Grande ganhou destaque como artista feminina no Spotify, e Taylor Swift com Reputation, em primeiro lugar dos melhores de fim de ano da Billboard.

Em meio à transformação digital da indústria da música, a Universal está se reinventando. Em seu recente contrato com Taylor Swift, a gravadora prometeu repassar aos artistas sua participação de 4% no Spotify.

A Universal também assinou um novo acordo com a produtora Lionsgate para criar conteúdo de TV construído em torno de seus artistas.

“Eu não vejo a gente competindo com as plataformas, e elas não nos vêem competindo com elas, em parte porque estamos completamente, estrategicamente, emocionalmente e financeiramente unidos”, afirmou Lucian Grainge, presidente e CEO da Universal Music.

De acordo com o Fast Company, no último trimestre, o grupo foi avaliado em mais de US$33 bilhões, com um crescimento de 14% ano a ano.

 

Fast Company 2019: Lista das Empresas mais Inovadoras do Mundo – Música

1 Universal Music Group – Por abraçar a ruptura e dominar os gráficos

2 Sofar Sounds – Por persuadir marcas a comprarem desempenhos

3 Live Nation Entertainment – Por colocar os fãs em primeiro lugar, facilitando a compra de ingressos, upgrades e concessões

4 Kobalt Music – Por aumentar o acesso dos artistas aos lucros

5 Sonos – Por ir além do barulho, com o alto-falante conectado ao melhor som

6 Soundtrack Your Brand – Por matar música de fundo ruim

7 Creat Music Group – Por ajudar artistas como Future, Migos e Post Malone a acompanhar seus ganhos de streaming diariamente.

8 Reverb.com – Por harmonizar a venda de instrumentos

9 Landr Audio – Por masterizar álbuns, vídeos e podcasts com o AI

10 Nielsen – Por dizer aos serviços de streaming o que os ouvintes gostam

Fotos: Fast Company/ Jason Richardson / Alamy Foto Stock (Swift); Príncipe Williams / Wireimage / Getty Images (Drake); Foto de Cheshire Snapper / Alamy (Mendez); Marta Perez / EFE / Alamy Live News (Sr. Eazi); Matt Crossick / imagens do PA / foto conservada em estoque de Alamy (Malone); Foto de Lev Radin / Alamy (o fim de semana); NBC / Getty Images (Musgraves); Kevin Winters / Getty Images para iHeartRadio (Grande)]

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