Netflix e Spotify lideram ranking de serviços de streaming com mais usuários

O Fórum Econômico Mundial (World Economic Forum) publicou em março uma a análise para descobrir quais serviços de streaming possuem mais assinantes. Não há dúvidas que diante da pandemia do coronavírus os serviços de streaming de áudio e vídeo estabeleceram ainda mais suas receitas, contribuindo para que novos players fossem lançados, aumentando ainda mais a “guerra do streaming”.

Para descobrir quem são os líderes desta batalha pela conquista de novos usuários foram avaliados os serviços de assinatura de vídeo, áudio e notícias com mais de 5 milhões de assinantes no ano passado. Os dados vieram da associação de mídia FIPP, bem como de relatórios de empresas individuais.

Conforme a organização, com mais de 200 milhões de assinantes globais, a Netflix manteve sua posição como o primeiro e principal nome do streaming de vídeo. Embora sua base de consumidores nas Américas tenha começado a se estabilizar, o crescimento da empresa em alcance (mais de 190 países) e conteúdo (mais de 70 filmes originais previstos para 2021) o colocou a frente em mais de 50 milhões de assinantes em comparação à sua concorrência mais próxima.

No quesito de áudio, o Spotify segue no mesmo caminho, com uma base de 144 milhões de assinantes. Ou seja, mais do que o dobro da Apple Music, o concorrente mais próximo com 68 milhões de assinantes.

Enquanto isso, a Amazon segue como o segundo serviço de streaming de vídeo mais popular, com 150 milhões de assinantes. Mas vale notar que as assinaturas do Prime Video estão incluídas na assinatura do Amazon Prime, que também apresentou um grande crescimento, principalmente durante a pandemia.

Disney lidera no crescimento do streaming

Para a organização, a rápida ascensão da Disney junto aos gigantes dos serviços de streaming é algo notável. Apesar do lançamento do Disney+ no final de 2019 com uma biblioteca de conteúdo um “tanto sem brilho” (apenas uma série original com um episódio no lançamento), a plataforma disparou tanto em termos de conteúdo quanto em sua base de assinantes. Atualmente, o serviço conta com 95 milhões de assinantes, mais do que o previsto para 2024.

A onda Disney + também estimulou o crescimento de serviços de streaming parceiros como Hotstar e ESPN +, enquanto outros serviços com bases de assinantes menores tiveram grandes taxas de crescimento influenciadas pela pandemia COVID-19.

Agora, a questão que fica é como o mercado de streaming responderá quando a pandemia começar a diminuir no mundo, e quando todos os novos players forem contabilizados.

 

Foto: Visual Capitalist

MGM PODERÁ SER COMPRADO PELA AMAZON POR US$9 bilhões

Em breve o Amazon Prime Vídeo deverá receber novas séries e filmes. Isso porque a Amazon está investindo na compra do clássico estúdio de cinema MGM, avaliada em US$9 bilhões.

De acordo com o Meio & Mensagem em dezembro do ano passado, o estúdio já havia confirmado que estava em busca de um comprador. Para a Amazon, a aquisição poderá agregar ainda mais valor ao seu serviço de streaming, já que o MGM é responsável como lançar filmes como James Bond e séries famosas como The Handmaid’s Tale, Fargo e Vikings, além do reality Shark Tank. No entanto, a negociação pode demorar a ser concluída devido a Enon, empresa proprietária de 50% da franquia James Bond.

Atualmente, o Prime Video possui 200 milhões de usuários globalmente.  Apple e Comcast também entraram na disputa pela compra do MGM, mas deixaram o processo.

Foto: Mubaz Basheer/Pexels

Amazon e Apple oferecem streaming em alta qualidade sem custos extras ao usuário

Os serviços de streaming da Apple a Amazon anunciaram que seus assinantes poderão ouvir música com qualidade superior e sem custos adicionais. Na corrida pela retenção e usuários, a Amazon confirmou que seus usuários do Amazon Music Unlimited ganharão o acesso ao áudio em formato de qualidade superior, o chamado Lossless, e continuarão com sua assinatura de US$9,99.

Conforme O Globo, em seguida a Apple Music fez o comunicado aos seus usuários para confirmar que também vai oferecer transmissão de música com qualidade Lossless.

O formato de áudio Lossless permite que o áudio seja transmitido sem a necessidade de comprimir, mantendo sua qualidade superior e preservando todos os detalhes do arquivo de áudio original.

Vale notar que o Tidal, o serviço de streaming do rapper americano Jay-Z, foi um dos primeiros a adotar a tecnologia e a usá-la como um diferencial para conquistar usuários mais exigentes, com uma assinatura de US$19,99 por mês.

 

Foto: Divulgação

Tidal anuncia pagar quatro vezes mais do que a concorrência por transmissão de música

Em uma campanha patrocinada nas redes sociais, o Tidal mostrou os benefícios de sua plataforma, como a alta definição em áudio, e também enfatizou que “paga aos artistas 4 vezes mais por transmissão do que os outros caras”.

Conforme o Music Business Worldwide, o Tidal certamente paga mais por transmissão do que seus rivais. Dados publicados pelo The Trichordist no ano passado, por exemplo, revelaram que o Tidal pagava em média $0,00876 por transmissão, um número bem maior do que os $0,00348 do Spotify.

Vale notar que o serviço de streaming não possui uma assinatura gratuita e é mais caro que o Spotify ($19,99 contra $9,99). Mesmo assim, para se calcular o valor das remunerações aos artistas, é necessário avaliar outros dados.

Nos EUA, os serviços de streaming não calculam nem pagam royalties por transmissão. Em vez disso, eles pagam uma porcentagem de sua receita total – que é então, dividida entre a base de artistas/gravadora na plataforma.

Usuários que não tocam muita música, portanto, têm uma vantagem sobre aqueles com alto envolvimento (ou seja, usuários que tocam muita música) quando se trata de calcular sua taxa por transmissão. Em outras palavras: se os fãs de música transmitirem mais em um serviço em um determinado mês, seu pagamento por transmissão diminuirá; se os fãs de música transmitem menos em um determinado mês, sua taxa por transmissão aumentará.

Ou seja, a propaganda do Tidal é ousada, porém não quer dizer que ele está a frente no quesito remuneração aos artistas.

Seguido ao anuncio, recebemos a notícia que a Square – empresa americana especializada em pagamentos digitais- concluiu a compra de 80% de participação no Tidal, avaliada em US$302 milhões.

Isso quer dizer que o rapper Jay-Z, ganhou 6 vezes mais após adquirir o Tidal por €50 milhões (aproximadamente $56 milhões) pelo serviço escandinavo WimP – em 2015.

Tanto Jay-Z quanto o CEO da Roc Nation, Desiree Perez, devem permanecer no conselho da TIDAL após a compra da Square, e o restante do percentual continua sendo de uma série de artistas como Madonna, Arcade fire, Rihanna, Kanye West, Jack White e Daft Punk.

Os próximos passos de Jay-Z: NFTS

Os tokens não fungíveis (NFTs) se tornaram um grande negócio na indústria da música este ano, e claro, o empresário Jay-Z não poderia ficar de fora. Nesta semana, a Bitski – uma plataforma de compra e venda de NFT de marcas e desenvolvedores de jogos- anunciou ter levantado US$19 milhões em financiamentos, e entre os novos investidores da empresa estão Jay Brown, cofundador da Roc Nation, Troy Carter, Jay-Z, o CEO da Endeavor, Ari Emanuel, e 3LAU.

Startup de transmissão de shows ao vivo ganha investimento da Deezer

A Deezer anunciou nesta semana quem está investido na startup de streaming de música ao vivo online Dreamstage. Conforme o Music Business Wordwilde, a Dreamstage é especializada em venda de ingressos e entrega de sinais de áudio e vídeo ao vivo para telas e dispositivos. Na plataforma, artistas também podem vender mercadorias, experiências VIP e arrecadar doações.

A empresa já realizou mais de 50 shows ao vivo desde o seu lançamento em agosto de 2020, e tem Thomas Hesse como CEO e ex-presidente de Negócios Digitais Globais e Vendas/Distribuição da Sony Music EUA.

Com o investimento, a Deezer pretende acelerar seu crescimento, expandindo suas operações e aumentar sua participação de mercado, além de oferecer oportunidades de transmissão simultânea quando os shows presenciais retornarem.

O movimento da Deezer pode indicar que o formato de transmissão ao vivo, que ganhou popularidade durante a pandemia continuará a fazer parte do negócio da música no mundo todo. Tanto que outras empresas como a Live Nation já estão dando passos semelhantes.

No mês passado, contamos que a Live Nation adquiriu uma participação na empresa de livestream Veeps, e começou a equipar mais de 60 casas de shows e teatro nos Estados Unidos com tecnologia de transmissão ao vivo.

Vale lembrar ainda, que no Brasil a Deezer e a Globoplay assinaram uma parceria estratégica, para que usuários da Globoplay assinem o Deezer Premium gratuitamente por 12 meses.

 

 

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15 anos de Spotify: como o gigante do streaming reinventou a indústria musical

Há exatamente 15 anos, no dia 23 de abril de 2006 surgia o Spotify. O serviço de streaming fruto da imaginação dos empresários suecos Daniel Ek e Martin Lorentzon, tem revolucionado cada vez mais o mundo da música.

Na busca de uma solução para o problema da pirataria da indústria musical, o serviço de streaming de áudio sob demanda foi construído com base no entendimento de que os consumidores que não estão inclinados a comprar um álbum ou música específica podem estar dispostos a pagar pela facilidade de acesso a uma grande biblioteca musical.

Por uma taxa mensal de US$9,99 nos EUA (ou grátis para aqueles que não se importam em ouvir anúncios), a plataforma é um arquivo aberto, facilmente pesquisável e repleto de mais música do que qualquer um poderia ouvir na vida.

Segundo a RIAA, a plataforma subiu de 7% do mercado dos EUA em 2010 para incríveis 83% no final de 2020 – e as receitas de música gravada viram seu quinto ano consecutivo de crescimento, chegando a US$12,2 bilhões.

Em homenagem ao 15º aniversário do Spotify, a Variety destacou 15 vezes em que o Spotify trouxe algumas inovações e transformação (não necessariamente boas) que impactou a forma como as pessoas consomem música.

  1. O declínio da pirataria musical

No tempo em que programas como Napster e Limewire permitiam o download ilegal e o compartilhamento de arquivos, a pirataria reinava no mercado da música. Até que o Spotify tornou o streaming atrativo para os fãs de música. Agora o Spotify segue líder de mercado no streaming, contribuindo para a redução da pirataria no mundo. Em um estudo realizado no Reino Unido pelo YouGov – uma empresa especialista em pesquisas – a pirataria de música caiu de 18% em 2013 para 10% em 2018. Sendo que 22% dos entrevistados afirmaram que em cinco anos esperam parar de baixar música ilegalmente.

  1. Música sem gênero

Os serviços de streaming por assinatura acabaram permitindo que os usuários descobrissem novos artistas, gêneros e sons com facilidade pagando US$10 por mês. Essa música é que gênero? Isso é Rock ou Indie? Isso é R&B ou Neo Soul? Proporcionando uma maior acessibilidade , o Spotify se tornou uma bênção para fãs e artistas no mundo da música, levando à fusão de estilos de gêneros. Uma pesquisa de 2019 feita pela YPulse descobriu que 85% dos usuários mileniuns do Spotify consideram que seus gostos musicais não se enquadram em apenas uma categoria como rock ou pop.

  1. Assinaturas Gratuitas

Por muitos anos, o Spotify foi criticado por seu modelo de assinatura gratuita suportada por anúncios.  A ideia era de que com o tempo, muitos usuários migrariam para o plano de assinatura paga. Valeu a pena insistir na ideia! No ano passado o Spotify bateu a marca de 155 milhões de assinaturas pagas no quarto trimestre (crescendo 31 milhões em comparação a 2019). Embora o modo gratuito seja responsável por apenas 9% da receita e represente apenas 1% de seu lucro bruto, não há dúvidas de que a opção seja boa para os negócios da empresa e uma ótima oportunidade de conversão de novos usuários.

  1. Playlists de humor

Os serviços de streaming não apenas romperam muitas fronteiras entre gêneros musicais, mas também criaram novos conceitos para playlists. Desde o início de 2010, o Spotify tem sido pioneiro em criar playlists baseadas em humor do usuário, proporcionando novas experiências com a música. Um exemplo é a Mood Booster, que inclui músicas alegres e otimistas de todos os gêneros.

  1. Autoplay – a Reprodução Automática

Antes da era do streaming, o conceito de ‘autoplay’ como conhecemos hoje não existia. Antigamente, para que um usuário aumentasse sua playlist, ele teria que pagar por ela em serviços de download digital como o iTunes. Era mais difícil ainda para que esses serviços recomessem novas músicas.

Com a popularização dos serviços de streaming, os DSPs como o Spotify começaram a oferecer aos usuários mais conteúdo, incluindo sugestões algorítmicas de novas músicas que se encaixam no tema da playlist. Além disso, o Spotify se tornou o primeiro serviço de streaming de áudio sob demanda a popularizar a reprodução automática, um recurso que agora está incluso em todos os outros streamings.

  1. Acabou com o monopólio da Apple

Com o lançamento do iPod em 2001 e do iTunes dois anos depois, a Apple dominou completamente o mundo da música digital, detendo 69% de participação de mercado nas vendas digitais, em 2009. Seu concorrente mais próximo, Amazon MP3, ficou bem atrás com apenas 8% de participação naquele ano.

Mas o domínio da Apple sobre o consumo de música digital terminou em 2016, quando a receita de streaming finalmente ultrapassou a de downloads digitais. O Spotify liderou entre os streamers no segundo trimestre daquele ano, com 44% do mercado global; A Apple Music veio em seguida, com 19%. Desde então, o Spotify continua a ocupar o primeiro lugar como DSP apenas de áudio, mantendo 34% do mercado global de streaming, no segundo trimestre de 2020.

  1. Curadores de playlists ganham destaque no mercado musical

A equipe de curadores de playlist do Spotify pode desempenhar um grande papel no sucesso de uma música. Pois são eles que, muita vezes, têm o poder de colocar determinada música em playlists populares como a ‘Top Hits de hoje’, ‘Rap Caviar’ ou ‘New Music Friday’.

Um dos primeiros curadores a se destacar no mundo das playlists foi Tuma Basa, fundador da ‘Rap Caviar’, a lista de reprodução de hip-hop mais popular do Spotify. O sucesso de Basa foi tão grande que ele precisou deixar a empresa em 2018, para estrelar um show importante no YouTube Music.

Em tempos onde a audição diária de música em smartphones aumentou de 33% em 2016 para 41% em 2019, se tornar um curador de playlists é o mesmo que ditar o que é ou não tendência na música.

  1. “Spotify Wrapped”

Em 2015, o Spotify se tornou o primeiro DSP a oferecer aos ouvintes uma retrospectiva personalizada de final de ano. Todo ano já virou costume entre os usuários do serviço compartilhar em suas redes sociais seu “Spotify Wrapped”. É claro que a concorrência também começou a oferecer o recurso. A Apple Music seguiu o exemplo com “Replay”, que estreou em 2019. O Tidal se juntou no ano passado com um produto semelhante, o “My 2020 Rewind”.

  1. Créditos do compositor e produtor

O Spotify foi o primeiro streaming de áudio a mostrar os créditos de cada música. Além de lançar playlists como a ‘Written By’, para mostrar o trabalho dos principais compositores. No entanto, o Tidal ficou à frente neste quesito ao incluir também músicos e engenheiros, bem como compositores e produtores nos créditos.

  1. A problemática política de “conduta odiosa”

Apesar de ter suas próprias diretrizes contra “conteúdo de ódio” na plataforma, o Spotify andou deixando a desejar neste assunto, privilegiando alguns artistas e outros, nem tanto.

“Conteúdo de ódio” são aqueles que incitam ódio ou violência contra um grupo ou indivíduo com base em suas características como raça, religião, identidade de gênero, sexo, etnia, nacionalidade, orientação sexual, condição de veterano ou deficiência.

Uma das grandes repercussões de falhas neste quesito aconteceu quando o Spotify tentou remover qualquer divulgação das músicas do rapper R. Kelly, envolvido em uma série de denúncias de abuso sexual em 2019. Na época, antes mesmo de haver qualquer julgamento, o serviço de streaming chegou a banir as músicas do rapper de playlists. Infelizmente, o mesmo não aconteceu com outros artistas que chegaram a ser condenados por crimes.

Foi o caso do assassino condenado Phil Spector. Suas músicas permaneceram em playlists normalmente na plataforma. A empresa admitiu seu erro e disse que voltaria atrás em sua política. Mas em outro caso, onde o astro country Morgan Wallen usou um termo racista (denunciado em vídeo por um de seus vizinhos), sua música desapareceu de muitas playlists, mas voltou discretamente para algumas outras.

  1. Artistas podem compartilhar suas histórias

Spotify também foi o primeiro serviço de streaming a ter o seu próprio ‘Stories’ na plataforma. Semelhante ao recurso do Snapchat e Instagram, o ‘Spotify Clips’ permite que artistas compartilhem vídeos curtos e possam se conectar com os fãs. O recurso está disponível para criadores selecionados. Entre eles, o produtor e compositor Dean, que aproveitou a novidade para compartilhar com os fãs ​​a história de fundo da criação do “Sicko Mode”, uma dos maiores hits de Travis Scott.

  1. Doações de Gorjetas durante a pandemia

Após a devastação causada pelos efeitos do COVID-19 na indústria da música, o Spotify entrou em cena lançando um novo recurso chamado de ‘Artist Fundraising Pick’. Com o recurso, fãs podem “doar gorjetas”. O dinheiro acumulado por meio desse novo recurso pode ser enviado para uma instituição de caridade de escolha do artista ou ir diretamente para o seu próprio bolso. Foi uma forma de proporcionar um alívio durante a pandemia.

A ideia acabou não agradando todo mundo, uma vez que seria uma “admissão de que os artistas não estão sendo pagos o suficiente” pelo Spotify ao ponto de não poderem sobreviver apenas com o dinheiro vindo com a audição de músicas na plataforma.

  1. “Canvas”: Mini-vídeos para acompanhar as músicas

Lançado em fevereiro desde ano, o Spotify Canvas permite que os artistas carreguem um loop de vídeo personalizado de 5 a 8 segundos para acompanhar a música arte da capa enquanto a música toca. Essa arte interativa permite que os artistas ofereçam um retrato com mais nuances de sua visão criativa dentro do contexto de uma experiência de streaming apenas de áudio.

O Spotify anunciou que os usuários que ouvem uma música com o Canvas têm 5% maior probabilidade de continuarem a tocar a música até o final, 20% maior probabilidade de adicionar a música às playlists e 9% maior probabilidade de visitar a página de perfil do artista.

  1. Música licenciada para podcasts

A plataforma de criação de podcast do Spotify, a Anchor, revelou recentemente um recurso que permite aos podcasters integrarem músicas completas diretamente da biblioteca do Spotify em seus episódios, sem a necessidade de um licenciamento adicional. Anunciado em outubro, o recurso é uma grande solução para os criadores de podcast que há muito lutam com o complicado e caro processo de licenciamento do formato, permitindo uma maior inovação no espaço. Assim, novos conteúdos como podcasts de meditações guiadas, resenhas de álbuns e shows no estilo DJ e de rádio poderão estar na plataforma.

  1. O polêmico “Marquee”:

Em outubro de 2019, o Spotify lançou a plataforma de publicidade ‘Marquee’, a primeira desse tipo para um serviço de streaming apenas de áudio. Acessível através do portal ‘Spotify for Artists’, o ‘Marquee’ é uma ferramenta de recomendação patrocinada na qual um artista ou sua equipe paga o Spotify por anúncios direcionados aos usuários com maior probabilidade de se interessar pelo anúncio. Com uma taxa de conversão de cliques em 20%, os anúncios Marquee tem sido uma nova fotne de receita para o serviço. Esse novo recurso, no entanto, foi controverso, levando alguns a chamar o ‘Marquee’ de uma forma “de fazer jabá” na era do streaming.

APPLE MUSIC PAGA O DOBRO DO SPOTIFY POR MÚSICA TOCADA

Na sexta-feira (16) a Apple Music, o serviço de streaming da Apple, enviou uma carta aberta a artistas e gravadoras para falar que está trabalhando para remunerar de forma mais igualitária e justa os titulares de direitos, e anunciou que paga em média US$0,01 para cada execução de música na plataforma.

“[O] valor varia de acordo com o plano de assinatura e país, mas foi em média US$0,01 para planos individuais pagos da Apple Music em 2020. Isso inclui royalties de gravadora e editora”, anunciou o serviço de streaming na carta.

Segundo a Pitchfork.com, a carta parece alfinetar o concorrente Spotify, que recentemente anunciou pagar apenas um terço e metade de um centavo de dólar para cada execução.

Além da notícia, a Apple Music firmou um compromisso de pagar às gravadoras independentes a mesma taxa que as majors (as grandes gravadoras), e ainda se posicionou ser contra a iniciativa de impulsionar músicas para aparecerem em playlists que são criadas por curadores profissionais, como é feito na opção ‘Modo de Descoberta do Spotify’, onde artistas escolhem impulsionar suas músicas em playlists em troca de uma remuneração mais baixa.

“A equipe de formadores de opinião globais da Apple Music é curadora de 30.000 playlists editoriais. Esses formadores de opinião selecionam a música com base no mérito e não pedimos a ninguém que aceite uma taxa de royalties mais baixa em troca de apresentação. O mesmo se aplica às listas de reprodução personalizadas e recomendações algorítmicas da Apple Music”, disse a Apple.

Vale lembrar que empresas de streaming como a Apple Music e o Spotify não pagam os artistas diretamente e, em vez disso, pagam às gravadoras, distribuidoras e demais organizações de direitos autorais, como ASCAP e BMI (nos Estados Unidos), que então pagam aos artistas e titulares.

 

Foto: Chesnot/Getty Images

Globoplay e Deezer anunciam parceria para oferecer benefícios e conteúdos exclusivos à assinantes

Nesta quarta-feira a Globoplay e a Deezer anunciaram uma parceria para oferecer benefícios e conteúdos exclusivos para seus assinantes. Segundo O Globo, a partir de hoje, assinantes do Globoplay poderão ter acesso gratuito por um ano à versão premium da Deezer. Após o prazo, o usuário passará a pagar R$14,90 ao mês.

Além do acesso gratuito, as empresas incluíram na parceria a produção de podcasts coexclusivos. O portal informou que de três a cinco produções anuais da Globoplay serão produzidas em parceria com o serviço de streaming. Sendo que um delas já está disponível em ambas plataformas.  Chamada de “À mão armada”, o podcast da jornalista Sônia Bridi analisa os resultados da política armamentista do governo Bolsonaro.

— Acreditamos muito na produção conjunta. Podemos fazer um conteúdo de áudio virar audiovisual depois, e um especial musical ter uma versão em vídeo também. Faz muito sentido para o usuário final ter um aplicativo espetacular de vídeo on demand e de áudio — diz Marcos Swarowsky, diretor geral da Deezer no Brasil.

As plataformas também irão unir os programas da TV com conteúdos musicais. A medida que a Globoplay promove novelas e programas , haverá playlists com a trilhas sonora de cada obra, aumentando a experiência de áudio do público.

Swarowsky revelou também que a parceria dará grandes retornos no número de assinantes da Dezeer, que fica atrás apenas do Spotify na participação de mercado de streaming de áudio no Brasil: “Nossa estimativa na Deezer é de que 70% a 80% da base de clientes Globoplay não têm streaming de música”, contou o executivo ao portal.

Erick Brêtas, diretor de Produtos e Serviços Digitais da Globo, espera ter o mesmo sucesso com a experiência da parceria da Globoplay com a Disney+:

“Quando você oferece um serviço conjunto, isso contribui para a retenção, aumenta a percepção de valor” — diz o executivo da Globo. — “Estamos combinando dois acessos e facilitando a vida do consumidor. Muita gente quer um serviço de música”, concluiu.

 

Foto: Divulgação

Live Nation instala tecnologia de transmissão ao vivo em mais de 60 casas de shows nos EUA

Em janeiro publicamos a notícia de que a Live Nation havia adquirido uma participação na Veeps, uma plataforma de transmissão ao vivo com ingressos criada pelos co-fundadores do Good Charlotte – Joel e Benji Madden. Agora, a Live Nation atualizou a notícia anunciando que já está usando a tecnologia da plataforma em mais de 60 locais para garantir o retorno da música ao vivo nos Estados Unidos.

Conforme nota enviada ao Digital Music News, a empresa informou que está no processo de criação de mais de 60 salas de shows nos Estados Unidos, usando as ferramentas necessárias para permitir que artistas “transmitam seus eventos ao vivo com o toque de um botão para os fãs em todo o mundo”.

Por enquanto, a empresa dona da Ticketmaster afirmou entre os clubes, teatros e anfiteatros , estão confirmados o Fillmore (em São Francisco e Filadélfia), o House of Blues (em Chicago e Nova Orleans), o The Wiltern de LA, além de anfiteatros, incluindo o Shoreline Amphitheatre, na Califórnia, e o The Gorge, em Washington.

O co-fundador Joel Madden enfatizou os benefícios que os artistas poderão ter com a transmissão de shows ao vivo para os fãs do mundo todo:

“Entre os artistas, costuma-se dizer que o único lado de nossas carreiras que realmente nos pertence é a turnê. Ajudar uma indústria a se tornar prontamente disponível para os artistas é uma grande vitória para nossa comunidade e não poderíamos estar mais felizes”.

“Agora, com o toque de um botão, cada artista tocando nesses locais pode tornar seu show um evento global. Já vimos como os programas de transmissão ao vivo impulsionam o engajamento em todas as outras áreas do negócio de um artista e a receita de ingressos adicionada permitirá que eles reinvistam em sua arte e tornem o que estão oferecendo aos fãs ainda melhor”, continuou o músico e empresário.

Mesmo com alto índice de casos de Covid-19 nos Estados Unidos, com a ampliação da vacinação por lá, as evidências sugerem que os shows em grande escala retornarão em breve. Tanto que o famoso Hollywood Bowl já revelou planos de dar início a “14 semanas de shows com uma mistura de programação” em julho. Vários festivais de música também estão programados para acontecer ainda em 2021, e muitos profissionais do entretenimento revelaram seus cronogramas de apresentações.

 

 

Foto: reprodução

SPOTIFY ADQUIRE O LOCKER ROOM, APP CONCORRENTE DO CLUBHOUSE

Nesta segunda-feira, o Spotify anunciou que adquiriu o Betty Labs, dona do Locker Room – aplicativo de áudio concorrente do ClubHouse. De acordo com o Music Business Worldwide, recentemente o CEO Daniel Ek já havia mencionado seu interesse em adicionar recursos de rede social à sua plataforma de streaming e que estava atento a tudo o que acontece ao redor do mundo com relação, principalmente, às tecnologias que envolvem áudio.

Desde outubro de 2020, o Locker Room se destacava por ser semelhante ao Clubhouse, mas o foco era apenas oferecer salas de bate-papo com temas relacionadas ao esporte. Com a aquisição, o Spotify deseja usar a nova ferramenta para criar uma experiência de áudio ao vivo, com recursos interativos que permitirão aos criadores se conectarem com o público em tempo real.

“Daremos a atletas profissionais, escritores, músicos, compositores, podcasters e outras vozes globais oportunidades para hospedar discussões em tempo real, debates, sessões de pergunte-me qualquer coisa e muito mais”, afirmou o serviço de streaming .

Olhando para o futuro, o Spotify diz que vai aproveitar os “dados, insights e força incomparáveis ​​da empresa na experiência do usuário para construir um complemento completo de ofertas ao vivo e sob demanda para usuários e criadores em todo o mundo”.

O fundador e CEO da Betty Labs, Howard Akumiah, disse que está animado com a nova jornada e vai contribuir para melhorar a experiência dos usuários no Spotify: “Estamos entusiasmados em unir forças com o Spotify e contribuir para a construção do futuro do áudio – vamos investir mais em nosso produto, abrir a experiência para o público do Spotify, diversificar nossas ofertas de conteúdo e continuar expandindo a comunidade que construímos”.

“Com o Spotify, continuaremos a oferecer o melhor lar para os fãs de esportes e usar as lições que aprendemos ao longo do caminho para criar o destino final para conversas ao vivo sobre música e cultura.”, complementou o executivo.

 

Foto: sdx15 / Shutterstock

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