O relatório “Music in the Air” 2024, do Goldman Sachs, aponta que o mercado global da música deve alcançar US$ 197 bilhões até 2035, mesmo com uma desaceleração no crescimento. O principal fator de freio foi o streaming, especialmente no modelo financiado por anúncios, que teve sua previsão de expansão quase cortada pela metade devido à migração de público para vídeos curtos e à menor eficácia de monetização em plataformas emergentes. O streaming pago também sofreu revisão para baixo, mas de forma mais moderada. Entre os destaques positivos, o banco projeta forte recuperação da música ao vivo em 2025, crescimento da monetização de superfãs e integração entre streaming e venda de ingressos.
Segundo Felipe Frisch, em matéria na Globo.com, apesar de manterem 71,4% do mercado de música gravada, as majors vêm perdendo espaço no streaming, caindo de 89% para 74,5% desde 2015, enquanto independentes ganham relevância, especialmente no Spotify. O Goldman prevê que escala, fusões e aquisições, além de expansão em mercados emergentes, serão fatores-chave para as gravadoras se manterem competitivas. Empresas como Spotify, YouTube, Sony e Live Nation seguem como recomendações de compra, mas o relatório alerta que a adaptação rápida a novas formas de consumo e monetização será decisiva para o futuro do setor.
Link da matéria: https://pipelinevalor.globo.com/mercado/noticia/mercado-da-musica-desafina-mas-ainda-deve-dobrar-de-tamanho-diz-goldman.ghtml



