Espólio de Joey Ramone vende direitos autorais por R$46 milhões

Recentemente, Joey Ramone se juntou a nomes como Phil Collins e Genesis na venda de participações de seu catálogo. Isto porque o espólio do vocalista dos Ramones decidiu vender parte dos direitos de composição para a Primary Wave, por £9 milhões (ou aproximadamente R$46 milhões).

Conforme o nme.com e relatado inicialmente pelo Wall Street Journal, além dos créditos de grandes sucessos dos Ramones como ‘Judy Is A Punk’ e ‘I Wanna Be Sedated’, o acordo incluiu direitos não exclusivos sobre a imagem e o nome de Ramone.

Lexi Todd, da Primary Wave, disse em uma declaração para a Variety que Joey Ramone era “um ícone da contracultura e principal motor do punk rock, Ramones demonstrou em primeira mão o poder da música em influenciar a cultura e construiu uma base que influenciou décadas de músicos”.

Vale notar que em 2023 as músicas dos Ramones devem voltar às grandes paradas musicais, e ganhar ainda mais valorização, já que a Netflix anunciou que Pete Davidson vai interpretar Joey Ramone no próximo filme biográfico “I Slept With Joey Ramone”. O filme foi anunciado para marcar 20 anos desde a morte do artista, após uma batalha de sete anos contra um linfoma.

Foto: Michael Putland/Getty Images

MET DE NOVA YORK LANÇA NOVO SERVIÇO PARA TRANSMITIR ESPETÁCULOS DE ÓPERA AO VIVO

Aqui vai uma boa notícia para quem é fã de Ópera. O Metropolitan Opera de Nova York vai começar a transmitir ao vivo seus espetáculos para 170 países, incluindo o Brasil.

Conforme noticiado pelo O Globo, O Met passará a transmitir seus espetáculos para além dos cinema, através de seu próprio serviço de streaming, “The Met: Live at Home” (“O Met: ao vivo em casa”, em tradução livre). A proposta é trazer o público que não tem acesso à tradicional casa ou ir assistir nos cinemas, ao mesmo tempo em que equilibra a perda de bilheteria, que já vem muito antes da pandemia.

O The Met: Live at Home ficará disponível a partir do dia 22 de outubro, com vendas no site www.metopera.org antecipadas no dia 17, com valores (dependendo do local) que variam entre US$ 10 a US$20.

As transmissões ficarão disponíveis por sete dias e poderão ser assistidas em computadores, celulares e smart TVs, via Chromecast ou AirPlay ou de um computador com cabo HDMI.

“[Nossa intenção é] disponibilizar nossas apresentações ao vivo para pessoas que não têm acesso imediato aos cinemas que transportam o Met, quer você resida nas montanhas de Montana ou esteja em missão na Antártida.”, disse o Gerente-geral do Met, Peter Gelb em um comunicado.

 

Foto: J. Emilio Flores/The New York Times

 

ONDA: NOVA PLATAFORMA QUER DIVIDIR COM TODOS CONHECIMENTOS SOBRE DIREITOS AUTORAIS

Nesta segunda-feira, 10, o Instituto Brasileiro de Direitos Autorais (IBDAutoral – www.ibdautoral.org.br) lançou o ONDA [Observatório Nacional de Direitos Autorais],  uma plataforma criada para democratizar os conhecimentos sobre direitos autorais.

De acordo com o instituto, a ideia é dividir com todos, em um só local, normas jurídicas, decisões judiciais e demais conteúdos relevantes, para diminuir as dúvidas e aprofundar os conhecimentos sobre os direitos autorais e suas interseções.

“Queremos dividir esta alegria com vocês, pois, como pesquisadores da área, somos testemunhas das dificuldades enfrentadas no acesso ao conhecimento”, mencionou a plataforma em um post de suas redes sociais.

Que tal apoiar este projeto incrível e tão necessário para nosso mercado musical? Conheça o ONDA através do site onda.org.br, e siga no instagram @ondaautoral.

Foto: Canva.com

DIARIMENTE 100.000 MÚSICAS SÃO ADICIONADAS NOS SERVIÇOS DE STREAMING

Todos os dias 100.000 músicas são adicionadas nos serviços de streaming. É o que os CEOs das maiores gravadoras do mundo, Sir Lucian Grainge (Universal Music Group) e Steve Cooper (Warner Music) disseram.

Conforme o Music Business Worldwide,  no dia 27 de setembro, os CEOs afirmaram durante a conferência Music Matters em Cingapura, que 100.000 faixas estão sendo “adicionadas às plataformas de música todos os dias”. Mas isso não quer dizer que mais músicas estão chegando aos ouvidos dos fãs desses artistas.

Para Grainge, presidente e CEO da maior gravadora do mundo, a Universal Music, esse vasto volume de música, além do conteúdo das redes sociais, está tornando cada vez mais difícil para os artistas alcançar um público substancial online, e claro, a gravadora tem um papel fundamental neste momento, pela sua capacidade de comercializar, promover e desenvolver artistas.

Cooper, CEO da Warner Music, considerada a terceira maior gravadora do mundo, disse na conferência que a Warner já está se preparando para as oportunidades que também surgirão, com o avanço de novas tecnologias e a chegada da Web 3.0, para ajudar artistas a chegarem mais perto de seus fãs:

“A maioria dos criadores não tem o capital, níveis de habilidade [ou] experiência para fazer tudo isso ter sucesso. A Warner está olhando para a Web3 como uma tremenda oportunidade, para afirmar ainda mais seu papel em ajudar os artistas a serem notados”, disse Cooper.

Vale notar que a notícia do volume de músicas nos serviços de streaming chegou logo após a Apple Music confirmar que atualmente, sua plataforma conta com um catálogo de 100 milhões de faixas no mundo todo.

“Todos os dias, mais de 20.000 cantores e compositores estão entregando novas músicas para a Apple Music – músicas que tornam nosso catálogo ainda melhor do que no dia anterior.”, disse a chefe editorial global da Apple, Rachel Newman.

 

 

 

SONY MUSIC UK CRIA PROGRAMA PARA AJUDAR NAS DESPESAS DE FUNCIONÁRIOS COM FILHOS EM IDADE PRÉ-ESCOLAR

A Sony Music UK divulgou nesta semana a criação de um financiamento para seus funcionários, especialmente mulheres, que possuem despesas com creches para seus filhos.

No programa, funcionários poderão solicitar um financiamento, com taxas reduzidas de até £15.000 por ano para custos de cuidados de crianças em idade pré-escolar. Esta é uma das várias iniciativas criadas pela gravadora para apoiar os pais, e aumentar a proporção de mulheres em diferentes cargos na empresa.

Liz Jeffery, vice-presidente de experiência de pessoas da Sony Music UK & Ireland, disse que o financiamento será essencial, principalmente para que suas funcionárias não deixem de trabalhar por conta dos altos custos com creches e babás:

“O alto custo dos cuidados infantis no Reino Unido geralmente força os pais, e principalmente as mães, a trabalhar em meio período ou a sair totalmente da força de trabalho, pois se torna financeiramente inviável. Estamos comprometidos em analisar o que podemos fazer para ajudar a resolver questões que podem ser uma barreira para o progresso das mulheres, e esperamos que essa política possa ser a diferença entre alguém retornar ao trabalho em vez de deixar um cargo”.

Vale notar que no Brasil, a gravadora foi eleita como uma das melhores empresas para trabalhar no estado do Rio de Janeiro.

 

Foto: Divulgação Sony Music

Brasil avança, mas fica em 54º lugar no Índice Global de Inovação

A Organização Mundial da Propriedade Intelectual (WIPO, sigla em inglês) lançou seu Índice Global de Inovação (GII), para avaliar quais países mais investem em inovação globalmente.

O Brasil melhorou doze posições no índice em comparação com 2020. Os números de 2022, divulgados na última quinta-feira (29), mostraram que o país passou da 66ª para a 54ª colocação no ranking que abrange 131 países. Enquanto isso, na primeira posição se destacou a Suíça como o país que mais investiu em inovação, seguido dos Estados Unidos e em terceiro lugar a Suécia.

Ao avaliar por região, na América Latina, o Chile ficou na primeira posição dos países mais inovadores, seguido do Brasil, e em terceiro lugar o México.
De acordo com o relatório, em um setor marcado pela pandemia do coronavírus, os investimentos em inovação continuaram fortes. Apesar da crise, o número de negócios inovadores aumentou quase 50% no ano passado.

Pedidos de patentes internacionais, despesas de P&D, publicações científicas e outras métricas de inovação também mostraram crescimento contínuo. Por outro lado, mesmo com o recuo da pandemia, as incertezas continuam altas, com o aumento da cadeia de suprimentos, energia, comércio e tensões geopolíticas.

Phil Collins vende discografia completa por R$1,6 bilhão

Phil Collins é o artista mais recente a vender sua discografia completa para a empresa americana Concord Music, por U$300 milhões (mais de R$ 1,6 bilhão, na cotação atual).

Conforme noticiou o tangerina.uol.com.br, o acordo incluiu todos os direitos de edição e gravação da discografia de Phil Collins e sua banda Genesis. Entretanto, os lançamentos feitos ao lado de Peter Gabriel, que integrou a banda entre 1967 e 1975, não foram inclusos.

Bob Valentine, presidente da Concord Music, disse ao The Wall Street Journal que pretende levar a música de Phil Collins e banda às novas gerações, então podemos esperar algumas novidades por aí:

“No mundo em que vivemos hoje com Facebook, Instagram, TikTok, todas essas coisas que impulsionam o consumo de músicas antigas, definitivamente há maneiras de nós, como gravadora, trazermos algumas dessas canções de volta à vida.”

Vale notar que em 2020, o hit In The Air Toning, de Phil Collins voltou a aparecer nas paradas musicais dos Estados Unidos, após um vídeo mostrando dois irmãos reagirem ao som da faixa viralizar no YouTube e chegar a 10 milhões de visualizações.

 

Foto: Guetty Images

Entenda porque marcas estão criando seus próprios hits virais no TikTok

Marketing Musical. Grandes empresas estão criando suas próprias músicas para viralizar no TikTok. Este foi o assunto abordado recentemente pelo marketingdive.com.

De acordo com o site especializado em marketing, empresas como o McDonald’s, Pizza Hut e Trident estão entre as que já estão adotando a estratégia de usar suas próprias músicas para conquistar os usuários que usam o TikTok, um público formado por pessoas mais jovens e que já não ligam tanto para as tradicionais propagadas veiculadas na TV.

Para a Annie Leal, chefe de conteúdo da empresa de mídia digital My Code, assim como os criadores podem alcançar rapidamente um grande público, com as marcas as oportunidades também se ampliam:

“A grande oportunidade para as marcas é se apoiar no que a plataforma já está oferecendo e fazendo com os criadores. Com o TikTok muito disso é baseado em música. Você tem músicas que dominam toda a plataforma em questão de dias”, explicou a executiva.

Oportunidades x desafios em apostar em um hit viral

De olho nessas oportunidades, o McDonald’s foi o primeiro a criar o hit viral “Static”, em parceria com o tiktoker TisaKorean, inspirado no refrigerante Sprite.  Em seguida, o Pizza Hut chamou Jon Moss, um criador com 6,9 milhões de seguidores na plataforma, para criar uma música tema para sua pizza. E a mais recente, o Trident e a estrela pop Chlöe Bailey lançaram uma música que usa o som de chiclete como parte da batida.

https://www.youtube.com/watch?v=DHdBnZwTZDs&t=53s

Mas nem tudo é garantia de sucesso. Afinal, o conceito de branding musical ainda é algo novo e não há receita de bolo. Só para se ter uma ideia, a parceria entre McDonald’s e Tisakorean rendeu de 6 milhões de visualizações, mas rendeu apenas 39 vídeos replicados por usuários no TikTok. Em contrapartida, a colaboração do Trident com Chloë Bailey gerou 3,4 milhões de visualizações e foi usada em mais de 100 vídeos. Como em todos os empreendimentos musicais, não há ciência para fazer um sucesso – com marca ou não.

A fim de tornar os investimentos neste formato mais certeiros, Leal explicou que o importante para é deixar que se mantenha a originalidade do influencer. Muitas vezes, as marcas ficam empolgadas com um projeto e impõem o que o criador deve fazer. O ideal é que as marcas definam suas expectativas em torno do conteúdo e letras com antecedência, e depois deixem os criadores dar vida à ideia, e esperar que os usuários recriem conteúdos usando o som que foi criado:

“O sucesso máximo seria criar algo que parecesse tão orgânico para a plataforma que os usuários comuns quisessem recriar esse vídeo ou usar o som para algo pessoal”, disse Leal.

Netflix anuncia lançamento de seu próprio estúdio de games

Tecnologia. A Netflix anunciou que está lançando o seu primeiro estúdio para criação de games baseados em seus filmes e séries.

Com base em Helsinque, na Finlândia, o novo estúdio será comandando por Marko Lastikka, nome conhecido no mercado por estar por trás de grandes jogos como o FarmVille 3.

Conforme explicou O Globo, a ideia do serviço de streaming é ser menos dependente de criadores terceiros e expandir suas ofertas de jogos. Atualmente, a Netflix possui investimentos em quatro estúdios, e já lançou mais de 30 jogos. A meta é ampliar este catálogo para 50 até o fim de 2022.

– Este é mais um passo em nossa visão de construir um estúdio de jogos de nível mundial que trará uma variedade de jogos originais deliciosos e profundamente envolventes – sem anúncios e sem compras no aplicativo – para nossas centenas de milhões de membros em todo o mundo – disse Amir Rahimi, vice-presidente de estúdios de jogos da Netflix.

Rahimi, complementou que os trabalhos no estúdio ainda não começaram, mas vem muita novidade por aí:

“Ainda é cedo e temos muito mais trabalho a fazer para oferecer uma ótima experiência de jogos na Netflix” – disse Rahimi. – “Esses quatro estúdios, cada um com diferentes pontos fortes e áreas de foco, desenvolverão jogos que atenderão aos diversos gostos de nossos membros”, concluiu.

 

Foto: Jogo da série  Stranger Things, da Netflix – divulgação

Twitch anuncia redução de 20% sobre a remuneração de seus principais influenciadores

O Twitch anunciou que vai fazer uma atualização sobre o percentual de remuneração para seus maiores criadores de conteúdo, reduzindo 20% o valor de suas comissões.

Conforme explicou o Tecmasters, atualmente a plataforma adota um formato de remuneração no qual os streamers de maior audiência (os chamados streamers premium) recebem 70-30, onde 70% do faturamento com inscrições ficam com o streamer, e 30% fica com o Twitch. Com a mudança que será implementada a partir de Julho de 2023, quando esses “streamers premium” atingirem uma receita de US$100 mil, passarão a receber igual ao modelo oferecido aos criadores de conteúdo menores, 50-50.

Para a plataforma, a mudança deve padronizar um formato de pagamento entre todos os streamings, já que o esquema 70-30 não era universal, e beneficiava apenas os streamers de maior fama.

A medida, claro, não foi bem recebida pelos influenciadores maiores da plataforma. Um deles foi Eric Pointcrow. O streamer de games criticou a decisão em seu perfil no Twitter, alegando que o Twitch estaria prejudicando seus criadores, ao invés de investir em melhorar seus recursos:

“O fato de que a solução da Twitch para seus problemas monetários é cortar a remuneração dos criadores ao invés de facilitar uma plataforma melhor para que mais espectadores visitem o site é preocupante. Nos dê as ferramentas e a informação que precisamos para que possamos criar conteúdos com mais engajamento, não limite nossos ganhos.”

Foto – O Dj Marshmallo – divulgação

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