Canva firma acordo com Warner Music Group e Merlin para permitir que os usuários incorporem clipes de música em seus designs

O Canva, uma plataforma de design personalizado, anunciou parcerias com a Warner Music e a Merlin para permitir que seus usuários incorporem clipes de música em seus projetos.

De acordo com a Variety, a partir da próxima primavera, os catálogos da Warner Music Group e da Merlin estarão disponíveis para os clientes do Canva Pro, Canva for Education e Canva for Nonprofit adicionarem clipes de música aos seus designs.

Além de usar músicas em vídeos ou carrosséis para mídias sociais, os usuários também poderão adicionar clipes de suas músicas favoritas a apresentações, vídeos internos de treinamento, vídeos educacionais e muito mais. A plataforma confirmou que artistas e detentores de direitos receberão royalties quando os clipes de suas músicas forem usados nos designs.

Vale notar que recentemente a plataforma também lançou o Beat Sync, uma ferramenta que ajuda os usuários a sincronizar suas imagens de vídeo com a batida de uma trilha sonora selecionada. Segundo a empresa, as exportações de designs do Canva usando modelos do TikTok mais do que triplicaram no ano passado. No geral, o número de vídeos criados no app aumentou 70% nos últimos 12 meses.

“Essa colaboração com o Canva fornecerá novas oportunidades para nossos artistas aumentarem seu alcance e se envolverem com seus fãs, além de capacitar a comunidade de criadores daplataforma a elevar seus designs com nosso catálogo robusto”, disse Jessica Goldenberg, Vice-Presidente Sênior de Estratégia Digital e Desenvolvimento de Negócios da WMG.

PESQUISA DA NIELSEN APONTA YOUTUBE COMO O STREAMING MAIS POPULAR NOS EUA

De acordo com o mais recente relatório sobre o mercado de streaming e TV ‘The Gouge’, publicado pela Nielsen, o YouTube continua a consolidar sua posição como a plataforma mais popular nos EUA, mantendo o topo pelo quarto mês consecutivo deste ano. O YouTube alcançou uma participação de 8,5% na TV.

Em relação aos serviços de streaming pagos, a Nielsen apontou que tanto a Netflix quanto o Amazon Prime Video tiveram ganhos significativos em maio. A Netflix registrou um aumento de 9,2% no uso, enquanto o Amazon Prime Video obteve um crescimento de 5,1%.

O relatório apontou que a Netflix se destacou com seus três principais títulos mais assistidos no mês. “Queen Charlotte: A Bridgerton Story” liderou com impressionantes 5,4 bilhões de minutos assistidos, seguido por “A Man Called Otto” com 3,1 bilhões de minutos e “The Mother” com 3,0 bilhões de minutos.

Por sua vez, o Amazon Prime Video se beneficiou do sucesso de suas séries populares, com destaque para “The Marvelous Mrs. Maisel” e “Citadel”. Essas duas séries combinadas totalizaram 2,7 bilhões de minutos assistidos, representando 3,1% do uso total de TV.

Além disso, o relatório ressaltou a crescente presença dos serviços de televisão gratuitos com suporte de anúncios, conhecidos como FAST. O Roku Channel, juntamente com os serviços Pluto TV e Tubi TV, registrou uma popularidade de uso comparável a plataformas como Peacock e HBO Max. De fato, em conjunto, esses serviços FAST geraram mais visualizações do que o Amazon Prime Video.

82% das pessoas de 18 a 44 anos postaram um vídeo online no último ano, revela relatório do YouTube

No YouTube Culture and Trends Report de 2023, divulgado durante a conferência VidCon 2023, o serviço de streaming de vídeo da Alphabet revelou insights sobre o mercado musical e as tendências de consumo de conteúdo. Com base em uma pesquisa realizada em 14 países, envolvendo 25.892 entrevistados, o relatório ofereceu uma visão abrangente sobre a relação entre os fãs, a mídia e a indústria do entretenimento.

Conforme o Music Business Worldwide, uma das principais descobertas da pesquisa é que 82% dos entrevistados de 18 a 44 anos enviaram conteúdo de vídeo para algum serviço nos últimos 12 meses. Essa estatística demonstra a crescente participação dos usuários como criadores de conteúdo, com 40% das pessoas pesquisadas se descrevendo como tal.

Os fãs estão se tornando mediadores cada vez mais influentes entre os eventos de mídia e o público. Surpreendentemente, 54% dos entrevistados afirmaram preferir assistir a criadores de conteúdo comentando sobre um grande evento de mídia do que o próprio evento em si. Um exemplo citado no relatório é o canal brasileiro CazéTV, que atraiu mais de 6 milhões de espectadores para sua transmissão ao vivo da Copa do Mundo da FIFA em 2022.

Além disso, o relatório abordou o surgimento da IA generativa como uma tendência promissora. De acordo com a pesquisa do YouTube, 60% dos entrevistados estão abertos a assistir a conteúdo gerado por IA, enquanto 52% afirmaram ter assistido a um Vtuber (YouTube virtual ou artista virtual) no ano passado.

 

Foto: Chubo / Shutterstock

Warner Bros pode vender direitos de trilhas de filmes e séries clássicas por U$500 milhões

A Warner Bros está em negociações para vender parte do seu catálogo musical de filmes e séries por aproximadamente US$500 milhões. A notícia foi divulgada inicialmente pelo site Hits Daily Double e confirmada pela Variety.

De acordo com O Globo, o catálogo musical do estúdio é um dos mais impressionantes de Hollywood, reunindo clássicos como “Casablanca”, “E o vento levou” e “Batman”, além de musicais como “Purple Rain”, e “Evita”.

A venda de 50% do acervo seria mais uma tentativa do CEO David Zaslav para tentar pagar a dívida da companhia, que atualmente está em torno de US$49,5 bilhões.

Analistas da indústria, no entanto, não acreditam que a venda do catálogo será um negócio fácil, uma vez que boa parte dele tem mais de meio século de idade e, portanto, está desvalorizando a cada ano que passa, correndo o risco de entrar em domínio público.

A Sony vem sendo apontada como possível destino do catálogo da Warner, que atualmente é administrado por meio de um acordo comercial com a Universal Music. Warner, Sony e Universal ainda não se manifestaram oficialmente sobre o assunto.

 

Foto: Batman 1989_divulgação

Spotify planeja lançar assinatura ‘Supremium’ com música sem perdas de qualidade e audiolivros

De acordo com especulações da Bloomberg, o Spotify está se preparando para lançar um novo plano de assinaturas chamado ‘Supremium’. Esse novo nível de assinatura será mais caro do que o padrão e trará uma série de benefícios para os usuários.

Conforme noticiado pelo MusicAlly, uma das principais características do novo plano será a inclusão de música sem perdas de qualidade, proporcionando aos ouvintes uma experiência de áudio de alta fidelidade. Essa funcionalidade será uma evolução da assinatura ‘Platinum’, lançada no outono passado, que recebeu uma resposta positiva dos usuários.

Além disso, especula-se que ‘Supremium’ também oferecerá acesso a uma vasta biblioteca de audiolivros. Essa adição é uma estratégia interessante do Spotify para diversificar seu conteúdo e atrair novos públicos.

Vale notar que a decisão do Spotify de cobrar um preço mais alto por música de alta resolução vai contra a tendência de outros grandes serviços de música. Em maio de 2021, a Apple Music introduziu áudio de alta resolução sem custo adicional, o que levou a Amazon Music a abandonar seu próprio nível de alta resolução mais caro como resposta.

Outro ponto notado pelo portal é como o Spotify pretende lidar com os direitos autorais e a divisão dos royalties entre música e audiolivros. Os detentores de direitos autorais precisarão estar atentos para entender como o valor da música será medido em comparação com os audiolivros e como a plataforma dividirá os lucros de assinatura entre os dois conteúdos.

Plataforma de inteligência artificial WAVs AI levanta US$20 milhões em rodada de financiamento

Em uma recente divulgação, a empresa de inteligência artificial WAVs AI anunciou uma rodada de financiamento de US$20 milhões, liderada pela Regal Investments, com sede em Nova York.

O provedor de música de IA afirmou contar com grandes clientes, como Apple Music e Amazon Music, e de acordo com o Digital Music News, esta rodada de financiamento mostra que a empresa busca fortalecer sua posição como uma força dominante na indústria de streaming de música.

Uma característica interessante da plataforma é a possibilidade de os fãs ouvirem versões de músicas icônicas interpretadas por artistas diferentes. Com apenas um clique ou toque, é possível desfrutar de uma versão de “Imagine”, de John Lennon, na voz de “Ed Sheeran”, ou “Yellow”, do Coldplay, interpretada por “Paul McCartney”. Além disso, a WAVs AI inclui em sua plataforma recursos adicionais, como podcast e comunidade, bem como uma guia de loja. Embora esses recursos não estejam muito destacados no momento, a plataforma já está incentivando (curiosamente) os ouvintes a se inscreverem, e os artistas são encorajados a buscar a verificação para receber royalties pagos por semelhança, jogos de IA e outras oportunidades.

Tyler Herrera, porta-voz da WAVs AI, ressaltou os objetivos da empresa em seu comunicado, afirmando que a WAVs AI pretende fechar acordos com mais artistas e gravadoras.

 

Foto:  Markus Spiske

Spotify e Amazon Music se unem em iniciativa global para combater fraudes no streaming musical: Music Fights Fraud

A indústria da música está se unindo para combater a fraude e manipulação de streaming que tem prejudicado o mercado nos últimos anos. Em uma iniciativa conjunta chamada “Music Fights Fraud”, os principais players do setor estão unindo forças para erradicar práticas ilegítimas que distorcem as estatísticas de streaming.

De acordo com o musically.com, a força-tarefa conta com a participação de importantes distribuidores, como CD Baby e sua controladora Downtown, Believe e sua subsidiária TuneCore, DistroKid, UnitedMasters e Symphonic. Com a recente união do Spotify e da Amazon Music, a força-tarefa ganha um poder de influência ainda maior.

O principal objetivo do Music Fights Fraud é detectar, prevenir, mitigar e aplicar medidas antifraude em relação aos streams de música. Para isso, eles contarão com a assistência da NCFTA (National Cyber-Forensics and Training Alliance), uma organização especializada em combate ao cibercrime.

Essa aliança é uma resposta a um estudo recente realizado na França, que estimou que entre 1% e 3% do total de streams de música eram falsos. Essas práticas de manipulação de streaming prejudicam não apenas os artistas e gravadoras, mas também distorcem a maneira como o público consome música, afetando o cenário musical como um todo.

Grandes editoras processam o Twitter por violação de direitos autorais nos EUA

As principais editoras, como Universal Music Corp., BMG, Warner Chapell e Sony Music Publishing, uniram forças para processar o Twitter por alegada violação de direitos autorais. A National Music Publishers’ Association (NMPA), que representa 17 editoras nos Estados Unidos, listou cerca de 1.700 músicas para as quais enviou vários avisos de violação de direitos autorais à rede social.

Conforme noticiado pelo Tech Crunch, o Twitter não tomou nenhuma medida contra esses avisos, o que levou as editoras a buscar reparação na justiça. A organização dos editores está buscando multas de até US$150.000 para cada violação. No processo, destaca-se que, ao contrário de seus concorrentes TikTok e Instagram, o Twitter não fechou um acordo de licenciamento de música para o uso de obras protegidas por direitos autorais.

O portal notou que o The New York Times informou anteriormente que as negociações entre Musk e o Twitter sobre um acordo de licenciamento de música estavam paralisadas. A reportagem menciona que tais acordos podem custar até US$100 milhões por ano para plataformas estabelecidas.

Um tweet de Musk do ano passado, onde ele se referia ao DMCA como uma “praga para a humanidade”, também foi citado no processo, potencialmente aumentando a controvérsia em torno do assunto.

 

 

Música Latina em Ascensão: Gênero Domina Rankings e Conquista o Mundo

A música latina está ocupando o topo dos rankings globais e se consolidando como um gênero dominante. É o que contou uma recente matéria publicada pelo O Globo na última semana.

De acordo com o portal, desde o sucesso do reggaeton “Despacito” em 2017, artistas latino-americanos têm deixado sua marca e conquistado o público em todo o mundo. Atualmente, 30% das músicas do Top 50 Global do Spotify são latinas, com quatro das cinco primeiras posições ocupadas por músicas mexicanas, destacando o gênero conhecido como ‘corrido tumbado’, uma combinação de música tradicional mexicana com batidas de música urbana.

Os artistas mexicanos também estão dominando a Billboard Global 200, com 21% das músicas sendo de origem hispânica. O consumo de música latina no Spotify cresceu cerca de 170% nos últimos cinco anos, especialmente entre os ouvintes da Geração Z.

Para o portal, a expansão da música latina é resultado de um reposicionamento dos ritmos latinos na indústria musical desde os anos 1990. Embora o México seja o país com maior destaque, outros países latino-americanos, como Argentina, também estão contribuindo para a popularidade do gênero. No Brasil, ainda há uma necessidade de estreitar os laços musicais com países hispânicos, mas artistas brasileiros, como Anitta e Ludmilla, estão alcançando sucesso nas paradas com colaborações com artistas latinos.

A mistura de ritmos é uma tendência na indústria musical e tem como objetivo atrair novos públicos, mantendo a música latina sempre atual e surpreendente.

 

 

Meta apresenta modelo de Inteligência Artificial que transforma texto em composições musicais

A empresa-mãe do Facebook, Meta, revelou seu mais recente avanço no campo da inteligência artificial: o MusicGen, um gerador modelo simples de IA capaz de transformar prompts de texto em composições de música.

De acordo com o Music, Business Worldwide, esse modelo de linguagem permite que os usuários forneçam prompts como “folk acústico up-beat” ou “faixa de dança pop com melodias cativantes” assim, em questão de segundos, o MusicGen cria novas composições musicais com base nessas instruções.

Um dos pontos destacados pela Meta é a quantidade significativa de dados utilizada para treinar o MusicGen. Foram utilizadas 20.000 horas de música licenciada, incluindo 10.000 faixas de alta qualidade e 390.000 faixas compostas apenas por instrumentos da ShutterStock e Pond5, como informado pelo TechCrunch. A equipe de desenvolvedores garantiu que todos os dados utilizados no treinamento estivessem cobertos por acordos legais com os detentores dos direitos autorais, incluindo um acordo com a ShutterStock.

A empresa se junta ao Google como as gigantes da tecnologia que desenvolveram seus próprios modelos de linguagem capazes de gerar músicas originais a partir de prompts de texto.

Foto: Andrea De Santis

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