Análise: Threads trabalha para atrair os maiores artistas da música, mas enfrenta desafios

O novo aplicativo Threads do Instagram atingiu 100 milhões de usuários em poucos dias após o seu lançamento no mês passado. No entanto, a plataforma ainda tem muito trabalho pela frente se quiser se tornar relevante para músicos. É o que apontou o MusicAlly nesta segunda-feira, 07.

Uma das promessas do Threads é permitir que os usuários transportem seus seguidores do Instagram. Contudo, o portal identificou que os 20 artistas mais populares no Instagram ainda não aderiram ao Threads.

Dos 20 músicos em destaque, 14 ainda não criaram seus perfis no aplicativo, incluindo nomes como Ariana Grande, Beyoncé e Justin Bieber. Além disso, grandes estrelas pop como Miley Cyrus e Katy Perry têm perfis configurados, mas não postaram nenhum conteúdo.

Embora alguns artistas como J Balvin, Anitta e Diplo estejam usando o Threads regularmente, a plataforma ainda não se consolidou como uma ferramenta essencial para músicos. Um dos possíveis fatores para essa relutância pode ser a sobrecarga de redes sociais enfrentada pelas equipes dos artistas, que hesitam em adicionar mais plataforma ao mix já estabelecido.

Para melhorar sua atratividade entre os músicos, o Threads está planejando lançar uma versão da web nas próximas semanas, o que pode facilitar o uso para as equipes de gerenciamento de artistas.

Para o portal, se o Threads conseguir aumentar consistentemente sua base de usuários após o boom inicial é provável que mais artistas incluam a plataforma em suas estratégia de promoção. A indústria da música estará atenta para ver como o Threads se desenvolverá e como atrairá artistas importantes que tiveram um papel significativo no crescimento e cultura do Instagram.

Foto: divulgação

AudioCraft: Meta lança novo modelo de IA para criação de músicas e efeitos sonoros

A Meta, gigante da tecnologia, continua a avançar em sua jornada de inovação em áudio AI. Após o lançamento bem-sucedido do MusicGen, um modelo de IA que cria samples musicais a partir de prompts de texto, a empresa agora apresenta o AudioCraft, uma estrutura de “IA generativa para áudio simplificado e disponível para todos”.

De acordo com o MusicAlly, a novidade composta é por três modelos – o MusicGen, que cria samples musicais de 12 segundos, o AudioGen, que produz sons e efeitos, e o EnCodec, um decodificador que visa gerar músicas de maior qualidade com menos artefatos – o AudioCraft promete abrir novas possibilidades no campo da criação musical e sonora.

A Meta adotou uma abordagem de código aberto, permitindo que pesquisadores e desenvolvedores explorem e compreendam melhor a tecnologia. A intenção é incentivar a construção de geradores de som e música personalizados, além de algoritmos de compressão, que possam ser integrados ao AudioCraft.

A empresa já esboçou possíveis aplicações para esses modelos, destacando o uso por músicos profissionais que desejam explorar novas composições sem tocar instrumentos, desenvolvedores de jogos independentes que desejam adicionar efeitos sonoros realistas, e pequenos empresários que buscam trilhas sonoras para suas postagens em redes sociais.

Com o lançamento do AudioCraft, a Meta busca incentivar a colaboração entre humanos e IA no campo da criação musical, proporcionando novas ferramentas e possibilidades para profissionais criativos em diversas indústrias.

 

Foto: divulgação Meta

Taylor Swift ‘presenteia’ caminhoneiros da Eras Tour com bônus de 100 mil dólares cada

A cantora Taylor Swift concedeu um bônus de 100 mil dólares para cada um dos cerca de 50 caminhoneiros envolvidos em sua turnê  ‘Eras Tour’.

Conforme o TMZ, o anúncio do bônus foi feito pouco antes de um dos shows em Santa Clara, na Califórnia, e resultou em um investimento total de aproximadamente 5 milhões de dólares por parte da cantora. A Revista Monet explicou que esse valor foi descrito como o “bônus de fim de turnê” para os motoristas.

A Eras Tour tem sido um verdadeiro fenômeno de público e crítica, com recordes de bilheteria nos Estados Unidos. De acordo com fontes próximas à produção, Taylor já teria arrecadado cerca de 1 bilhão de dólares somente com os shows em solo americano, indicando que essa pode se tornar a turnê mais lucrativa de todos os tempos.

Vale ressaltar que Taylor Swift não apenas recompensou os caminhoneiros, mas também outros profissionais que fazem parte da equipe da turnê. Membros da banda, dançarinos, técnicos de iluminação e som, fornecedores e demais envolvidos também foram agraciados com bônus generosos.

 

Foto: Reprodução/Instagram

O estudo revela que músicos independentes estão envolvidos, mas também cientes das preocupações em relação à IA na Indústria musical

Em uma pesquisa recente conduzida pela TuneCore, plataforma de distribuição digital de música, foi constatado que a Inteligência Artificial (IA) está ganhando a atenção dos músicos independentes, com uma percepção positiva sobre os benefícios, mas também gerando medos e preocupações.

De acordo com o MusicAlly, a pesquisa feita com 1.558 artistas independentes descobriu que aproximadamente 50% dos músicos independentes estão “conscientes e engajados em IA”, enxergando os avanços tecnológicos como uma oportunidade para aprimorar sua música e alcance de público.

Entretanto, 39% dos artistas mostraram-se “desconhecidos e apáticos em relação à IA”, preocupados com os impactos da tecnologia em suas carreiras. As principais preocupações relatadas incluem o temor de serem substituídos por IA na criação musical, possíveis casos de plágio envolvendo algoritmos e a correta atribuição de entradas criativas durante o processo de geração musical.

Uma parcela significativa, 35% dos entrevistados, demonstrou interesse em utilizar IA generativa em seu processo criativo, especialmente para fins de marketing e promoção. A possibilidade de otimizar campanhas publicitárias e atrair novos fãs por meio da IA tem despertado o interesse desses músicos.

O estudo revelou também que metade dos músicos entrevistados, ou seja, 50%, estão dispostos a oferecer suas músicas para treinar IAs, mas sob certas condições.

Para o portal, essa pesquisa mostra que a indústria da música está em um momento de transição, com músicos adotando uma atitude matizada em relação à IA. Eles reconhecem as oportunidades e vantagens oferecidas pela tecnologia, mas também são cautelosos em relação aos desafios e dilemas éticos associados ao uso da IA no campo musical.

 

Foto: reprodução

 

Universal Music Group (UMG) Arrecada €2,697 Bilhões no 2º Trimestre

Após os anúncios de resultados trimestrais de gigantes da indústria musical como Spotify e Google, a Universal Music Group (UMG) divulgou seus próprios números na última semana. A empresa registrou um aumento significativo na receita durante o segundo trimestre, consolidando sua posição no mercado.

Conforme análise do MusicAlly, no geral, a UMG gerou impressionantes €2,697 bilhões em receita, representando um aumento notável de 6,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse crescimento foi impulsionado por resultados sólidos em todos os setores em que a empresa atua.

A música gravada foi o destaque, com a receita de assinaturas crescendo 10,6% em relação ao ano anterior, alcançando €1,068 bilhão. Além disso, a receita total de música fonográfica também registrou crescimento de 8,2% ano a ano. As vendas adicionais contribuíram com €326 milhões para o faturamento da UMG no período.

No entanto, a divisão editorial da UMG enfrentou um leve declínio na receita, totalizando €464 milhões, uma queda de 2,5% em relação ao ano anterior. Esse declínio foi atribuído a uma mudança na política contábil ocorrida no segundo trimestre.

Na teleconferência de resultados, o presidente e CEO da UMG, Lucian Grainge, saudou o recente aumento no preço das assinaturas do Spotify e YouTube Music. No entanto, ele destacou que o foco principal da empresa este ano é garantir que os artistas reais, com bases de fãs reais, sejam compensados de forma justa. Grainge ressaltou a importância de promover um ambiente onde a música autêntica não seja abafada em meio a uma avalanche de conteúdo

Equipe de Bruno Mars Derruba Álbum inteiro de Rapper Brasileiro devido a Interpolação não autorizada

Na tarde de quarta-feira (26), o rapper paulista Shaodree revelou que seu álbum “Nova Wave PT.1” foi removido por completo das plataformas digitais após a equipe de Bruno Mars aplicar um “take down” devido ao uso indevido da música “Nothin’ On You” como uma interpolação em sua faixa “Essa vida não é pra mim”.

De acordo com o portal Rap Mais, em um vídeo nas redes sociais, Shaodree pediu ajuda aos veículos de mídia e a seus fãs, lamentando a ação tomada pela equipe do cantor norte-americano. Embora ele estivesse ciente de que poderia enfrentar algumas repercussões devido à homenagem feita na faixa em questão, o rapper enfatizou que é incomum que um álbum inteiro seja retirado de circulação devido ao uso de samples ou interpolações.

O álbum “Nova Wave PT.1” continha uma faixa muito importante para o rapper intitulada “Problemas no Backstage”, que ganhou destaque entre seu público por retratar a vida de um rapper do underground. Agora, o artista está trabalhando em conjunto com sua distribuidora, a Symphonic, para resolver a situação.

No Twitter, Shaodree revelou que até mesmo seu pai está se esforçando para ajudar de alguma forma, compartilhando uma captura de tela de um comentário que seu pai fez em uma postagem de Bruno Mars, pedindo ajuda aos fãs e à equipe do cantor para retirar o “take down”.

Foto: reprodução

Cantora Melody tem sua versão da Barbie bloqueada no YouTube por violação de direitos autorais

Na última semana, a cantora Melody lançou a música “Barbie de Chapéu”, uma paródia da famosa canção “Barbie Girl” da cantora Aqua. No entanto, logo após o lançamento, a plataforma do YouTube bloqueou o vídeo por conta de problemas relacionados a direitos autorais.

De acordo com o Metrópoles, ao tentar acessar o vídeo no canal oficial da Melody no YouTube, os fãs foram recebidos com a mensagem “Vídeo indisponível. Este vídeo não está mais disponível devido a uma reivindicação de direitos autorais do Universal Music Publishing AB”.

A música “Barbie de Chapéu” se tornou popular rapidamente, principalmente no TikTok, alcançando uma impressionante marca de 143 mil criações em apenas quatro dias. Enquanto a versão abrasileirada da Melody alcançou um número significativo de criações no TikTok em poucos dias, a música original do filme levou dois meses para conseguir uma quantidade semelhante de criações, com um total de 148 mil.

No entanto, essa popularidade também chamou a atenção dos detentores dos direitos autorais da música original, “Barbie Girl”. O Universal Music Publishing AB, empresa responsável pelos direitos autorais da música da cantora Aqua, alegou que a paródia da Melody infringia seus direitos exclusivos de reprodução e distribuição da música original.

Foto: Divulgação / YouTube Dua Lipa

Congresso aprova crédito de R$3 bilhões para viabilizar Lei Aldir Blanc e fomentar cultura nos estados e municípios

Na quarta-feira (12), deputados e senadores se reuniram em sessão do Congresso e aprovaram um projeto que disponibiliza um crédito de R$3 bilhões no Orçamento de 2023 para a implementação da Lei Aldir Blanc. Essa legislação havia sido aprovada em março de 2022 pela Câmara e pelo Senado, com o objetivo de impulsionar o setor cultural.

De acordo com o G1, a nova Lei Aldir Blanc determina que o montante de R$3 bilhões será repassado anualmente até o ano de 2027, direcionado ao setor cultural. O projeto estabelece que os recursos sejam utilizados da seguinte forma:

  • 80% para editais, chamadas públicas, cursos, produções e atividades artísticas que possam ser transmitidas pela internet. Além disso, esses recursos também devem ser usados para manter espaços culturais que desenvolvam iniciativas de forma regular e permanente.
  • 20% para ações de incentivo direto a programas e projetos que tenham como objetivo democratizar o acesso à cultura e levar produções a regiões periféricas, áreas rurais e comunidades de povos tradicionais.

A distribuição dos recursos para estados e municípios também foi estabelecida pela legislação. Vale destacar que o dinheiro não pode ser utilizado para despesas com pessoal, e também é proibida a transferência de mais de 5% do montante a empresas terceirizadas por parte do estado.

Novas Plataformas Permitem que Fãs Invistam em Fluxos de Royalties de Músicas

Novas plataformas de “mercado de ações de música” estão surgindo, combinando o conceito de serviços de streaming de música, como Spotify ou Apple Music, com a funcionalidade de investimento em ações. Essas plataformas permitem que os fãs invistam em fluxos de royalties de músicas, oferecendo uma alternativa aos investimentos tradicionais em ações, títulos ou criptomoedas.

O investimento em Fluxos de Royalties  foi um assunto abordado pela Forbes recentemente. A revista explicou que atualmente a Labelcoin, conhecida como o “Robinhood da música”, está liderando o caminho nessa tendência, permitindo que os artistas vendam uma parte de seus royalties de streaming para fãs, aumentando significativamente sua receita. Outras concorrentes, como JKBX e SongVest, também entram no jogo das ações fracionárias de músicas.

Embora essa nova abordagem possa ajudar artistas a prosperar financeiramente, ela também traz riscos, pois os preços das ações de uma música podem ser voláteis. Ainda assim, a ideia é atrair investidores de varejo, como as grandes gravadoras fazem.

Para tornar isso possível, as startups de música estão aproveitando regulamentações da SEC, para democratizar o acesso ao investimento em música. Essas plataformas oferecem aos fãs a chance de se envolverem com suas músicas favoritas de maneira única e emocional, ao mesmo tempo em que buscam contornar possíveis problemas regulatórios.

Embora essas plataformas ainda enfrentem desafios para estabelecer mercados secundários para revenda de ações, a ideia de investir em músicas parece estar ganhando força e pode se tornar uma nova maneira de os fãs se aproximarem de seus artistas favoritos.

 

Foto: Divulgação Labelcoin

Globo é condenada por utilizar música sem autorização em novela de 1993

A Rede Globo foi condenada pela Justiça paulista a pagar uma indenização de R$45 mil por danos morais ao compositor Valdemar de Jesus Almeida, conhecido pelo pseudônimo Carlos Mendes. O músico, de 82 anos, é o autor da canção “Mandei caiá meu sobrado”, que foi utilizada pela emissora na novela “Renascer”, exibida originalmente em 1993, e posteriormente disponibilizada em sua plataforma de streaming em 2021.

De acordo com noticias.uol.com.br, a Globo não solicitou a autorização prévia da autor para usar a música na trilha sonora da novela. Além da indenização por danos morais, a emissora também será obrigada a pagar uma outra indenização por prejuízos materiais. O valor dessa segunda indenização será determinado por um perito, levando em conta os rendimentos obtidos pela Globo com a exibição da novela.

Surpreendentemente, esta não é a primeira vez que a Globo é condenada pelo uso não autorizado dessa mesma música. A primeira condenação aconteceu em 1993, quando a canção foi usada pela primeira vez na novela, resultando no pagamento de aproximadamente R$127 mil em indenização em 2019. Agora, a condenação é decorrente da exibição da reprise da novela no streaming da emissora.

Em sua defesa, a Globo alegou que agiu de acordo com a legislação e que obteve a autorização para utilizar a música por meio da editora que possui o licenciamento dos direitos autorais. A emissora afirmou ter pago R$631,59 pela utilização da canção. No entanto, o juiz Mario Chiuvite Júnior não aceitou a argumentação. A emissora ainda possui o direito de recorrer da decisão da Justiça.

 

Foto: reprodução_Globo

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