O que a indústria musical não fala o suficiente: pagamento de royalties e transparência

Embora as plataformas de streaming estejam batendo recordes de arrecadação, o modelo atual segue desequilibrado para a maioria dos artistas, especialmente os independentes. A principal crítica vai além do valor pago por play: trata-se da falta de transparência em um ecossistema que privilegia plataformas, grandes gravadoras e donos de catálogos, enquanto marginaliza os criadores. Dados imprecisos, contratos opacos e a ausência de relatórios claros dificultam o entendimento real sobre o que está sendo pago, por quê, e para quem. Enquanto o Spotify comemora o marco de mais de 10 mil artistas recebendo mais de US$ 100 mil em 2024, a verdade é que essa realidade representa apenas uma elite, para a maioria, o streaming ainda é uma vitrine, não uma fonte de renda sustentável.

Segundo Peônia Hirwani, em matéria publicada no Rolling Stone, plataformas como TuneCore e Madverse têm simplificado a divisão de royalties entre colaboradores e oferecido mais controle para quem opta por não assinar com grandes players. Segundo o produtor Kanchan Daniel, é essencial que artistas incluam cláusulas contratuais que prevejam relatórios regulares e detalhados. Ele alerta: muitos criadores ainda não sabem quanto dinheiro estão deixando para trás por desconhecerem seus direitos ou não exigirem acesso aos dados.

Link:https://rollingstoneindia.com/music-industry-royalty-transparency-opinion-column/

Resumo:

Veja mais matérias

Assine a nossa Newsletter

© 2025 - Música, Copyright e Tecnologia. Todos os direitos reservados.

Assine nossa Newsletter