Andrew Frelon, que se apresentava como representante da banda viral Velvet Sundown, agora afirma que tudo não passou de uma fraude artística. Ele revelou que inventou a história e usou a atenção da mídia como estratégia de marketing. A própria página da banda no Spotify nega qualquer vínculo com ele.
A Velvet Sundown, que surgiu do nada com mais de 500 mil ouvintes mensais, foi criada com a IA generativa Suno, mesmo após negar repetidamente o uso de inteligência artificial. Frelon admitiu que algumas faixas foram feitas com IA e usaram vozes artificiais — o que reacendeu o debate sobre música sintética nas plataformas.
A ascensão relâmpago da banda levantou suspeitas de manipulação de playlists. Um relatório apontou que a maioria das listas com faixas da banda vieram de apenas quatro contas.
O Spotify, por sua vez, não tem regras contra músicas feitas por IA. Glenn McDonald, ex-alquimista de dados da plataforma, afirma que os sistemas de recomendação se afastaram da curadoria humana e passaram a sugerir músicas com base apenas em suas características de áudio — o que favorece esse tipo de experimento digital. “Não há proteções contra isso — e talvez, comercialmente, nem seja algo que o Spotify queira evitar.”
Fonte: Rolling Stone, 2 e 3 de julho de 2025.
Foto: Vevelt Sundown/reprodução/Instagram
Link: https://www.rollingstone.com/music/music-features/velvet-sundown-ai-band-suno-1235377652/




