TIDAL lança ferramenta “Upload” para criadores publicarem músicas direto na plataforma

O TIDAL lançou o Upload, recurso em fase Beta que permite que criadores enviem faixas originais diretamente para a plataforma, sem intermédio de distribuidoras, oferecendo controle total sobre metadados, capa, privacidade e compartilhamento, inclusive com pessoas que não são assinantes. Embora as faixas não gerem royalties, o TIDAL complementa a ferramenta com incentivos editoriais como o programa Spotlight, que paga US$ 100 por dia para músicas selecionadas, e o concurso Headliners, que premiará dez artistas com US$ 100 mil entre 13 de novembro e 31 de dezembro. Segundo Jeremy Young (Hypebot), a novidade marca um movimento relevante na disputa entre plataformas, aproximando criadores e audiência e abrindo espaço para testes, demos e estratégias diretas de construção de base, apesar das restrições de monetização.

Leia na íntegra: https://www.hypebot.com/hypebot/2025/11/tidal-introduces-upload-spotlight-and-a-100k-contest-for-indie-artists.html

Spotify expande créditos e lança SongDNA: mais transparência para quem cria música

O Spotify anunciou créditos musicais expandidos e novos recursos Premium, SongDNA e Sobre a Música, em um movimento que amplia a transparência sobre quem participa da criação de cada faixa e fortalece o reconhecimento profissional na cadeia musical. Segundo Daniel Tencer (BMW), a atualização, divulgada em 19 de novembro, inclui a identificação de vocalistas de apoio, músicos, engenheiros e outros colaboradores, além de ferramentas que mostram samples, covers e histórias de produção. A iniciativa também sinaliza um posicionamento sutil contra músicas geradas por IA, reforçando o valor da autoria humana no ecossistema digital. Para o mercado, a mudança pode impactar metadados, remuneração, descobertas e visibilidade de profissionais técnicos e criativos.

Leia na íntegra: https://www.musicbusinessworldwide.com/spotify-rolls-out-expanded-song-credits-previews-new-songdna-and-about-the-song-features-for-premium-users/

Suno recebe US$ 250 milhões e IA avança no coração da indústria da música

A Suno, plataforma de geração de música por IA já envolvida em disputas de direitos autorais, levantou US$ 250 milhões em uma rodada Série C liderada pela Menlo Ventures, alcançando valor de mercado de US$ 2,45 bilhões. Entre os investidores, destaca-se a Hallwood Media, fundada por ex-executivos da UMG que vem se posicionando como protagonista na legitimação de “artistas” criados por IA, contratando nomes como Imoliver e Xania Monet, que já alcançaram desempenho expressivo em streams e até nas paradas da Billboard. Segundo Daniel Tencer (MBW), o movimento intensifica tensões no setor, especialmente porque a Suno é acusada de treinar seus modelos com obras protegidas, abrindo discussões críticas sobre autoria, ética e o futuro da criação musical.

Leia na íntegra: https://www.musicbusinessworldwide.com/one-of-sunos-latest-investors-will-be-of-particular-interest-to-the-music-industry/

Caetano, Marisa Monte e Marina Sena pedem regras para IA na música

A União Brasileira de Compositores (UBC) e a Pró-Música Brasil lançaram a campanha “Toda criação tem dono. Quem usa, paga”, defendida por artistas como Caetano Veloso, Marisa Monte e Marina Sena, para exigir um marco legal que regule o uso de inteligência artificial na música. Segundo Tomás Novaes (VejaSP), a demanda central é que empresas que usam catálogos protegidos para treinar modelos de IA paguem, tenham transparência sobre quais obras são usadas e solicitem consentimento aos autores. A iniciativa reforça que a IA pode conviver com a criatividade humana, mas não deve se apropriar de criações sem remuneração ou respeito aos direitos autorais, um tema de impacto direto para compositores, gravadoras, editoras e plataformas digitais no Brasil.

Leia na íntegra: https://vejasp.abril.com.br/coluna/tudo-de-som/inteligencia-artificial-musica-caetano-marisa-marina-marco/

Mercado de música no Brasil fatura R$ 116 bi em 2024 – menos de 1% chegou aos artistas via streaming

O mercado da música no Brasil movimentou R$ 116 bilhões em 2024, de acordo com dados recentes, mas menos de 1% desse valor veio para os artistas por meio do streaming, revelando uma lacuna profunda entre o crescimento do setor e o retorno financeiro direto aos criadores. Segundo Luiza Vilela (exame), apesar da expansão dos serviços digitais, a distribuição de receita permanece extremamente desigual, o que destaca a urgência de discutir modelos mais justos de remuneração, transparência nos contratos com gravadoras e novas formas de distribuição de riqueza no ecossistema musical. Para quem atua na indústria, compositores, artistas, gravadoras e plataformas, esse dado é um alerta sobre a necessidade de reinventar acordos de licenciamento e estrutura de pagamento para sustentar a cadeia criativa a longo prazo.

Leia na íntegra: https://exame.com/casual/mercado-de-musica-no-brasil-fatura-r-116-bi-em-2024-menos-de-1-chegou-aos-artistas-via-streaming/

Ação coletiva acusa o Spotify de praticar “payola” no modo Discovery

O Spotify foi alvo de uma ação coletiva (class action) nos EUA, acusada de usar seu recurso Discovery Mode como uma forma moderna de “payola”: gravadoras pagariam para dar visibilidade a certas músicas, enquanto os usuários acreditam estar recebendo recomendações neutras e personalizadas. A autora da ação, Genevieve Capolongo, argumenta que o algoritmo está sendo manipulado por acordos comerciais não divulgados, e que isso quebra a confiança dos assinantes que pagam por um serviço supostamente “autêntico”. Segundo Daniel Kreps (RollingStone), a empresa nega, dizendo que o Discovery Mode é transparente e usado por muitos artistas independentes, mas a disputa coloca em xeque a governança algorítmica de playlists, os modelos de remuneração e a ética do streaming para criadores e ouvintes.

Leia na íntegra: https://www.rollingstone.com/music/music-news/class-action-lawsuit-spotify-payola-discovery-mode-1235460448/

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