Uma nova geração de empresas de streaming de música

Uma nova onda de plataformas independentes de streaming — como Nina Protocol, Cantilever, Subvert, Coda, Lissen e Vocana — está ganhando força em 2025, impulsionada pelo crescente desgaste de artistas e selos com o Spotify e seu modelo de distribuição de royalties. Lançadas em mercados como EUA e Reino Unido, essas iniciativas apostam em curadoria, comunidade e remuneração mais justa, oferecendo propostas como repasse integral de receitas, propriedade coletiva ou catálogos enxutos pagos por modelo centrado no usuário. Embora nomes como Spotify, Apple e Amazon continuem dominantes, o interesse por alternativas cresce entre criadores e ouvintes, alimentando um movimento cultural mais amplo por controle, diversidade e menor mercantilização da música.

O desgaste com o Spotify reacendeu o debate sobre modelos de streaming: críticas crescentes, artistas deixando a plataforma e até eventos como o fórum “Morte ao Spotify” mostram um setor insatisfeito.
Nesse cenário, novas plataformas independentes começam a ganhar espaço com propostas centradas em comunidade, curadoria e remuneração transparente para artistas e selos.

Modelos que valorizam o artista:

Cada plataforma apresenta uma abordagem própria: a Nina Protocol permite que artistas definam seus termos e fiquem com 100% da receita; a Subvert opera como modelo coletivo de compra e venda de música; e a Cantilever trabalha com catálogo rotativo e pagamentos centrados no uso real do assinante.

Leia na íntegra: https://www.theguardian.com/music/2025/nov/11/spotify-music-streaming-companies

OpenAI é condenada por violação de direitos autorais na Alemanha

A OpenAI foi condenada por violar direitos autorais de músicas na Alemanha, em decisão inédita na Europa. O tribunal de Munique acatou a ação da GEMA, entidade que representa mais de 100 mil compositores e editoras, e reconheceu que os modelos de linguagem da empresa utilizaram letras protegidas por copyright no treinamento e nas respostas do ChatGPT, sem autorização ou pagamento de licenças. Segundo AFP – Munique (O Globo), a decisão reforça a crescente pressão sobre o uso de obras musicais em sistemas de IA generativa e pode abrir precedente para novas ações de artistas, editoras e entidades de gestão coletiva, tanto na Europa quanto em outros mercados.

Leia na íntegra: https://oglobo.globo.com/economia/tecnologia/noticia/2025/11/11/openai-e-condenada-por-violacao-de-direitos-autorais-de-musicas-na-alemanha-entenda.ghtml

A decisão tomada por ex-baixista do Pixies após acusação de plágio por Gil e Chico

A ex-baixista do Pixies, Paz Lenchantin, removeu de todas as plataformas o single “Hang Tough” após ser notificada por Gilberto Gil e Chico Buarque por suposto plágio da canção “Cálice”, de 1973. A notificação, feita em agosto, apontava ausência de créditos e semelhanças na melodia entre as obras. Segundo Guilherme Gonçalves (RollingStone), o episódio repercute internacionalmente e reforça o debate sobre proteção autoral e fronteiras criativas na era do streaming, especialmente diante da velocidade com que obras circulam e se misturam em escala global. O caso evidencia a necessidade de maior cuidado no licenciamento e na originalidade das composições, principalmente entre artistas independentes com visibilidade digital crescente.

Leia na íntegra: https://rollingstone.com.br/musica/a-decisao-tomada-por-ex-baixista-do-pixies-apos-acusacao-de-plagio-por-gil-e-chico/

O futuro do marketing musical é a ausência total de marketing

Uma discussão de como o marketing musical está entrando em uma nova fase, onde estratégias tradicionais centradas em playlists, formatos virais e técnicas orientadas a algoritmo já não sustentam mais resultados consistentes. A saturação de conteúdo e a alta compreensão do público sobre as táticas digitais transformaram o “marketing previsível” em algo pouco eficaz. Em um cenário pós-algoritmo, a estratégia passa a depender menos da insistência algorítmica e mais da autenticidade, narrativa real, confiança e da capacidade de gerar identificação cultural.

Segundo Sam Saideman (Rolling Stone), O novo vetor central é o fortalecimento de microcomunidades. Grupos menores, conectados por senso de pertencimento, cultura compartilhada e vínculo emocional com o artista tendem a gerar resultados mais profundos e sustentáveis do que virais pontuais. Em 2025, o marketing musical migra da lógica de “empurrar conteúdo” para “desencadear cultura”. Para quem trabalha com música, esse movimento reposiciona o foco estratégico: o futuro do crescimento não está em volume e performance de métrica, mas na construção de comunidades intencionais que impulsionam a arte sem precisar parecer marketing.

Leia na íntegra: https://www.rollingstone.com/culture-council/articles/future-music-marketing-1235455099/

UMG e Udio fecham acordo histórico para uma plataforma de criação musical com IA licenciada

A Universal Music Group anunciou um acordo estratégico com a Udio, uma das principais plataformas de IA musical do mercado, encerrando sua participação no processo de violação de direitos autorais movido no ano passado contra a empresa (que segue em andamento ainda com Sony e Warner). O acordo inclui compensação financeira para a UMG e estabelece um licenciamento formal tanto de fonogramas quanto de obras musicais para uso pela IA, criando um fluxo de receita direto para artistas, compositores e titulares da UMG envolvidos.

Segundo Kristin Robinson (Billboard Pro), além de encerrar a disputa judicial, o acordo formaliza um novo modelo de negócio: em 2026 será lançada uma plataforma de criação musical licenciada dentro da Udio, com IA treinada apenas em catálogos autorizados. Os usuários não poderão exportar obras para fora do ecossistema da plataforma, garantindo controle, rastreabilidade, fingerprinting e ambiente juridicamente seguro. O modelo opt-in para artistas sinaliza como a indústria global está tentando redesenhar o uso da IA de forma comercialmente vantajosa — e não apenas defensiva.

Leia na íntegra: https://www.billboard.com/pro/ai-music-udio-settles-lawsuit-universal-music-group/

Processo acusa: bilhões de streams de Drake seriam fraudulentos

Segundo a denúncia, bots teriam gerado bilhões de reproduções falsas, inflando artificialmente métricas globais, receita publicitária e distribuição de royalties. Como o streaming é um modelo baseado em “pool de market share”, esse suposto superfaturamento teria desviado receita de outros artistas e titulares de direitos, reduzindo a fatia de quem não teve streams manipulados.

Segundo Jon Blistein (Rolling Stone), o caso reabre um debate crítico para o mercado musical: transparência real do streaming, incentivos econômicos da plataforma, limites do controle tecnológico, auditoria independente e rastreabilidade dos dados. O processo quer reparação financeira e mudança estrutural, incluindo detecção efetiva de fraude, identificação clara de vítimas, governança mais robusta e responsabilização formal do Spotify.

Leia na íntegra: https://www.rollingstone.com/music/music-features/lawsuit-spotify-drake-streams-1235457737/

Guns N’ Roses, Oasis, Linkin Park: por que tantos shows vêm ao Brasil e não passam pelo Rio?

O fenômeno, que se repete há anos, envolve produtores internacionais e locais, como a Live Nation e a O2, em parceria com promoters brasileiros, e é impulsionado pela logística de grandes eventos. A matéria do O Globo, publicada em 31 de outubro de 2025, destaca que isso ocorre desde 2019, com exceções raras como o Rock in Rio, e afeta diretamente o mercado musical carioca, onde a ausência de shows internacionais reduz receitas de ingressos, hospedagem e serviços associados.

Segundo Bernardo Araújo (O Globo), o impacto para profissionais da indústria fonográfica é significativo: artistas e compositores perdem oportunidades de performance e networking no maior polo cultural do país, enquanto gravadoras e editoras enfrentam desafios em promover lançamentos sem eventos locais. Editoras como a Sony Music e a Universal, que gerenciam direitos autorais dessas bandas, veem uma concentração de negócios em São Paulo, o que pode desequilibrar o ecossistema musical brasileiro. Tendências apontam para uma migração de investimentos para o interior e o Sul, com decisões logísticas priorizando arenas modernas e custos menores fora do Rio, o que pressiona produtores locais a buscarem parcerias inovadoras ou lobby por incentivos fiscais para reverter o quadro e revitalizar o setor no eixo Rio-São Paulo.

Leia na íntegra: https://oglobo.globo.com/cultura/noticia/2025/10/31/guns-n-roses-oasis-linkin-park-por-que-tantos-shows-vem-ao-brasil-e-nao-passam-pelo-rio.ghtml?utm_source=aplicativoOGlobo&utm_medium=aplicativo&utm_campaign=compartilhar

Direitos autorais no STF: o caso Roberto e Erasmo Carlos pode mudar a música brasileira

O caso, levado ao STF por Roberto Carlos e pelo espólio de Erasmo Carlos, questiona 73 contratos assinados com a editora Fermata entre 1964 e 1987, período em que os suportes físicos, LPs, fitas e CDs, eram o padrão de comercialização. Os artistas alegam que esses contratos não contemplam o uso de suas obras em plataformas de streaming e pedem a rescisão dos acordos, além de maior transparência na remuneração pelas execuções digitais.

Segundo Lucas Mendes (JOTA), durante a audiência, juristas, representantes de artistas, editoras e plataformas debateram os desafios de conciliar segurança jurídica com remuneração justa na era digital. O relator, ministro Dias Toffoli, afirmou que ainda avalia se o caso manterá repercussão geral, o que definiria se o julgamento influenciará outras ações semelhantes. O resultado pode redefinir o equilíbrio entre contratos antigos e o novo modelo de exploração musical via streaming, um tema que impacta diretamente artistas, gravadoras, editoras e plataformas em todo o país, e que pode abrir precedente histórico sobre os direitos autorais no ambiente digital brasileiro.

Leia na íntegra: https://www.jota.info/stf/do-supremo/direitos-autorais-audiencia-no-stf-debate-seguranca-dos-contratos-e-remuneracao-dos-artistas

O videoclipe morreu? Entenda por que artistas pop não investem mais milhões em clipes

Hoje, o videoclipe deixou de ser o centro das estratégias de marketing musical para se tornar apenas uma parte de um ecossistema muito mais amplo, dominado por formatos rápidos e multiplataformas. Com a pulverização da atenção do público e o avanço das redes sociais, artistas e gravadoras têm priorizado vídeos menores, otimizados para o TikTok, Reels e Shorts, em vez de grandes produções pensadas para TV ou YouTube.

Segundo Dora Guerra (G1), o formato não desapareceu, apenas mudou de função. Especialistas apontam que o videoclipe segue sendo relevante como peça de storytelling e identidade visual, mas perdeu a centralidade econômica que teve nos anos 1990 e 2000. O investimento agora é redistribuído entre diferentes tipos de conteúdo, do lyric video a performances ao vivo filmadas em estúdio, como no modelo “Poesia Acústica”. A tendência é de um futuro híbrido: artistas explorando filmes, séries musicais, experiências imersivas e até games, reinventando o audiovisual como ferramenta de engajamento e narrativa, e não mais como vitrine isolada de um hit.

Leia na íntegra: https://g1.globo.com/pop-arte/musica/noticia/2025/10/27/o-videoclipe-morreu-entenda-por-que-artistas-pop-nao-investem-mais-milhoes-em-clipes.ghtml

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