PL do Streaming: relatoria é acusada de ceder à pressão das big techs

O texto acusa o relator de ceder à pressão de grandes plataformas de tecnologia (big techs) e conduzir a tramitação de forma acelerada e sem diálogo com o setor independente. O grupo, que reúne roteiristas, produtoras e distribuidoras, alerta para o risco de retrocesso em acordos construídos ao longo de anos de debate e denuncia a ameaça à soberania do mercado audiovisual nacional.

Segundo Eduardo Moura (Folha de S. Paulo), a polêmica ganhou força após Luizinho retirar do texto o trecho que tratava de direitos autorais, medida que, segundo fontes do setor, enfraquece a capacidade de arrecadação e compromete o financiamento da produção nacional. A decisão foi tomada após reunião com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e gerou insatisfação entre profissionais que defendem uma regulação que equilibre interesses econômicos e culturais.

Leia na íntegra: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2025/10/relatoria-do-pl-do-streaming-se-curva-ao-lobby-das-big-techs-diz-carta-de-cineastas.shtml

Starbucks Sessions estreia em SP unindo café e música em pocket shows gratuitos

A iniciativa nasce da parceria com a BMG e da curadoria da 2id Music Branding, conectando café e música em um movimento que vem se consolidando globalmente: o das coffee parties, eventos que unem cultura, convivência e experiências sonoras. A estreia ocorreu no dia 5 de outubro, na loja da Haddock Lobo (São Paulo), com DJ set e apresentação da banda Tuyo, conhecida por sua sonoridade sensível e letras autorais.

Segundo matéria no Grandes Nomes da Propaganda, até janeiro de 2026, artistas como Vhoor e Marcelo Tofani se apresentarão em diferentes unidades da rede, com transmissões no YouTube e conteúdos exclusivos nas redes sociais. Para o mercado musical, a ação reflete uma tendência crescente de marcas globais atuando como plataformas culturais, abrindo novas oportunidades de visibilidade e monetização para artistas independentes e editoras.

Leia na íntegra: https://grandesnomesdapropaganda.com.br/anunciantes/starbucks-sessions-transforma-lojas-em-palcos/

Universal e Warner avançam em acordos de licenciamento de IA

As conversas envolvem startups de IA como ElevenLabs, Stability AI, Suno, Udio e Klay Vision, além de grandes players de tecnologia, incluindo Google e Spotify. O objetivo é permitir que essas empresas utilizem catálogos musicais para treinar modelos de IA e gerar novas faixas, garantindo ao mesmo tempo compensação financeira para as gravadoras.

Segundo matéria na Reuters, compositores e detentores de direitos têm acusado plataformas de IA de utilizar obras protegidas sem consentimento. As gravadoras buscam criar uma estrutura de licenciamento que funcione de forma similar ao streaming, em que cada uso da música pela IA gere micropagamentos. O acordo potencial representa um passo significativo na regulamentação da música gerada por IA, estabelecendo precedentes para remuneração, proteção de direitos e integração de tecnologia no setor fonográfico.

Leia na íntegra: https://www.reuters.com/business/media-telecom/universal-music-warner-music-nearing-ai-licensing-deals-ft-reports-2025-10-02/

Sony Music Publishing veta SBT de tocar músicas de Michael Jackson, Beyoncé e outros autores

A 6ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro determinou a suspensão do uso do catálogo da Sony no SBT, após alegação de que a emissora deixou de repassar valores de direitos autorais desde janeiro de 2024. A dívida já ultrapassa R$ 2 milhões, o que impede a utilização de músicas de artistas como Michael Jackson, Beyoncé, Queen e Beatles até a regularização.

Segundo Redação NT (Na Telinha – UOL), o episódio ocorre no mesmo cenário em que o SBT ingressou com representação no CADE contra a UBEM, alegando questões concorrenciais na gestão coletiva. Agora, a decisão judicial evidencia o outro lado: a inadimplência contratual gera restrições imediatas de conteúdo e expõe fragilidades na relação entre grandes players.

Para o mercado, fica a lição: a defesa do catálogo por parte das editoras e gravadoras é inegociável. Já para emissoras, plataformas e produtores, o alerta é claro — o não cumprimento das obrigações financeiras pode resultar na suspensão de obras de enorme valor cultural e comercial, com impactos imediatos na programação e na imagem pública.

Leia na íntegra: https://natelinha.uol.com.br/televisao/2025/09/12/sony-music-veta-sbt-de-tocar-musicas-de-michael-jackson-beyonce-e-outros-artistas-entenda-231216.php

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