Tiny Desk: a experiência da ‘música como ela é’ ganha versão brasileira

O Tiny Desk, programa musical da NPR que se tornou fenômeno global por suas apresentações intimistas e autênticas, ganhou uma versão brasileira. Produzido pela Anonymous Content Brazil em parceria com o YouTube Brasil, o Tiny Desk Brasil foi gravado em São Paulo e estreia em outubro, trazendo dez shows de artistas nacionais em cenário inspirado no formato original, mas com toques culturais brasileiros. A proposta é a mesma que conquistou o mundo desde 2008: performances despojadas, sem edições complexas e abertas à espontaneidade.

Segundo Silvio Essinger (O Globo), o lançamento representa um espaço estratégico de visibilidade e redescoberta. Assim como o programa americano ajudou a impulsionar carreiras internacionais, a versão nacional busca equilibrar grandes nomes com novos talentos e gêneros variados do país.

Leia na íntegra: https://oglobo.globo.com/cultura/noticia/2025/09/25/tiny-desk-a-experiencia-da-musica-como-ela-e-ganha-versao-brasileira.ghtml?utm_source=aplicativoOGlobo&utm_medium=aplicativo&utm_campaign=compartilhar

Xania Monet: ‘cantora virtual’ criada por IA assina contrato de R$ 16 milhões com gravadora nos EUA

A indústria da música testemunhou um marco inédito com o contrato de US$ 3 milhões (cerca de R$ 16 milhões) assinado pela Hallwood Media com Xania Monet, cantora virtual criada por inteligência artificial. O projeto é conduzido pela compositora Telisha Jones, que escreve as letras e utiliza a plataforma Suno para gerar arranjos, vocais e músicas completas. Com milhões de streams e mais de 115 mil seguidores no Instagram, Xania conquistou rapidamente espaço no mercado digital, chamando atenção pelo impacto comercial e pela inovação no uso da IA na criação musical.

Segundo matéria no O Globo, o sucesso vem acompanhado de incertezas. Enquanto a faixa “How Was I Supposed to Know?” já soma mais de 5 milhões de plays e o álbum Unfolded amplia o alcance do projeto, o setor jurídico acende alertas: gravadoras processam a Suno sob alegação de uso indevido de músicas extraídas do YouTube em seus treinamentos, e o Escritório de Direitos Autorais dos EUA reforça que apenas obras criadas por humanos recebem proteção legal.

Leia na íntegra: https://oglobo.globo.com/cultura/noticia/2025/09/26/xania-monet-cantora-virtual-criada-por-ia-assina-contrato-de-r-16-milhoes-com-gravadora-nos-eua.ghtml

Geração Z impulsiona consumo de MPB no Spotify em 64%

Entre 2022 e 2024, o consumo de MPB no Spotify cresceu 47%, sendo que 64% desse aumento foi impulsionado pela Geração Z, especialmente jovens entre 18 e 24 anos. Esse público já representa 25,1% de toda a audiência do gênero na plataforma, tornando-se a única faixa etária com crescimento expressivo no período. Entre os nomes mais ouvidos estão ANAVITÓRIA, Liniker, Tribalistas, Djavan e Marisa Monte, além de clássicos de Chico Buarque, Tim Maia, Legião Urbana e O Rappa.

Segundo matéria da Billboard Brasil, o movimento mostra que a MPB deixou de ser consumida apenas como memória afetiva ou repertório nostálgico e passou a ocupar novos espaços culturais. A presença de samples de artistas como Djavan e Milton Nascimento no rap de BK, ou releituras de clássicos no funk MTG, indica uma integração da MPB com sonoridades urbanas contemporâneas.

Leia na íntegra: https://billboard.com.br/geracao-z-impulsiona-consumo-mpb-spotify/

Justiça proíbe Facebook e Instagram de permitir trabalho de crianças influencers sem autorização

A Justiça do Trabalho determinou, em decisão liminar, que o Facebook e o Instagram não podem permitir a atuação de crianças e adolescentes como influenciadores sem autorização judicial. Caso descumpram, as plataformas poderão receber multa de R$ 50 mil por menor encontrado em situação irregular. A medida atende a pedido do Ministério Público do Trabalho (MPT), que aponta a violação de normas do Estatuto da Criança e do Adolescente, da Constituição e de convenções internacionais da OIT.

Segundo Mônica Bergamo (Folha de S.Paulo) o processo, que ainda aguarda julgamento do mérito, pede também a condenação da Meta (controladora das redes) em R$ 50 milhões por danos morais coletivos, além da adoção de medidas de prevenção e controle. O MPT reforça que não se trata de proibir a participação artística de menores, mas de garantir que ela ocorra com proteção legal.

Link da matéria:https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2025/08/justica-proibe-facebook-e-instagram-de-permitir-trabalho-de-criancas-influencers-sem-autorizacao.shtml

Saiu a primeira indenização por direitos autorais contra chatbot nos EUA

A empresa Anthropic, desenvolvedora do chatbot Claude, aceitou pagar US$ 1,5 bilhão para encerrar uma ação movida por autores que acusaram a companhia de usar obras protegidas sem autorização para treinar sua IA. A ação (Bartz v. Anthropic) começou em 2024 com três escritores, mas se ampliou para incluir milhares de autores dos Estados Unidos e Reino Unido. Estima-se que cerca de 500 mil livros, baixados de repositórios piratas como LibGen, tenham sido usados sem licença.

Segundo Valéria França (Veja), o valor de indenização proposto prevê cerca de US$ 3.000 por livro; além disso, a Anthropic concordou em remover todas as cópias piratas de seus servidores. O caso representa um marco: mostra que mesmo empresas de IA de grande porte podem ser responsabilizadas por uso indevido de conteúdo autoral e reforça a urgência de definir estruturas legais claras de licenciamento em IA.

Link da matéria: https://veja.abril.com.br/tecnologia/saiu-a-primeira-indenizacao-por-direitos-autorais-contra-chatbot-nos-estados-unidos/

Conheça o novo serviço de streaming de música que abandonou as playlists algorítmicas e é licenciado pelas três principais gravadoras

A Coda Music, novo serviço de streaming de música lançado nos EUA e Canadá, chega como alternativa ao modelo algorítmico dominante no mercado. Com acordos firmados com as três majors (Universal, Sony e Warner) e players independentes como Merlin e Beggars Group, a plataforma aposta na curadoria humana e em recursos sociais para aproximar artistas e fãs. A proposta é transformar a experiência de descoberta em algo autêntico, colocando pessoas, e não máquinas, no centro da recomendação musical.

Segundo Murray Stassen (MBW), além de priorizar a interação direta, a Coda também traz soluções para a insatisfação dos artistas com a remuneração no streaming. O modelo FanDirect permite que cada assinante direcione parte de sua mensalidade para um artista independente, somado a taxas por transmissão consideradas as mais altas do setor.

Link da matéria: https://www.musicbusinessworldwide.com/meet-the-new-music-streaming-service-thats-ditched-algorithmic-playlists-with-major-label-licensing-deals-secured/

TikTok impulsiona visualizações, não fãs – YouTube e streaming ainda dominam a descoberta musical

O mais recente relatório da MIDiA Research aponta que, embora o TikTok seja um fenômeno de visibilidade, sua eficácia em transformar virais em streams ou fãs de longo prazo é limitada. A pesquisa global, que ouviu 10 mil participantes, revelou que o YouTube segue como a principal plataforma de descoberta musical (52%), seguido pelos serviços de streaming (40%) e só depois pelo TikTok (37%). Apenas 12% dos consumidores se enquadram na faixa de 16 a 24 anos que descobrem música majoritariamente pelo TikTok, justamente o grupo mais visado pela indústria, mas que representa uma parcela pequena do público total.

Segundo Cristina Robinson (BillboardPro), o estudo ainda destaca um problema para artistas e gravadoras: a saturação de músicas nas redes sociais pode reduzir o interesse em buscar essas faixas nas plataformas de streaming, onde há remuneração efetiva. Entre os jovens, 28% afirmam que já escutam o suficiente nas redes e 22% dizem ouvir até em excesso, o que os afasta de serviços pagos.

Link da matéria: https://www.billboard.com/pro/tiktok-music-discovery-youtube-streaming-midia-study/?utm_source=linkedin&utm_medium=social

Deezer: 28% de toda a música disponibilizada para streaming agora é totalmente gerada por IA

A Deezer anunciou que quase 30 mil faixas totalmente geradas por inteligência artificial são entregues à sua plataforma todos os dias, representando 28% do conteúdo recebido diariamente. A empresa, sediada em Paris, é a única no setor a marcar 100% desse material como IA e a excluí-lo de recomendações algorítmicas e playlists editoriais, buscando evitar distorções no mercado e impactos no pool de royalties. O movimento ocorre em meio ao crescimento acelerado desse tipo de conteúdo, que em janeiro era 10% e, em setembro, já se aproxima de um terço do total enviado para o streaming.

Segundo Jesper Wendel (Deezer Newsroom), a maioria dos uploads de músicas geradas por IA tem caráter fraudulento, com até 70% dos streams manipulados artificialmente. Para proteger artistas e editoras, a plataforma adota sistemas próprios de detecção, já com patentes em andamento, e defende padrões globais de transparência, em um momento em que governos e empresas de tecnologia discutem o equilíbrio entre inovação e direito autoral.

Link para ler na íntegra: https://newsroom-deezer.com/2025/09/28-fully-ai-generated-music/

Leia mais sobre o assunto, link: https://www.theguardian.com/technology/2025/jun/18/up-to-70-of-streams-of-ai-generated-music-on-deezer-are-fraudulent-says-report

Os fãs adoraram seu novo álbum – O problema é que ela não tinha lançado nenhum

Uma nova ameaça vem ganhando espaço no setor musical: o uso de inteligência artificial para lançar músicas falsas diretamente nas páginas oficiais de artistas em plataformas de streaming. O caso mais recente envolve a cantora britânica Portman, que descobriu um álbum inteiro em seu nome disponível no Spotify, iTunes e outros serviços, apesar de nunca tê-lo gravado. A obra creditava falsamente a artista como intérprete, compositora e detentora dos direitos, enquanto um suposto produtor, Freddie Howells, aparecia nos créditos, sem qualquer histórico ou presença online.

Segundo Ian Youngs e Paul Glynn, em matéria no BBC, além de prejudicar financeiramente músicos, essas práticas podem minar a confiança do público e abrir precedentes perigosos para a exploração indevida de catálogos, inclusive de artistas falecidos.

Link para ler na íntegra: https://www.globenewswire.com/news-release/2025/08/20/3136514/0/en/24-7-Market-News-VENU-to-Launch-Blockchain-Powered-Digital-Platform-to-Transform-Live-Music-Engagement.html

Tiny Desk Concert desembarca no Brasil: fenômeno mundial terá versão nacional

Segundo Daniela Swidrak (Rolling Stone Brasil), Tiny Desk Concert, projeto da NPR que se tornou fenômeno global ao longo de 17 anos, acaba de confirmar sua chegada ao Brasil. O país será o terceiro no mundo a ganhar uma versão própria, depois de Japão e Coreia do Sul um sinal da relevância da música brasileira no cenário internacional. As gravações acontecerão no escritório do Google, em São Paulo, com produção da Anonymous Content Brazil em parceria com o YouTube Brasil, e sob a curadoria da própria NPR. Duas temporadas estão previstas para o primeiro ano, cada uma com cinco apresentações, cujas exibições começam já em outubro no perfil oficial do @TinyDeskBrasil.

Link da matéria: https://rollingstone.com.br/musica/tiny-desk-concert-desembarca-no-brasil-fenomeno-mundial-tera-versao-nacional/

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