Da era dos Beatles ao streaming: por que a MÚSICA deixou de ser universal e virou coisa de NICHO

O mercado musical vive hoje uma transformação estrutural: a era dos grandes fenômenos universais, como os Beatles, deu lugar a um cenário dominado por “massas de nicho”. A fragmentação digital e o domínio dos algoritmos tornaram possível que artistas construam públicos altamente engajados e fiéis, mas restritos a determinados segmentos culturais. Exemplos vão de estrelas como Marília Mendonça, que apesar do enorme alcance ainda não era conhecida por parte do público, a artistas como Alaíde Costa e Jota.pê, que encontraram nas redes sociais e no streaming um caminho para ampliar e solidificar suas bases de fãs. No contexto atual, a personalização é regra e a construção de comunidades digitais se tornou tão estratégica quanto a exposição na mídia tradicional.

Segundo Hugo Sukman, em matéria no O Globo, mesmo nomes globais como Taylor Swift ilustram a nova lógica: são capazes de mobilizar economias inteiras com turnês, mas continuam desconhecidos para parte significativa da população mundial. Para executivos e produtores, entender o “nicho de massa” é essencial trata-se de unir autenticidade, conexão e estratégia para atravessar barreiras culturais, ainda que se comece falando com um público restrito.

Link para ler na íntegra: https://oglobo.globo.com/100-anos/noticia/2025/07/28/da-era-dos-beatles-ao-streaming-por-que-a-musica-deixou-de-ser-universal-e-virou-coisa-de-nicho.ghtml

Mercado da música desafina, mas ainda deve dobrar de tamanho diz Goldman

O relatório “Music in the Air” 2024, do Goldman Sachs, aponta que o mercado global da música deve alcançar US$ 197 bilhões até 2035, mesmo com uma desaceleração no crescimento. O principal fator de freio foi o streaming, especialmente no modelo financiado por anúncios, que teve sua previsão de expansão quase cortada pela metade devido à migração de público para vídeos curtos e à menor eficácia de monetização em plataformas emergentes. O streaming pago também sofreu revisão para baixo, mas de forma mais moderada. Entre os destaques positivos, o banco projeta forte recuperação da música ao vivo em 2025, crescimento da monetização de superfãs e integração entre streaming e venda de ingressos.

Segundo Felipe Frisch, em matéria na Globo.com, apesar de manterem 71,4% do mercado de música gravada, as majors vêm perdendo espaço no streaming, caindo de 89% para 74,5% desde 2015, enquanto independentes ganham relevância, especialmente no Spotify. O Goldman prevê que escala, fusões e aquisições, além de expansão em mercados emergentes, serão fatores-chave para as gravadoras se manterem competitivas. Empresas como Spotify, YouTube, Sony e Live Nation seguem como recomendações de compra, mas o relatório alerta que a adaptação rápida a novas formas de consumo e monetização será decisiva para o futuro do setor.

Link da matéria: https://pipelinevalor.globo.com/mercado/noticia/mercado-da-musica-desafina-mas-ainda-deve-dobrar-de-tamanho-diz-goldman.ghtml

Rio Beach Club, na Ilha da Coroa, agora é cobrado por não pagar o… Ecad

Segundo O blog do Ancelmo Gois, no O Globo, o Rio Beach Club, localizado na Ilha da Coroa, na Barra da Tijuca (RJ), voltou ao centro de uma disputa judicial, desta vez por causa de uma dívida com o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad). Segundo a entidade, o clube deve mais de R$ 170 mil referentes a direitos autorais sobre eventos realizados e música ambiente executada no local entre 2022 e 2025. O Ecad é responsável por arrecadar e distribuir valores de execução pública musical a compositores, intérpretes e demais titulares de direitos.

Link:https://oglobo.globo.com/blogs/ancelmo-gois/post/2025/08/rio-beach-club-na-ilha-da-coroa-agora-e-cobrado-por-nao-pagar-o-ecad.ghtml?utm_source=aplicativoOGlobo&utm_medium=aplicativo&utm_campaign=compartilhar

O que a indústria musical não fala o suficiente: pagamento de royalties e transparência

Embora as plataformas de streaming estejam batendo recordes de arrecadação, o modelo atual segue desequilibrado para a maioria dos artistas, especialmente os independentes. A principal crítica vai além do valor pago por play: trata-se da falta de transparência em um ecossistema que privilegia plataformas, grandes gravadoras e donos de catálogos, enquanto marginaliza os criadores. Dados imprecisos, contratos opacos e a ausência de relatórios claros dificultam o entendimento real sobre o que está sendo pago, por quê, e para quem. Enquanto o Spotify comemora o marco de mais de 10 mil artistas recebendo mais de US$ 100 mil em 2024, a verdade é que essa realidade representa apenas uma elite, para a maioria, o streaming ainda é uma vitrine, não uma fonte de renda sustentável.

Segundo Peônia Hirwani, em matéria publicada no Rolling Stone, plataformas como TuneCore e Madverse têm simplificado a divisão de royalties entre colaboradores e oferecido mais controle para quem opta por não assinar com grandes players. Segundo o produtor Kanchan Daniel, é essencial que artistas incluam cláusulas contratuais que prevejam relatórios regulares e detalhados. Ele alerta: muitos criadores ainda não sabem quanto dinheiro estão deixando para trás por desconhecerem seus direitos ou não exigirem acesso aos dados.

Link:https://rollingstoneindia.com/music-industry-royalty-transparency-opinion-column/

Quatro alternativas ao Spotify: trocar é mais fácil do que você pensa

O Spotify voltou ao centro de um debate ético na indústria musical após o CEO Daniel Ek liderar um investimento de € 600 milhões na Helsing, empresa de tecnologia de defesa que desenvolve sistemas autônomos com IA. A decisão gerou protestos públicos e retiradas de catálogos por artistas como King Gizzard & the Lizard Wizard, Xiu Xiu e Deerhoof, reacendendo a discussão sobre o poder da plataforma no ecossistema musical e seu alinhamento com valores de artistas e público. A movimentação intensificou o interesse por alternativas ao Spotify, especialmente entre profissionais e ouvintes que buscam opções mais éticas ou com melhor remuneração para criadores.

Segundo publicação do The Guardian, entre os principais concorrentes estão Apple Music, YouTube Music, Amazon Music e Tidal, todos com catálogos robustos e funcionalidades competitivas. O Tidal se destaca por oferecer uma das melhores remunerações por stream (US$ 0,00876, segundo dados de 2020), seguido pela Apple Music. Ferramentas como SongShift e Soundiiz facilitam a migração de playlists, tornando o processo mais acessível.

Link da matéria: https://www.theguardian.com/music/2025/jul/29/how-to-quit-spotify-music-alternatives-apple-youtube-amazon-tidal-ntwnfb#img-1

Milton Nascimento explica motivo pelo qual processou Cruzeiro seu clube do coração

Milton Nascimento ingressou com uma ação judicial contra o Cruzeiro Esporte Clube, alegando uso não autorizado da música “Clube da Esquina 2” em um vídeo promocional publicado pelo clube durante o anúncio do jogador Gabigol. A assessoria do artista afirma que o uso da canção, sem consentimento prévio, configura violação de direito autoral, mesmo com o vídeo sendo uma “collab” com o próprio atleta no Instagram.

Segundo matéria publicada no Terra, a notificação extrajudicial enviada anteriormente não gerou resposta satisfatória, motivando o processo com pedido de indenização de R$ 50 mil. A ação tramita na 1ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro. A defesa do clube se apoia no argumento de uso editorial e homenagem ao artista, enquanto a equipe de Milton reforça que a música é um trabalho profissional e fonte de renda, e, como tal, precisa ser respeitada em qualquer contexto, inclusive esportivo.

Link da matéria:https://www.terra.com.br/esportes/cruzeiro/milton-nascimento-explica-motivo-pelo-qual-processou-cruzeiro-clube-do-coracao-acao-legitima,a6bb0b0c477b9ac13b1d597c2f9f74a03h6erdc1.html

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