O mercado musical vive hoje uma transformação estrutural: a era dos grandes fenômenos universais, como os Beatles, deu lugar a um cenário dominado por “massas de nicho”. A fragmentação digital e o domínio dos algoritmos tornaram possível que artistas construam públicos altamente engajados e fiéis, mas restritos a determinados segmentos culturais. Exemplos vão de estrelas como Marília Mendonça, que apesar do enorme alcance ainda não era conhecida por parte do público, a artistas como Alaíde Costa e Jota.pê, que encontraram nas redes sociais e no streaming um caminho para ampliar e solidificar suas bases de fãs. No contexto atual, a personalização é regra e a construção de comunidades digitais se tornou tão estratégica quanto a exposição na mídia tradicional.
Segundo Hugo Sukman, em matéria no O Globo, mesmo nomes globais como Taylor Swift ilustram a nova lógica: são capazes de mobilizar economias inteiras com turnês, mas continuam desconhecidos para parte significativa da população mundial. Para executivos e produtores, entender o “nicho de massa” é essencial trata-se de unir autenticidade, conexão e estratégia para atravessar barreiras culturais, ainda que se comece falando com um público restrito.
Link para ler na íntegra: https://oglobo.globo.com/100-anos/noticia/2025/07/28/da-era-dos-beatles-ao-streaming-por-que-a-musica-deixou-de-ser-universal-e-virou-coisa-de-nicho.ghtml
