De Anitta até IZA, por que o YouTube é a maior fábrica de talentos do Brasil?

Matéria de Billboard

A Billboard falou sobre como o Youtube tem contribuído para o surgimento de novos talentos na música brasileira e ajudado artistas e bandas como o Jota Quest a se envolverem com os fãs.

A Billboard publicou um artigo a respeito do cenário musical brasileiro que tem usado o Youtube como ferramenta aliada na promoção de trabalhos e descoberta de novos artistas.

Graças aos Youtube, estrelas do pop nacional como Anitta, Iza e Ludmilla foram descobertas por Sergio Affonso, o presidente da Warner Music Brasil. Ele contou à Billboard que passa pelo menos uma hora por dia procurando novos talentos na plataforma: “Eu sento lá procurando artistas com o maior número de visualizações – artistas que se identificam com a minha marca e que têm talento.”

A força do Youtube é grande no Brasil, segundo a MIDiA Research, 79% dos brasileiros assistiram a videoclipes no YouTube no ano passado, um número maior do que a média global, 44%. O mesmo acontece com relação ao número de usuários brasileiros semanais, 65% usaram o YouTube e 30% usaram o Spotify. A média global é de 46% para o YouTube e 17% para o Spotify.

“As pessoas [os brasileiros] têm uma cultura de consumir música no YouTube, muito mais do que em outros países”, disse Zach Fuller, analista sênior da MIDiA Research.

Leo Morel, diretor de inteligência de mercado da iMusics avalia que o Youtube a o maior concorrente dos serviços de streaming no país: “Tem reconhecimento de marca e é grátis.”

Se por um lado o Youtube tem sido um grande aliado, principalmente para novos artistas, por outro, o retorno por suas obras não é valorizado. A Confederação Internacional de Sociedades de Autores e Compositores afirma que o YouTube paga apenas uma pequena fração da soma que gera para os criadores, e que esses pagamentos são bem menores em comparação aos outros serviços de streaming.

“É uma plataforma democrática aberta a todos”, diz Sandra Jimenez, diretora de música do YouTube na América Latina. “E para novos talentos, é a oportunidade de explodir e, em seguida, escolher seu próprio caminho com uma gravadora ou ser independente”.

Segundo o portal, músicos brasileiros com carreiras estabelecidas também tem usado a plataforma para divulgar seus trabalhos e se conectar com os fãs. É o caso da banda de pop-rock Jota Quest. Em 2018, a banda realizou uma ação com 20 YouTubers que reinterpretaram os clássicos do grupo em vários estilos.

“Nós crescemos em uma época em que havia apenas uma maneira de trabalhar: você lançava um álbum, o divulgava, lançava músicas dele, fazia turnê, [então fazia] outro álbum”, disse o vocalista do Jota Quest, Rogério Flausino . “Hoje não. Você pode usar plataformas diferentes para alcançar o sucesso. Cantores do YouTube são o resultado disso.”

 

Foto: Billboard/Courtesy of Warner Music Brasil

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Facebook e YouTube agora são considerados veículos de mídia

Matéria de Folha de S.Paulo

Redes sociais e Youtube agora são considerados veículos de mídia.

Plataformas como Google, Facebook, Instagram e YouTube agora são considerados veículos de mídia.

O Cenp (Conselho Executivo das Normas-Padrão) , uma entidade que visa “assegurar boas práticas comerciais entre anunciantes, agências e veículos” – aprovou na terça-feira passada (16), uma nova resolução que “reconhece, como veículos de divulgação ou comunicação, para os efeitos da legislação, todo e qualquer ente jurídico que tenha auferido receitas decorrentes de propaganda”.

De acordo com a Folha de São Paulo, a nova classificação abrange a internet, categorias de busca, social, vídeo, áudio, display. Ou seja, plataformas como as redes sociais e o Youtube.

A aprovação da resolução foi baseada conforme o artigo 4º da lei 4.680/65: “são veículos de divulgação, para os efeitos desta lei, quaisquer meios de comunicação visual ou auditiva capazes de transmitir mensagens de propaganda ao público, desde que reconhecidos pelas entidades e órgãos de classe”.

O Conselho Superior do Cenp justificou que a mudança é necessária “em consequência do desenvolvimento tecnológico”.

Tanto o Google, como Facebook “se definem como empresas de tecnologia, não mídia”. Segundo a Folha, essa é uma forma dessas empresas se isentarem sobre várias responsabilidades, como a publicação de conteúdo pelos seus usuários. Vale lembrar que recentemente, o Parlamento Europeu aprovou a nova diretiva que responsabiliza as plataformas por conteúdos que são protegidos por direitos autorais.

Nenhuma das plataformas comentaram sobre o assunto até o fechamento da notícia.

Com o  Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária), o Cenp “estabelece parâmetros de qualidade para o conteúdo no mercado publicitário”, informou o portal.

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Kondzilla perde a liderança do funk no YouTube

Matéria de G1

O maior canal do Youtube no Brasil, vem perdendo audiência e deixando a concorrência dominar o funk. Saiba os motivos que estão levando a queda do canal.

O canal Kondzilla, maior canal do Youtube no Brasil, vem perdendo audiência e deixando a concorrência  dominar o funk. É o que disse a matéria do G1 que apontou vários fatores que levaram a queda do canal.

De acordo com o G1, além da audiência do canal ter caído pela metade, o número de hits no Top 100 semanal da plataforma é de apenas três, contra nove da concorrência (GR6).

Após conversar com o diretor-executivo da Kondzilla, Fabio Trevisan e outros produtores, o G1 constatou cinco fatores que puderam ter levado o canal a perda de audiência:

  1. “Funkeiros mais conhecidos, como Kevinho, Jerry Smith, Lexa e Pocahontas, hoje preferem postar em seus canais individuais”
  2. “Após anos de domínio paulista, o funk cresce em Belo Horizonte, Recife e especialmente no Rio, onde Kondzilla é menos presente”
  3. “Mesmo em SP, a concorrência aumentou quando a GR6, maior agência de MCs da cidade, passou a priorizar seu próprio canal”
  4. “Competidores avaliam que o canal está perdendo a “conexão com as ruas”, com linguagem “limpinha” em momento em que o funk é marcado pela “ousadia””
  5. “Excesso de clipes de aspirantes a celebridades de qualidade duvidosa, que pagam pela “vitrine” da Kondzilla. A produtora lucra, mas o canal perde interesse de fãs”

Fábio explicou que uma das principais causas da perda de audiência foi uma “filtragem” de conteúdo. O canal deixou de promover clipes com palavrões, sexo e violência para alcançar certos públicos e marcas.

Enquanto o Kondzilla sofre com essas questões, uma concorrente assumiu a liderança no funk: a GR6, maior escritório de agenciamento de artistas de funk de SP.

Segundo o portal, a empresa virou concorrência para o Kondzilla a partir do momento em que o canal começou a focar em seus “planos grandiosos”, em 2017. Nessa época, todos os clipes de seus MCs eram lançados pelo canal da Konzilla:

“Eles abriram um escritório e viraram concorrência. A gente viu que tinha que ter uma coisa independente, trabalhar nossa plataforma. Pelos clipes, todo mundo achava que nossos artistas eram da Kondzilla. A gente ficava escondido”, afirmou Rodrigo Oliveira (33), dono da GR6.

Com produção e veiculação próprias, no canal GR6 Explode, a empresa conta com 10 diretores e R$2 milhões em equipamento de vídeo. A sede, situada em uma casa na Zona Norte de São Paulo, está começando a crescer: “Agora a gente está construindo outra casa na frente que é duas vezes maior. Lá vai ficar nossa parte de filmes. Estamos gravando uns 90 clipes por mês.”, informou Rodrigo. O resultado está nas paradas do Youtube.

Apesar da briga pela liderança no funk, Rodrigo contou que mantém boas relações com a concorrência: “Tenho um grande respeito pelo Kondzilla, por tudo que ele construiu”, disse.

O G1 detalhou todos os fatores que estão influenciando a disputa pelo primeiro lugar no funk. Apesar de tudo a favela continua vencendo.

 

Foto:Reprodução/Facebook/Kondzilla

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MARCA DE ROUPAS, YOUTUBE, NETFLIX: KONDZILLA QUER MUITO MAIS

Matéria de HuffPost Brasil

O portal Huffpost Brasil publicou uma entrevista com o KondZilla, dono do 3º maior canal de música do mundo no YouTube. O produtor e empresário Konrad Dantas, falou sobre sua carreira e nova fase como diretor criativo da Orloff.

A história de Konrad Dantas (30 anos) é uma das mais inspiradoras na música. Foi com muita vontade de fazer seu próprio trabalho e uma câmera na mão que hoje seu canal no Youtube, KondZilla, é o maior do Brasil e o do 3º maior canal de música do mundo.

Além de seu canal no Youtube, Kond fundou uma holding de comunicação, englobando a marca KondZilla Filmes e a KondZilla Wear, uma marca de roupas que espelha a cultura periférica. Há dois anos o produtor também possui um portal de comportamento.

“A música foi um meio mais rápido para conseguir viver com um pouco mais de conforto. Mas esse momento chegou. E como eu vou devolver isso para o universo? Como devolver isso para o público que apoiou nosso trabalho? A gente tem que entregar outro tipo de mensagem também. Minha missão de vida é contribuir para a transformação das pessoas. Ajudando elas a se transformar. Ser o meio para que elas se transformem.”, falou KondZilla à Huffpost Brasil em entrevista, sobre seu portal.

KondZilla chamou a atenção da Netflix e está prestes a lançar uma série sobre funk e periferia. A Orloff também quis Kond em seu time e anunciou que o produtor e empresário será seu diretor criativo.

“Ser diretor de cena é uma das minhas atividades. Ser empresário é uma das minhas atividades. Escrever roteiro é outra das minhas atividades. Acho que a atividade que consegue sintetizar isso tudo é ser diretor de criação”, disse KondZilla sobre o novo papel como diretor criativo.

 

Foto: instagram/@kond

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COM CANAL DE AVALIAÇÃO DE BRINQUEDOS, MENINO DE SETE ANOS É O YOUTUBER QUE MAIS FATURA NO MUNDO

Matéria de Business Insider

Com US$22 milhões em receita, a estrela do YouTube que mais ganha dinheiro no mundo é uma criança do ensino fundamental que faz milhões analisando brinquedos.

A Forbes revelou que o canal que mais fatura no Youtube pertence a um menino de apenas sete anos que avalia brinquedos.

Ryan ToysRevieW, é o canal no Youtube muito popular do menino Ryan de apenas sete anos.  Gerenciado por sua família, o Ryan ToysReview gerou cerca de US$22 milhões em receita antes dos impostos do dia 1º de junho de 2017 até 1º de junho de 2018, US$11 milhões no ano anterior. A estimativa bruta de US$22 milhões colocou a Ryan ToysReview à frente do controverso astro Jake Paul (que faturou US$ 21,5 milhões).

De acordo com o Business Insider, tudo começou quando Ryan, na época com 4 anos de idade, assistiu a um vídeo de avaliação de brinquedos, e perguntou a seus pais por que ele não podia rever os brinquedos no YouTube também.

Ryan ToysReview começou devagar até que um vídeo em julho de 2015 se tornou viral. O vídeo mostrava Ryan abrindo e revendo uma caixa contendo mais de 100 brinquedos da série “Carros” da Pixar. Atualmente o vídeo possui cerca de 935 milhões de visualizações.

O canal agora está com conteúdos voltados na avaliação de novos brinquedos e produtos alimentícios para crianças. Os vídeos geralmente trazem comentários sinceros e entusiasmados de Ryan com a orientação de fora da câmera de seus pais.

No início deste ano, Ryan fechou um acordo com o Walmart para vender uma linha de brinquedos exclusiva chamada de “Ryan’s World” que será vendida para mais de 2.500 lojas dos Estados Unidos e no site do Walmart, segundo o Reuters. O Ryan’s World foi o primeiro produto a ser vendido depois que a Pocket.Watch, uma marca de mídia para crianças, negociou acordos de licenciamento para várias estrelas de vídeos online.

O Ryan ToysReview tem 17 milhões de seguidores com um total de 26 bilhões de visualizações.

 

Foto: YouTube/RyanToysreview

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A INDUSTRIA DA MÚSICA ATACA O YOUTUBE APÓS CAMPANHA CONTRA O ARTIGO 13

A indústria da música respondeu à campanha do YouTube, que inclui pop-ups para alertar usuários contra o Artigo 13 da Nova Diretiva Europeia de Direitos Autorais. “Chegou a hora do YouTube respeitar o processo legislativo da UE e concentrar sua energia no trabalho com gravadoras para aumentar o valor gerado pela música gravada”, afirmou o diretor-presidente da BPI – associação de negócios da indústria fonográfica britânica, Geoff Taylor.

A Nova Diretiva Europeia de Direitos Autorais foi votada pelo Parlamento Europeu em setembro e deve ser aprovada ainda em 2018. As novas normas devem trazer mudanças e impactar, principalmente os serviços de streaming de vídeos, como o YouTube, que terão responsabilidade legal por todo o conteúdo enviado por seus usuários, conforme determina o Artigo 13, da Nova Diretiva.

Outra consequência da Nova Diretiva é determinar que plataformas como o YouTube, criem um filtro para todo o conteúdo enviado por usuários, conforme as leis de direitos autorais, antes de disponibilizá-lo em seu serviço.

O YouTube diz que já aborda esse problema com eficácia, através de seu sistema Content ID. Entretanto, atualmente, só é possível detectar uma violação de direitos, após o envio dos vídeos. Segundo o YouTube, 99,5% de todo o conteúdo infrator é detectado.

Uma campanha contra o Artigo 13, começou a ser difundida para alertar os usuários, através de pop-ups no Google, empresa-mãe do YouTube, vinculando a uma página chamada de “anti-Article 13 #SaveYourInternet”. O YouTube também está apoiando a campanha.

Nesta semana, a CEO do YouTube, Susan Wojcicki, e o diretor de música global da plataforma, Lyor Cohen, também se pronunciaram sobre o assunto, alertando aos usuários que o artigo 13 poderia prejudicar a plataforma e todos os usuários. Cohen afirmou que as consequências da aprovação do artigo significariam “menos dinheiro para artistas e compositores… [e] menos música para os fãs”.

Em contrapartida, a indústria fonográfica respondeu à força – através do BPI, British Phonographic Industry – a associação de negócios da indústria fonográfica britânica. Que possui como membros a Universal Music, Sony Music e Warner Music.

“O artigo 13º foi cuidadosamente analisado ao longo de quatro anos pela Comissão Europeia, pelo Conselho e pelo Parlamento. Estas três instituições concluíram, com razão, que a lacuna de valor – value gap – é real e que o YouTube deve assumir alguma responsabilidade pelo conteúdo que publica, assim como outros editores. O YouTube agora parece estar tentando assustar a UE em reverter decisões tomadas após um debate completo, porque não gosta do resultado.”, afirmou o diretor-presidente da BPI, Geoff Taylor, ao portal World Music Worldwide.

“Chegou a hora de o YouTube respeitar o processo legislativo da UE e concentrar sua energia no trabalho com gravadoras para aumentar o valor gerado pela música gravada, por exemplo, por meio de seu excelente serviço de assinatura do YouTube Music, em vez de tentar proteger um porto seguro – safe harbor- ultrapassado”, acrescentou Taylor.

 

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YouTube Music “Ones to Watch”: algoritmos revelam novos artistas em 2019.

Matéria de Evening Standard

O YouTube já foi responsável pelo surgimento de novos artistas como Dua Lipa e Ed Sheeran, com fim do ano chegando, o YouTube deu um passo a frente para descobrir os novos talentos musicais de 2019. Após analisar dados de sua plataforma, o YouTube Music está lançando uma lista “Ones to Watch” – “para assistir”- , com os principais novos artistas que tem ganhado destaque na plataforma.

de acordo com o Evening Standard, a partir de dados em suas plataformas, o YouTube Music está lançando uma lista com talentos musicais que se destacarão em 2019.

“O YouTube é bem conhecido por ser um lugar onde os artistas podem entrar na cena musical mainstream. É a beleza da plataforma aberta no YouTube, onde você pode ir de um vídeo em seu quarto para reservar uma turnê mundial. É por isso que estamos sempre procurando maneiras de elevar as vozes dos artistas na plataforma e compartilhar seus talentos com o mundo ”, disse Azi Eftekhari, diretor de parcerias musicais do YouTube, no Reino Unido.

“No início deste ano, apresentamos o aplicativo YouTube Music, por isso pareceu uma excelente oportunidade para destacar alguns dos talentos emergentes que estamos vendo no Reino Unido, que estão crescendo em popularidade e que achamos que farão ondas tanto comercial quanto criticamente em o futuro.”

A cantora R&B, de Birmingham, Mahalia, liderou a lista. Conhecida por suas canções conscientes, a cantora está em sua turnê europeia com todos os ingressos esgotados. Ela credita a plataforma pop todo o seu sucesso, já que através dela aprendeu a tocar guitarra e conseguiu construir uma base de fãs em todo o mundo.

Para descobrir Mahalia e os outros cantores da lista, a equipe do YouTube usou uma mistura de insights e dados:

“No lado dos dados, analisamos vários fatores, incluindo picos de interesse, como o lançamento de um videoclipe e os níveis de engajamento. Além disso, observamos aumentos constantes de visualizações, números de assinantes e comentários dos fãs”, explicou Eftekhari.

A Ones to Watch também aponta para a diversidade que está surgindo no cenário musical no Reino Unido:

“Esses são artistas individuais espalhados por todo o Reino Unido e Irlanda, e abrangem uma enorme variedade de gêneros. Isso é interessante porque mostra que você realmente não precisa fazer parte de uma cena em particular ou estar em Londres para fazer isso. Plataformas como a nossa estão permitindo que artistas se conectem diretamente com uma base de fãs e isso está alimentando uma enorme diversidade”, afirmou Eftekhari.

Foto: YouTube

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YouTube mais uma vez implora que os usuários se voltem contra o artigo 13

A CEO do YouTube, Susan Wojcicki, chamou a atenção por tentar influenciar os usuários da plataforma a serem contrários ao artigo 13, da Nova Diretiva de Direitos Autorais, e afirmou que seria o fim dos videoclipes. Para garantir a derrota do projeto, o Google, empresa-mãe do YouTube, já gastou mais de US$36 milhões.

Segundo o portal Digital Music News, Susan Wojcicki, CEO do YouTube, resolveu buscar apoio contra a Diretiva de Direitos Autorais Europeia, através de sua própria comunidade de criadores de conteúdo.

Susan Wojcicki contou aos criadores, através de um blogpost, que a Diretiva poderia trazer consequências prejudicando a monetização de criadores e a proibição de conteúdos, como os memes na internet e os videoclipes de música.

Com a aprovação pela União Europeia, a Diretiva de Direitos Autorais foi uma grande vitória para os criadores de conteúdo. No projeto de lei, o artigo 13 define que plataformas como o do YouTube criem filtros para detectar conteúdos que estão fora das determinações de direitos autorais. Para garantir a derrota do projeto, o Google, empresa-mãe do YouTube,  gastou mais de US$36 milhões.

A CEO também citou que a plataforma de vídeo teria dificuldades para licenciar vídeos de músicas, como o hit “Despacito”, um dos videoclipes mais vistos na plataforma. Wojcicki explicou que o clipe possui vários proprietários de direitos autorais, muitas vezes desconhecidos. A plataforma teria que bloquear vários vídeos e nenhuma empresa, “poderia assumir um risco financeiro tão grande”.

De acordo com o Digital Music News, as afirmativas da CEO são um absurdo, pois atualmente, apenas 3,5% de todos os criadores de conteúdo ganham o suficiente para passar a linha de pobreza.

Além disso, a IFPI descobriu que, apesar de ter 1,8 bilhão de visitantes mensais, o YouTube paga à indústria da música menos de US$1 por usuário. Com menos usuários, o Spotify paga cerca de US$ 20. Portanto, o artigo 13 beneficiará os criadores de conteúdos, maiores direitos e remunerações mais justas.

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Novo relatório da CISAC confirma arrecadação US$11 bilhões em royalties e aponta o YouTube como o maior vilão no mercado digital

Matéria de Variety

Apesar do crescimento recorde de US$11 bilhões na arrecadação de direitos autorais para criadores de música, audiovisual, artes visuais, teatro e literatura, a receita no digital continua abaixo do esperado devido ao Value gap – baixas taxas de royalties pagas pelo YouTube, apontou novo relatório da CISAC.

Novo relatório da CISAC – Confederação Internacional de Sociedades de Autores e Compositores – confirma o crescimento das arrecadações de direitos autorais para criadores de música, audiovisual, artes visuais, teatro e literatura. O portal Variety trouxe os números.

As arrecadações alcançaram um recorde de €9,6 bilhões em 2017 (quase US $ 11 bilhões), alta de 6,2% em relação ao ano anterior.

Com relação ao digital, a CiSAC relatou que a arrecadação de direitos autorais obteve a marca de €1 bilhão (US$1,14 bilhão) pela primeira vez.

As coleções digitais quase triplicaram (até 166%) nos últimos cinco anos, impulsionadas pela crescente demanda dos consumidores, principalmente pelos serviços de streaming de vídeo.

Os direitos autorais de música cresceram 6,0%, acumulando €8,3 bilhões. Também houve crescimento no digital, com arrecadação de €1 bilhão pela primeira vez.

O número de obras digitais atingiu 1,27 bilhão de euros, entretanto a CISAC apontou que a receita continua abaixo do esperado devido ao value gap – baixas taxas de royalties pagas pelo YouTube, a plataforma mais popular do mundo de streaming.

“Apenas 13% dos royalties dos criadores provêm de fontes digitais (acima de 11%), um reflexo do descompasso entre o volume de trabalho criativo disponibilizado por canais digitais e os valores devolvidos aos criadores”, afirmou o relatório sobre o value gap.

É o quinto ano consecutivo de crescimento global para os criadores e o primeiro a ver aumentos em todas as obras.

Houve aumento na arrecadação para TV e rádio, o que sugere que as crescentes receitas digitais não estão canibalizando os mercados mais tradicionais.

O presidente da CISAC e veterano músico eletrônico Jean-Michel Jarre (foto) disse que a CISAC está em uma batalha pelo futuro de mais de 4 milhões de criadores em todo o mundo: “A Europa já reconheceu que é hora de mudar: não é aceitável que a lei proteja os grandes monopólios tecnológicos e sustente uma injustiça sistêmica para os criadores. Agora há uma mensagem para chegar ao resto do mundo: é hora de outros governos se sentarem e seguirem”, afirmou Jarre.

 

Foto: HUGO MARIE/EPA/REX/SHUTTERSTOCK

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Facebook está oferecendo milhões à indústria musical para permitir que seus usuários façam upload de músicas em vídeos

Matéria de The Verge

Visando ser um grande concorrente com o YouTube, o Facebook está oferecendo aos editores de música, centenas de milhões de dólares para manter os direitos de música apresentados em vídeos enviados por usuários e proprietários de páginas.

O Facebook está se preparando para concorrer com o YouTube e se tornar o principal destino de conteúdos em vídeos musicais.

Segundo o portal The Verge, um relatório da Bloomberg afirma que o Facebook está oferecendo aos editores de música, centenas de milhões de dólares para manter os direitos de música apresentados em vídeos enviados por usuários e proprietários de páginas.

O Facebook pretende criar um sistema de identificação de vídeos protegidos por direitos autorais, semelhante ao sistema de identificação do Google. Este passo abrirá um caminho para que a rede social possa bater de frente com o YouTube, como serviço de vídeo de primeira linha da Internet e possivelmente, até mesmo um concorrente de streaming de música.

Embora apaziguar os detentores de direitos autorais com relação a vídeos gerados por usuários seja uma preocupação a curto prazo para o Facebook, a medida seria um passo para concretizar a visão mais grandiosa da empresa para vídeos on-line, algo que o CEO Mark Zuckerberg vem planejando há anos.

Se o Facebook começar a limpar o investimento com publicidade do YouTube, bem como proteger os direitos autorais de conteúdo de grandes editoras, a rede social poderá atrair ainda mais usuários, por períodos mais longos e competir como qualquer outra forma de mídia on-line na web.

A empresa já planeja produzir programas de televisão originais em parceria com empresas de mídia e organizações de notícias.

Parte desse processo pode envolver o novo acordo com a Vevo, detentora dos direitos autorais, para mais de 200.000 videoclipes de grandes artistas e gravadoras de todo o mundo. O acordo de exclusividade da Vevo com o YouTube termina este ano, dando ao Facebook a oportunidade de negociar seu próprio contrato com a empresa.

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