O motivo do conflito entre o Spotify e as Big 3

Negociações diretas com artistas, planos com preços mais acessíveis, maior transparência de dados aos artistas e agora os Podcasts! As Big 3 não estão nada satisfeitas com as novas práticas do Spotify e tem muito o que ponderar antes de renovar seus acordos de licenciamento! Saiba quais os principais pontos que influenciarão na renovação dos acordos no próximo ano.

Passa rápido, mas o Spotify só tem mais um ano para elaborar novas propostas a fim de renovar os acordos com as Big 3 – principais gravadoras Universal Music, Sony Music e Warner Music.  Segundo o portal Music Business Worldwide, as negociações para a renovação dos acordos de licenciamento não serão fáceis. As gravadoras estão bem receosas com as praticas que o Spotify tem realizado. Uma fonte declarou: “Se o Spotify entrar aqui [durante as negociações de 2019] e pedir qualquer tipo de melhoria de margem, nós vamos rir!”.

O portal Music Business Worldwide (MBW) falou com vários executivos das gravadoras e verificou alguns dos principais pontos que influenciarão na renovação dos acordos no próximo ano.

O FUTURO DO PLANO GRATUITO

Parece que o plano gratuito oferecido pelo streaming não agrada as Big 3. A intenção é que o plano seja suspenso para que as receitas com as assinaturas pagas possam aumentar: “É um debate em andamento”, afirmou uma fonte ao portal MBW.

Além disso, outra fonte disse que é de desejo não licenciar o plano gratuito nos mercados mais maduros do mundo.

PROMOÇÃO

As negociações de licenciamento garantiram uma boa margem de lucro ao Spotify, permitindo oferecer planos de assinaturas pagas mais atraentes aos usuários, como o plano Familiar para até seis pessoas a US$14,99 por mês e desconto nos primeiros meses de adesão no plano premium. Os resultados foram impressionantes, 83 milhões de usuários pagantes no final do segundo trimestre.

Uma fonte relatou que as Big 3 desejam que os planos sejam reajustados. “Nos últimos 10 anos, essa foi a coisa certa a fazer, pois ajudou a educar o consumidor sobre um novo modelo. Mas agora, há um bom entendimento de streaming na maioria dos mercados”.

Outra fonte do setor comentou que o valor do Plano Familiar deve ser atualizado: “Você poderia cobrar US$10 pela primeira conta, e talvez uma quantia menor por conta adicional no topo, por exemplo”.

3) ARPU

As principais gravadoras também estão atentas a ARPU – Receita Média Por Usuário – que declinou nos últimos anos graças a uma combinação de pacotes de telecomunicações, Planos Familiares e Estudantis, além dos preços sensíveis ao mercado.

De acordo com os cálculos da MBW baseados nos registros fiscais do Spotify, os assinantes estão pagando cerca de US$30 a menos por ano.

“O Spotify nunca aumentou seus preços, mesmo naqueles mercados nórdicos onde tudo começou [em 2008]”, afirmou uma fonte. “Mais do que apenas aumentar o preço do produto básico, estamos pressionando-os a criar novos níveis de serviço”, acrescentou.

4) DADOS… E QUEM PAGA POR ELE

Segundo o MBW, os maiores detentores de direitos estão insatisfeitos com a transparência na plataforma. Artistas e gerentes podem acessar dados detalhados sobre o desempenho de streaming. Porém os editores recebem apelas dados brutos com pouca granularidade.

“Estivemos em discussões acaloradas com o Spotify neste ponto por algum tempo”, disse uma fonte.

“Estamos investindo no artista e, mesmo assim, ficamos com pouca instrução quando um gerente liga para discutir certo dado”, reclamou outra fonte. “O Spotify se esconde atrás de um punhado de razões obscuras para isso, incluindo dividir os direitos entre as gravadoras e as editoras”, afirmou.

Outra preocupação das Big 3 são os rumores de que o serviço de streaming passaria a cobrar pelo acesso de dados: “O Spotify pode realmente ser tão eficaz com seus dados que agrega muito valor ao prever?”, perguntou um dos principais executivos ao MBW.

Uma fonte “particularmente ressentida” de uma gravadora disse: “Mostre-me o quanto a Spotify investiu na carreira de um determinado artista versus o que investimos. E depois me mostre quais são os direitos que eles possuem como resultado. Em ambos os casos, a resposta é zero. “Eles estão planejando vender-nos dados que já nos pertencem.”

5) CONTEÚDO ALÉM DA MÚSICA

As Big 3 estão convictas que o serviço de streaming está inserindo “artistas falsos” em certas playlists. São faixas de artistas pseudônimos, gravadas por compositores que trabalham para casas de produção como Epidemic Sound.

Uma das Big 3 afirmou que essa tática pode ser comparada a um varejista colocando um produto “sem marca” na prateleira, mas depois o promovendo fora da rádio.

As principais gravadoras tem odiado a nova sensação: podcasts! Falando com o MBW por telefone antes dos resultados do Q2 na outra semana, o CFO do Spotify, Barry McCarthy explicou que o conteúdo dos podcasts aumentam suas margens.

As Big 3 não estão muito contentes com a novidade já que conteúdo não musical poderia roubar horas das músicas que poderiam ser ouvidas na plataforma de música.

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A indústria da música faturou US$43 bilhões em vendas no ano passado, mas os artistas receberam apenas 12%.

As “Big 3” revelaram recentemente que faturaram bilhões no início deste ano. Todas destacaram o streaming como fator principal para o aumento de suas receitas. Entretanto, será que artistas e compositores também tem faturado na mesma proporção?

Um relatório sobre a indústria da música publicado pela Citigroup, eleita pela Forbes maior empresa do ramo de serviços financeiros do mundo, revelou uma que os artistas recebem tão pouco quanto reivindicam.

Segundo os dados do relatório, os músicos receberam no ano passado apenas 12% dos US$43 bilhões gerados em vendas nos EUA. Os números incluem receita de vendas de CDs, streaming de músicas, anúncios no YouTube, royalties de rádio e ingressos para shows. Esse número é apenas 5% desde 2000.

O Citigroup descobriu que no ano passado, as vendas de música arrecadaram mais de US$15 bilhões em receita publicitária. Consumidores geraram US$20 bilhões com assinaturas, CDs e ingressos para shows. Dessas quantias, gravadoras e editoras receberam quase US$10 bilhões, já os artistas receberam apenas US$ 5 bilhões.

De acordo com Lucas Shaw, da Bloomberg, a solução para os artistas é abrir mão de contratos de gravação em favor de serviços de streaming de música, uma vez que o Spotify está criando mais iniciativas como o licenciamento direto para artistas independentes com pagamentos adiantados.

A consultora, Vickie Nauman, afirmou que esse tipo de iniciativa pode forçar as grandes gravadoras a oferecerem “acordos mais favoráveis”. Ela explicou ainda sobre o motivo dos artistas receberem tão pouco: “Como a indústria da música tem tantos intermediários – e porque o consumo de música é tão fragmentado em várias plataformas – o artista capta muito pouco da receita agregada”

Para o portal Digital Music News, o problema é grave e o streaming não é uma solução benéfica para músicos e artistas. Com por exemplo, a violoncelista premiada Zoe Keating, que ganhou apenas US$ 4.388,93 de quase 1,2 milhão de transmissões no Spotify. “Não espere pagar o aluguel do próximo mês apenas abraçando o Spotify”, afirmou o portal.

O relatório da Citigroup ressaltou um fato alarmante: as gravadoras continuam a faturar bilhões com o trabalho dos artistas. E, não importa o que dizem seus representantes, os músicos ainda não recebem sua parte de forma justa.

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Warner Music Group tem aumento nas receitas após venda de toda sua participação do Spotify

Matéria de @MusicWeek

Durante uma apresentação de desempenho da Warner Music Group, o CEO Steve Cooper revelou que a gravadora vendeu toda a sua participação no Spotify, conseguindo arrecadar US$504 milhões em receitas, cerca de US$126 milhões serão repassados a seus artistas.

Nesta semana o CEO Steve Cooper apresentou os resultados financeiros da Warner Music Group. A gravadora arrecadou US$504 milhões em receitas com a ajuda da venda de toda sua participação do Spotify.

Cooper confirmou que cerca de US$126 milhões serão repassados a seus artistas entre os meses de agosto e setembro.

“Esta venda não tem nada a ver com a nossa visão do futuro do Spotify. Estamos otimistas em relação ao crescimento do fluxo de assinaturas. Sabemos que ele começou a cumprir seu potencial em escala global. Esperamos que o Spotify continue a desempenhar um papel importante nesse crescimento.”, afirmou Cooper.

Além disso, Cooper também comentou sobre o aumento da concorrência entre as empresas digitais, incluindo Spotify, Apple, Amazon e YouTube, é “uma boa notícia para o nosso negócio”.

Com relação às informações do desempenho da gravadora os resultados foram otimistas. De acordo com a análise do site “Music Week” os resultados mostraram outro grande salto nas receitas digitais com a continuação do boom do streaming.

Com a ajuda de Ed Sheeran no ano passado, a receita total cresceu 4,5% e a receita digital subiu 16,1%.

“Estamos satisfeitos com nosso crescimento de receita no contexto de uma comparação muito difícil no ano anterior”, acrescentou Eric Levin, vice-presidente executivo e CFO da Warner Music Group. “A saúde do nosso negócio é evidenciada pela nossa geração de caixa muito forte.”

A receita total de janeiro a 30 de junho foi de US$958 milhões, com contribuição digital de US$576 milhões, 60,1% (de 54,1% no ano anterior). A receita de vendas de música física e receita mecânica continuaram a diminuir.

As receitas nos EUA, Ásia e América Latina cresceram, enquanto a Europa diminuiu devido a uma queda nas vendas físicas e na chapa de liberação em comparação a 2017.

O lucro líquido atingiu US $ 321 milhões em comparação com US$143 milhões no ano passado. Esse aumento foi em grande parte atribuído à venda das ações Spotify da empresa e aos ganhos em moeda estrangeira.

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Warner confirma que já faturou 400 milhões de dólares nas ações do Spotify.

Warner confirma que já arrecadou 400 milhões de dólares nas ações do Spotify.

A Warner Music confirmou que vendeu 75% das ações que conseguiu através de acordos de licenciamento com o Spotify.

Com o acordo de licenciamento outras grandes gravadoras conseguiram ações no Spotify. Agora que o serviço de streaming está na Bolsa de Valores de Nova York chegou a hora de tentar conseguir algum lucro com isso.

A Sony Music logo no primeiro dia de negociação vendeu algumas de suas ações e agora está só com a metade. No total foram cerca de US$750 milhões arrecadados. Enquanto isso, a Warner arrecadou cerca de US$400 milhões, vendendo quase três quartos de sua participação.

Essa corrida para vender ações não significa pessimismo por parte das gravadoras. Stephen Cooper, CEO da Warner, explicou que a gravadora está planejando no curto prazo e as vendas das ações não tem nada a ver com a visão do futuro do Spotify.

“Estamos otimistas em relação ao crescimento de assinaturas. Sabemos que ele acaba de começar a cumprir seu potencial em escala global. Esperamos que o Spotify continue a desempenhar um papel importante nesse crescimento”, disse ele.

Cooper também falou sobre o compromisso da Warner de dividir os lucros com os artistas.

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COM A PALAVRA, AS GRAVADORAS

Presidentes da Warner Music Brasil, Universal Music Brasil e Sony Music Brasil se encontraram em um debate na Rio2c.

No dia 05/4, durante a Rio2c – Rio Creative Conference – houve um debate entre os presidentes das principais gravadoras brasileiras.

Estavam presentes Sergio Affonso, presidente da Warner Music Brasil, Paulo Junqueiro, presidente da Sony Music Brasil, e Paulo Lima, presidente da Universal Music Brasil.

No debate mediado pelo diretor da UBC, Marcelo Castello Branco, os presidentes responderam à perguntas como os desafios que as gravadoras têm enfrentado perante a insatisfação dos artistas sobre as métricas de pagamento, o atual papel do A&R, os critérios utilizados para contratar ou descartar um artista, o papel que a música brasileira pode ocupar no mundo com a globalização e a diferença entre as distribuidoras e os agregadores. O debate completo encontra-se na página da União Brasileira de Compositores.

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Enquanto projeto pretende criminalizar o funk, artistas do gênero fecham mega-acordo com grande gravadora

Matéria de @portalr7

Warner Music realiza projeto que contribuirá para o crescimento do funk.

Warner Music e a RW se reuniram nesta semana para que os MC’s Lan, Fioti e Mirella firmassem o projeto que contribuirá para o crescimento do funk.

No entanto, o empresário Marcelo Alonso criou uma proposta para criminalizar o gênero. O pedido já possui mais de 20 mil assinaturas e foi encaminhado para a relatoria do senador Cidinho Santos (PR) na CDH (Comissão dos Direitos Humanos e Legislação Participativa).

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Universal Gets To Peek at Warner’s Contract With Prince

Matéria de Billboard

Universal Music ganha ação judicial para ter acesso ao contrato de Prince com a Warner Music.

Após realizar um acordo sobre os direitos de músicas do cantor Prince, a Universal Music tem pressionado um reembolso de 31 milhões de dólares, pois a Warner Music já possui acordos sobre o catálogo do artista e isso causaria um grande conflito entre as partes.

Em uma ordem judicial na sexta-feira (16 de junho), um juiz concedeu o acesso da Universal Music ao contrato realizado em 2014 entre a Warner Music e a estrela pop. Segundo a Billboard, este documento é confidencial e a Universal Music não teve acesso antes de fechar o acordo.

O documento deve permitir que a Universal Music determine a validade de seu próprio contrato de licenciamento, um dos três que assinou com a propriedade de Prince, que morreu em abril por overdose.

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WARNER CLAIMS MAJORITY SHARE OF 2016’S BIGGEST-SELLING ALBUMS TOP 50

Warner Music comemora posto de primeiro lugar ao lançar os álbuns mais vendidos do mundo em 2016.

A análise foi realizada pelo site MBW segundo os dados do relatório da IFPI, o “Global Music Report”. Foram avaliados quais LP’s venderam mais unidades físicas e downloads (não incluindo streaming) em todo o mundo em 2016.

O maior vendedor foi o “Lemonade” de Beyoncé (Columbia), foram 2,5 milhões de cópias. Em seguida vem  Adele, com o album “25”, rendendo 2,4 milhões. Drake ficou em terceiro lugar, com vendas de 2.3m.

A Warner lançou álbuns de artistas consagrados como David Bowie e Prince (Prince’s Very Best Of ). Bowie ficou em 14º lugar e Prince em 32º. No entanto, os maiores lançamentos no Top 50 encontraram-se artistas mais novos como Bruno Mars (24k Magic, 7º), Twenty one Pilots, (Blurryface, em 8º) e Coldplay (A Head Full of Dreams, em 9º).

Mesmo os rivais da Warner não poderiam negar que foi um desempenho impressionante da terceira maior gravadora do mercado global.

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Warner Music Sells Digital Distributor Zebralution

Matéria de Billboard

Distribuidora digital europeia, Zebralution, se torna independente novamente ao deixar Warner Music Group.

Nesta segunda foi anunciado que os fundadores da distribuidora digital europeia Zebralution conseguiram a recompra da empresa. Com isso a empresa deixa de oferecer seus serviços a Warner Music Group e se tornará novamente independente após 10 anos. Não foram divulgados valores.

Bernd Dopp, presidente da Warner Music Central Europe  disse estar satisfeito com a Zebralution e pretende continuar trabalhando com a empresa futuramente.

Fundada em 2003, a Zebralution distribui seu catálogo de mais de 500.000 faixas, álbuns e vídeos para centenas de serviços digitais em todo o mundo. Ela foi vendida à Warner em 2007.

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