RESSO CHEGA AO BRASIL DE OLHO NA LIDERANÇA DE MERCADO NO STREAMING DE MÚSICAS

Matéria de Estadão

A plataforma de streaming da ByteDance, o Resso, está se estabelecendo no Brasil e deseja ser líder de mercado usando o modelo de recomendações de músicas parecido como o do seu ‘irmão’ Tiktok. Em entrevista, executivo falou sobre planos da plataforma de se tornar a número um no país.

Recentemente, o Estadão publicou uma entrevista com Thiago Ramazzini, chefe de relações com a indústria de música do Resso no Brasil, para falar sobre os planos da plataforma de streaming que chegou recentemente no país.

Conforme o portal, o escritório da Resso foi inaugurado no Brasil em agosto de 2020, e desde então, a plataforma de streaming da Bytedance vem trabalhado para se estabelecer no mercado onde há concorrentes como Spotify e Deezer.

Assim como o seu ‘irmão’ Tiktok, seu modelo de navegação infinita faz recomendações de músicas a partir do gosto do usuário e suas interações. Para Thiago Ramazzini, são estas funções que garantem o maior diferencial em comparação às outras plataformas:

“Temos uma inovação na parte social. Temos os players com entrega de música e recomendação. Mas nosso usuário deixa de ser passivo e passa a controlar o uso do aplicativo. Ele interage com a base de seguidores e de artistas, faz comentários, dá curtidas e compartilha letras. Falamos há anos que precisamos personalizar os serviços de streaming de música, e é isso que fazemos. O meu aplicativo é diferente do de outras pessoas porque é a partir da interação que meu gosto chega a você por playlist, rádio ou álbum. É poderoso na recomendação de coisas novas. O aplicativo sempre sugere recomendações e de algo que gosto, ele acerta bem”, explicou o executivo.

E para conseguir atender a todos os gostos foi preciso reunir um amplo catálogo de músicas. Um dos objetivos do Resso era chegar ao Brasil com acordos de direitos autorais firmados para reunir o maior número de músicas possíveis:

“Não pode faltar nenhum artista e por isso temos um catálogo completinho. Fizemos questão de ter isso completo antes de lançar o aplicativo. O Resso quer dar voz para todo mundo e fazemos questão de ter todos os artistas”, contou Ramazzini ao portal.

Agora que a plataforma está estabelecida no país, o objetivo é audacioso, porém não impossível:

“A grande meta é ser o líder do mercado no Brasil. Não quero parecer arrogante, mas, por focarmos muito no produto no último ano, já chegamos a níveis de audiência muito grande. O grande objetivo é ser o líder do mercado para o Brasil”, finalizou Thiago.

 

 

Foto: divulgação

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RIAA: RECEITAS DE MUSICA GRAVADA CHEGAM A US$7,1 BILHÕES NOS EUA

Associação Americana da Indústria de Gravação diz que receitas de músicas no primeiro semestre de 2021 aumentaram 27% nos EUA. Vinil é destaque com crescimento de 94% das vendas.

Nesta segunda-feira (13) a Associação Americana da Indústria de Gravação (RIAA, sigla em inglês) divulgou dados atualizados sobre o mercado da música nos EUA para o primeiro semestre de 2021.

As receitas de música gravada nos EUA aumentaram 27% no primeiro e chegaram a marca de US$7,1 bilhões. Deste valor, cerca de dois terços vieram das assinaturas pagas dos serviços de streaming, batendo o recorde de 82 milhões de assinaturas no país.

Apesar do bom desempenho, o vice-presidente sênior de pesquisa e economia da RIAA, Joshua P. Friedlander, alertou que “os efeitos da Covid-19 continuaram afetando a indústria” com fechamento de lojas e cancelamentos de shows presenciais.

Para a RIAA, a pandemia também ajudou a diversificar o consumo de música, em redes sociais e diversos tipos de plataformas, gerando receitas significativas para o mercado.

Aqui estão alguns pontos destacados pelo creativeindustriesnews.com no relatório da RIAA:

> O streaming está movendo o negócio da música:

A receita de streaming de música cresceu 26%, gerando US$5,9 bilhões para a indústria americana, e representou 84% da receita total do período. Foram 840 BILHÕES de fluxos sob demanda na primeira metade do ano, um recorde que deve continuar sendo quebrado a medida que plataformas audiovisuais como TikTok e Twitch ganham cada vez mais popularidade.

> As assinaturas são os principais motores de crescimento:

Atualmente, as assinaturas pagas são responsáveis ​​pela maior parcela das receitas de música gravada nos EUA, um aumento de 26% a.a., chegando a US$4,6 bilhões no primeiro semestre de 2021. Elas representaram quase dois terços da receita total e 78% da receita de streaming.

No primeiro semestre de 2021, o número médio de assinaturas chegou 82 milhões, um aumento de 13% em comparação ao ano anterior.

> Receitas de plataformas com publicidade:

Durante o período, houve uma recuperação da publicidade nos serviços de streaming. Apesar das receitas representarem US$741 milhões, o aumento foi de apenas 3% em comparação ao ano anterior marcado pelo declínio de investimento das empresas durante o início da pandemia.

> As vendas de vinil aumentaram 94%

As vendas físicas foram de $690,1 milhões e aumentaram 75,7% graças ao crescimento do vinil. Os discos de vinil ressurgiram no primeiro semestre de 2021, com as receitas crescendo 94% (US$467 milhões).

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YOUTUBE MUSIC SUPERA MARCA DE 50 MILHÕES DE ASSINANTES

Conforme CEO do Youtube, crescimento da plataforma está sendo impulsionado por bom desempenho em países como Coreia do Sul, Índia, Japão, Rússia e Brasil.

Nesta quarta feira, o Chefe de Música Global do YouTube, Lyor Cohen, anunciou que a plataforma de streaming de músicas YouTube Music, bateu a marca de 50 milhões de assinantes.

Com entusiasmo, o executivo informou que o aumento de assinantes do YouTube Music está sendo impulsionado, principalmente, pelo desenvolvimento da plataforma em países como Coreia do Sul, Índia, Japão, Rússia e Brasil.

Só para se ter uma ideia, em outubro de 2020 o YouTube Music divulgou que tinha alcançado mais de 30 milhões de assinantes no mundo, isso quer dizer que desde então a plataforma aumentou sua base de assinantes em cerca de 20 milhões, ou 1,8 milhões de assinantes por mês.

De fato o crescimento da plataforma é impressionante ao compararmos com outras plataformas. O rival Spotify, por exemplo, revelou em julho que sua base global de assinantes Premium cresceu em 165 milhões no segundo trimestre de 2021, um aumento de 20% com relação ao ano anterior.

Já a Apple Music, por sua vez, anunciou que ultrapassou 60 milhões de assinantes em junho de 2019, mas parou de atualizar essa contagem.

“Temos produtos fantásticos no YouTube Music e no YouTube Premium que proporcionam um valor único para artistas e criadores e a melhor experiência para fãs de música. Estamos em nosso próprio caminho”, disse Cohen.

“Não há outro lugar onde os fãs possam ter acesso ao maior e mais diversificado catálogo de música, artistas e cultura. Estamos tornando mais fácil para os fãs de música se aprofundarem e encontrarem o que querem – seja no YouTube ou no app YouTube Music.”, complementou o executivo.

A notícia de hoje chega alguns meses após a plataforma dizer que pagou à indústria da música mais de US$ 4 bilhões no último ano.

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MP realiza operação para fechar sites que ofereciam venda de falsos plays em serviços de streaming

Matéria de G1

Mais uma vez foi realizada uma operação para derrubar sites que oferecem venda de fake streams no Brasil. Ação descobriu que todos os sites usaram uma base no Leste Europeu com serviços para camuflar números em redes sociais e Fake News sobre política e entretenimento.

Mais uma vez uma série de sites que manipulavam o número de plays em serviços de streaming foram fechados no Brasil.

Conforme o G1, a operação chamada de ‘Antidoping’ foi realizada pelo Núcleo de Investigações de Crimes Cibernéticos do MP-SP, que classificou a prática, pela primeira vez, como crime de estelionato no país.

Foram localizados e investigados 18 sites e mais 17 pessoas que vendiam “fake streams’ no varejo online. Todos foram fechados até julho de 2021, ou tiveram que remover a parte que anunciava a venda deste serviço.

Durante a investigação foi descoberto que todos os sites fechado eram baseados em um serviço de manipulação com sede no Leste Europeu, que também oferecia serviços semelhantes ligados às redes sociais, marketing e política. O que dificulta a identificação das ações ilegais.

“Todos estes serviços do Brasil são espelhos de uma plataforma que está hospedada na Rússia. Ali você encontra impulsionamento para tudo: Facebook, Instagram, Twitter, conteúdos de notícias, de política, de personalidades”, diz ao G1 Paulo Rosa, presidente da Pró-Música, associação das gravadoras no Brasil.

Apesar do sucesso da operação, infelizmente ainda é possível encontrar outros sites que continuam a oferecer este serviço.

“Porém, isso não interfere na punição dos demais envolvidos (no Brasil): a responsabilidade penal é pessoal, podendo tornar-se réu qualquer um que tenha concorrido de modo relevante para a prática do crime, independentemente da responsabilização dos demais”, ressaltou Lister Braga. promotor que participou do inquérito.

Em outubro de 2020 a Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI, sigla em inglês), em operação conjunta com o Pró-Música e demais órgãos do governo também realizou operação semelhante para fechar vários sites que ofereciam serviços de manipulação de execuções em serviços de streaming.

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Netflix anuncia que vai apostar no mundo dos games para conquistar novos assinantes

Matéria de Fast Company

A Netflix deve lançar videogames baseados em suas maiores séries, como Stranger Things, em sua plataforma. Embora poucos detalhes tenham sido revelados, especialistas apontam que streaming vai enfrentar grades desafios, técnicos e financeiros.

Recentemente a Netflix anunciou que está contratando diversos profissionais especializados na área de jogos para construir uma nova divisão interativa na empresa. De acordo com o FastCompany.com, a Netflix deve lançar videogames em sua plataforma dentro de um ano.

Embora poucos detalhes tenham sido revelados obre a novidade, já é de se esperar que a Netflix crie jogos em torno de suas franquias mais populares como ‘Stranger Things’ ou ‘La Casa de Papel’.

A notícia de quem a plataforma de streaming vai se aventurar no mundo dos jogos deixou muita gente intrigada, já que o movimento da empresa será um grande desafio, tanto técnico, quanto financeiro.

“Quando digo que é impossível e a Netflix vai falhar, não estou dizendo isso porque sou um ‘hater’ da Netflix”, disse Michael Pachter, analista da Wedbush Securities.

“Estou dizendo isso porque, para mim, é como se a Starbucks anunciasse: ‘Decidimos entrar no negócio da FedEx porque as pessoas já vêm à nossa loja. Eles podem pegar o pacote e também pegarem o café”, brincou o analista ao portal.

Pachter também apontou que um dos grandes desafios para a Netflix será o alto custo de se construir um negócio de jogos. O analista contou que a Disney fechou sua divisão de jogos ‘Infinity’ em 2013, mesmo depois de ter gerado $1 bilhão em receita. “Eles não conseguiam ganhar dinheiro”, disse Pachter. “Os jogos deles eram fantásticos, mas não conseguiam escalar. Sua sobrecarga era tão grande, o custo dos jogos era tão grande, mesmo com um bilhão de dólares em receita”.

Outra questão é que a Netflix, já anunciou que os jogos estarão disponíveis para assinantes em sua plataforma, junto com os filmes e séries. A pergunta que fica é como os usuários iriam jogar? Com um controle remoto? Isso limitaria as ações para cima, baixo, esquerda e direita. A plataforma poderia lançar seu próprio controlador. O que daria um trabalho enorme para compatibilizá-lo com as várias plataformas de smart TV.

Além disso, há a questão da distribuição. Atualmente mais de 70% da distribuição de jogos para celular é feita em iPhones, o que significa que a Apple ficaria com 30% de comissão.

Para muitos, a notícia não passa de marketing, pois não há nenhum anúncio de aquisições de empresas especializadas para seguir com os processos. Mas há também a hipótese de que a Netflix esteja interessada nos conteúdos produzidos pelos streamers, que já transmitiram até agora 840 bilhões de minutos no Twitch, o que resultaria também em mais divulgação da plataforma, logo mais assinantes.

 

 

FOTO: Glenn Carstens-Peters/Unsplash

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Sony Music Publishing amplia programa para gerar receita de streaming a compositores antigos

Matéria de @MusicWeek

Compositores que tiveram saldos não recuperados em contratos antigos com a Sony Music Publising passarão a receber receitas de streaming.

A Sony Music Publishing estendeu sua política em relação aos saldos não recuperados de compositores que tiveram seus contratos realizados antes de 2000.

Com o lançamento do programa “Legacy Unrecouped Balance Program”, a editora está selecionando compositores que tiveram seus contratos realizados antes de 2000 para pagar royalties pelas transmissões em plataformas de streaming, mesmo que nunca tenham pago totalmente os adiantamentos recebidos e outros custos recuperáveis ​​incorridos pela editora anteriormente.

Conforme o Completemusicupdate.com, este assunto foi denunciado após o Comitê formado no Departamento de Digital, Cultura, Mídia e Esporte (DCMS) do governo britânico emitir um relatório sobre a economia do mundo da música, onde se identificou que muitos artistas ainda estão pagando dívidas de álbuns lançados há anos com o dinheiro recebido de royalties recebidos das plataformas de streaming. Ou seja, continuam não recebendo nada para pagar dívidas de anos.

É importante notar que os acordos de edição mais antigos não eram favoráveis em comparação aos realizados atualmente. Com o programa da Sony Music Publishing, esses compositores poderão começar a receber o dinheiro vindo do streaming.

“Com as mudanças históricas nas políticas de nosso negócio, estamos dando passos importantes para criar uma indústria musical mais justa e transparente para compositores e todos os criadores. Em nome de nossas equipes ao redor do mundo, é nosso privilégio representá-lo no início deste próximo capítulo com Songwriters Forward.”, disse o CEO e presidente da Sony Music Publishing Jon Platt em um memorando visto pela Music Week.

Todos os compositores e artistas inclusos no programa serão notificados pela Sony Music Publishing globalmente.

 

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Com relatório, Comitê pede mudanças no streaming ao Governo Britânico

Após ouvir músicos, executivos e plataformas, Comitê de Cultura criou relatório para pedir ao Governo britânico mudanças no streaming. Mercado continua beneficiando grandes empresas e segue injusto para músicos e artistas.

Nesta semana o Governo Britânico recebeu um relatório elaborado por um Comitê com um pedido por mudanças na legislação que regulamenta os serviços de streaming, a fim de buscar maior equilíbrio e condições para músicos e artistas no digital.

O Comitê formado no Departamento de Digital, Cultura, Mídia e Esporte (DCMS) do governo britânico, vem estudando a economia do mundo da música durante a pandemia, bem como ouvindo pessoas, como Nile Rogers e executivos, para entender o mercado e oferecer soluções melhores à compositores e artistas.

O resultado dos estudos gerou o relatório ‘Economics of Music Streaming’ (‘Economia do streaming de música’, em tradução livre), onde a entidade mostrou como o mercado continua beneficiando as grandes gravadoras, enquanto os titulares de direitos autorais não conseguem viver do que criam.

No relatório, o Comitê chegou a quatro principais questões pelas quais o streaming precisa se modernizar:

  1. Artistas (e até os mais famosos) não estão tendo retorno financeiro com o streaming:

A remuneração equitativa é um direito do artista. No entanto, no streaming os artistas são pagos de acordo com os termos de seu contrato de gravação. Dependendo de quando eles começaram suas carreiras, seus royalties podem variar de 20% (para um artista de porte médio) à 2%, para aqueles com contratos históricos.

O Gráfico de barras mostra os resultados da pesquisa da #PayPerformers Campaign, sobre remuneração de artistas de streaming do Reino Unido em 2020, onde quase 50% disseram: ‘Não recebo nenhuma receita como artista de streaming”.

 

  1. Disparidade nos pagamentos de direitos de gravação e autoral

A atual divisão da receita de streaming dá à gravadora a maior parte da receita de uma faixa. Isso vem de um modelo que se aplicava à venda física, em que os selos tinham despesas de fabricação, armazenamento e transporte de CDs.

Isso deixa os compositores e editores com a menor parcela da receita, apesar de ser parte integrante do processo criativo. Os criadores e editoras musicais argumentam que esse modelo está desatualizado e injusto, pois essas despesas gerais não se aplicam à produção musical digital.

  1. Apenas três grandes gravadoras controlam a maior parte do mercado

A pirataria digital e novas tecnologias (como streaming) perturbaram a indústria musical tradicional, levando a um ecossistema onde três grandes players surgiram e se expandiram.

As três maiores empresas agora têm uma participação no mercado fonográfico do Reino Unido equivalente a 75%. Eles também dominam a edição de música, que é a parte da indústria que lida com os direitos das letras e da composição de uma faixa.

  1. ‘Porto seguro’ e violação de direitos autorais

O ‘porto seguro’ (safe harbour) isenta as empresas de tecnologia que hospedam conteúdo gerado pelo usuário de serem criminalmente e financeiramente responsáveis ​​por conteúdo que infringe direitos autorais. Isso desde que eles ajam rapidamente contra o conteúdo infrator (como remover um vídeo), onde obtêm “conhecimento real” de onde isso aconteceu.

O porto seguro sustenta os modelos de negócios dessas empresas de tecnologia, que permitem aos usuários consumir música gratuitamente. Isso significa que esses serviços negociam licenças de música com eficácia depois que os usuários tocam em suas plataformas. Isso cria uma chamada ‘lacuna de valor’, uma vez que as receitas de música de serviços financiados por anúncios são significativamente menores do que aquelas de serviços pagos.

 

Cinco recomendações para consertar os problemas

Além de apresentar os problemas no streaming, o Comitê fez cinco recomendações para ajudar o Governo Britânico a dar início às reformas legislativas no streaming.

  1. Remuneração equitativa

O direito a uma remuneração equitativa é uma solução simples, mas eficaz, para os problemas causados ​​pelos baixos salários do streaming de música. É um direito que já está estabelecido na legislação do Reino Unido e foi aplicado ao streaming em outras partes do mundo.

O Governo deve promulgar legislação para que os artistas possam desfrutar do direito a uma remuneração equitativa para o fluxo de renda.

  1. Paridade de receita para compositores

Apesar de ser uma parte importante no processo de criação e streaming de música, compositores não são efetivamente remunerados por seu trabalho.

O governo deve trabalhar com os criadores e o setor editorial independente para explorar maneiras pelas quais os novos e futuros compositores possam ser apoiados para terem carreiras sustentáveis, ​​e as editoras musicais independentes permanecerem comercialmente viáveis.

  1. Um estudo sobre o poder de mercado na indústria musical

Não há dúvida de que os principais grupos musicais atualmente dominam a indústria, tanto em termos de participação no mercado geral de gravação e (em menor grau) de edição, mas também por meio de sua propriedade dos direitos musicais mais valiosos e por meio de fusões e aquisições de serviços concorrentes.

Foi recomendado que o Governo encaminhe um caso para a Autoridade de Concorrência e Mercados (CMA), a fim de realizar um estudo de mercado completo sobre o impacto econômico do domínio das grandes empresas. O Governo também deve fornecer ao CMA os recursos e pessoal para realizar este caso.

  1. Algoritmos e playlists mais transparentes

Os curadores musicais desempenham um papel importante na descoberta e no consumo da música digital. Não é a toa que os criadores de música estejam investindo mais recursos para chamar a atenção desses curadores.

Quando os curadores são pagos ou recebem benefícios em espécie em playlits, é recomendado a criação de um código de prática desenvolvido pela Advertising Standards Authority (semelhante ao que é feito com os influenciadores de mídia social) para garantir que as decisões que tomam sejam transparentes e éticas.

  1. Abordar preocupações sobre o ‘porto seguro’

Para garantir que os criadores de música e as empresas prosperem no mercado musical mundialmente importante do Reino Unido, o governo deve fornecer proteções para os detentores de direitos que sejam pelo menos tão fortes quantos aqueles fornecidos em outras jurisdições.

Como prioridade, o Governo deve introduzir obrigações robustas e legalmente aplicáveis ​​para normalizar os acordos de licenciamento para serviços de hospedagem de Conteúdo Gerado pelo Usuário, e assim, lidar com as distorções do mercado e a ‘lacuna de valor’ do streaming de música.

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Spotify continua sendo o serviço de streaming de música mais popular do mundo

Matéria de @midiaresearch

Spotify segue como o serviço de streaming de música mais popular do mundo, líder em marketshare no início de 2021. Destaque vai para o YouTube Music, a preferência da Geração Z.

Número de assinaturas pagas dos serviços de música chegou a 487 milhões, O número de assinaturas pagas em serviços de streaming de música alcançou a marca de 487 milhões. Um aumento de 19,5 milhões de novos assinantes no primeiro trimestre de 2021.

Os dados vêm da especialista em Pesquisa de Mercado, Midia Research, que também apontou o Spotify como líder global em marketshare no streaming, com 27 milhões de novos assinantes entre o primeiro trimestre de 2020 e o primeiro trimestre de 2021.

Apesar do bom desempenho do Spotify, houve perda de dois pontos na participação de mercado no período. Isso porque sua taxa de crescimento percentual ficou atrás em comparação aos seus principais concorrentes.

O Google foi o serviço de streaming de música que mais cresceu em 2020, um aumento de 60%, em seguida vem o Tencent, em segundo lugar, com 40%. A Amazon continuou sua trajetória estável, com alta de 27%, enquanto a Apple cresceu apenas 12%.

O destaque vai para o YouTube Music. A plataforma de streaming de áudio do Google tem ganhado repercussão em muitos mercados no mundo, principalmente os emergentes e conquistando o público mais jovem. Para a empresa, parece que o YouTube Music está se tornando para a Geração Z o que o Spotify foi para os Millenions há meia década.

Os mercados emergentes, agora são centrais para o mercado de assinantes de música. América Latina, Ásia-Pacífico e resto do mundo correspondem a 60% de todo o crescimento de assinantes de 2020.

No entanto, vários serviços de mercados emergentes agora possuem grandes bases de assinantes. Além dos 61 milhões da Tencent, a NetEase da China atingiu 18 milhões de assinantes no primeiro trimestre de 2020 e a Yandex, da Rússia, atingiu 8 milhões.

 

Foto: reprodução Midia Research

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Amazon compra MGM por US$8,45 bilhões

Matéria de The Verge

A aquisição do MGM pela Amazon foi concluída. Este é o maior investimento em entretenimento da gigante do comércio eletrônico até agora.

Nesta manhã de quarta-feira (26) a Amazon concluiu a aquisição do estúdio de cinema e TV MGM por US$8,45 bilhões.  O maior investimento em conteúdo realizado pela Amazon até agora.

Para a Amazon isto significa que seu serviço de streaming, Prime Video, poderá oferecer ainda mais conteúdos exclusivos, já que conforme a Variety, o MGM é um dos estúdios mais famosos de Hollywood, responsável por lançar franquias como James Bond, Rocky além de séries que conquistaram o mundo todo incluindo The Handmaid’s Tale e Vikings. Além disso, o MGM também lançou famosos realities shows como The Voice e Shark Tank.

“O valor financeiro real por trás deste acordo está no catálogo que planejamos reinventar e desenvolver junto com a talentosa equipe do MGM”, disse Mike Hopkins, vice-presidente sênior da Prime Video e Amazon Studios, em um comunicado. “É muito empolgante e oferece muitas oportunidades para uma narrativa de alta qualidade.”

Com 200 milhões de assinantes do prime Video no mundo todo, o negócio de mídia e streaming da Amazon é considerado apenas uma parte pequena de sua receita. Entretanto, a cada ano a empresa tem investido cada vez mais em conteúdo, seguindo a tendência de outros serviços de streaming para estar à frente da concorrência na “guerra do streaming”.

 

 

Foto: reprodução – Metro Goldwyn Mayer

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Netflix e Spotify lideram ranking de serviços de streaming com mais usuários

Qual serviço de streaming tem mais usuários? Na guerra do streaming, Netflix e Spotify seguem à frente da concorrência com grande folga. Saiba quem mais se destacou no mercado de streaming em 2020.

O Fórum Econômico Mundial (World Economic Forum) publicou em março uma a análise para descobrir quais serviços de streaming possuem mais assinantes. Não há dúvidas que diante da pandemia do coronavírus os serviços de streaming de áudio e vídeo estabeleceram ainda mais suas receitas, contribuindo para que novos players fossem lançados, aumentando ainda mais a “guerra do streaming”.

Para descobrir quem são os líderes desta batalha pela conquista de novos usuários foram avaliados os serviços de assinatura de vídeo, áudio e notícias com mais de 5 milhões de assinantes no ano passado. Os dados vieram da associação de mídia FIPP, bem como de relatórios de empresas individuais.

Conforme a organização, com mais de 200 milhões de assinantes globais, a Netflix manteve sua posição como o primeiro e principal nome do streaming de vídeo. Embora sua base de consumidores nas Américas tenha começado a se estabilizar, o crescimento da empresa em alcance (mais de 190 países) e conteúdo (mais de 70 filmes originais previstos para 2021) o colocou a frente em mais de 50 milhões de assinantes em comparação à sua concorrência mais próxima.

No quesito de áudio, o Spotify segue no mesmo caminho, com uma base de 144 milhões de assinantes. Ou seja, mais do que o dobro da Apple Music, o concorrente mais próximo com 68 milhões de assinantes.

Enquanto isso, a Amazon segue como o segundo serviço de streaming de vídeo mais popular, com 150 milhões de assinantes. Mas vale notar que as assinaturas do Prime Video estão incluídas na assinatura do Amazon Prime, que também apresentou um grande crescimento, principalmente durante a pandemia.

Disney lidera no crescimento do streaming

Para a organização, a rápida ascensão da Disney junto aos gigantes dos serviços de streaming é algo notável. Apesar do lançamento do Disney+ no final de 2019 com uma biblioteca de conteúdo um “tanto sem brilho” (apenas uma série original com um episódio no lançamento), a plataforma disparou tanto em termos de conteúdo quanto em sua base de assinantes. Atualmente, o serviço conta com 95 milhões de assinantes, mais do que o previsto para 2024.

A onda Disney + também estimulou o crescimento de serviços de streaming parceiros como Hotstar e ESPN +, enquanto outros serviços com bases de assinantes menores tiveram grandes taxas de crescimento influenciadas pela pandemia COVID-19.

Agora, a questão que fica é como o mercado de streaming responderá quando a pandemia começar a diminuir no mundo, e quando todos os novos players forem contabilizados.

 

Foto: Visual Capitalist

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